Holly Jolly

1 Sobrevivendo ao natal.


Numa tarde fria de véspera de natal, repleta de sorrisos e abraços, cheia de felicidade, esperanças e tudo o que se pode esperar desta data, todos se sentiam completos e realizados. Exceto Marshall, que sempre foi a ovelha negra da família, o esquisito e rejeitado.

Pelo menos era assim que ele se via.

O próprio se sentia como um estranho vagando dentro de sua própria casa, que mais parecia um hospício. Tios que ele nunca havia visto na vida fazendo piadas sem graça, a irmã enchendo a cara na frente de todo mundo, a mãe se descabelando ao ver a cena, o pai alheio á tudo e a vó... bem, ele nem sabia se ela ainda estava viva, daquele jeito de sempre, largada na poltrona.

Nosso protagonista sentia que havia algo de errado naquela casa... ou talvez o problema fosse com ele, não importa. É fato irrefutável que ele não se encaixava naquela família e precisava fugir o quanto antes da desastrosa ceia de natal, que viria a seguir. Mas como fazer isso com uma irmã que pega no seu pé, uma mãe histérica e um tio babaca? Todos te vigiando 24h, esperando um mísero erro seu pra jogar tudo na sua cara.

Que noite feliz!

Foi naquele clima hostil que ele lembrou de sua salvadora. Fionna, que sempre foi sua parceira, companheira de aventuras e fiel escudeira... Disposta para qualquer coisa e á qualquer hora, pronta para se meter em confusão e dar boas gargalhadas quando for preciso. Ela era seu refúgio, seu porto seguro, daquele tipo de amigo que qualquer um sonha em ter. E se tem, não larga nem ferrando. A coelha era a última esperança para salvar aquela noite terrível em família.

“Existe coisa pior do que ser obrigado a passar o natal com a minha família desequilibrada?” – O vampiro indagou, via mensagem de texto para a mesma.

Bloqueou a tela e torceu com todas as suas forças para que ela visse logo seu apelo desesperado. Para o seu alívio, o celular vibrou quase que na mesma hora.

“Pior que tem, cara. É ser obrigado a passar o natal com a MINHA! Help!!!” – Ela respondeu, arrancando-lhe um sorriso.

“LOL! Só tu mesmo, Fi... Será que rola escapar e dar uma volta pela cidade?” – A convidou, esperançoso.

“Vish, não vai dar... Toda a trupe de palhaços que eu chamo de família está aqui, enchendo meu saco” – A loira resmungou.

“LMAO que maldade!” – Agora sim, ele riu de verdade – “... E quem liga?”

A mesma visualizou, porém não respondeu. Talvez estivesse pensando, ou quem sabe tenha o deixado falando sozinho mesmo. A resposta que ele tanto esperava veio depois:

“Nah, tem razão... Ninguém dá a mínima” – Aquilo o fez sentir melhor – “Bar do Joe?”

Aquele era o lugar em que eles se reuniam com a turma da escola, depois da saída, onde os dois fugiam sempre que matavam aula. Também o refúgio que a dupla encontrava nos dias ruins... Foi o cenário para muitas brigas, reconciliações e momentos especiais para os dois, pois lá eles podiam rir, chorar, viver em paz e ser eles mesmos, sem ninguém para julgar ou apontar defeitos.

Foi lá inclusive que eles deram seu primeiro beijo. Confuso, desajeitado e cheio da inocência infantil, que residia em seus corações na época. (Porque agora, se tornaram a perversão em pessoa). De qualquer forma, o casal não assumido resolveu nunca mais falar daquilo e seguir em frente como se nada houvesse acontecido.

Como se ninguém notasse a química entre os dois. Todos do colégio shippavam.

“Fechou” – Ele respondeu, depois de um bom tempo viajando nas lembranças sobre aquele lugar – “Bar do Joe, ás sete”.

A coelha enviou um emoticon tosco: um polegar erguido, confirmando. Marshall revirou os olhos, como se já não tivesse acostumado com a idiotice da mesma. Olhou para o relógio no canto superior da tela de bloqueio do celular e se espantou ao ver que faltavam cinco para as sete. Levantou rapidamente do sofá e apanhou o casaco, se dirigindo sutilmente para a porta, na intenção de não ser notado. A missão fugir de casa foi um fracasso, graças á sua querida irmã.

- Aonde você pensa que vai, pirralho? – A insuportável o segurou pelo braço.

Ele a encarou por um tempo, pensando em uma resposta boa e convincente para que ela o deixasse ir. A mesma parecia elaborar um milhão de maneiras de acabar com a vida dele, enquanto mastigava irritantemente aquele chiclete sem gosto. Ao mesmo tempo ele se perguntava porque infernos uma garota tão linda como ela nunca arrumara um namorado fixo, ou uma amiga de verdade que não seja a Jujuba ou quem sabe uma vida decente.

“Ah, claro... Ela está ocupada demais tentando acabar comigo” – O mesmo pensou.

Ou quem sabe o único motivo para que ela não tenha arrumado um namorado seja porque ela não curte muito esse lado. Vulgarizando, Marshall sempre achou que, da fruta que ele gosta, sua irmã chupa até o caroço. Esta deve ser a única coisa que eles têm em comum.

- Qual é, Marcy – Ele sussurrou – Quebra essa, vai?

- Você acha mesmo que eu vou te deixar fugir? – Ela deu um sorrisinho irônico – Se eu estou presa nessa reunião familiar de merda, tu também está.

- Mas tu é um pé no saco mesmo, viu? – Ele bufou – Você pode tentar ser um pouquinho menos filha da mãe... Pelo menos hoje.

- Depende... – Ela soltou seu braço – Mamãe está reclamando que nosso quarto está uma zona desde o começo do ano. Se você arrumar ele, eu posso te livrar dessa.

- Aquele lixão? – Ele franziu o cenho – Nem fodendo.

- Então, só lamento – Ela deu de ombros e começou a gritar – Ohh Mãe! O Marshall...

- Cala a boca, praga! – Ele correu atrás dela e tentou tapar sua boca. Levou uma dentada em seguida.

A coladora de velcro foi mais rápida que o irmão, se livrando de seus braços e correndo em direção á cozinha, onde estava a responsável por ter feito essas duas almas abençoadas, que eles chamam de mãe. Ultrapassando-o na quina entre a cozinha e a sala e aproveitando o fato de seu irmão ter caído feito uma jaca no chão, graças ao piso molhado, Marceline chegou arfando ao destino, pronta para fazer seu trabalho como irmã desgraçada.

- Mãe... o Marshall... – Ela tentava dedurar, enquanto respirava fundo.

- É mentira, ela é uma mentirosa, não acredita nela que ela só quer me ferrar! – O dito cujo chegou alguns segundos depois

- Mentira nada, ele estava fugindo de casa... Quer estragar o natal, esse delinquente! – Ela apontou pra ele – A senhora vai castiga-lo, né?

A mãe os fitou com um olhar de desdém, observando aquela cena deplorável, enquanto seus dois filhos-problema arfavam com um desespero exagerado estampado no rosto, esperando por sua sentença.

- Onde foi que eu errei? – A pobre Sra. Abadeer se lamentava, levando a mão á testa – Meus filhos, hoje é natal... Não me deem dor de cabeça.

- Ma-mas, mãe... – Marcy balbuciou

- Vai falar com seu pai – Ela deu de ombros, se virando para a mesa novamente.

Marshall encarou a irmã com um olhar vitorioso e sorriso debochado. A mesma o fuzilou com o olhar, cruzou os braços e saiu marchando, completamente fula.

- Dessa vez, passa – Ela disse, por fim – De qualquer jeito, você não vai sair de casa mesmo...

- Você é quem pensa – Ele sussurrou, sem conseguir conter o riso.

Ela provavelmente não escutou coisa alguma, pois se isso tivesse acontecido, certamente aquele resto de aborto se viraria pra ele, com aquele sorrisinho sarcástico e uma resposta na ponta da língua. Como isso não aconteceu, ela continuou com a cara na tela do celular, conversando freneticamente com sua namora...ops, amiga... Jujuba.

Marshall desbloqueou a tela de seu telefone e notou que já estava dois minutos atrasado. Abriu novamente sua conversa com Fionna e a enviou uma nova mensagem.

“A vaca da minha irmã fodeu com tudo” – Anexado, um emoticon furioso – “Vou chegar atrasado”

“Como sempre”- Foi o que ela respondeu – “Também estou presa em casa”

“Quem chegar primeiro ganhar um beijo” – Ele jogou verde

“HAHAH não.” – Ela respondeu – “Boa tentativa, vampirinho”

Ele suspirou e se deu por vencido pelo monstro da friendzone, aceitando enfim que conquistar Fionna Mertens é mais difícil do que escalar o monte Everest. Só tem uma coisa mais impossível do que pegar a loirinha: fugir dessa casa.

O vampiro se jogou no sofá ao lado da irmã e se pôs a pensar como é que ele poderia dar o fora. Ele não poderia sair pela porta da frente porque Marcy nunca deixaria, nem ir pela porta dos fundos porque para isso ele teria que passar pela cozinha, e sua mãe iria ver. Pular a janela do quarto estava fora de cogitação, já que seus primos (que vieram do quinto dos infernos) estão trancados lá, fazendo sabe lá Deus o quê. Ele poderia se jogar da janela do sótão, mas isso seria suicídio. No ponto de vista dele, morrer era melhor do que continuar ali.

Foi seu tio gordo e chato que lhe deu uma ideia, meio que sem querer, embutida dentro de uma piada sem graça... que é a única coisa que ele sabe fazer.

- Hi-hi-hi-hi o toilet tá interditado, gente – Ele ria como um retardado – Alguém soltou uma bomba tóxica ali.

- Argh, você não precisa anunciar pra todo mundo que defecou, tio. Se toca – Marceline revirou os olhos, sem tira-los da tela – Ninguém liga.

- Filha... – Seu pai finalmente tirou seus olhos do jornal, com ar de reprovação.

- O que foi? – Ela tirou os olhos do celular – Vai dizer que alguém suporta as merdas que ele fala? Porra, que cara sem graça...

- Marceline! – Ele elevou o tom da voz

- Parei – Ela bufou e voltou seu foco para a tela do celular.

Em seguida, o tio soltou mais uma de suas tiradas infames, fazendo Marceline respirar fundo e revirar os olhos. Marshall já não prestava atenção em mais nada... tudo o que se passava na mente do vampiro era: Fugir.

E a palavra-chave era: Banheiro.

- Aonde você vai? – Sua irmã indagou ao vê-lo se levantar.

- Não é da sua conta – Ele grunhiu – Nem ao menos ir ao banheiro eu posso nessa casa?

A antagonista não disse mais nada, tirando os pés do meio da sala e permitindo que ele passasse. O mesmo caminhou até o sanitário tóxico, respirou fundo e entrou lá dentro, se contendo o máximo para não respirar aquele ar contaminado. Ele tinha de ser rápido a partir de agora, visto que uma respirada era igual a morte. Rapidamente fechou a porta, abriu a janela do vitrô e a encarou, calculando a distância do chão até a janela e a probabilidade de ele conseguir passar por ela.

O problema é que a minúscula janela de ventilação ficava bem no alto do cômodo, e por mais alto que ele fosse não conseguiria alcançar... A não ser que pisasse no vaso e pegasse impulso, o que poderia implicar um desastre. Sua mente até conseguia visualizar com exatidão o momento em que o vaso quebraria e ele cairia por cima, a cerâmica o dividiria em dois.

Voltou á realidade quando percebeu que seus pulmões precisavam urgentemente de ar. Tentando não pensar nas consequências, ele simplesmente meteu o pé na quina do vaso, apoiou as mãos na borda do vitrô e suspendeu seu corpo no ar. Foi só aí, com os pés á vários palmos do chão, que ele notou que a brecha da janela não era grande o suficiente para que seu corpo passasse por ele.

Droga.

Marshall sempre foi muito magro, do tipo esquelético anoréxico. Nunca se orgulhou seus braços finos, clavícula saltada, ossos da bochecha, espinha dorsal sob a pele nem de sua barriga negativa. Mas agora isso finalmente seria útil. Ele apenas pediu aos céus para passar por aquele espaço minúsculo de pouquíssimos centímetros e foi. Finalmente um pouco de ar puro.

Como o mundo conspira ao seu favor, ele se viu entalado: metade de seu tronco para fora, de cara para o jardim da casa e a outra metade ainda presa dentro do banheiro. Acontece que os ossos sobressalentes de sua cintura não passaram pelo vitrô, que se fechou em seguida. O pior é que aquilo estava começando a machucar.

Como se não bastasse, era a vez de Marceline piorar as coisas. A mesma, que começara a estranhar a demora do irmão, resolveu que bater incessantemente na porta seria uma boa ideia. E ela não parou até que ele dissesse alguma coisa.

- O que é que você quer? – Ele berrou, irritado

- Tá demorando tanto por quê? – Ela chutou a porta – Você não é o único da casa, sabia? Tem mais gente querendo usar!

- Vai se lascar, infeliz! – Ele se virou pra porta – Tem outro banheiro na casa, você quer é me encher o saco.

- Não interessa, sai logo daí — Ele continuou a bater – Eu vou contar até três pra arrombar essa porta! Um... Dois...

- Eu... eu estou sem roupa! – Ele soltou a desculpa universal dos desesperados – É melhor você não entrar aqui.

- Que merda você tá fazendo aí nu? – Ele parou de bater – Nossa cara, como você é estranho...

E então, tudo voltou a ser paz e silêncio no banheiro. Voltando seu foco para o que realmente importa, Marshall notou que sua pele estava começando a se esfolar contra o alumínio do vitrô fechado, a fricção estava se tornando realmente incômoda. Ou ele desistia da ideia de se divertir com a coelha e furar com ela... ou ele tinha que criar um novo plano para escapar daquele lugar.

Teimoso e estupidamente idiota, como sempre foi, ele não iria desistir tão fácil. Afinal, existe um quebrador de vidros melhor do que um celular em sua versão mais velha, surrada e mal cuidada? A resposta é não. A ideia veio como um estalo naquela cabeça vazia.

Neste exato momento o dito cujo começou a vibrar. Uma notificação em sua caixa de entrada, que ele resolveu simplesmente ignorar. Segurou firme o aparelho com a palma da mão, se virou pra trás, mirando no vidro que o prendia e o acertou, em um golpe só, com toda a sua força. O resultado foi um belo corte no abdome e um barulho estrondoso, que ecoou no banheiro vazio.

- Mas que merda você tá fazendo aí, moleque? – Marceline gritou do lado de fora

- Nada – Ele respondeu, tentando não fazer voz de choro. Aquele corte provavelmente foi fundo – Eu só... escorreguei.

- Eu escutei barulho de vidro – Ela retrucou – Como escorregou?

- Não interessa pra você, palhaça – Ele respirou fundo e deslizou seu corpo para dentro do banheiro tóxico novamente – Foi só a... – Ele procurava algo feito de vidro no banheiro – A prateleira! Isso, a prateleira caiu e quebrou.

- Mas ela estava bem presa aí, faz vários anos – Ela continuou a encher o saco – Como é possível isso?

Percebendo que a cola-velcro não iria parar de encher o saco e que ele estava perdendo tempo com essa conversa inútil, visto que o ar de seus pulmões estavam acabando, ele resolveu ignorar. É sempre a melhor solução quando se trata de irmãos pé-no-saco.

Ele se debruçou sobre a pia, lavando o ferimento e observando o sangue descer diluído em litros de água descendo pelo ralo. Rapidamente, secou o corte e improvisou um curativo com o que havia disponível no armário atrás do espelho. Sua irmã continuava a falar sozinha do outro lado da porta, enquanto ele tentava escalar o vaso, pegar impulso, segurar na borda do vitrô e passar pela brecha novamente.

Outra notificação chega em seu celular, mas ele estava ocupado demais tentando fugir da prisão. Apoiou os pulsos na borda cheia de cacos de vidro, os cortando. Tomou impulso para a frente, serrando o tórax e abdome na mesma brecha afiada. Apoiou os joelhos e sentiu os cacos rasgando seu jeans. Colocou o pé esquerdo para fora e logo em seguida o direito.

- Marshall! Se você não abrir esse banheiro agora, eu vou chamar a mamãe para derrubar essa porta – Marceline batia incansavelmente do outro lado – Eu vou contar até três!

O mesmo respirou fundo e tomou coragem, pulando de uma altura de dois metros e meio. Como um gato, caiu de pé. Ao escutar sua irmã começando a contar do lado de dentro, o vampiro correu o mais rápido que pode, até notar que esqueceu suas chaves. Agora só vinha um pensamento em sua cabeça: Fodeu.

Tudo teria acabado naquele exato momento, se não fosse a “sagacidade” do gênio. Ele olhou para a bicicleta de sua irmã, destrancada, e ela olhou para ele... E mais outra ideia “brilhante” veio a sua cabeça oca como um estalo. Jogou a magrela por cima do muro, escalando-o em seguida. Pulou e caiu em pé novamente. Sentiu que a sorte estava ao seu favor.

Montou na bike e correu com ela como se não houvesse amanhã, sem pensar nas consequências depois. Um belo sermão o aguardava quando ele chegasse em casa, mas quem se importa? Só diminuiu o ritmo quando estava á vários quarteirões de casa... mas precisamente no bar do Joe. Estranhou o fato de estar fechado.

Resolveu ligar para Fionna, que atendeu depois de dois toques.

- Fala aí, “meu irmão” – Ela atendeu com seu jeitão de sempre – Aonde você se meteu?

- Meu, tu não sabe como foi difícil sair de casa. Missão impossível – Ele respondeu, ainda arfando – Aonde é que você está?

- Eu estou no bar, ué – Ela disse como se fosse óbvio – E você?

- Como? O bar está fechado! – Ele desceu da bicicleta, olhando em volta.

- Que estranho... Eu não entendo, agora que eu fui reparar. Porque fecharam as portas se... – Sua voz foi interrompida por um barulho alto, mais parecido com um tipo de bomba, ou fogos de artifício, ou tiros – Atenção todo mundo! Isso é um assalto! – Uma voz berrava do outro lado da linha – Todo mundo pro chão!

- Pensei que fosse um sequestro... – Uma outra voz dizia

- Cala a boca, idiota! – A primeira voz berrou – Dá uma limpa nos caixas que eu esvazio o bolso dos clientes.

- Fi-Fionna? – Marshall balbuciou, atordoado.

Nada dela responder. Algo dentro dele dizia para protege-la, uma coisa que retumbava em seu peito que ordenava que ele fizesse alguma coisa. Mas o que? O que um adolescente de 17 anos poderia fazer com dois bandidos (ou mais) armados? Isso não importa. A única coisa relevante dentro da cabeça de vento do garoto dizia para agir.

E foi isso que o tonto foi fazer.

Notas finais
Marshall e sua capacidade de fazer merda me surpreendem.
E aí seres viventes, o que acharam do primeiro capítulo? Não sejam leitores-fantasma, please. Comentários animam e ajudam tanto o escritor quanto a fanfic.
Beijos, feliz natal atrasado e feliz ano novo adiantado c:
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.