Holy Sex

1 Capítulo 1 - Apresentações


Notas iniciais
Cidade nova. Vida nova.

É, estava na hora de me despedir de uma das pessoas que eu mais amava no mundo e que foi minha mãe de criação. Minha Tia Vivian, a única tia que eu tinha, era irmã do meu pai. Aliás, eles eram muito parecidos pelas fotos que vi. Eu realmente gostava dela, ela ia morar na África por muito tempo ajudando as criancinhas, ela é uma das únicas pessoas a quem eu respeito. Eu iria morar com meus avós naquela cidade menor que o meu fio dental. Aquela cidade não tem tamanho de gente, e ainda conta com um arsenal de impressionantes 20 mil habitantes. Uau, que empolgação!

Por falar em empolgação, meu nome é Diana Sterling, tenho 17 anos, estou no último ano de colegial, tenho uma das medias mais altas do estado no SAT e não sou mais virgem desde os meus 14 anos. Tenho 1,70 m de altura, um cabelo castanho comprido, olhos castanhos claros e uma pinta em cima do meu lábio, o que em minha opinião é uma maravilha. Meus pais morreram quando eu tinha dois anos em um acidente de carro quando voltavam de uma viagem então sempre morei com minha tia e agora ela se foi por uns tempos.

Vou ficar com meus avós por enquanto, Johanna e Marcus, um casal realmente adorável se não fosse pela porcaria de que moram na cidade mais religiosa do Estado e são os próprios coroinhas do padre. Sempre os evitei primeiro porque sabem da minha fama de galinha e meio que me acham uma prostituta, mas não podem reclamar nada porque minhas notas são maravilhosas, e esse é o nosso combinado. Contando que eu tire notas estratosféricas não se importam muito com o que eu faça. E eu não preciso me importar muito com isso, minha memória é muito boa e eu já tenho o que preciso pra ir pra uma Yvy League.

Não estou deixando muito para trás. Sempre tive colegas com quem sair, mas nenhum amigo. Sempre tive uns caras, mas nenhum namorado. Eu não era pra isso. Se depois de uma ficada eu ainda conseguisse ficar com o cara na mesma sala era um milagre. Ou a parada tinha sido boa.

Amanhã recomeçaram as aulas, depois das férias de verão e eu já estou matriculada na High School Aston, turma 1M01, aula das 9 ás 17 de segunda a sexta e aos sábados já fiquei sabendo que rola uma espécie de raive, que existe desde a época da minha tia, num barracão na propriedade dos Mason, uma das famílias com mais dinheiro na região. E domingo é dia de estudar.

Quando eu era pequena eu prometi a mim mesma que nunca tiraria nenhuma nota abaixo de 90 e isso é uma coisa que eu levo a sério. Promessas. E o que eu fiz tem funcionado. Posso fazer o que eu quiser contanto que eu estude de domingo a sexta sem parar para nada. Desde pequena sempre observei que se tendo dedicação e sendo persistente se consegue muito.

Meus pais eram importantes e me deixaram um bom dinheiro. Não lembro quase nada deles. Papai foi advogado e mamãe escritora. Eu tinha uma boa herança, mas não podia mexer até ter 18 anos e eu não me importava muito com isso. Minha tia sempre pode me dar o que eu precisava. Vivian trabalha para uma empresa de turismo e com um terremoto que teve na África decidiu que era hora que aproveitar e tirar umas férias ajudando as pessoas que precisavam.

Meu novo quarto estava pronto. Eu tinha passado a semana o arrumando. Aquele tinha sido o quarto do meu pai quando ele morava ali. Era grande. Tinha uma cama de casal de madeira com um criado mudo do lado direito. As paredes eram brancas, mas eu tinha comprado uma espécie de tinta com glitter que iluminava um pouco o quarto anoite quando a luz batia nas pinceladas. O guarda roupa, a cama e o criado mudo eram igualmente de madeira e com o mesmo acabamento. O guarda roupa estava meio bagunçado devo confessar. Mas que se foda, o quarto é meu. Na parede perto da porta estava minha escrivaninha e na parede dela estavam coladas minhas fotos. Com minha tia, meus avós, alguns colegas da outra cidade, com alguns escritores, só de mim e meu orgulho, eu com minha banda preferida. Kings Of Leon. Os caras eram fodas.

Eu tinha colado estrelinhas de neon no teto e arrumado as muitas prateleiras na cabeceira da cama com meus livrou também gostava de escrever poesia, mas só fazia isso quando não estava muito ocupada e quando eu estava meio na bad. Meu violão estava do lado do criado mudo. Eu adorava dar umas dedilhadas. Aquele tinha sido o violão da minha mãe e quando eu fiz 15 anos minha tia mandou reformá-lo para mim.

Mas agora estava na hora de ir dormir. Apaguei o abajur do lado da minha cama e daqui a pouco não sabia mais diferenciar os sonhos da realidade. Amanhã começava um mundo novo e eu tinha que me dar bem nele.

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Acordei às 6 horas como sempre, coloquei minha roupa de ginástica e meus tênis de corrida e fui fazer minha corrida matinal. Quando sai pela porta fiquei feliz de ter pegado um moletom, estava batendo um ventinho desconfortante, mas vamos lá né?! Coloquei meus fones tocando Sex On Fire no maior volume e comecei a correr na direção esquerda.

Como morávamos no centro, ou seja, a rua principal, decidi ir até morro, que ficava no fim da avenida. O morro era conhecido como Morro de Sant’Anna consequência da única Igreja da cidade, que ficava por coincidência, em cima do morro ser a Igreja de Santa Anna. Acho que agora deu para entender como essa cidade que nem um bendito cinema tem, podia ser espontânea não? !

Eu faria o trajeto em mais ou menos 45 min, se eu não tivesse visto aquele delicioso pedaço de carne correndo na rua. E estava vindo à minha direção. E sem camisa, só as calças penduradas no quadril. Meu Deus, eu já peguei caras gostosos, mas aquilo era um exagero. Devia ser proibido um cara de aquele andar sozinho na rua. Ele tinha um corpo definido divino em que era muito bom, na real, bem possível se perder naquela coisa toda. Ele tinha um caminho da felicidade e entradas que levam para algum lugar logo abaixo daquele pedaço de pano inútil. E aquele cabelo castanho dele queimado de sol? Sem comparação. Devia ter cerca de 1,90 de altura. Quando chegou mais perto notei os olhos verdes claros. Ele era um cara de porte grande. E ele estava vindo, se aproximando, se aproximando...

– Bom dia. – Ele falou. E ele tinha uma voz máscula, forte, mas delicada o suficiente pra saber explicar para uma mulher porque bananas são mais gostosas que uvas passas. E que bananas hein. Quem era esse deus?

Dei-me conta então que ele já estava longe quando vi que ainda o observava. Ele ainda corria, suas costas estavam suadas e ele tinha covinhas perto das omoplatas. E só quando pisquei e fechei minha boca, que estava muito seca, foi que notei que não fazia isso havia uns bons 10 minutos. Nem terminei o meu trajeto estipulado e voltei antes para casa.

Que merda!

De repente essa cidade não era tão ruim assim.

Tomei um banho cuidando onde me tocava para não me atrasar mais ainda. Noite passada havia arrumado minha roupa para hoje. Um jeans preto, uma camiseta preta com estrelas brancas e um all star branco. Bem básico. E é claro minha bolsa de alça transversal em couro preto. Soltei meu cabelo e dei uma mexida, peguei meus óculos de sol e desci as escadas comer alguma coisa antes de ir para a escola, ainda animada com a paisagem da minha corrida matinal.

– Bom dia querida. – disse vovó me dando um beijinho no rosto.

– Bom dia vó.

– Dormiu bem?

– Aham... E eu também fui correr. O vovô pode me dar uma carona até a escola?

– Claro meu bem. Queridoooooooo... Desça para levar Ana para a escola antes que ela se atrase.

– Já vou Johanna. – falou com a voz meio grossa.

– Nem ligue meu bem. Hoje ele está de mau humor. O padre decidiu que essa semana não haverá a novena, pois o bispo faleceu e seu avô estava animado que a novena seria aqui.

– Aham. – falei meio esganada enfiando um pedaço de bolo de chocolate em minha boca.

– Você vai assim para a escola meu bem?

– Assim como vó?

– Assim de calça e tênis.

– Vó, é uma roupa normal. Você acha que não está bom?

– Não, é só que o pessoal não usa muito calça por aqui, pelo menos não as meninas.

Então parei e pensei, até hoje só tinha visto minha vó de vestidos. Achei que fosse coisa de gente velha, mas agora via que o problema era a cidade. Quando vovô desceu pegou a chave no armário e fomos até a garagem. Abriu o sedã e eu entrei. O dia hoje estava bonito, o seu estava completamente azul e tinha até andorinhas pretas voando, mas os dias estavam contados, o inverno chegaria em alguns dias. Fomos silenciosos até que ele parou em frente a uma propriedade grande com um jardim bonito e muitos adolescentes e crianças entrando pelo portão da frente com um arco em cima escrito “High School Aston”.

– Tome querida – disse vovô me passando uma nota de 50 dólares. Arranquei o dinheiro da sua mão e pulei pra calçada antes que ele quisesse também um “eu te amo vovô”.– Tenha um bom dia na escola. – E acelerou o carro indo para seu escritório já que era advogado.

Vovô era um dos homens mais divertido que eu conhecia, mas ele estava mesmo virado hoje. Ele estava com uma calça social preta e camisa. E seu cabelo branco estava penteado para trás como sempre. Acho que assim ele se sentia um pouco o Elvis Presley das garotinhas e ficava com esperança de que alguma mulher caísse em seus braços gemendo. Meus avós pareciam uns 10 anos mais novos do que eles realmente eram.

Andei para a entrada e já fui observando o pessoal enquanto ia até a secretária. O que Johanna disse era mesmo verdade. As meninas estavam quase todas de vestidos e a parte do quase todas que não estava de vestido, estava de saia. Credo! Aquilo parecia um convento a não ser pelo fato de que os vestidos tinham um decote e não eram não compridos assim. Os meninos estavam mais normais ou no máximo com calças caqui e camisas de botão. Acho que o povo não sabe diferenciar domingo, dia de igreja, de dias normais letivos por aqui.

Que merda!

A secretária era mais normal e tinha duas mulheres de calça. Elas me olharam e já foram logo pegando uns papéis.

– Você deve ser Diana Sterling, a nova aluna. – disse com uma voz meiga e meio protetora.

– Culpada. Como você sabia quem eu era?

– Não temos alunos novos por aqui há algum tempo. E sua avó é muito conhecida por aqui também.

– Aham.

– Aqui está seu horário, a chave do seu armário, sua carteirinha e os novos livros os professores entregaram hoje. Esta caderneta você dá para todos os professores e me trás no final do dia, ok?

– Sim, obrigada.

– De nada. Tenha um bom dia. Vire a direita e você já se encontrará.

E sai olhando meu horário. Minha primeira aula seria biologia 2, depois inglês, matemática avançada, história 2, parada para o almoço e depois espanhol, física avançada, filosofia, literatura moderna e Ed. Física. Estava andando e lendo um edital sobre as turmas vagas de educação física em que eu poderia entrar quando dei um esbarrão em uma menina e Santo Deus, como diria minha vó, ela estava de shorts.

– Me desculpe – eu disse – não estava olhando por onde eu andava.

– Não foi nada. Você é nova por aqui não? – disse abaixando para pegar alguns papeis e chaves de carro que haviam caído.

– Sou. Me mudei faz uns dias. Sou Diana Sterling, prazer.

– Mariah Brunoro. Qual é a sua primeira aula?

– Biologia.

– A minha também. Você está no último ano certo?

– Aham.

– Então me acompanhe senhorita.

Mariah foi a minha frente e eu fui analisando seu estilo. A menina era poderosa. Tinha um cabelo loiro prata com as pontas pintadas em rosa e estava com um shorts boyfriend preto, all star pink de lantejoula, camiseta solta pink estridente, colete garçom preto e um chapéu coco preto na cabeça. Usava óculos de grau estilo Geek, que caiam muito bem nela. Um pouco rosa demais, não é a minha cor preferida, mas ela, com certeza, tinha estilo. Essa menina não era daqui ou não era afetada pela moda santa daqui, no mínimo. Uma alma gêmea. Amém.

– Você mora aqui faz tempo? – lhe perguntei. Eu tinha que saber da onde ela era.

– Bastante já. Eu e minha mãe viemos pra cá quando ela se divorciou a uns 10 anos. Estranhou que eu não fui muito afetada pela moda divina daqui?

– Exatamente. – Ela riu uma risadinha aguda reconfortante. Naquele momento senti que uma grande amizade poderia se formar.

– Olha, esse professor é o Teitge. Ele é meio chato e ele tira da sala se não ficarmos quietas então se cuida. E ele também pega celular, maquiagem, fone de ouvido ou qualquer coisa do tipo e nunca mais devolve.

– Tá, me cuidarei. As mesas aqui são compartilhadas?

– Sim, pode sentar do meu lado se você quiser... O pessoal sempre acha que eu mordo, mas tem umas pessoas legais aqui, depois eu te apresento.

Sentamos e ela já roubou o horário da minha mão e começou a ver o que tínhamos em comum. Tínhamos todas as aulas juntas menos Ed. Física, já que pelo jeito ela era dispensada porque tinha um problema no joelho. Mas ela me confessou que não tinha nada e que tinha forçado sua mãe, que era médica, a lhe dar o atestado. Conversando antes de o professor entrar na aula descobri que ela morava a uma quadra de mim e podia me dar uma carona todo dia e me esperaria sair da educação física as segundas e terças.

Falar em educação física me fez pensar em exercícios físicos, em suor, em corpos quentes e suados correndo na minha direção e consequentemente naquele cara que vi pela manhã. Quem será ele era? Ele mora por aqui? O que será que ele faz? Deve ser modelo e boy magia nas horas vagas. Imagina se ele é gay. Meu Deus. Que pecado. Fazer um negócio desses é maldade. Se ele fosse gay eu juro que nunca mais iria transar com ninguém. Pensando bem, talvez minha avó soubesse quem ele era. Eu ia ter uma conversinha com ela sobre isso mais tarde.

A sala era de um amarelo claro desbotado com quatro ventiladores espalhados. As janelas ficavam do lado esquerdo e davam muita luz ao ambiente, mas nada que as cortinas Blackout não resolvessem. Havia quatro fileiras de quatro mesas compartilhadas cada uma. Na frente tinha um quadro negro que ocupada toda a parede e em cima do quadro tinha a caixinha por onde saia o som de avisos do professor e sob a caixinha havia um crucifixo de madeira polida de uns 20 cm. Estava tudo normal demais pra ser verdade. Que merda!

Quando o professor entrou, Sr. Teitge, ficamos quietas e olhamos para frente. Ele mandou que todos fossem pegar um livro na mesa dele e que o abrissem na página 12 e começassem a copiar do quadro. Iríamos estudar os reinos animais. Era coisa fácil, já havia estudado antes, mas sempre é bom prestar atenção na aula e aprender como é o professor e como seriam as provas.

Toda vez que mudava de professor, minha nova amiga me dava os alertas importantes que eu deveria saber sobre cada um. Como por exemplo, a professora de matemática, Sra. Giovanni, já estava no sexto divórcio tendo 52 anos de idade. E o Sr. Moore, professor de inglês, realmente muito louco e meu hippie, ele era com certeza fora da casinha. O resto da manhã correu bem e descobri que iríamos ter muitos livros, então o armário realmente seria útil.

Quando a aula acabou pegamos nossas coisas e fomos até o armário para guardar o material. O armário de Mariah ficava meio longe do meu, mas era no mesmo corredor do terceiro ano. Guardei os livros e já arrumei o cadeado para a senha que eu havia escolhido. Eu ia ter que comprar algumas coisas para o meu armário como um espelho, trazer uma muda de roupa pra cá e alguns livros e cadernos que seriam úteis.

Mariah chegou atrás de mim e começou a ficar inquieta, se mexendo muito.

– O que foi?

– Quero ir ao banheiro.

Aquilo me fez rir muito porque ela pareceu uma menininha de oito anos falando. Remexendo as pernas enquanto ficava de pé.

– Então vamos lá

E eu a segui. Quando entramos no banheiro ela foi correndo para uma das portinhas e eu fiquei arrumando meu cabelo no espelho, até quando entrou uma boneca no banheiro. Quando eu digo boneca pense numa Barbie com um vestido de verão rodado florido amarelo estridente e um cabelo amarelo loiro oxigenado. E um batom rosa ainda. Credo! É a loira do banheiro! Atrás dela tinha mais duas meninas iguais só que com vestidos verde e azul, respectivamente. Elas estavam até de meia calça! E estavam com laços no cabelo da mesma cor de seus vestidos. Minha Santa Afrodite! Achei mesmo que estavam na frente de bonecas por um minuto.

– Olhem meninas, este é um exemplo de pessoa que não recebe a divina graça diária do Senhor. – Ela disse jogando as mãos para cima e meio que recebendo um espirito.

Nesse momento ouvi a descarga de Mariah e esta veio para o meu lado na pia e começou a lavar a mão enquanto falava.

– Samantha, já envenenando novos ares. – falou com uma aparente ironia. Lançou um olhar tão mortífero para garota que jurei que ela tiraria uma barra de ferro de dentro da bolsa e daria na cabeça da Barbie. Eu adoro essa garota.

– Não, eu não faria algo assim. Só estou ajudando a novata a se enturmar. Ela tem que saber algumas coisas e quem são as pessoas certas por aqui. – disse com ar de superioridade.

– Com certeza é que não são as freirinhas do Senhor. Vai rezar um terço, vai.

– É melhor eu ir mesmo. E vou pedir o Senhor inferir em minhas preces e tirar os demônios de todos que aparentemente tem um, não é mesmo Mariah?!

– Tchau Samantha. – E com isso saíram do banheiro andando em fila. Só podia estar zoando com a minha cara que tinham bonequinhas por aqui. – Essas são as gracinhas. As beatas mais aclamadas do senhor nessa escola. Como eu disse, devem achar que eu mordo. Eu não ficaria muito perto delas.

– Não vou ficar.

Com certeza, Samantha era uma das meninas que tinha tudo o que queria e na verdade nem era o que falavam. Só fazia aquilo para chamar a atenção. Pessoas assim não tem caráter e porque as coisas sempre foram dadas a mão não sabe viver sozinhas e acabam se afundando até não sobrar mais nada. Esse é o tipo de pessoa que eu não quero e não vou ser. Elas não são as primeiras que eu conheço e são assim. Todo lugar a que se vai tem uma pessoa, ou um grupinho no caso que sempre vai implicar com você. Que não vai te aceitar. Que vai te julgar. Que vai fazer você se sentir um nada só para se sentir um nada superior. Pessoas que não tem valor fazem isso.

Saí do banheiro com Mah, agora como eu chamava Mariah, começou a falar que iriamos almoçar com o pessoal no refeitório. Fomos andando através dos prédios e ela foi me contando um pouquinho sobre sua vida. Ela morava com a mãe aqui porque sua mãe tinha se divorciado de seu pai porque aparentemente ele a traiu com uma aluna. Seu pai era professor de uma faculdade no Maine e ela nunca falava com ele. Sua mãe era médica cardiologista e trabalhava num consultório algumas ruas para baixo de casa de segunda a quarta e nos outros dias atendia num hospital de uma cidade vizinha, de modo que Mariah ficava quase sempre sozinha, então tinha seu próprio carro e ganhava uma boa mesada do pai. E ela tinha uma gatinha chamada Milk. Aproveitamos e já trocamos nossos telefones, e por sinal o dela era rosa, e seguimos para o refeitório.

Notas finais
Bom, essa é minha primeira fic aqui. Espero que se divirtam. Atualizarei em breve. Fiquem bem,não cometam excessos e se cometerem me chamem. Amém!