Holofote

54 Marshmallow


Notas iniciais
Cerejinhas e Cerejinho, obrigada pela compreenção e BOA LEITURA.

Enquanto Jake se divertia a cada pergunta eu me enrolava a cada resposta. Minhas bochechas eram brasas ardentes, que queimavam só em imaginar até onde esse jogo iria nos levar.

Até onde eu estava disposta a ir?

Muitas perguntas pulavam em minha cabeça e eu estalava minha língua de vontade e curiosidade de pergunta-las, mas eu sei que o preço talvez fosse mais alto do que eu gostaria de pagar. Jake ria e parecia encantado com a minha indecisão, enquanto eu fervilhava de receio pelo que viria a cada dardo lançado.

– Então Camy, vai falar ou quer passar a vez? –

– Calma apressadinho! To pensando... – Falei um pouco perdida, não gostava de ser pressionada desse jeito.

Jake corria os olhos pelas minhas mãos que se esfregavam agitadamente, não menos frenéticas que o pulsar do meu coração.

Será que eu deveria... Alguns determinados assuntos eu nunca me atrevi a perguntar. Nem quando éramos só amigos, mesmo com toda a intimidade que compartilhávamos, não me sentia confiante o suficiente de escutar suas respostas.

Porém agora, elas me interessavam, queria saber muitas coisas sobre ele, sobre suas experiências, mesmo que me formigassem os braços de ciúme por suas respostas. Queria saber ainda mais dele, queria conhece-lo no seu mais íntimo, compreender seus medos e seus receios, encoraja-lo nas suas aspirações, queria construir planos e ser localizador na sua vida, tanto quanto ele era na minha.

– Não pensa tanto, manda. – Disse ele, pulsando em expectativa.

Ok. Já que ele mesmo quer assim e esta levando para esse lado. Serei sádica. Respirei fundo, apertando com força minhas mãos, quase cravando as unhas nas palmas, tomando coragem o suficiente.

– Como foi sua pr... Como f-foi... – Droga, toda minha coragem reunida se esvaiu quando eu precisei pronunciar a pergunta em voz alta. Toda insegurança e inocência que eu já tinha guardado na gaveta com todas novas experiências que tive nas últimas semanas, vieram a tona.

– Como foi o que? – disse Jake risonho, achando tudo muito engraçado.

Respirei mais uma vez, acalmando-me e deixando-me guiar pelo instinto.

– Como foi sua primeira vez? –

Quando as palavras escaparam da minha boca, soou mais segura do que eu esperava, deixando pouco do meu conflito interno visível aos olhos amendoados que brilhavam me analisando com um sorriso torto a minha frente.

Ao captar a excitação que inundou os olhos doces do Jake rapidamente, mais uma onde de puro calor invadiu minhas bochechas. Jake sorria malicioso e acariciado pela minha curiosidade sobre sua vida sexual. Eu sabia que ele não era virgem por conversas dele com o Eric e o Chuck, papos de garotos, mas eu preferia não prestar atenção.

Acho que era uma auto-defesa para não me ferir, mas agora tudo tinha mudado, ele estava ao meu alcance, estávamos nos descobrindo juntos, então queria tudo que ele pudesse me dar.

Jake se esticou no sofá erguendo suas mãos ao meu rosto, pousando suas palmas sobre minhas bochechas, às acariciando preguiçosamente, sem pressa. Elas deveriam parecer lava líquida porque meu rosto queimava, agora ainda mais pela proximidade e o toque terno dele.

Reações novas e pouco sentidas corriam por todo meu corpo com um simples toque de nossas peles. Seu dedo esfregava carinhoso e quase superficialmente sobre minhas bochechas flamejantes.

Quem mais teria tanto poder sobre mim, a ponto de me deixar totalmente a sua mercê com apenas um toque?

Somente ele.

Jake.

Era muito mais que minha razão pudesse compreender.

Um sorriso doce, cheio de promessas brilhava em seu rosto, ele era uma fonte de crua inspiração e perdição. Por isso colocava rios de garotas a seus pés. E era merecedor de cada grito e cada declaração de amor.

– Não precisa ficar com vergonha de mim, Camy.. – Falou ele carinhoso ao me consolar com sua terna carícia.

Não consegui responder, mordi meu lábio nervosa, enquanto desviei meus olhos de sua inspeção.

Jake vendo quão encabulada eu fiquei, baixou suas mãos para me dar um pouco de espaço fazendo com que eu me relembra-se de respirar.

– Foi... – Disse ele parando um pouco refletindo. — ... Foi, rápido, eu diria. Haha. – E se pôs a rir.

Eu também, esse garoto não tinha jeito mesmo, fazia piada de qualquer situação.

– Sério! Não ri. Foi meio sem controle, eu não sabia muito o que fazer, acho que meio que a garota nem gostou, ela ficava reclamando que tava doendo e eu estava meio afoito. Mas, foi bom, claro que agora é bem diferente. Mas a primeira vez é meio estranha para todo mundo.- Contou-me ele sincero.

Eu sorri o encorajando, embora me corroese o ciúme.

– Estou mais experiente agora, se quiser te ensino muitas coisas... – Disse malicioso, tentando derramar seu veneno doce e sedutor por minhas barreiras do bom senso.

– Ta querendo outro banho gelado? – Perguntei sem rodeios revirando os olhos, quando ele negou repetidamente, dando-se por vencido e se atirando para trás, pondo mais distâncias entre nós.

Não resisti e uma sonora gargalhada quebrou o silêncio que se fez. Jake era um bobo mesmo, um palhaço a cada reação.

– Ri porque não foi você que ganhou banho gelado! – Falou ele franzindo o cenho. – Mas, já que você me lembrou disso e é minha vez de perguntar, talvez eu esteja um pouco vingativo agora. –

Ele transpirava má intenções.

Lá vinha bomba.

– Vamos lá! Estou preparada, garotinho! – Falei confiante, empurrando-o ainda mais, não sei até onde seria seguro provoca-lo, achei por bem, testa-lo agora mesmo, embora minhas pernas tremiam só em pensar o que ele poderia querer perguntar.

Seus olhos brilhavam pelo desafio, acho que eu não fui muito inteligente em provoca-lo Jaketo durante esse maldito jogo.

– Tenho muitas perguntas para te fazer Sra-Preparada, mas vamos com calma, gosto de tomar meu tempo e não tenho pressa alguma com você. – Quando ele concluiu seu jogo de palavras, mais um arrepio atravessou meu corpo, correndo por minhas pernas e se concentrando sobre meu ventre. – Você toca Siririca?

Siri o que?

– Como é? – Falei sem entender.

–Sabe.. se masturba?

Meus olhos parecera pular das órbitas. A cor voltou a pular mais uma vez sobre meu rosto. Esse não era um assunto que eu me sentia a vontade a conversar. A curiosidade do meu diabinho de cabelos caramelo não tinha limite. Definitivamente.

– Não! – Falei afobada.

– Não? Nunca?- Perguntou ele desacreditado.

– Nunca! – Afirmei enfática.

– Nunca tipo, nenhuma vez? – Falou ele surpreso como se eu fosse uma extraterrestre.

– Nunca tipo Nunca Jake, nenhuma vez. – Confirmei sem entender muito a sua reação, ele engoliu em seco e ficou estático.

– Voc.. Você já? – Perguntei tímida.

– Claro! Como você acha que consigo dormir todas as noites contigo sem tentar nada? – Falou ele transbordando sinceridade em suas palavras.

– Porque éramos somente amigos! – Respondi como se fosse a coisa mais óbvia.

– Camy antes de qualquer coisa, você é garota, sabe seios, coxas e bun...-

– Eu sei o que eu tenho Jake, vá direto ao ponto. – Falei ríspida cortando-o.

– Ok, eu sentia atração por você. E então tinha que me aliviar e como não via muito a Katharine... – Tentou explicar-se ele.

Foi tocar no nome dela que enjoou-me, preferi pular a imagem que se formou na minha cabeça dos dois juntos. Fiz cara de nojo para ele, que caiu na risada e se aproximou de mim sorrindo expulsando totalmente a distancia que nos separava.

Com a habilidade de um estrategista, enlaçou suas mãos na minha cintura me abraçando e com uma ternura que era típica dele descansou sua cabeça sobre meu ombro, deixando beijos suaves pelo meu pescoço. Esses simples roçar de seus lábios sobre minha pele, era mais aditivo que qualquer calmante. Era possessivo e carinhoso.

Deixava um rastro de fogo por onde sua boca passava. Jake respirava pesadamente, e a cada longa expiração, seu hálito doce soprava sobre meu pescoço, causando mais reações do que eu pudesse assimilar, minha cabeça pulsava no mesmo ritmo intenso das batidas do meu coração, o sangue fluia pelo meu corpo agitado irrigando todas as zonas erógenas que meu corpo poderia ter, fazendo que partes adormecidas despertassem a vida, implorantes pelo toque dele.

A cada baforada de ar eu tentava acalmar as sensações que corriam rebeldes pelo meu corpo. Jake parecia perdido no que causava em mim, ele permanecia ancorado, totalmente relaxado sobre meu pescoço.

Eu respirei profundamente buscando a calmaria que havia fugido de mim naquele momento. Me movi desconfortavelmente e Jake se afastou, levantando sua cabeça para o encontro da minha.

Totalmente consciente da reação que seu corpo causava ao meu, ele se aproximou sorrateiro, roçando seus lábios sobre os meus, que pulsavam pele toque dele, pareciam sedentos, como se estivesse em um deserto e sua boca era minha própria fantasia de oásis.

Suave, como o toque das asas de uma borboleta ele roçou sua língua sobre minha boca, que ficava totalmente estática esperando pelo assalto dele.

Nesses momentos o mundo desaparecia a minha volta, eu perdia toda a noção de tempo e de espaço, a Teoria da Relatividade já não fazia sentido para mim, existiam apenas nós dois. A terra parava de girar, o sol deixava de me aquecer, minha única fonte de calor passava a ser o corpo dele, que cumpria sua função brilhantemente, me deixava fervendo.

O vento deixava de correr, a única brisa que eu sentia era a respiração ofegante que saia as baforadas dele. O único gosto que irrigava minhas Papilas Gustativas era o sabor doce dos lábios dele. Eu me fazia apenas consciente que esse era nosso momento de união e entrega total.

Onde tudo deixava de existir ou de importar, o mundo poderia cair mais estaríamos unidos, era quando reconhecíamos a importância que um tinha na vida do outro, onde mostrávamos toda paixão que contínhamos na frente dos outros.

Era nossa essência, era nosso momento íntimo, era quando ele deixava de ser Jake Wave e era apenas o garoto que fazia que minhas pernas tremessem, que deixava meus lábios inchados e rubros pelo seus beijos. Era o meu Jake.

Levei minhas mãos ao encontro dos cabelos dele, enquanto ele cobria minha boca ávido, sua língua suave e exigente provocava para que a minha se rendesse e saísse para brincar com ele. Desafios me encantam e eu aceitei sem titubear. Abri meus lábios e enredei minha língua com a sua, era como tocar um marshmallow, era tão doce quanto. Eu jamais teria o suficiente disso.


Notas finais
UI UI UI, meio que o clima esquentou hein?
Algumas revelações sobre o passado vieram a tona, mas ninguém sabe onde esse não tão inocente joguinho poderá leva-los.
Façam suas apostas.
HAUHUSH
Beijo babys, obrigada pelo carinho que me dedicam, vcs são minha inspiração. Obrigada Obrigada Obrigada. Com todo o carinho, Titia Sil