Notas iniciais
Mais uma One shot!!

Espero que gostem, Boa leitura!

Depois de toda aquela confusão com muros de gelo, rainha do gelo, a procura pela Anna, maldições, Rumple tirando o coração do Killian, a cidade parecia enfim respirar aliviada e eu também, mas algo ainda me incomodava, por mais que eu amasse meus pais e meu irmão eu precisava do meu lar, me pegava lembrando do ano que passei em Nova York com Henry e como foi bom me sentir mãe e dona da minha casa.

Era fim de tarde e como de costume meus pais saiam para passear com Neal e o Henry acabava indo junto e assim eu tinha alguns minutos de folga com meu namorado e Killian era extremamente pontual, bastava meus pais virarem a rua para a campainha tocar.

- Swan — ele sempre me cumprimentava com um selinho antes de entrar.

Ele se acomodava no sofá e eu me aninhava a ele enquanto trocávamos uns beijinhos e de vez em quando uma mão boba dele ia parar dentro da minha blusa.

- Killian, eu estive pensando e acho que está na hora de procurar uma casa só para mim — disse afagando seus cabelos já que ele estava deitado em minhas pernas.

- Eu concordo plenamente — ele sentou-se e me colocou em seu colo.

- Eu sei, qual é o seu interesse nessa mudança — falei maliciosa e ele sorriu colocando a mão entre os meus cabelos e puxando para um beijo intenso, nossas línguas dançavam em harmonia, comecei a me mover em cima dele devagar e ele interrompeu o beijo e me encarou.

- Vamos terminar essa conversa na sua cama? — Ele me apertou contra seu corpo.

- Você sabe que não podemos, daqui a pouco meus pais chegam e não é a cena mais linda de se presenciar. Eu que o diga — lembrei-me do dia que cheguei em casa e peguei meus pais entre lençóis.

- Emma, somos adultos que mal tem? — Ele fez uma carinha que me desmanchou inteira.

- Ai, Killian é constrangedor imagina meu filho vendo nós dois enroscados em cima da cama?

- Nada demais, acontece nas melhores famílias toda criança já viu e ouviu seus pais se divertindo a noite — ele sorriu tranquilo.

- Você fala como se nós três fôssemos uma família — acariciei seu rosto enquanto falava.

- Vocês são a minha família, tudo o que eu tenho resumi-se aqui, a isto a um sogro chato, uma sogra que já me trata como filho, um cunhado que ainda é pequeno e não pode vigiar nosso namoro no sofá, um enteado inteligente que teve a brilhante ideia de trazer você para cá e a minha razão de viver, meu tudo sem você estou completamente perdido Swan — eu estava vidrada nos lábios dele e em resposta a tudo que ele me disse me agarrei ao seu corpo e lhe entreguei o mais apaixonado beijo que eu tinha e ele correspondeu, quando me dei conta eu já estava deitada no sofá com ele por cima de mim, não sei que tipo de feitiço ele tinha jogado em mim só sei que eu não raciocinava mais, entrei naquele jogo de pele e nossos amassos estavam mais quente do que o normal, ele apertava meus quadris e eu arqueava meu corpo sem pudor nenhum, ouvimos o barulho da chave na porta e enquanto nossa razão mandava parar nossos corpos pediam por mais.

- Killian... — Falei ofegante saindo do beijo.

- Eu sei — ele saiu devagar de cima de mim e colocou a almofada sob as pernas.

Também me recompus e liguei a tv, para disfarçar melhor ele passou a mão pelo meu ombro e eu me deitei encostada nele para terminar de ver um filme qualquer que passava naquela hora.

- Que casal lindo! — Minha mãe entrou dando um beijo na minha testa e na do Killian.

- Minha mãe é linda, Killian é no máximo divertido — Henry falou provocando e todos riram.

- Concordo, sua mãe é a mulher mais linda que existe — Killian falou enlaçando seus dedos nos meus.

- Okay, o casal é lindo, o amor é lindo, mas será que não está na hora de vocês dois decidirem o que são — meu pai parou a nossa frente com o Neal no colo perguntando.

- Pai! Por favor, eu não tenho quinze anos não — falei indignada.

- Tudo bem amor, ele está certo preciso fazer o pedido oficial de namoro e essa é uma boa hora — ele levantou-se encarou meu pai e completou — Sr David eu peço permissão para namorar sua filha.

- Permissão negada — meu pai virou-se e todos ficamos sem entender.

- Isso foi algum tipo de brincadeira? — Perguntei para minha mãe que também estava sem entender nada.

- Eu espero que sim — ela saiu atrás dele e Henry vendo a cara de decepção do Killian pronunciou-se.

- Eu concedo a permissão, pode namorar, noivar e casar com a minha mãe, com a condição que vocês não me deixem filho único — eu fui até ele e abracei, Killian juntou-se ao abraço.

-Veja David ele ama nossa filha de verdade — Mary sussurrou ao Davi enquanto observava a cena.

- Ele vai levar a Emma de nós — David falou sério.

- Você mesmo perguntou a ele se suas intenções eram sérias.

- Perguntei, porque eu achei que se ele sentisse-se pressionado talvez desistisse.

- Não acredito!

- Eu não esperava que ele tomasse essa decisão, eu fiquei nervoso, quero o bem para minha filha e o meu neto.

- E tratar o namorado dela com essa grosseria é fazê-la feliz David?

Ele não respondeu foi até a sala onde eu já estava despedindo-me do Killian, assim que voltei a sala David e Mary estavam sentados esperando por mim.

- Agora não, por favor — falei colocando a mão na cabeça.

- Emma, desculpe-me não quis magoar você — meu pai falou com sinceridade.

- Tudo bem esquece, amanhã eu vou procurar um lugar para mim e o Henry.

- Não vá embora por conta disso eu peço desculpas ao Killian também — o fato do meu pai está um pouco nervoso me fez entrar de vez na conversa

- Eu preciso da minha casa, preciso do meu espaço será que vocês não entendem?

- Aqui é o seu lar também minha filha — minha mãe já tinha lágrimas nos olhos.

- Eu sei o quanto vocês me amam e pode acreditar eu amo muito vocês também só que... Eu preciso fazer isso.

- Você precisa de privacidade — minha mão completou com serenidade.

- Isso — sorri acreditando que tinham finalmente entendendo meus motivos.

- E se nós concordar-nos em uma vez por semana liberar a casa para você receber seu... Namorado — meu pai falou com dificuldade.

- Pai, é nobre de a sua parte ceder um dia da semana para mim, mas continua não sendo a minha casa eu não conseguiria ficar a vontade com ele aqui.

- Então é oficial? Você vai nos deixar? — Minha mãe chorava sem consolo.

- Eu não vou deixar ninguém, vou só mudar de casa e vocês um dia já foram a favor disso.

- Vamos dormir, amanhã é um novo dia e falaremos melhor — meu pai levantou-se deu um beijo na minha testa e foi com minha mãe para o quarto.

Acordei cedo aquela manhã e fui até a cozinha onde minha mãe cozinhava em silêncio, o que era raro, pois ela sempre gostou de cantar pela casa.

- Bom dia mãe — dei um beijo na bochecha dela e sentei a mesa.

- Bom dia, o Henry e o David já saíram — ela falou seca enquanto me servia um suco de laranja e sanduíche.

- Mãe não fica assim vai, eu prometo te visitar todos os dias.

- Todo mundo diz isso quando sai de casa e depois esquece.

- Você não confia em mim? — Perguntei triste.

- Claro que confio, eu sabia que essa hora ia chegar um dia, só não sabia que seria tão difícil — ela sentou ao meu lado e chorou, eu sabia que ela precisava desabafar e não interrompi, deixei que suas lágrimas lavassem essa dor, ou seja lá o que fosse que ela estivesse sentindo e não a culpei, pois imaginei que eu teria a mesma reação se o Henry me desse essa notícia.

Depois de todo o chororô deixei a mesa e fui pegar minha bolsa para sair.

- Estou indo mãe, me deseje sorte — sorri para ela e ela sorriu de volta.

No caminho encontrei com o Killian e fomos juntos a procura de uma casa para mim, a primeira era próximo a prefeitura, uma casa muito boa porém grande demais para duas pessoas, andamos mais um pouco e encontramos uma de frente para o mar, casa de dois andares, excelente vista e com tamanho ideal, mas resolvi procurar um pouco mais, achamos uma próximo a antiga casa de Zelena, com muito verde em volta, quintal grande e piscina, bem convidativa.

Resolvi levar o Henry até as três casas para ele opinar também e ele convidou o Killian para ir junto.

- Henry o Killian já viu as casas não precisa ver e novo — falei olhando para ele.

- Claro que precisa, se ele vai morar lá precisa opinar sim — Henry falou com propriedade.

- Meu amor eu não sei se o Killian quer fazer parte disso, ele é acostumado a morar sozinho.

Killian observava a conversa sem esboçar nenhuma reação até esse momento.

- Eu não quero mais morar sozinho Swan — ele falou olhando para mim.

- Killian não precisa fazer isso se não quiser — falei olhando para aqueles olhos azuis que brilhavam para mim.

- Pronto está decidido o Killian vai morar com a gente, é bom por que quando eu for visitar a minha mãe, a minha outra mãe, você não via ficar sozinha — Henry falou cuidadoso comigo.

- É verdade agora eu vou ter dois homens para cuidar — sorrimos e caminhamos até as casas uma por uma até que decidimos ficar com a casa solta do campo, era mais isolada e tranquila, tudo que uma nova família precisava,voltamos para casa dos meus pais no fim da tarde e comecei a encaixotar as coisas com Henry, meu pai a principio não quis se envolver na mudança, mas quando fui fechar a minha mala e não consegui ele aproximou-se.

- Seu velho pai pode ajudar a fechar essa mala teimosa? — Ele pegou na minha mão e eu assenti.

- Vou sentir saudades — falei segurando as lágrimas.

- Não precisa fazer isso.

- Pai...

- Eu sei, já entendi — ele fechou a mala e me deu um abraço forte.

- Eu amo você pai.

- Eu também amo você minha filha, cuide-se bem e lembre-se que aqui sempre será sua casa — ele beijou minha testa e saiu do quarto.

Passei o resto da noite empacotando o que faltava e acabei ligando para o Killian de madrugada.

- Boa noite amor — ele tinha a voz rouca, na certa eu tinha acordado ele.

- Boa noite, desculpa ter te acordado.

- Tudo bem, adoro ouvir sua voz

- Já fez sua mala?

- Já e você? Tudo pronto?

- Sim, e como você está sentindo-se com essa nova ideia?

- Ansioso, nervoso, feliz, uma mistura de sentimentos e você?

- Não sei, é algo muito novo para mim eu nunca morei com ninguém que eu tenha me envolvido.

- E o Neal?

- Nós não moramos juntos, a gente não tinha nem casa para morar – sorri.

- Pela primeira vez depois que saí da casa dos meus pais eu vou ter um lar novamente isso é tão emocionante que hoje quando eu estava arrumando minha mala eu acabei chorando.

- Ah nossa eu nunca pensei que isso fosse tão importante para você.

- Mas é, eu falei sério naquela caverna quando disse que você era minha chance de se apaixonar novamente.

- Eu também achei que não fosse viver mais esse sentimento com ninguém, mas aí... Você apareceu na minha vida

- Eu estou contando as horas para amanhecer o dia e começar nossa mudança.

- Eu também e por isso acho melhor nós dois irmos dormir para acordar dispostos a carregar todas essas caixas.

- Concordo, tenha uma boa noite Swan.

- Você também Killian, até daqui a pouco.

Desliguei o celular e tentei relaxar para dormir, e logo o dia estava lá lindo me esperando para começar uma nova vida.

Meus pais já estavam colocando algumas caixas no carro e eu fui ajudar, quando observei Killian se aproximando.

- Bom dia amor — ele colou seus lábios aos meus delicadamente.

- Bom dia.

Quando eu peguei a última caixa para colocar no carro minha mãe chegou perto de mim e falou:

- Não é um tanto arriscado chamar o Killian para morar com vocês?

- Arriscado por quê?

- Deveria ir devagar, dar um passo de cada vez.

- Mãe, diante de tudo que passamos, todos os riscos, o medo que eu senti de perdê-lo só me fez ter certeza de uma coisa: Eu amo o Killian e é com ele que eu quero dividir todos os momentos da minha vida, os bons e os ruins.

- Se é o que seu coração diz quem sou eu para contrariar — ela me abraçou e eu entrei no carro com o Killian e o Henry e fomos para nossa casa começar uma nova vida.

Assim que chegamos soltamos as caixas pelo meio da casa e o Henry foi explorar a vizinhança, eu e Killian estávamos exaustos e deixamos as caixas para lá me joguei em um sofá e ele no outro e ele quebrou o silêncio.

- Será que o Henry vai demorar? — Ele perguntou tirando seu gancho e colocando sob o centro.

- Não sei, se ele encontrar alguém para conversar não volta tão cedo.

Ele levantou-se preguiçosamente do sofá e veio deitando-se por cima de mim.

- Ei, é melhor esperar a noite chegar, e quando Henry estiver dormindo a gente conversa melhor no quarto — falei melosa devido aos beijos que ele dava no meu ventre por baixo da blusa.

- Nós vamos utilizar todos os ambientes dessa casa e já que estamos sozinhos a sala será nosso primeiro ninho — ele levou seus lábios ao meu e nos entregamos a mais ardente paixão.

À noite com tudo no lugar e vendo o Henry e o Killian jogando bola no quintal eu tive certeza que tinha feito a escolha certa.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!