Notas iniciais
Em estado grave, Melissa é internada. Enquanto isso, Nathan descobre que por sua culpa, alguns de seus colegas morreram.

Midtown High School

Ambulâncias e viaturas da polícia já estavam nos arredores do Colégio Midtown prestando atendimento. Algumas emissoras de TV também faziam a cobertura do acontecimento. O lugar estava cheio, alunos, professores e outras pessoas chegavam ao local tentando ver o que estava acontecendo. Melissa estava sendo colocada em uma maca e Nathan recebia atendimentos. O estado do garoto não era tão grave quanto o de Melissa. Por fim, os médicos o colocaram em uma maca. Kelvin observava tudo, muito preocupado e perplexo com o que estava acontecendo. Ele se aproxima de um dos médicos:

Por favor, posso acompanhá-los? – A médica percebe o estado do garoto e apesar de relutar um pouco, afirma com a cabeça.

Um policial chama o diretor do colégio para dar alguma informações – O senhor é o diretor do Colégio?

Sim, Hoskins – Ele aperta a mão do policial – E então, alguém mais se feriu? – Ele responde, preocupado. O policial olhou para o seu parceiro e respondeu – Foi confirmada a morte de oito alunos. Sinto muito. Precisamos que os responsáveis reconheçam os corpos e, algumas outras burocracias. Lamento. Vamos investigar para saber o que ocasionou isso. – O diretor Hoskins ficou surpreso e levou as mãos ao rosto.Alguns professores que estavam próximos e ouvindo a conversa se aproximaram dele.

Em algum lugar da cidade

Klaus entra em uma construção que parecia estar abandonada. Bem no centro, havia um Homem sentado na mesa enquanto fumava charuto e contava um bolo de dinheiro. Dois outros sujeitos estavam do lado dele, de braços cruzados e vestindo uma jaqueta, de motoqueiro, preta. Ambos possuíam um físico avantajado.

O garoto já era, não vai mais incomodá-lo.

É mesmo? – Respondeu a figura misteriosa sem ao menos olhar para Klaus – E como vou saber se está falando a verdade?

Ele estuda em um colégio chamado Midtown. Ligue o noticiário e veja.

O sujeito liga a TV e percebe que o canal estava ao vivo do colégio Midtown

Uma explosão misteriosa aqui no colégio Midtown tirou a vida de oito alunos e feriu inúmeras outras pessoas. Ainda não se sabe o que a ocasionou mas, os policiais estão investigando e assim que tiverem novas informações traremos em primeira mão para vocês. – Dizia uma repórter.

Uma explosão? – Ele desliga o controle e coloca na mesa – Tenho que admitir, isso é uma surpresa vindo de você Klaus. Nunca foi de matar ninguém.

Klaus bate com força as suas mãos na mesa – Eu não tinha a intenção de matar aquelas pessoas, simplesmente aconteceu. Mas, isso vai servir de lição para aquele garoto. Ele entrou no meu caminho e pagou por isso. Não gosto de matar ninguém, mas, se for preciso para eu cumprir meu objetivo, não posso deixar nada me atrapalhar.

O que? Servir de lição? Você não o matou? – Ele se levanta irritado – Seu incompetente! Quem garante que esse garoto não vai voltar a se meter nos meus negócios? Me fale a identidade dele, eu vou resolver essa situação.

Nada disso – Respondeu Klaus. Os guarda-costas sacaram suas armas e apontaram para Klaus

O que está dizendo?

Informação é poder. Se quer saber o nome do garoto, me pague para isso. O motivo pra eu ter te procurado foi para pegar o restante da grana que combinamos. Eu já fiz muito em ter tirado esse garoto de cena mas não liguei, já que eu também queria fazer isso. Mas, você já está querendo demais ao exigir que eu informe a identidade dele. Pague o dobro que me deve e eu digo sem problemas.

Você está maluco, Klaus? Você não o tirou de cena, quem garante que ele não irá me atrapalhar mais? Fora que também combinamos que você iria pegar algo de valor com aquele tal de Morgan. E está se esquecendo de um pequeno detalhe. Você está em desvantagem, se não fizer o que estou mandando, você morre.

Eu pago pra ver então. Não fazia parte do acordo eu ter que ir atrás desse garoto mas eu fiz. Logo, não irei pegar nada com Morgan. Esse foi meu preço.

Os guarda-costas do sujeito misterioso apertam o gatilho mas nenhuma bala saiu. Eles ficam surpresos

Vocês acham que eu sou burro? Tenho um dispositivo que neutraliza armas de fogo em um segundo – Klaus mostra o dispositivo que se parecia com uma pulseira – Quando eu bati com as duas mãos na mesa, eu apertei um pequeno botão. Fiz isso para não perceberem o som que a arma faz quando fica neutralizada pelo meu dispositivo. E também tem mais uma coisa – A armadura de Klaus que estava escondida nas sombras da sala, dá alguns passos e apontava duas armas enormes, parecidas com metralhadoras, no lugar de sua lâmina, para o sujeito misterioso e seus capangas – Entregue meu dinheiro, agora.

Relutante, ele pega alguns pacotes de dinheiro e coloca na mesa. Klaus pega o dinheiro e entra em sua armadura, de costas. Ela se abre, o cobre, abre as suas asas e voa, quebrando o telhado e indo embora.

Em um local misterioso

Miles entra em uma sala escura de um prédio. Ele viu Peter acorrentado pela janela da sala. Peter estava com o seu uniforme rasgado e sem a máscara.

Peter? Como você veio parar aqui? – Ele tentava encontrar um forma de soltar Peter.

Miles? Você recebeu meu sinal, eu... – Peter ofegava bastante e estava muito ferido.

Eu vi as notícias da sua suposta morte mas reparei que o último sinal que você me enviou foi bem depois que sua morte foi anunciada – Ele pega uma espécie de pager muito mais avançado – Só nós dois temos a senha pra enviar um sinal por esse pager. Então, não poderia ter sido outra pessoa por engano. Foi assim que descobri que você estava vivo. Eu rastreei e cheguei aqui.

Eu consegui soltar uma das minhas mãos e enviei o sinal – Peter estava com ambas as mãos e pernas acorrentadas – Mas, algum tempo depois a pessoa que me capturou me prendeu novamente e quebrou meu pager. Eu desmaiei no meio da minha luta contra o sexteto sinistro e acordei aqui.

Mas então quem morreu no seu lugar? Você acha que tem alguma coisa haver com aquele Morgan? Eu também vi que alguém está se vestindo como Homem-Aranha, estão o chamando de Garoto-Aranha – Disse Miles.

Eu não sei. Espera, Garoto-Aranha? Será que é o Nathan...

Quem é Nathan?

É um amigo da minha filha. Eu o conheço desde pequeno, é como se fosse um filho pra mim. Recentemente, ele foi picado por uma das aranhas do meu laboratório. Mas elas eram inofensivas então não entendo como ele pode ter ganhado essas habilidades.

Mas antes de tirarmos essa história a limpo, precisamos saber quem morreu no seu lugar.

Um clone – Disse um senhor entrando na sala. Ele era careca, de pele branca e usava um jaleco branco – Nem tente me atacar – Ele se referia a Miles – Eu criei um clone e enviei para morrer no seu lugar. Foi ele que te deu uma pancada. Eu te capturei e te mantive aqui.

Outro clone? Eu nunca consigo me livrar disso. Por qual motivo? E quem é você? – Perguntou Peter

Responda! – Ordenou Miles de punhos fechados

Se acalmem. Eu me chamo Joseph – Dizia enquanto mexia em uma máquina misteriosa no canto da sala – Eu trabalhei por anos com Edward Nolan, uma pessoa que você conhece muito bem Peter. Nós trabalhávamos em um projeto secreto que tinha o objetivo de desenvolver uma máquina de deslocamento entre universos. No entanto, ele rompeu a parceria comigo e foi trabalhar com você. Eu peguei o que sobrou do projeto e montei por conta própria mas ainda falta muito para eu terminar – Ele mostra a máquina – Peter, você é o único que conhece o projeto e possui uma mente brilhante. Foi por esse motivo que eu o capturei.

Eu cheguei a trabalhar nesse projeto com o Edward mas, nós resolvemos abandoná-lo por conta dos inúmeros riscos que o envolviam. Eu não posso ajudar e nem iria fazer algo assim.

Você não tem escolha. Eu implantei um pequeno dispositivo em seu organismo e se você não me obedecer, eu aperto um mísero botão e você explode.

O que?? Ora seu... Deslocamento entre universos é algo perigoso, eu já fiz isso diversas vezes e algo sempre dá errado. Pare agora mesmo ou eu vou...

Pare Miles – Alerta Peter – Pode ir, eu vou ajudá-lo.

Miles sente que Peter tinha algo em mente. Eles trabalharam muito juntos e se entendiam bem.

Tudo bem então, eu vou indo – Miles encarava fixamente Joseph

Nem pense em avisar ninguém. Ou eu mato seu amigo – Avisa Joseph.

Miles sai pela janela e se vai.

Hospital

Nathan estava sentado no corredor do hospital de cabeça baixa, Kelvin estava ao seu lado. Seus ferimentos não foram graves, ele acordou assim que chegou no local e recebeu atendimento durante todo o caminho até o hospital

E então, como você está? – Perguntava uma enfermeira. Nathan não respondeu

Ele está melhor – Disse Kelvin

Você teve sorte, saiu apenas com alguns ferimentos – Informou a enfermeira

A Melisssa. Ela vai ficar bem? – Perguntou Nathan. A enfermeira o encarou seriamente, não parecia que ela tinha uma resposta. Naquele momento, Mary Jane chega correndo no corredor, chorando e perguntando pela Melissa. Uma equipe médica foi ao seu encontro e a acompanhou até o quarto de Melissa. Nathan, Kelvin, a enfermeira que estava com eles e o resto dos pacientes observaram a cena. MJ chorava tanto que não tinha nem mesmo forças para andar. Os pais de Nathan chegaram logo em seguida. Kristine e Hudson foram ao encontro de Nathan

Filho! – Kristine o abraçou – Quando ficamos sabendo do que aconteceu, quase tivermos um ataque do coração.

Eu estou bem, mãe. Mas a Melissa...

Onde ela está? – Perguntou Hudson.

Ela está sendo tratada, não se preocupem. Quando tivermos notícias iremos informar.

Não se preocupem? – Perguntou Nathan – O que acha que vamos fazer então quando a vida de alguém que amamos está em risco? – Nathan sai correndo pelo corredor.

Nathan! – Chamou Kristine.

Dê um tempo a ele querida. Se está difícil para nós dois, imagina pra um garoto de 14 anos.

Nós o medicamos e tratamos os seus ferimentos, ele vai ficar bem. Se precisarem de algo, podem me chamar – Informou a enfermeira

Muito obrigado, enfermeira. A propósito – Kristine olhou para Kevin e o abraçou – Kelvin, sua mãe me ligou e já está vindo tudo bem?

Tá certo tia, eu vou ver como o Nathan está.

Kevin procura pelo amigo e alguns minutos depois encontra Nathan encostado em uma parede de olhos fechados. Ele estava chorando.

Amigo, eu...

Muitos morreram, Kelvin.

Como é? Do que está falando?

Eu acabei de ouvir uma conversa entre dois enfermeiros e oito alunos morreram. Mesmo com o meu sexto sentido eu não pude fazer nada. Se eu tivesse passado o tempo que eu tinha disponível pra aprimorar minhas habilidades e não ficar bancando de Super-herói, eu poderia ter evitado isso. Poderia ter reagido a tempo. Peter sempre nos disse que com Grandes poderes também vinham grandes responsabilidades e nós nunca levamos tão a sério. Mas, olha pra essa tragédia Kelvin. Eu poderia ter evitado. Agora, pessoas morreram e a Melissa está em um estado delicado.

Nathan, não precisa se sentir...

Kevin, eu vou dar uma volta. Preciso refrescar a mente. Eu já volto. – Nathan coloca as mãos no bolso e, cabisbaixo, caminha em direção a saída do hospital. As lágrimas caiam e Nathan não conseguia se livrar do sentimento de culpa. Ainda nos arredores do hospital e caminhando lentamente, alguém com uma armadura o captura e o leva para cima, voando. Era o Dilacerador. Nathan gritava enquanto tentava descobrir quem era. O Dilacerador aterrissa no terraço do hospital e joga Nathan violentamente no chão.

Você? Mas como?

Escuta bem, garoto. Eu espero que isso tenha servido de lição. Isso mesmo, eu fui o responsável por essa explosão. Espero que nunca mais entre no meu caminho, ou eu te mato.

Como você descobriu minha identidade? E onde eu estudava? E como sabia que eu estaria aqui? Seu desgraçado! – Nathan tenta se levantar para atacar Klaus mas ele o golpeia na barriga e joga o menino novamente no chão.

Você faz muitas perguntas, garoto. Descobrir sua identidade foi fácil. Depois de saber quem você era, não foi difícil encontrar o local que você estudava. E, eu sabia que tinham levado as pessoas que se feriram pra esse hospital. Eu pretendia te esperar aqui fora mas, olha que maravilha, te encontrei perambulando pela rua. Presta atenção – Klaus pega Nathan pela garganta. Ele apertava forte – Não se mete comigo, ou eu vou matar você e todos que você ama. Entendeu? Eu te mato. Essa é a vida real. Quem tenta agir como herói, como você, acaba desse jeito. Você é novo, vai viver uma vida normal e para de bancar o idiota. Pode parecer mentira mas, eu não quis que aquelas pessoas morressem. E, eu poderia te matar aqui mas eu não vou. Está avisado – Klaus joga Nathan no chão e vai embora.

Nathan fica imóvel e boquiaberto – Foi minha culpa. Foi tudo minha culpa.

[…]

Miles entra no hospital vestindo uma roupa casual, de cor neutra, e um boné – Parece que é aqui que a Melissa está internada, será que ela vai ficar bem?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.