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1 Único
Notas iniciais
Um dia a dor em sua vida fora insuportável, tanto fisica quanto emocionalmente.
Cada hora vivida naquele inferno era uma prova viva de que tudo o que ela queria era sobreviver e encontrar um propósito. Era isso que a movia tão fortemente a continuar suportando todo o terror pelos quais passava diariamente.
Papai e os homens maus só queriam saber de usá-la, torná-la uma arma letal. Ela não queria ser isso.
Eleven achou que nunca conseguiria escapar desse ciclo, que todos os homens eram maus e que ela precisava obedecer papai cegamente para não ser castigada.
Às vezes era até recompensada.
Mas ela não queria aquela vida. Ela não queria ser tratada como uma cobaia de laboratório para sempre.
Quando fugiu e conheceu Mike e os outros, Eleven aprendeu que nem todos os homens eram maus e que ter amigos era bom.
Amigos não mentem.
Estar ao lado deles, sentir-se acolhida e ser bem recebida era bom. Lhe dava uma sensação de segurança que nunca havia sentido.
Mas os homens maus continuavam a persegui-la e queriam tirar tudo dela. E conseguiram.
Ela não podia mais ver Mike, exceto quando o visitava em suas visões. Mas ele não sabia que ela estava lá.
O policial que a acolhera depois de tudo era bom. A alimentava com waffles e lhe contava histórias. Mas não lhe deixava visitar Mike.
Ele havia prometido que em breve resolveria a situação. Mas em breve nunca acontecia. Então Eleven resolveu agir por conta própria.
Quando descobriu o que havia acontecido com sua mãe, foi capaz de encontrá-la, e no meio daqueles arquivos escondidos pelo policial que se dizia seu amigo, mas que mentia para ela, Eleven encontrou seu nome: Jane.
A sua mãe estava presa a um estado catatônico, no qual os homens maus a haviam colocado. Jane descobriu que tudo o que sua mãe queria era lhe passar uma mensagem. E que a tia que ela achou que a protegeria, só queria se livrar dela. Então Jane foi embora sozinha.
Ela buscou a pessoa que sua mãe havia apontado. Uma garota que, como ela, era diferente.
Sim. Eram diferentes do mundo todo.
Jane vagou por muito tempo, mas o ímpeto a levou até ela.
Naquela noite, quando ela a abraçou a conversaram, sentiu algo diferente dentro de si. Ela não a encarava com a admiração de Mike ou com sua devoção em protegê-la. Ela a encarava como se fossem iguais.
E ela havia lhe dito que ali era o seu lugar. Que aquela era sua casa. Que finalmente se sentia completa.
A sensação de preenchimento era recíproca. 008 era como ela. Kali. Um número no meio de todas aquelas cobaias. Mas não apenas isso. Ela também havia se libertado de papai. E ela queria se vingar de todas as pessoas que haviam feito mal aos seus amigos. Jane compreendia esse sentimento.
Finalmente, depois de muito tempo, ela sentia algo diferente queimar dentro de si.
Finalmente Jane estava em casa. Finalmente havia encontrado seu lar.
Notas finais
Em nenhum momento, quis desmerecer tudo o que Mike e os outros fizeram por El, tanto que no final do episódio ela decide voltar para eles apesar de ter encontrado com Kali o reconhecimento e a familiaridade de não ser a única pessoa a ser daquela maneira.
Eu achei muito bonita a forma como tudo foi abordado nesse episódio em especial, que me cativou e emocionou tanto. Eu queria ter incluído a cena do final onde El vai embora para ajudar os amigos mesmo sabendo que eles não podem ajudá-la, mas eu não achei que cabia nessa shortfic.
Enfim. Espero que vocês gostem dela tanto quanto eu gostei de escrevê-la!
Comentem o que acharam nessa minha primeira fic no fandom dessa série que amo tanto!
Beijos e até a próxima!
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