Notas iniciais
(GENTE EU MUDEI UMA COISA NO CAPÍTULO) Mil perdões pela demora. A culpa foi toda minha! Espero que gostem do capítulo!

Ficamos uns minutos caladas, até que a Srta. Feningham e o Sr. Loras apareceram.

–Oi, galerinha! Passando bem? –Ele gritou. Tudo bem que ele tinha 29 anos e parecia ter só 21, mas isso não fazia mais legal o fato dele chamar adolescentes entre 14 e 18 anos de “galerinha”. –Qual é? Me respondam! –Ele exclamou, e sabendo que ele esperaria até que fosse gritada uma resposta, nós gritamos, em uníssono, que sim. Bem, vamos começar passando os palitos com linguiças e marshmallows. Em quanto isso, vou falar sobre a nossa atividade principal! Gincana! –As pessoas bateram palmas e assobiaram. Não sei como elas gostam de uma competição infantil como essa! –Amanha eu vou falar um pouco mais sobre os grupos e um detalhe, enquanto isso, há um lista com seus grupos de amanhã. Juntem-se e vão pro refeitório, depois acontecerão alguns jogos e vocês deverão dormir, AA única noite de sono bom que vocês terão até o final do acampamento! –Ele falou rindo, mesmo que não houvesse graça alguma.

Depois de ficar meia hora ouvindo Sr. Loras falar sobre as provas da gincana, foram quarenta minutos de “arborismo, cascatas d’água, caça ao tesouro, trilhas, e bláblábá”.

Então nos reunimos em grupos. E parece que eles fizeram questão de deixar todos os campistas mais experientes com os calouros, pelo menos Elisabeth estaria lá. Com isso eu quero dizer, todas as minhas amigas patricinhas antigas estavam lá... Tudo bem que os garotos mais legais também. Caso você esteja achando que eu só penso em garotos, você pode ter certeza que isso não é uma verdade. Eu penso em garotos em uma parte do meu tempo. Talvez a maior, mas isso é da minha conta, e de ninguém mais.

Logo depois disso fomos para o refeitório. Eu apertei o passo, tentando chegar mais cedo, por que logo a fila ficaria gigante e só as mesas perto das lixeiras ficariam vagas. Elisabeth falou que iria ficar “observando os outros grupos”. Há, claro que não. Mesmo assim não protestei. Juntei-me ao resto e caminhei.

Eu e Elisabeth conseguimos chegar a tempo. Entramos na fila , o cheiro do prato principal da noite, cachorro-quente, me dando água na boca. Peguei a comida, junto com um copo de laranjada. E eu vi fui em direção à uma mesa no meio do refeitório, perto da porta.

Eu comia calmamente até que ouvi o refeitório se silenciar, somente o barulho de saltos altos. Tinha que ser. Mais um clichê pra minha vida. Claro que até nas minha férias eu tenho que ter as piriguetes me enchendo a cabeça.

E, é claro que, como a Barbie principal, Ashley faria questão em sentar na mesa em frente a nossa, de frente à mim. E com ele do lado. Aqueles olhos seriam irreconhecíveis, para mim, pelo menos. Grandes olhos, íris negras, com pupilas brilhantes, olhos desafiadores, olhos intimidantes. Peter McRoy. Óbvio que ele não se lembrava de mim, mas eu nunca me esqueceria que, antes dele ser de Ashley, ele já foi meu. Ele não se lembraria de mim,pelo menos não da “nova eu”.

Eu estava comendo, até que percebi Ashley estava me encarando. O estranho que era como se ela estivesse me analisando, era estranho, não parecia ela. Todavia, de repente, ela voltou ao normal. E começou a se agarrar com Peter. Eu praticamente engoli o resto da comida e sai para andar.

Deixei-me levar, estava andando na trilha da floresta, até que cheguei no lago. Um grupinho de amigos estava lá. Ignorei-os e fui andando pela margem do lago. A vegetação ficava cada vez mais densa, mas eu continuei andando, queria ver os vagalumes.

Comecei a aumentar o ritmo da caminhada, até que comecei a trotar. Em poucos minutos vi um brilho amarelado. Cheguei perto. Vi as plantas se movimentarem ali. Vagalumes não são grandes o bastante para mexer as plantas. Parei. O brilho foi se intensificando, e do nada s e se apagou, mas eu ainda podia enxergar com o leve luar.

Gosmento. Toquei algo gosmento. E com textura conhecida. Aproximei os dedos do nariz, e a substância tinha um cheiro metálico, um cheiro comum... Sangue. Corri. Tropeçava nas raízes e troncos caídos. Meu casaco prendeu num galho. E eu percebi que já estava longe o suficiente pra respirar direito. Minhas mão já estavam sujas de uma mistura de barro e sangue.

Fechei os olhos e pensei: O que seria aquilo?

Só voltei dos meus pensamentos depois de alguns minutos, quando uma vozinha, a vozinha irritante da conhecida Katherine gritou. Essa eu conhecia bem. Uma grande subordinada à Ashley, apesar de ter um QI alto, é como se estivesse deixado os pensamentos próprios para ser mandada.

Enfim, era uma briga com uma garota de olhos azuis, cheia de sardas no nariz e um sotaque estranho. Ela era com certeza, estrangeira. A briga se tratava sobre algo sobre um garoto. Finalmente, o Sr. Loras as separou. Depois disso, as atividades da noite foram canceladas e todos mandados para os respectivos chalés.

Ainda perto dos arbustos, escondida, eu tirei o casaco e a meia calça que estava por baixo da saia e os joguei no lixo, não haveria recuperação para eles. Sai andando e encontrei com o esquadrão de Ashley. Ela parou e voltou a me encarar daquele jeito estranho, mas começou a rir. Andei mais rápido, tentando desviar a atenção. Cheguei no chalé mais rápido que o resto das meninas e tomei uma ducha, lavando os machucados em minhas pernas, vesti uma calça moletom com estampa de flanela e uma regata branca, calcei meias e prendi a franja com um grampo. Nesse ponto as vozes já haviam invadido o chalé. Respirei fundo e sai do banheiro.

–Ei, careta. Você vai mesmo se esconder aqui? Com medinho do bicho papão, ou dos instrutores desta vez? Pela macumba que devem ter jogado em mim Pela minha sorte, é claro que a voz era de Ashley, e para completar, causou risinhos de suas subordinadas.

–Eu sei que eu não vou dar pra ninguém lá fora. Não como você, não é, Ash?

–Pelo menos tem alguém que queira estar comigo, como o Peter, não, queridinha?

Aquilo realmente calou minha boca. Por dois segundos.

–Se eu o quisesse, eu teria que voltar pra sua irmandade de vacas desmioladas. Agoraeu vou te dar licença, e às suas amigas aqui, para poderem ir àquela clareira bem ali se agarrar com o primeiro que aparecer, ou melhor, com o que tenha mais “qualidades”, com isso eu quero dizer mais dinheiro ou melhor posição social. E eu ficarei bem aqui, esperando pra dedurar vocês, que receberão uma advertência e um castigo, pois eu sou, sim, uma careta. E como isso, com certeza acontecerá mais de uma vez eu vou continuar dedurando. Todos nós devemos saber que três advertências significam ir para o chalé dos supervisores e não participar por tempo indeterminado, das atividades de campistas. Mas cinco advertências... Hum... Eu acho que só nós duas devemos saber, não? – Eu praticamente vomitei as palavras. Foi um discurso ridículo, mas de efeito.

Escalei beliche. Ela e suas amiguinha me encararam por um tempo, mas voltaram a conversar e em minutos estavam se arrumando, colocando pijamas.

Coloquei meus fones de ouvido. Blietzkrieg Bop, Ramones. Coloquei para repetir. Puxei caderno e lápis da bolsa, ascendi o abajur individual e comecei a desenhar. Sem nem prestar atenção.

Sai do “transe” e vi minha mão finalizando o desenho. Olhos negros que choravam sangue, rodeados por plantas. Olhos espreitando, misteriosos. Encarei-o. Por muito tempo. Um sinal do meu subconsciente? Talvez.

Guardei o desenho na minha pasta. E prestei atenção no quarto. Só Elisabeth estava no quarto, lendo.

–Merda. –Soltei.

–Elas saíram em torno de uma hora atrás. Você estava em transe. –Ela disse.

–Merda em dobro. Mas obrigada. Vou atrás delas, você vem? –Elas desviou o olhar do livro. Levantou a sobrancelha, me encarando por cima dos óculos. –Ué? Podemos viver uma história como os mistérios de Agatha Christie!

–Okay. –Ela disse, já marcando a página do livro.

–Suit up! –Ela não entendeu a expressão. –Vista-se! Sabe, a frase típica de Barney, de How I Met Your Mother? Não? Bem, esqueça. –Eu praticamente pulei da cama. –Vamos chutar algumas bundas falsas.

Notas finais
Comentem, por favor, fantasminhas (se é que tem algum)! Ass.: Forever and Ever