Holofote
2 Spray !
Notas iniciais
Descemos para fazer um lanche, optamos por comermos um sanduíche. Enquanto eu passava maionese no pão, Jake ia recheando com frios e saladas, estávamos indo bem até...
Até que começou uma brincadeirinha de passar maionese. E passa maionese no braço e joga na bochecha, Jake com a mão toda suja, coloca no meu nariz, eu jogo no cabelo dele. A gargalhada era geral enquanto fazíamos aquela bagunça na cozinha da tia Ellen.
— Ow, Jake, para eu ser uma palhaça descente, meu nariz teria que ser vermelho não branco de maionese! – Falei, tentando tirar um pouco da sujeira do meu rosto com a parte limpa da minha mão.
Jake se aproximou e deu uma lambida no meu nariz. Eu fiquei em choque por segundos. Ufa! essa foi por pouco.
– Écatil, JAKE, você está com mais fome do que eu imaginei, vou te denunciar às autoridades! — Limpei meu nariz agora babado, fazendo careta.
Nos limpamos e fomos comer os sanduíches, quando sentamos o celular dele começa a chamar novamente. Jake atendeu, trocou alguns “Sim... ahãm... não.... vamos!.. Até lá” e desligou.
- Era o Chuck, esta nos convidando para ir para Eletric. Vamos?
Eletric era a balada mais prestigiada de LA, era de tirar o fôlego, tanto à estrutura quanto os frequentadores! Mas eu sabia que se saísse com Jake hoje, amanhã estaríamos em todos os jornais e revistas de fofoca e esse tipo de atenção resultava sempre em encrenca, e isso era o que menos queríamos.
— Ah, Jay, não quero atrapalhar, acho melhor você ir só com o Chuck, vou ficar aqui, quero arrumar minha mala também.
- Ah não Camy, e aquele papo, de “quero você só para mim enquanto eu estiver aqui” já esqueceu? Vai me deixar sair sozinho agora?
Ele me olhava, fazendo aquela carinha de anjo caído e abandonado, que era irresistível. Nenhuma mulher no mundo poderia contraria-lo vendo esse olhar.
- Dãr, ta bom, vamos lá! — Disse, me fazendo de contrariada. Jake imediatamente puxou minha cintura, me pegando no colo e subiu as escadas comigo correndo, enquanto eu gritava achando que ambos iríamos cair.
Eu ficava no quarto dele, enquanto estava em sua casa, e dormíamos juntos, era uma rotina de quando eramos crianças, que nunca mudamos, então minhas malas ficavam junto às coisas dele no seu closed – Que era gigante diga-se de passagem –.
- Pode se arrumar aqui, vou tomar banho no quarto da mãe, sabe onde estão as coisas neh?
- Sei sim, não vou demorar! E vai logo. — Disse empurrando ele em direção à porta, e dando um tapinha em sua bunda. – Vamos Jake, garanto que fico pronta antes que você!
Ele só virou para trás com um sorrisinho no canto da boca, e um olhar muito safado gritando para mim: – Eu, se fosse você Camy, fechava muito bem a porta do banheiro, vá que eu me esqueça e entre sem querer, neh!? — E saiu rindo.
Argh, maldito garoto! Quando fui tomar banho conferi se estava trancada duas vezes. Vá que ele não estivesse brincando néh?!
Separei um vestido azul petróleo que contrastava com minha pele que era bem branquinha, eu diria até que pareço um fantasma, porque não gosto muito de pegar sol, e em Curitiba chove muito então não me dou ao trabalho de ir até uma praia e ficar horas torrando.
O vestido ficava um pouco acima da metade da minha coxa, tinha detalhes em renda na parte de cima, uma fita de seda que amarrava em um pequeno laço, e era soltinho com um tecido suave que era muito confortável para lugares quentes e cheios como a Eletric.
Depois de me vestir, quando estava terminando a maquiagem Jake bateu na porta: — Camy, to pronto, te esperando, vai sair ou terei que te tirar daí?
Abri a porta: — Ui, ui, ui Sr. Destruidor-de-porta, até fiquei com medo resolvi te obedecer! – Debochei, mas acho que falei com a parede, porque ele mal ouviu o que eu disse. Estava com uma cara de impassível, olhos estalados, sua expressão parou estática como quando eu abri a porta, ele ainda não tinha se movido, nem respondido com ironia, e isso não podia ser bom!
— Jake, o que houve? Não ficou bem? — Perguntei insegura, quando ele continuava a olhar o vestido. Já comecei a pensar que estava curto de mais ou que sei lá, ele não fosse apropriado.
Finalmente o foco de sua atenção estava subindo. Eu sentia arrepios em todo meu corpo, seu olhar era como uma caricia subindo por minhas coxas, alisando meus seios, fixando em meu pescoço e tocando a minha boca, quando ele finalmente chegou aos meus olhos, eu percebi que trancava a respiração.
Droga, respira Camy, respira.
Ele me olhava com tanta intensidade, que me deixava ofegante por ar.
— Nossa! – Sussurrou. – Você esta linda Camy! – Sorriu e deu seu hairflip. Maldita jogadinha, ele ficava tão sexy com aquele cabelo bagunçado.
- Hãm, obrigada. — Respondi, respirando profundamente tentando me acalmar em vão, pois, minhas bochechas começavam a ficar vermelhas, e minhas mãos nervosas corriam para alisar o vestido.
- Vou buscar um spray para por no seu machucado. — Ele gritou já saindo do quarto.
- Jake, eu não to machucada! Do que você esta falando?
Comecei a procurar, percorrendo o corpo com meus olhos onde os seus haviam estado. Encontrei. Minha coxa estava com um hematoma enorme, de quando eu cai da cama dele, algumas horas antes.
- Senta ai. – Jake disse, enquanto me apontava para um lindo divã vermelho fogo que tinha em seu quarto.
Sentei levantando a perna, ele sentou também, pegou-a coloando em seu colo, empurrou suavemente meu vestido à cima. Minha perna estava toda à mostra, e ele a olhava descaradamente, eu coloquei a mão em minha saia, segurando para que ela não subisse ainda mais, porque mais que isso ele me veria só de lingerie.
Jake passava os dedos sobre o machucado, tirando a minha atenção de seu rosto, olhei para onde sua mão estava me tocando, era um toque gentil e suave, mal encostando em minha pele.
- Dói? Ele me perguntou, com a voz já rouca.
Respirei bem fundo, para não parecer tão perdida em seu toque.
— Não, deve doer só se apertar, eu acho.
Jake, pegou o spray e passou respingando em quase toda minha coxa. Com uma mão ele segurou minha perna pelo joelho e a outra começou uma maldita tortura. Suas mãos eram quentes, ele fazia círculos em volta da área com hematoma, me acariciava gentilmente com a ponta dos dedos, aquilo era malditamente bom, ele tocava e meu corpo aquecia. Tudo o que pude fazer for fechar os olhos e soltar uma respiração entrecortada.
Jake também estava ofegante, agora ele passava a mão por toda minha perna, eu já estava toda arrepiada e quando ele acariciou o interior da minha coxa, eu mordi o lábio, droga a ultima coisa que eu precisava era gemer na frente dele.
Minha pele já tinha absorvido totalmente o spray, mas Jake não tinha parado. Quando ele pegou o spray para passar mais, enquanto eu rezava poder suportar aquilo sem gemer por mais alguns minutos o seu telefone chama.
Eu soltei a respiração não sei se de alivio ou de frustração, confesso que no meu mais íntimo, eu não queria que ele parasse. Droga Camy, como assim, não queria? Ele é seu amigo, a-m-i-g-o, e ele tem uma namorada, esquece isso, deletaaa! Meus pensamentos saiam mais confusos do que minha reação.
Jake atendeu o telefone clareando a garganta: — Fala Chuck.. ok estamos descendo. – Ele soou meio irritado.
- Ah, Chuck já esta lá em baixo, vamos? – Ele disse passando a mão pelos cabelos enquanto me oferecia a mão para sairmos.
- Eletric, ai vamos nos! – Gritei enquanto pulava nas costas dele, e saíamos correndo em direção ao elevador.
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