Hollow Spirit - O enigma 917
2 Beijos molhados.
O dia não começou nada bem para ninguém na universidade, não havia dado nem sequer dois dias de aula, mas os alunos já estavam cheios de tarefas e trabalhos. Na medicina, a matéria de Anatomia tomou conta da maior parte do pessoal. A aprendizagem dos conteúdos de anatomia humana requer entre outras coisas a necessidade de estudos sistemáticos, mas nenhum aluno tinha nada disso.
– Olá, gracinhas. – A voz da professora ecoara pela sala, ela tinha uma voz sensual como se sempre tivesse segundas intenções com as pessoas. – Como foram as férias, hein? – Ela colocou sua bolsa sobre a mesa, observando cada um dos alunos sentados á frente. – Espero que todos estejam bem.
Ela fez a chamada e logo se pôs a falar:
– Como vocês podem perceber muitos professores mudaram, inclusive o de Anatomia.
– Que mudança, hein?! – Áxel sussurra, maliciando.
– Melhor do que aquela velha a que chamávamos de professora. – Paulo sussurra de volta, rindo.
– Para começarmos, vou falar um pouco sobre a minha pessoa. Devo dizer que meu nome é Thaís...
– Thaís tuprada. – Felipe diz, e metade da sala não aguenta a risada.
– Até que eu não ligaria. – A professora diz e todos se calam, mas logo Ana ri tão alto que todos seguem o mesmo ritmo.
– Bem, eu sempre morei em Spooderith, uma cidade que talvez poucos de vocês conheçam. Lá é uma cidade maravilhosa e sempre pude deixar claro os meus talentos, se é que vocês me entendem. – Ela disse isso colocando as duas mãos sobre a mesa deixando bem claro o seu decote.
– Eu amo Anatomia. – Americo diz.
– Eu também amo Anatomia! – Ela diz. – Coincidência, não acha? Que tal treinarmos um pouco depois?
– Opa!
– Brincadeira, você é novo demais para mim. – Ela diz. – Bem, voltando, eu escolhi estudar Anatomia porque eu amo corpos. Amo tudo que tem dentro e fora, obviamente. E amo tudo do ser humano, principalmente dos homens. Para que não fiquemos sem fazer nada, quero que montem duplas.
A sala fez aquele barulho que geralmente fazem quando vão trocar de lugar, eles pareciam mais alunos do primário, alguns brigavam entre si, outros ficavam de bico porque a pessoa que queriam já havia sido escolhida.
– Eu vou com a chuveirinho dessa vez. – Felipe diz para Linna, que saiu chateada.
– Tudo bem, nem queria ir com você mesmo. – Ela rebate.
– Então corra para o Arthur. – Felipe diz.
– É isso que eu vou fazer.
Linna sai e Felipe se junta a Gabriela.
– Professora, pode dupla de sete? – Arthur pergunta.
– Caso não dê pra fazer duplas, façam trios. – A professora diz.
– Minha dupla é igual coração de mãe, sempre cabe mais um. – Felipe diz, maliciando.
– Opa! — Paulo diz.
– Mulheres, sai fora.
Por fim, todos fizeram as duplas, Linna ficara com Arthur, Ney com Paulo, Stefani ficara com Leti, May com Americo, Áxel ficara com Virginia, Ana ficara com Nati e por fim, Felipe e Gabriela.
– Agora fiquem em pé lado a lado... – Todos ficaram de pé, curiosos. – A anatomia estuda a estrutura e organização dos seres vivos, tanto externa quanto internamente. Quero que vocês estudem os seus colegas, sim, não tenham vergonha!
– A senhora tá de brincadeira? – May diz. – Eu to fazendo dupla com o cara mais safado de toda essa universidade.
– Vocês vão me imitar, estão vendo ele... – Ela aponta para o esqueleto.
– Por que não podemos ter um desse? – Virginia diz.
– Prestem atenção! Além de estudarmos a Anatomia isso também é bom pra estudarmos os corpos das pessoas, agora façam silêncio.
– Isso é loucura. – Stefani diz. – Eu faço dupla com uma garota.
– Melhor ainda, amo lésbicas. – Paulo brinca.
– Cala a boca.
– Começa, professora. – Gabriela diz.
– Hm, tá doida pra apalpar o Felipe, né safada? – Letícia diz e todos começam a rir.
– Bom, vamos começar explorando a bacia, quem sabe me dizer onde fica?
– Quem não sabe onde fica a bacia?! – Paulo diz, colocando a mão na cabeça e apontando.
– Não é na cabeça, imbecil. – Arthur diz. – Tá faltando é um cérebro ai dentro.
– Bacia só conheço a que fica na pia. — Linna diz.
– Bem, a bacia fica no nosso quadril. – Ela diz, pegando em seu próprio quadril. — Podem pegar no de seus colegas.
Alguns demoraram pra pegar, até porque era muita timidez, mas teve alguns que se aproveitaram.
– AMERICO! – May grita, porque Americo estava apertando demais onde não devia.
– Nossa, Nati! Vamos malhar um pouco, né? Só a pelanca. – Ana diz, rindo.
– Tire o dedo daí! – Gina diz e Áxel ri.
– Bem, agora quem me pode dizer onde fica o esterno?
– Professora, se você quer que apertemos os peitos uns dos outros é só pedir. – Nati diz.
– Então apertem os peitos uns dos outros. – Ela diz, rindo.
– Não vou deixar você tocar nos meus peitos! – Paulo diz. – Eles são preciosos.
– Vemk. — Ney diz.
– Ei, gata! Eu tenho duas mãos e você tem dois peitos, não pode ser coincidência. — Americo diz.
– E eu tenho duas pernas e você tem um pau, quem tem vantagem? Ah tá, obrigada. – May diz, tentando ficar brava.
– Me tranca no box e me chama de chuveirinho. – Brinca Gabriela.
– Agora que tal a pelvis? – A professora diz, pegando abaixo da virilha do boneco.
– Você é louca? – Linna diz.
– Sim.
– Eu não vou deixar ninguém pegar nas minhas coisas, se quiser deixem que peguem na sua.
– Estamos estudando, Sra. Chrystie! Se você não quiser se divertir e aprender ao mesmo tempo, saia dessa sala.
– Apoio. – Leti diz.
– Só estou fazendo isso por ponto. – Virginia diz. – Se sua namorada souber disso você está fodido!
– É um trabalho. – Áxel diz, rindo.
– Agora, por último, o cóccix. – A professora diz, todos concordam e ao acabar, se sentam cansados.
– Me sinto violada. – Ana diz.
– Você sempre foi, né. – Letícia diz.
– Me sinto usada, isso sim. – Ney diz. – O Paulo é muito...
– Hmmmmmm – Gabriela diz.
– Bom, a todos que participaram creditarei 5,0 pontos! Vocês são loucos e corajosos de topar isso, e eu admiro muito. – Quando ela disse isso o sinal tocou, todos saíram de lá se questionando como uma mulher daquela se tornou professora.
***
A turma de Psicologia já estava toda na sala quando a professora chegou. Tinham acabado de sair da aula de Neurociências, onde ficaram horas ouvindo um professor chato falando sobre o Sistema Nervoso Central, e agora iriam ter aula de Psicologia do Desenvolvimento da Criança e do Adolescente.
– Eu não mereço isso, não mereço! Quero dormir, meu cérebro parece que quer sair pelos meus olhos… Estou farta disto, quero ser rica logo… Eu não mereço, não mereço... – queixava-se Barbara batendo com a testa na mesa enquanto o resto da turma a olhava.
– Bah, para de drama. É só mais um pouco de aula e já ficas livre por hoje… e dá para parar de bater com a cabeça, tá parecendo uma autista. – disse Clara.
Bah preparava-se para responder, mas é interrompida pela professora que começou a falar num tom de voz tão exageradamente doce e alegre que parecia que estava a falar para um grupo de criancinhas:
– Bom dia meus queridos, hoje na minha aula vamos começar a falar sobre o desenvolvimento da criança e só mais tarde chegaremos aos adolescentes. Como sabem, o desenvolvimento é um processo de mudança que se vai mostrando ao longo de várias fases. Uma criança passa por vários processos de desenvolvimento, quer sejam eles psicomotores, sociais, cognitivos, emocionais, etc.
– Ótimo, vamos ficar uma aula inteira a falar sobre como um bebê aprende a usar o troninho. – comentou Beto irritado.
– Não meu querido, você vai ficar uma aula inteira a ensinar um bebê a usar o troninho. – responde a professora alegremente.
– Como assim, professora? – Beto tentava espreitar para a mala da professora a ver se via algum bebê a sair de lá. – Não tem bebê nenhum aqui!
A professora ao ouvir isso sorri para ele e dirige-se ao armário da sala. Ao voltar os alunos reparam que ela trazia nos braços alguns bonecos em forma de bebês.
– Antes de começar realmente a ensinar-vos sobre o desenvolvimento das crianças quero que vocês vejam o que é criar um bebê. O desafio que eu vos proponho é que em duplas vocês cuidem de um destes bebês durante uma semana, se forem bem-sucedidos terão um bónus na vossa nota, se correr mal serão penalizados. Podem formar essas duplas rápido, por favor?
A turma começa-se a organizar, Beto ficou com Clara e Bah com Vick.
– Vai ser fácil isto, é só um boneco. – diz Vick.
– Pode ser só um boneco minha querida, mas se não cuidar bem dele eu irei saber. – disse a professora enquanto pousava o boneco na mesa de Bah e Vick.
– Como assim? – Bah agarra o boneco por uma perna de cabeça para baixo e ele começa a chorar. Bah assusta-se e deixa o boneco cair de cabeça em cima de mesa e o choro aumenta para uma espécie de choro gritado.
– Minha querida, se isto acontecesse durante a experiência, eu já tinha reprovado vocês duas. – Diz a professora encarando Bah e Vick com a sua cara de sapo. – Então vocês devem estar a pensar como é que eu vou controlar se vocês tomam bem conta do vosso bebê, não é? É fácil, vou usar isto aqui.
A professora segurava na mão um mini aparelho, do tamanho de uma pequena caixa de fósforos.
– Isto é um sensor de movimento que é sensível também ao tacto. Cada boneco de vocês contém um destes aparelhos. Por isso a cada vez que vocês segurem o vosso bebê numa posição errada, o abanem exageradamente, batam com ele, deixem-no muito tempo parado… o bebê começa a chorar e este aparelho transmite essa informação para mim: duração do choro, intensidade com que chora (quanto maior a asneira que vocês fizerem no bebê, mais intenso é o choro), etc. Quanto mais chorar o vosso bebê mais penalizados serão nas vossas notas. Alguma dúvida?
– Mas professora, imagine que o nosso par é um idi… irresponsável e cuida mal do bebê. Nós que somos o par dele seremos penalizados também? – pergunta Vick que tinha estado a observar Barbara a tentar arrancar um olho do boneco.
– Claro minha querida, vocês não são só uma dupla. Vocês são os pais desse bebê, e como tal a responsabilidade é dos dois. Se não têm mais nenhuma dúvida estão dispensados do resto da aula. Boa sorte.
A professora sai e deixa a turma olhando para os bonecos como se um demónio estivesse prestes a sair de dentro dele. Clara pega no bebê e enquanto ela e Beto saiam da sala, ela ia dizendo para ele:
– … e não vou limpar a bosta dele, não sou elfo de ninguém. Se ele chorar quando estiver com você eu juro que tiro a sua possibilidade de vir a ter um filho futuramente. Entendeu tudo?
– Sim “molier”. – respondeu Beto rindo-se.
Bah arrumou as suas coisas e estava quase saindo da sala quando Vick disse: — Não está esquecendo de algo? – Bah olha para trás e vê o bebê-boneco sozinho em cima da mesa.
– Não vai levar ele não? – pergunta Bah.
– Não posso, fiquei de ir fazer a pesquisa que o professor pediu para a próxima aula de Neurociências. Você terá que cuidar dele por agora. – dito isto, Vick sai da sala deixando Bah completamente sozinha.
– Af, não estou crendo nisto. Não vou andar a passear a droga de um boneco na escola. – Bah pega no boneco e mete-o dentro da sua mala. De seguida coloca os fones de ouvido com a música no máximo e segue para a Dazer.
Pelos corredores da faculdade as pessoas ficavam encarando Bah, e ela ficava olhando sua roupa, mexendo na cara e no cabelo para tentar perceber porque é que as pessoas tanto olhavam para ela. Já perto da saída um grupo de mocinhas estava a rir-se e a olhar para Bah, até que um garoto veio ter com ela e lhe fez sinal para tirar os fones.
– Moça, não sei o que é que você tem aí dentro mas é melhor dar uma olhada porque está fazendo uma barulheira enorme. – disse o moço apontando para a mala de Bah. Esta repara no choro do boneco e tira-o rapidamente da mala.
– Projeto de psicologia. – diz ela para o moço, para que ele não achasse que ela ainda brincava com bonecos, e sai correndo dali para fora.
***
– CHEGADOOO! Espere por mim! – Triza corria atrás de Athos que se dirigia apressadamente para a aula. – Qual aula é agora?
– Direito Penal I, chegada. Venha, já estamos atrasados. – Athos falava enquanto Triza tentava acompanhar os seus passos gigantes.
Ao chegarem à sala todo mundo já estava sentado, pois a aula já tinha começado. Triza e Athos abriram a porta e estavam prestes a dirigir-se para uma mesa quando uma voz os faz parar.
– Vocês os dois aí, sabem o que é uma porta? – perguntou o professor.
– Claro, professor. – respondeu Triza achando que a pergunta era idiota.
– E então nunca vos ensinaram a bater à porta e pedir licença para entrar?
– Desculpe. – Athos dirige-se à porta, bate três vezes e pergunta: – Podemos entrar, Professor?
– Menino idiota, agora não importa não é, já estão cá dentro. – diz o professor irritado.
– Mas o senhor disse…
– Disse sim, mas é para se lembrarem nas próximas aulas de bater.
– Humm, bater né? Safadinho… — comenta baixinho Duda.
– Agora entrem que eu quero continuar a aula. – O professor aguardou que eles se sentassem e começou a falar. – Sendo que vocês já estão na faculdade há vários meses, com certeza já me sabem dizer quais os vários direitos que existem?
– “… Tu tem direito de sentar, tem o direito de quicar
Tem o direito de sentar, de quicar, de rebolar…” – Luiz começa a cantar.
– E o Sr. Timbó tem o direito de reprovar se não começa a levar mais a sério os seus estudos. – diz o professor irritado. – A não ser que o seu sonho seja ser um vagabundo, aí está a ir num bom caminho. Voltando à pergunta… alguém sabe?
Suuh levanta o braço e começa a responder:
– Existem vários tipos de Direito, Professor. Alguns deles nós já estudamos, como o Direito Constitucional, o Direito Internacional Público, o Direito Administrativo, vamos começar agora o Direito Penal também...
– Exatamente senhorita Diniz, o curso de Direito abrange vários tipos, e nesta matéria nós vamo-nos focar apenas no Direito Penal. O Direito Penal é um conjunto de normas jurídicas que associam factos penalmente relevantes a uma determinada consequência jurídica, uma sanção jurídica ou, conjunto de normas jurídicas que fazem corresponder a uma descrição de um determinado comportamento uma determinada consequência jurídica desfavorável. — O professor começa a explicar e metade da turma adormece. No final da aula já ninguém prestava atenção, para além da matéria ser muito chata o professor conseguia torná-la ainda pior.
– Antes de ir embora quero que tomem anotem o seguinte caso:
“Matheus, cobrador de ônibus, foi assaltado em plena viagem onde alguém lhe deu um forte puxão na mala de mão que ele trazia, onde guardava o dinheiro das cobranças. Ao sentir o puxão, Matheus desequilibra-se e cai, deixando cair à mala também. Como ele foi atacado pelas costas e o ônibus estava cheio de gente, não teve a possibilidade de ver o ladrão. Para além disso, quando finalmente conseguiu colocar-se novamente em pé reparou que o ônibus tinha parado e alguém saíra correndo pela rua acima. Achando ter descoberto o ladrão, Matheus pendura-se na porta do ônibus e, segurando uma arma que trazia consigo, disparou dois tiros quase simultâneos sobre a pessoa que estava a correr, Daniel, sendo sua intenção fazê-lo parar, de maneira a recuperar a mala do dinheiro. Com o primeiro dos tiros atingiu uma das pernas da pessoa que estava a correr mas, com o segundo atingiu, por falta de pontaria, uma terceira pessoa, Carlos, causando-lhe a morte. Por acaso, essa terceira pessoa era o verdadeiro ladrão que, segundos antes descera já do ônibus para se afastar, com aparente tranquilidade, com a mala do dinheiro escondia debaixo do casaco.”
– A tarefa que eu vos dou para a próxima aula é que avaliem a responsabilidade criminal de Matheus, escrevendo um texto com o mínimo de 2000 palavras. Podem pesquisar em livros mais sobre a matéria, se acharem que vos vai ajudar a fundamentar a vossa avaliação. Boa sorte e até à próxima aula.
O professor tinha terminado de falar e o sinal toca. Todos saem rapidamente da sala, praguejando baixinho sobre a grande quantidade de deveres que já tinham até agora.
– O que falar dessa matéria que mal conheço e já odeio pakas? – Rick diz irritado chutando o caixote do lixo à entrada da sala, que fez mais barulho do que ele esperava. Antes que alguém viesse reclamar, ele sai num passo acelerado de junto da sala.
– Será que alguém avisou esses professores que nós ainda somos seres humanos? Que temos de comer, dormir, respirar… com essa quantidade toda de trabalho acho que eles querem que a gente morra. – comentou Lucas Bittencourt para Duda, enquanto ia revendo a lista de deveres que ainda tinha por fazer.
***
A sala de artes e letras se encontrava vazia, o que talvez não fosse de se esperar já que os alunos da mesma amavam o curso. Demorou um pouco até Tiago ser o primeiro a adentrar a sala.
– CHEGUEI! – Ele grita, mas olha em sua volta e vê que é o único ser vivo naquela sala. — Nossa, sou o único animado nesse lug...
Ele foi interrompido por um som bastante alto – alto o suficiente para ecoar por aquela sala vazia – era um tipo de música que mais parecia um reggae. Então ele viu um cara que usava um tipo de manta, uma toca com as cores verde, vermelho, preto e amarelo, adentrando a sala.
– Boa tarde, jovem. – O cara estava com os olhos vermelhos e trazia uma bolsa enorme no ombro esquerdo. – Vamos arejar esse lugar, faça-me um favor, leve minha bolsa até a mesa enquanto vou até o carro buscar incensos.
Tiago assente, assustado.
– Você é tipo pantufa, em casa é gostosinha, mas fora passo vergonha, mas fora passo vergonha... – Cantarolava Fray, que acabara de chegar.
– Tuts tuts quero ver, quero ver... – Tico termina.
– Gente, cadê o povo dessa sala? – Fray diz.
– Estão vindo, olhe. – Fray se vira e avista Vivaldo, Erica e Danilo chegando.
– Oi, pessoal. – Erica diz. – Cadê o professor?
– HOJE É UM DIA MUITO ESPECIAL, SABE POR QUÊ? – Danilo berra.
– Não, nem quero saber. – Ingrid diz, chegando.
– MAS VOU FALAR MESMO ASSIM – Ele limpa a garganta. – EU CONSEGUI O PAPEL PRINCIPAL NO TEATRO, CHORA HATERS.
– Parabéns, Dan. – Erica diz, meiga.
– Sério? – Dri diz.
– Credo, de onde você surgiu? – Vivaldo diz.
A última garota a adentrar a sala tinha um ar de superioridade – mas era só o ar – tinha o nariz empinado e todos a encararam, exceto Dan que correu animado para cima dela.
– Mona! – Ele diz, abraçando-a. – Você não vai acreditar em quem conseguiu o papel principal no teatro!!!
– O Daniel, é claro. – Mona diz, sentando na primeira carteira.
– Nossa, obrigado pela parte que me toca. – Dan diz e se senta.
– Quem é aquele maconheiro ali na porta? – Ingrid diz, alto demais.
– INGRID! – Tico diz, rindo escandalosamente. – É o professor. — Ele sussurra, Ingrid não aguenta e começa a rir.
– Olá, alunos. – A voz lenta e semelhante a uma canção ecoou pela sala. — Sou o professor de vocês, obviamente. – Ele tira um giz, divide o quadro no meio, no lado esquerdo desenha uma pintura parecida com a do Picasso, do outro lado, desenha várias letras aleatórias.
– O que é isso aqui? – Ele diz.
– Desenhos. – Dri diz.
– Claro que são desenhos! – Ele diz, rindo lentamente e segue até um incensário e acende um de seus incensos. – Mas o que significam?
Ele aponta para o desenho do Picasso.
– Isso é o que? – Ele diz.
– Uma arte?! – Dan diz.
– Sim, meu jovem.
– Não creio que ele vai fazer isso. – Ingrid diz, segurando o riso.
– E esse aqui? – Aponta pro outro lado.
– São letras. – Tico diz, segurando o riso.
– Isso forma... Artes e letras! – Ele diz. – O curso de vocês! Doidera, né?
– É tipo a formula da Erica, chuva + chuva = chuva. – Fray diz e todos riem.
– Agora abram na página 359, enrolem-na e fumem. – Ele diz, mas logo começa a rir. – Mentira, o único que fuma aqui sou eu. — Então acendeu mais um de seus cigarros de maconha e entregou um texto sobre Artes para todos os alunos.
***
A aula antes do almoço era de Física I. Os alunos de Ciências estavam a chegar à sala quando viram que ela estava metade ocupada por alunos do curso de Engenharia.
– “You’re in my spot.” – André diz para Julia que estava sentada na fila da frente.
– Tá vendo o seu nome escrito aqui? Não. E afinal, o que vocês estão fazendo na nossa sala? – Julia pergunta.
– Nós vamos ter aula de Física I aqui nesta sala, e pelo que parece vocês também. – diz Ursinha tinha chegado junto a eles.
– Ai que lindo gente, vamos ficar todos juntos, que legal. – Dani diz e sai correndo do lugar, mas tropeça na perna da cadeira e cai, derrubando tudo à sua frente. Todo mundo começa a rir.
– Vocês são do mal, rindo da desgraça dos outros. – diz Netto rindo também e ajudando Dani a levantar-se. – Está bem?
– Estou sim, obrigada. – Agradece Dani rindo junto com o povo.
Pouco depois chega à sala um rapaz moreno de olhos verdes com um corpo bombado que deixou todas as meninas babando, e alguns meninos também. Jay se aproxima e diz:
– Oi lindo, está na sala errada? Se quiser ajudo a encontrar a certa.
– Acho que estou na certa sim. Esta é a aula de Física I, certo. – responde ele olhando de novo a porta.
– É sim. É novato aqui, em que curso está? – pergunta Jay se aproximando dele.
– Na verdade em nenhum… eu sou o vosso professor. – Jay fica muito vermelha e volta de imediato para o seu lugar desejando ter um buraco para se esconder. — O meu nome é Robert Watson. Penso que nesta matéria teremos dois cursos assistindo à aula, estarei certo?
– Sim professor, Engenharia e Ciências. – responde Sininho de imediato.
– Bom, nas minhas aulas eu tentarei sempre ter em atenção a isso e tentar demonstrar ao máximo a forma como a Física se encaixa nas várias ciências e engenharias, desde a Biologia, Química, Astronomia… até à Matemática, ao Ambiente, etc. – O professor ia fazendo um esquema no quadro enquanto explicava, mas quase ninguém estava anotando pois quase todos colaram na sua bunda.
– Me chama de calcinha pequena e deixa-me apertar sua bunda. – Diz baixinho Maria olhando a bunda do professor. Ela e Hanna começam a rir. – Oi professor, você come ouro? É que a sua bunda é um tesouro. – Hanna comenta baixinho também e as duas riem ainda mais.
O professor continuava a aula sem escutar os comentários que estavam fazendo.
– Então turma, hoje não vou ensinar nada novo para vocês. Como alguns devem saber está a chegar o “GENIUS”, um torneio que todos os anos fazem entre algumas das melhores universidades.
– E a gente tem que participar? – Pergunta Vivian.
– Sim, todos os alunos dos cursos de Engenharia e Ciências vão participar. – Responde o professor. – Já tenho até os grupos feitos. Então fica assim:
Grupo 1 – Daniela, Hanna, Maria
Grupo 2 — Victor, Lucas Arruda, João Tonioli
Grupo 3 – Julia, André, Sara Santos
Grupo 4 – Vivian, Éder, Netto
Grupo 5 – Carlos, Beatriz Frota, Bárbara Rodrigues
Grupo 6 – Bruna Borella Querido, Jaimara Pontes, Sara Cirino
– Cada grupo está responsável por inventar um projeto e depois pôr esse projeto em prática, de forma a que dê bom resultado, é claro. Podem focar em que áreas gostarem mais, desde que elas estejam relacionadas com as ciências ou com a engenharia.
– E há algum prémio, professor? – Pergunta novamente Vivian.
– Os vencedores terão o seu projeto em exposição durante uma semana numa das melhores Universidades do País, e também receberão um diploma e um prémio de 500R$.
– Opa, falem-me de grana que eu já gosto mais. – comentou Arruda entusiasmado com o dinheiro.
O professor deu o resto do tempo da aula para os alunos se reunirem nos grupos e começarem a pensar em ideias. Muitos dos alunos estavam já estavam a anotar tudo o que lhes vinha à cabeça, mas outros aproveitaram para conversar.
– Sabem por que é que as estrelas não miam? – pergunta Tonioli para Victor e Arruda.
– Por quê?
– Porque Astro no mia. – diz Tonioli e começam todos a rir da idiotice da piada.
Sara, Julia e André discutiam qual seria a melhor experiência.
– Eu acho que a gente poderia fazer uma daquelas criaturinhas robô e tal… — diz Sara.
– Tipo quê, robô Ed? – pergunta André.
– Não. – Sara começa a rir. – Tipo aqueles negócios que andam e lutam, vocês nunca viram isso na feira de ciências?
– Vi Sarinha, mas acho você acha que consegue fazer um coiso desses aí? – diz Julia.
– Eu não, mas para isso é que eu tenho a “Engenheira” Julia comigo, hehehe.
– JÁ SEI GENTE! Podíamos criar um fato feito de mentos depois uma pessoa vestia e saltava para dentro de uma piscina cheia de coca-cola, que tal? – diz André entusiasmado.
– Não viaja André! – dizem Julia e Sara em uníssono e começam a rir.
Jay e Sininho tentavam decidir quem devia ser a líder do grupo.
– Olha aqui querida, eu que mando nessa bagaça, tá? Agora começa a anotar tudo para mim. – brinca Jay com Sininho.
– Primeiramente não sou seu elfo e segundamente: quem te nomeou como líder amor?
– Eu me autonomeei, beijos.
– Por mim pode ser qualquer uma, não me importo amores. – Ursinha diz enquanto ia enrolando o cabelo no dedo.
– Ursinha sempre fofa demais. – comentou Sininho.
Quando o sinal tocou anunciando o final da aula todos saem conversando, excitados com a grande quantidade de ideias que já tinham para o GENIUS.
***
Após uma manhã inteira de aulas e mais aulas, chega enfim o horário do almoço.
Gina encontra Hanna e Dri na fila da merenda. Cada uma pega uma bandeja e começa a se servir com comidas bem quentes.
– E as novidades? – Pergunta Hanna.
– A professora de anatomia fez os alunos pegarem nas partes uns dos outros. –Diz Gina – Foi bizarro.
– Ui, e pegou nas partes de quem? – Pergunta Dri.
Gina olha pros dois lados, depois sussurra:
– Áxel.
Hanna e Dri riem histericamente enquanto pegam frutas.
– Se as duas pararem de brincadeira e se servirem logo, eu agradeço – Diz Ingrid, atrás delas na fila.
– Já vou, mal-humor – Responde Hanna.
Elas terminam de se servir e caminham rapidamente para uma mesa vazia no fundo. Tudo ia bem, até que aconteceu um acidente.
Americo, que estava de costas, se vira e derruba seu copo de café em Hanna, que deixa a bandeja cair e começa a gritar de raiva.
– Olha por onde anda, imbecil. – Ela se abaixa para pegar as coisas.
– Desculp... – Americo começa, mas para quando Hanna se ergue revoltada com macarrão nas mãos.
Ela atira o macarrão, que atinge outra pessoa quando Americo desvia.
– AAAAH, POR QUE VOCÊ FEZ ISSO? — Grita Candy.
Ela pega um pote de mingau na bandeja. Atira em Hanna, mas a mesma também desvia, e o mingau acaba caindo em uma pessoa de costas em uma mesa.
– Qual a necessidade disso? – Pergunta Victor.
Mais uma vez comida é atacada – dessa vez uma linda gelatina de limão – e uma pessoa inocente é atingida.
E por tradição, é assim que se começa uma guerra de comida.
– Toma essa – Diz Ney, atirando uma banana, que bate na bunda do garoto novo, que se chama Lucas Arruda.
– Vai se foder, Ney – Diz ele.
As alunas da Vebnus se esconderam embaixo das mesas e tudo o que mais queriam era manter o cabelo protegido.
– Não gastei dinheiro com Loreal pra um bando de selvagens começara atacar comida assim — Diz Brenda.
– Eu me divirto, isso sim – Sininho pega uma maçã e atira em uns alunos da Dazer.
– Fê, você gosta de café? — Pergunta Ana.
– Não, por quê? – Diz ele, atirando um pedaço de bolacha.
– Por que se não, não ia ter graça fazer isso.
– Isso o quê?
Ana pega um copo de café e joga no rosto dele.
Felipe limpa o rosto, depois joga repolho na boca de Ana.
– Nojento – responde ela, cuspindo o repolho.
A guerra parecia não ter fim, e depois de comida pra lá e pra cá, o diretor chega furioso.
– PAREM AGORA, OU TODOS SERÃO EXPULSOS – Grita ele em um megafone.
Todos param e um pedaço de melancia voa em sua cabeça.
– Quero que comecem a limpar tudo isso. Parecem um bando de crianças – Ele faz uma pausa, depois retorna – Vocês têm até uma hora pra deixar tudo em ordem. E nada de sobremesa por uma semana.
***
Depois do almoço todos estavam liberados para fazerem o que quiser, alguns foram para o dormitório dormir e estudar, outros preferiram ficar no saguão. Já Aljarilla, Mayara, Victor, Arruda, Tonioli, Arthur, Linna, Max, Dani, Stefani, Jay, Clara, Paulo, Americo, Gina, Gorran, Pfeifer, Barbara, Gabriel, Michael, Ney, Triza, Felipe e Letícia decidiram ir até a mansão da Vebnus e jogarem um jogo da garrafa. Todos se sentaram á beira da piscina se preparando para o tal jogo.
– Eu vou começar porque eu sou o rei desse lugar – Paulo diz, coloca a garrafa no círculo gigante e a roda, a mesma cai em Jay. — Oi gata, verdade ou desafio?
– Desafio, claro. – Ela diz, rindo maliciosamente.
– Pegue o Max de jeito. – Paulo diz e todos os olhos na roda se direcionam para Alj.
– Isso eu faço até sem você pedir. – Ela foi até Max dando-lhe um beijo de tirar o fôlego, todos ainda olhavam a expressão de Alj que continuava intocável. – Ok, agora sou eu, né. – Ela diz, recuperando o fôlego. Jay, então, gira a garrafa e ela cai em Arruda. – E aí, planta. Verdade ou desafio?
– Desafio.
– Ok, beija o Victor.
Alguns gritam "uou".
Arruda se aproxima de Victor e dá o beijo mais gay possível.
– Satisfeita? – Arruda diz.
– Eu estou satisfeito. – Victor diz.
Arruda revira os olhos e gira a garrafa, quando vê que caiu em Tonioli, ele começa a rir.
– É o destino... – Ele diz. – Verdade ou desafio, Panetone?
– Desafio.
– Beija a garota mais bonita dessa roda.
Todos gritam.
Tonioli se vira pra Stefani e a agarra como nunca agarrou ninguém.
– Ai gente, vai ficar só nessa pegação, vão cagar. – Ana diz.
Tonioli gira a garrafa, caindo em Barbara.
– Desafio. – Ela diz, antes mesmo de ele falar alguma coisa.
– Desafio você... – Ele pensa. – A dar um selinho no Gabriel.
– Nossa, só isso que você sabe fazer? — Barbara diz e dá um selinho em Gabriel. — Sabe, eu não curto muito garotos.
Barbara roda a garrafa e cai em Letícia.
– Verdade. — Ela diz.
Barbara pensa por um instante.
– O que você sentiu ao me beijar? – Barbara diz, todos olham pra cara de Letícia que era tipo "puta que pariu".
– Porra, Barbara... – Letícia diz. – Quer me foder me beija.
– Eu já beijei. – Ela diz. – Agora responde.
– Foi molhado... – Ela diz e todos riem. – Mas foi o melhor beijo.
Um coro de "hmmm" é ecoado.
– Calem a boca. – Letícia diz e gira a garrafa e todos voltam a atenção para a mesma, caindo em Ana. — Af, você me persegue.
– Vai logo. – Ana diz, rindo.
– Verdade ou desafio?
– Desafio.
– Sabe a Beatriz? A novata. Quero que tu jogue tinta nela e jogue um papel higiênico pra complementar...
– Ela é pegável. – Felipe diz, mas ninguém dá à mínima.
– Eu ajudo, se quiser. – Letícia conclui.
– Isso eu faço até sem tu pedir. – Ana diz e bate na mão de Letícia.
Ana gira a garrafa e cai em Virginia.
– Verdade. – Virginia diz.
– Por que você se acha melhor do que os outros quando na verdade você não é nada? – Ana diz.
– Sério isso? – Ela pergunta.
– Sim, é verdade. – Ela diz. – Mas já que eu não tenho nada a perguntar pra você, responda: que guri tu pegaria dessa roda?
– Felipe. – Ela diz.
Mais um coro de "hmm" é ecoado.
Ela não diz nada e logo gira a garrafa caindo em Americo.
– Desafio. – Ele diz.
– Ah, sei lá... Beija a May!
– Eu e a May já nos tocamos na aula, nos beijar vai ser o de menos! – Americo diz e todos riem, ele enfim pega May e a puxa para um beijo demorado.
Ana sai correndo e pega um extintor de incêndio que ficava na porta da Vebnus, ameaça jogar neles, mas os dois não se soltam. Então Ana joga um jato nos dois e eles se separam.
– Assim você enfraquece a relação! – Americo brinca, gira a garrafa e diz:
– Aljarrilha! Verdade ou desafio?
– Verdade.
– O que você sente pela Jay?
– Ou o que eu sentia. – Ele corrige. – Bem, a Jay era a mulher da minha vida a meu ver. Eu a amava, tipo, muito. Acho que o fato de sermos tão diferentes foi o que me fez ama-la mais ainda, mas nada é eterno, você sabe bem disso.
Alj parecia mais um robô, girou novamente a garrafa e como uma mera coincidência a garrafa caiu em Jay.
– Verdade ou desafio?
– Verdade.
– O que você sente pelo Max? E o que te levou a me trair com ele?
O silêncio ficou absoluto, todos ficaram chocados, eram poucos os que sabiam da traição.
– Eu não sei exatamente o que sinto por ele, sinto um carinho enorme, um sentimento que surgiu muito rápido e forte. E eu não diria que foi traição quando o nosso relacionamento estava mais parado que a vida sexual do Americo.
Jay não espera pra girar a garrafa e a mesma cai em Paulo, o mesmo estava todo animado e elétrico e mal esperou pra escolher desafio, Jay pensou por um momento, mas logo olhou os olhos esperançosos de Dani grudados em Paulo e disse:
– Beije a Dani.
Paulo sorriu e assentiu. Dani também sorriu e se aproximou para o beijo.
Paulo rodou e caiu em Felipe, ele escolheu desafio.
– Vamos ver aonde eu vou te meter... – Paulo diz, rindo. – Beije a Virginia, maaaas não é um beijo comum! Apalpe-a.
– Isso não se faz, Paulo! – Virginia diz.
Felipe se aproxima e faz o que Paulo mandou e os dois não param de se beijar nunca, estavam quase igual à May e Americo, então Alj pegou o extintor e imitou Ana.
– Vocês são invejosos porque não tem quem beijar! – Felipe diz.
– Claro que ele tem! – Leti brinca e Alj senta do lado dela.
Felipe roda a garrafa e cai em Gorran, ele não conhecia muito bem o garoto, mas o mesmo escolheu desafio, então Felipe o mandou beijar a primeira garota que viu em sua frente, era: Candy.
– Amo candorran. – Ney diz, ironicamente.
Os dois se beijam e Candy parece gostar.
– Você me paga, Felipe. – Gorran diz.
– Não tô te devendo nada. – Felipe diz.
Gorran gira a garrafa e a mesma cai em Ney, ele sabia o que ela queria: beijar o Mick. Então, se concretizou. Quem não gostou do ocorrido foi Gabriel, porque o mesmo havia perdido a aposta.
– Não acredito! – Gabriel diz.
– Não acredita no quê? – Ney diz.
– Eu perdi a aposta! – Gabriel se indigna.
– Pera, aposta? – Ney diz, ficando em pé.
– Eita, a jiripoca vai piar. – Jay diz.
– Ele apostou em quem de nós dois conseguia te pegar primeiro. – Confessa Gabriel.
– O QUÊ!? – Ela grita. – Não acredito, você é um nojo.
Pfeifer sai correndo e empurra Ney na piscina da Vebnus.
– VOCÊS SÃO LOUCOS? ESTÁ MENOS DE 15 GRAUS NESSA MERDA! – Ney grita.
– E daí? – Ana diz, rindo.
Letícia corre e puxa Alj.
– Sai, Letícia! – Ele grita. – Você não tem amor a sua vida, né?!
– Não tenho! – Ela puxa ele, mas ele era, obviamente, bem mais forte do que ela.
– Você acha que é mais forte do que eu? – Ele diz.
– Sim.
– Continue achando. – Ele se senta.
– Ah é?! – Letícia pula em cima dele e o puxa pelo pé.
– Ah, não, LETH! – Ele grita. – Isso é golpe baix...
Mas é interrompido porque Letícia havia o jogado na piscina. E não acabou, Max pegara Jay no colo e a jogara com força na piscina, Paulo pegara Dani, Ana e Letícia eram as únicas que não tinham sido atacadas por ninguém. Ana jogara May, em seguida Americo.
Leti correra atrás de Barbara que estava saindo de fininho da mansão.
– Você pensa que vai fugir? – Ela pula em cima da mesma e as duas se encaram.
– Saia daqui, pelo amor. – Ela grita e ri.
Letícia a puxa pelo pé, Ana chega correndo e ajuda pegando as mãos, então as duas a jogam na piscina.
– Você vai precisar mais do que isso pra me jogar ali dentro, Periferia. – Felipe diz.
– Cala a boca, posso ser menor, mas consigo te arrastar até lá. – Ela o puxa, mas sem sucesso. Stefani e Jay saem correndo e ajudam Ana, as três jogam Felipe na piscina.
– TODOS CORRAM ATRÁS DA LETI E DA ANA. – Americo grita.
– Eu pego a Leti. – Paulo diz. – Em todos os sentidos.
Ele ri, mas logo sai correndo.
– Fudeu. – Ana diz, ela e Leti saem correndo, mas Ana escorrega e acaba caindo, então May, Jay, Americo e Alj, cada um pegando em uma das mãos e um dos pés, a jogaram na piscina. Em seguida foi Leti, é claro que, na mansão, não havia tantos lugares pra correr, e logo Alj a pegara junto com Mick, Gabriel, Candy e Gorran.
– A vingança é algo tão doce. – Alj diz, antes de jogar Letícia na piscina.
Tudo estava indo bem àquela hora, todos haviam esquecido que tinham mais de três trabalhos para serem entregues daqui a meia hora.
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