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24 Touch of an Angel
Notas iniciais
A porta se abriu e seu coração parou. Ou acelerou. Um frio na barriga, borboletas no estômago. Ele não disse nada e ela deu um passo à frente, entrando em seu quarto. Suas mãos estavam trêmulas, suando frio. Seu rosto parecia estar fervendo, suas bochechas vermelhas. Seus pensamentos? Silenciados. A única coisa em que pensava era continuar o que estava prestes a fazer.
Visão engoliu em seco, ela notou. Também notou como sob a fraca luz do abajur seus olhos ficavam escuros, mas ainda azuis. Seu cabelo parecia fios de ouro. Seu pijama, calça e camiseta brancos, fazia-o parecer um anjo.
Ele era um anjo. O anjo que a salvou.
Ela se aproximou, lentamente. Ele não recuou. Seus olhos azuis permaneceram fixos nos belos olhos verdes dela. Ela se esticou um pouco enquanto ele inclinou sua cabeça para baixo, para que seus lábios se encontrassem no caminho.
Lábios macios provando os lábios daquele anjo enviado por Deus, Odin ou pelo próprio Universo. Bendito ser místico que criou esse homem o qual Wanda desejava neste exato momento.
Ela os separou. Não sorria, porém, nem de longe estava triste. Sua expressão era de ansiedade e êxtase, uma mistura estranha que ela não lembrava de alguma vez sentir.
Pegou uma das mãos dele entre as suas, segurando-a gentilmente, e guiou-o até a cama dele. Ela se arrastou para cima do colchão de solteiro, ajeitando o travesseiro para apoiar suas costas enquanto se recostava na cabeceira.
Visão se sentou na beirada, sua mão esquerda indo diretamente para a nuca dela, trazendo-a para um novo beijo, menos calmo, mais profundo. Sua outra mão tocou seu braço coberto pela manga comprida da camisa branca que ia até pouco acima da metade de suas coxas, única roupa que ela vestia.
As mãos de Wanda seguraram os dois lados do rosto de Visão, seu toque delicado sentindo a pele quente do rosto pálido dele.
Afastou seus lábios para tomarem fôlego, mas não conseguiram permanecer sem o gosto um do outro. Descobriram, dessa forma, que precisavam beber da essência um do outro.
Wanda levou suas mãos para o cabelo dele, seus dedos se emaranhando nos fios dourados. Suas bocas novamente unidas, cada vez mais vorazes, tentando tirar tudo o que conseguissem de si, respirações entrecortadas se tornando audíveis. A mão de Visão, outrora em seu braço, instalou-se na altura de suas costelas, apertando-a levemente.
Ela sentiu sua camisa roçar seus mamilos, o calor da mão dele muito próximo de seu seio, um arrepio atravessou seu estômago até entre suas pernas, tornando-a autoconsciente da sua excitação. E então, ela sabia que precisava de mais. Necessitava.
Novamente afastou suas bocas apenas para dar curtos beijos repetitivos.
— Me toque. — Ela pediu entre seus lábios.
Visão não hesitou. Sua mão, que segurava atrás do pescoço dela, desceu para tocar no seio direito por cima da camisa, fazendo-a soltar um pequeno suspiro.
Ela voltou a beijá-lo longamente, mas em um ritmo lento, para apreciar tanto seus lábios quanto o calor de sua mão sobre seu seio. Wanda pôs suas mãos por debaixo da camisa de Visão, subindo-as devagar por seu abdômen, sentindo sua pele sob seus dedos. Notou que não tremia mais, ao menos não de nervosismo.
Afastaram-se apenas para Wanda puxar a camisa de Visão por cima de sua cabeça, jogando-a no chão.
Um anjo. Ela só conseguia pensar em como ele cada vez mais se parecia com um anjo.
Retomaram o beijo, lento, quente. Visão saboreava os lábios de Wanda tão lentamente, como se estivesse provando uma comida que há tempos não comia, devorando-a vagarosamente para que dure por mais tempo.
Seu polegar circulou em torno de seu mamilo eriçado, pressionado contra sua camisa. Sua outra mão, que repousava sobre suas costelas, traçou o caminho para encontrar seu outro seio, apertando-o cuidadosamente, fazendo Wanda soltar um pequeno gemido involuntário.
A mão em seu seio direito desceu para sua cintura, continuando seu caminho até sua coxa, seus pelos se arrepiando com o delicado toque de Visão. Sua mão subiu por dentro da camisa, acariciando o caminho até sua cintura novamente, onde ficou por um momento a segurando antes de descer de novo para sua coxa.
Dessa vez, Visão que interrompeu o beijo para levar seus lábios ao pescoço dela. A mão dele passou para o interior de sua outra coxa, muito próxima do lugar onde ela realmente queria que ele lhe tocasse. Seus dedos apertaram sua pele. Sentia-se ficar mais molhada em antecipação.
— Eu posso? — Ele perguntou em um sussurro, sua respiração aquecendo sua pele.
— Sim. — Ela sussurrou, quase um pedido.
Seus olhos estavam fechados e respirou fundo quando sentiu os dedos de Visão tocarem sua entrada, molhando-os com sua excitação.
Ele roçou o polegar em seu clitóris, seu interior vibrando. Deslizou um dedo para dentro de sua vagina, lentamente, testando o quão pronta ela estava. Wanda deixou um suspiro misturado a um gemido escapar de seus lábios.
— Está bem?
— Sim. — Ela ofegou. — Apenas continue.
De pronto ele obedeceu. Retirou seu dedo e o inseriu novamente, sempre muito devagar, repetiu esse movimento mais uma vez, inserindo um segundo dedo, ganhando mais um gemido de aprovação.
Wanda sentiu seu ventre tremer, começou a mexer seu quadril junto com o movimento da mão de Visão, sentia-se derretida.
Esse vai e vem dos dedos de Visão foi gradativamente ganhando velocidade. Ela segurou na mão dele, mantendo-a entre suas pernas. Notou a ausência de seus lábios em seu pescoço e abriu os olhos para encontrá-lo a observando, expressão séria, luxúria em seu olhar.
Ele a estava admirando. Seu olhar era hipnótico.
Wanda levou sua outra mão para segurar a mão de Visão, forçando mais seus dedos dentro de si, mais rápido, o som de seus dedos deslizando, entrando e saindo, era obsceno e completamente excitante.
Ela estava perto, tão perto... Ela sentia... sentia sua liberação...
E ele a olhava, tão profundamente.
— Você é linda. — Ele sussurrou.
Os dedos de Visão a penetrando tão fundo, tão certeiro. Ela ia gozar, ela ia gozar na mão dele, em seus dedos, olhando em seus olhos.
E o fez.
Visão empurrou seus dedos o mais profundo que podia, Wanda pressionando mais sua mão contra si, seu líquido cobrindo completamente a mão de Visão, enquanto eles se encaravam, um gemido sufocado.
Cientes de seus lugares, suas posições, onde suas mãos estavam, como o corpo de Wanda respondia, tremia, derretia-se na mão daquele anjo.
— Tão linda. — Ele proferiu novamente.
E então, ela se recostou na cabeceira da cama, sentindo o êxtase transportá-la ao paraíso. Visão estava retirando os dedos de dentro de sua vagina, mas ela o parou, segurando sua mão exatamente onde estava.
— Você gozou? — Ele perguntou com tom docemente preocupado.
Wanda riu por ele ainda ter alguma dúvida sobre isso.
— Sim. — Ela respondeu em um suspiro, um sorriso estampado em seus lábios. — Apenas... fique. Eu gosto do seu toque. — Ela murmurou.
Wanda suspirou. Sua mente, antes sonolenta, agora se encontrava plenamente alerta com a doce lembrança.
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