Notas iniciais
Um agradecimento especial a Lê Malfoy, Tamiresdr, Mari Meurer e a lindona da Mi por serem sempre tão empolgadas ♥

“Me solta! Me solta!” Spectrum gritava ao balançar os pés no ar. “Socorro!”

“Pare de gritar, menino irritante.” Berrou a mulher de cabelos castanhos totalmente irritada com aquele menino. Deveria mata-lo para compensar o tempo que haviam perdido.”

“O que você quer conosco? Porque não nos deixa em paz?” Gritou Artemis com lágrimas no rosto.

“Agora? Eu não quero nada com vocês... Quero com sua mamãezinha. Já que vocês me enganaram, preciso que ela traga ele até aqui. Vocês são um pequeno incentivo a ela.”

“Scorpius Malfoy? Quer que ela traga Scorpius Malfoy?” A garotinha continuava aterrozida.

“Coloquem esses dois seres irritantes com o resto podre...”

Os olhos das crianças foram tampados no mesmo momento que a mulher terminou de falar, trazendo uma escuridão assustadora, e quando menos esperavam, foram jogados no chão. Escutaram a porta sendo trancada e assim que tudo ficou silencioso, tiraram as vendas dos olhos e se entreolharam espantados. Estavam em um celeiro velho, mal cheiroso e um tanto frio. Artemis se colocou sentada ao mesmo memento que Spectrum se levantou e correu em direção a porta.

“Me soltem, seu...” Ouve um estrondo com o corpo dele batendo na madeira. “Me soltem! Eu estou mandando vocês me soltarem.”

“Spec! Spec, pare!” Gritou a menina ainda chorosa. “Você vai se machucar.”

“Não!” Ele se lançou novamente contra a porta e então escorregou até o chão, onde socou desesperadamente a madeira.

“Quem está ai?” Uma voz surpreendeu-os. Era uma voz masculina, um pouco rouca. “Quem está ai?”

Spectrum se calou e olhou para trás. Sua irmã se encolheu com o medo que sentia, o que lhe fez correr em direção a ela e permanecer ao seu lado.

“Fique quito, Draco.” Disse uma outra voz, desta vez feminina. “São apenas crianças...”

“O-olá?” Spectrum ousou dizer.

“Está tudo bem, pequenos?” De repente uma mulher alta e loira, que aparentava ter já uns sessenta anos, apareceu em seus trajes desarrumados e sujos, fazendo as crianças se encolherem ainda mais. “Não se preocupem. Eu não vou machucar vocês.”

“Quem é você?” Perguntou o menino.

“Meu nome é Narcisa, mas podem me chamar de Ciça.” Respondeu se aproximando calmamente. “Qual o nome de vocês?”

“Spectrum, como o feitiço.” O pequeno respondeu, sentindo-se pouco mais a vontade do que a irmã. “E ela é Artemis.”

“Vou me aproximar um pouco, tudo bem? Quero apenas ver se não estão feridos...” Ela deu um outro passo a frente e abaixou-se para ficar na altura das crianças. Foi então que ela teve uma surpresa espantosa. “Merlin!”

“Mãe!” Exclamou a voz de Draco que correu com dificuldade até o local, sendo iluminado na visão das crianças.

“O que foi, Ciça?” Exclamou uma outra mulher que apareceu logo atrás do homem loiro.

“Olhem para eles! Olhem para eles!” Exclamou ela, tremendo. “Este menino, Astoria. Olhe para o rosto dele!”

Astoria, a mulher de cabelos castanhos e aparência cansada, aproximou-se de braços cruzados e ao olhar para as figuras a sua frente, compreendeu o espanto da loira. As crianças tinham uma aparência incrivelmente familiar, principalmente o menino. Olhar para aquela criança era como ver seu filho novamente em forma infantil, porém com alguns traços diferentes.

“Merlin! Não é possível.” A mulher se jogou de joelhos, levantando o rosto das duas crianças delicadamente para observa-los melhor.

“Onde estão seus pais?” Perguntou Draco, se apoiando na parede do celeiro. Havia uma preocupação em sua voz que parecia anormal.

“N-não sabemos.” Respondeu a menina, se expressando pela primeira vez. “Nossa casa estava uma bagunça... Eles nos pegaram. Mamãe não conseguiu impedir.”

“Pediram que levássemos eles até Scorpius Malfoy.” Completou o menino.

“E vocês levaram?” Narcissa perguntou com um aperto no coração.

“Mentimos para eles dizendo que sabíamos onde ele está...”

“Por que fizeram isso?”

“Porque... Porque pensamos que assim conseguiríamos ver ele.” Suspirou Spectrum, decepcionado com seu plano.

“E porque mamãe estava em perigo.”

“E seu pai? Onde ele está? Vocês não sabem onde ele está?” Astoria parecia desesperada.

“Nosso pai...? Não conhecemos ele.” Respondeu o loirinho.

“Ela quis dizer o Scorpius, Spec.” Explicou a menina.

“O que? Não sabem quem é o pai de vocês?” A esperança no rosto de Astoria desapareceu.

“Não vamos ficar enchendo eles de perguntar, por favor, Tori. Eles estão assustados... Estão com fome, pequenos?”

“Quem é a mãe de vocês?” Perguntou Draco no canto, ignorando a mãe. Precisava compreender todo aquilo que estava sendo discutido.

“Rose Weasley.” Ambos responderam juntos.

Houve um silencio por um tempo. Um sorriso brotou no rosto de Draco, embora ele estivesse sentindo um pouco de dor em sua perna. Astoria e Narcissa se olharam e depois voltaram a olhar as crianças.

“Parece que temos netos.” Disse Draco contente.

“Espere...” Disse Artemis puxando algo do bolso. “Vocês são os pais dele?”

Nas mãos da pequena estava uma foto. Aquela mesma foto que eles haviam pego na casa do tio Albus. Ela esticou a foto e apontou para o jovem loiro que sorria. Astoria, que estava mais próxima, sorriu enquanto acenava. Havia lagrimas em seus olhos.

“Eles tem uma foto dele. Uma foto do nosso Scorpius.” Disse a morena, levantando-se e correndo para o marido. “Eles são nossos netos, Draco. Filhos de Rose Weasley e Scorpius Malfoy!”

“Não. Nós não temos um pai.” Artemis afirmou com a confusão de sentimentos.

“Como assim não tem? São uma cópia perfeita do meu filho.” Disse Draco, observando-os confuso.

“Mamãe não é casada... Nunca foi.”

“Eu estava no casamento deles.” Afirmou o homem.

“Mas ela disse que... Ela sempre disse que não sabia...”

“O que?”

“É melhor parar por aqui, Draco.” Pediu Narcissa. “Eles estão confusos, com medo e provavelmente com fome. Olhe só para eles...”

“Ciça tem razão.” Concordou Astoria. “Estamos aqui há tanto tempo que não sabemos o que pode ter acontecido, querido.”

“Talvez sim...” Ele disse, se ajeitando para ficar em pé novamente. “Mas eu tenho certeza que estes dois são filhos do Scorpius...”

“Eu sei. Não há como negar...”

“Mas precisamos ir com calma. Eles parecem não saber muito sobre nosso Scorpius.” Acrescentou Narcissa olhando para os outros dois.

Notas finais
Agora vocês vão ter que aguentar até sábado ou domingo, guys. Ah, talvez eu crie uma playlist... O que acham?