Holding On
16 Décimo Quinto.
Notas iniciais
Conversamos lá em baixo.
Enjoy!
O álcool parecia ter sido sugado por seu sistema, dando a ela uma visão um tanto quanto mais sóbria da situação; Talvez fosse pelo fato de suas glândulas suprarrenais estarem trabalhando de forma mais acelerada agora, absorvendo as substâncias necessárias para lançar as doses de adrenalina que corriam por suas veias.
Empurrou a mão que ainda estava em sua cintura como se tivesse tomado um choque e virou-se para encarar, com sua melhor expressão de desdém, a pessoa parada à sua frente. Não deixaria com que ele percebesse o modo negativo como ainda a afetava. Não mesmo.
“Nunca vai ser tempo o suficiente, não é?” Abriu um sorriso irônico e gelado, ignorando completamente a expressão de falsa tristeza do loiro à sua frente.
O gene Greengrass com certeza era o que determinava a beleza. Tanto Scorpius quanto o primo tinham o mesmo queixo bem anguloso e as feições bem desenhadas. Também compartilhavam o cabelo loiro, embora de Sebastian fosse um curioso tom pálido, quase prateado, como a luz do luar em uma noite escura. E, enquanto Scorpius herdara os olhos azuis acinzentados do pai, Sebastian tinha o mesmo tom castanho escuro da mãe e tia.
Não parecia ter envelhecido muita coisa. Era mais velho do que ela. Quando começaram a namorar, ele estava no quinto ano e ela, no segundo. Ela e Dominique costumavam achar incrível o fato de estar namorando com alguém dois anos mais velho, principalmente por ter que esconder do pai tal namoro. É claro que, depois de seis meses de relacionamento, Dominique se postou contra qualquer coisa que viesse de Sebastian Zabini, principalmente o dito amor pela prima.
Rose demorou quase dois anos para descobrir o porquê de tanta implicância da parte dos primos em geral e do melhor amigo de Albus Severus e Dominique, Scorpius.
“Você está bem mais bonita do que eu lembrava, Rosie.” Disse alto, para ser ouvido pelo som da batida, analisando-a de cima a baixo.
A ruiva sentiu-se enjoada com aquele olhar. Porém, sem demonstrar qualquer outra emoção, limitou-se a revirar os olhos para o teto.
“Fiquei sabendo que está namorando com o meu primo, é verdade? Pensei que você gostasse de homens de verdade.” Divertido, soltou erguendo as sobrancelhas finas de uma maneira familiar para Rose.
Mais familiar do que ela desejava possível.
“Por que não vai procurar uma criança para abusar e me deixa em paz?” Ela ergueu as sobrancelhas ruivas, dando ênfase à palavra ‘criança’, afinal fora assim que ele a achou, quando Rose o encontrou na cama com uma das setimanistas mais nojentas que já tinha dito o desprazer de conhecer.
Ele sorriu brevemente, daquela maneira fria que apenas ele sabia fazer, enquanto se aproximava da ruiva como uma cobra, pronto para dar o bote.
“Já encontrei a minha criança.” Comentou em um tom recheado de malicia, segurando o braço de Rose sem delicadeza nenhuma.
Antes que pudesse responder qualquer coisa, porém, viu uma figura alta se posicionando atrás de Sebastian. Com os cabelos bagunçados e a blusa amassada, Albus Severus parecia que tinha acabado de sair de uma confusão.
“Solte-a, Zabini.” Soltou, no seu tom mais duro. Tal tom que Rose nunca ouvira o primo usar. “Antes que eu faça como você agora o que eu quis fazer há anos atrás: Quebrar sua cara de filho da puta como Scorpius fez.”
O loiro ergueu os olhos de Rose para o moreno e deu de ombros, soltando o braço da ruiva.
Covarde. Continua o mesmo covarde.
Sebastian revirou os olhos e, antes de sair dali, sussurrou apenas uma frase no ouvido de Rose:
“Scorpius nunca vai merecer alguém como você. É demais para ele e vai estragar na primeira oportunidade.”
Dito isso, sumiu no meio da multidão tão rapidamente quanto tinha aparecido.
**
“Onde está Scorpius?” Rose perguntou aos primos, olhando em volta.
Desde que o deixara na pista com Dominique – que tinha sumido com James Sirius, diga-se de passagem -, não havia visto mais o loiro.
Albus Severus tomou mais um gole da bebida que divida com Nina e deu de ombros, indicando que não sabia. Nina, por sua vez, revirou os olhos e tirou a bebida das mãos do namorado.
“Ele disse que iria ao banheiro para você, Severus. Acho que está na hora de parar com a bebida.” Comentou, colocando o copo de lado.
“Eu estou perfeito, Nina. Quer uma prova?” Perguntou, erguendo a sobrancelha e fazendo a prima imitar um som de quem vomitava.
“Ah pelo amor de Deus, sem pornografia na minha frente.” Rose soltou, em tom de brincadeira.
A morena baixa automaticamente ganhou um tom avermelhado na região de suas bochechas, enquanto abaixava os olhos, envergonhada e soltava uma risada baixa e sem graça.
“Eu sou obrigado a aguentar você e o Malfoy. Nada mais justo... E digno.” O moreno deu de ombros. “Vá procurar seu noivo e nos deixe aqui, anda.”
Rose riu baixo do primo e saiu dali, pronta para dar-lhe privacidade. Olhou ao redor para ver se encontrava Scorpius e, quando ponderou que seria mais fácil procura-lo nos banheiros, sumiu as escadas de vidro fume, equilibrando-se no corrimão de metal para se manter ereta, enquanto desviava de alguns casais que se beijavam ali ou pessoas caídas nos cantos, comentando coisas sem sentido.
Assim que chegou ao segundo patamar da casa noturna, observou, admirada, a visão que tinha dali. Graças ao vidro, conseguia ver a London Eye ao longe que brilhava em tons azuis, como era comum daquela época do ano. A lua brilhava intensamente no céu, junto com diversas estrelas que decoravam a sua visão noturna.
Entretanto, a beleza fora passageira. Quando olhou ao redor do espaço quase abandonado, encontrou um casal aos amassos em um canto próximo à entrada do banheiro masculino. Sua mão na cintura da menina, enquanto a outra parecia sumida na parte da frente do vestido curto que ela usava. Não precisou de dois segundos para identificar quem era o rapaz.
“Scorpius?” Seu tom saiu mais alto que gostaria, como um grito travado em sua garganta que se fechava gradualmente.
As lágrimas já ardiam em seus olhos, enquanto via, quase que em câmera lenta, o garoto loiro se virar com uma expressão perplexa. Rose abriu a boca gradualmente quando viu quem era a menina loira que virou junto com ele.
Seus cabelos claros lisos tocavam na cintura fina e escondiam parcialmente o rosto avermelhado, devido às marcas que recebera daquele beijo.
Era o motivo concreto de todas as discussões de Rose e Scorpius quando ainda namoravam, em Hogwarts: A prima Greengrass, a própria encarnação da falta de vergonha na cara e respeito com o namorado alheio, irmã mais nova de Sebastian, a qual – com toda certeza – era formada em nojeira tal como o irmão: Alicia Zabini.
Como se fosse ligada pelo choque de reconhecimento, entendeu as palavras de Sebastian. É claro, ele sabia que a irmã estava atrás de Scorpius.
“Rose?” Scorpius soltou claramente embriagado, como se não acreditasse que a garota que estava agarrando até momentos atrás não fosse a namorada.
Olhou da loira para a ruiva, antes de voltar para Alicia novamente.
“Rose eu...”
“Não Scorpius, você nada.” Rose balançou a cabeça, não conseguindo evitar mais lágrimas e saiu dali o mais rápido que conseguiu, ignorando completamente os gritos do Malfoy que, a medida que descia as escadas, se misturavam na batida da música e se perdiam na multidão.
**
Um mês e meio depois;
O calor do verão era algo insuportável em Nova York. Mesmo com todas as janelas de seu quarto aberta e o ventilador batendo em seu rosto, não conseguia evitar as gotas de suor que escorriam por sua testa e aquela horrível sensação de desconforto e tontura passassem.
Tontura a qual ela tinha certeza que vinha do calor e da falta de alimentação. Fazia quase duas semanas que não conseguia manter nada em seu estômago e, depois das tentativas falhas, decidiu parar de tentar. Gastava toda sua energia disponível e seu tempo livre estudando para o próximo semestre da faculdade.
Fizera o pior segundo semestre que alguém poderia ter feito. As faltas constantes devido aos preparativos do casamento de Victoire acumularam conteúdos os quais Rose nem tinha conhecimento até caírem na prova. Foi uma pura questão de sorte não ter ficado com nenhuma DP e, decida a nunca mais ficar com a corda em torno do pescoço com a faculdade, estudava o máximo que conseguia.
Claro que, Dominique e Josh sabiam muito bem que o motivo não era apenas a faculdade, mas também a necessidade de manter a cabeça ocupada para não pensar direito. Evitava, com todas as suas forças, ficar sozinha sem fazer nada. A imagem de Scorpius com Alicia continuava a passar em sua mente, como em câmera lenta, quase como se tivesse a intenção dela analisar todos os detalhes.
Assim que viu tal cena, aparatou diretamente para Nova York e bateu na porta da única pessoa que conseguiu pensar para chorar: Joshua. Este lhe recebeu de braços abertos e passou a noite em claro, consolando Rose e dando a ela tudo o que queria no momento: Braços fortes para envolvê-la e garantir que tudo ficaria bem. No dia seguinte, ela jogou o anel de noivado dentro do lixo, o qual apareceu em sua estante, três dias depois.
“Não vou deixar você jogar diamante fora, Rose Weasley.” Dominique comentara, assim que encontrou a prima tentando jogar o objeto mais uma vez.
Agora a joia encontrava-se no meio da bagunça de Dominique, a qual Rose tinha acesso no momento em que quisesse, entretanto, não era o caso ainda.
Preocupados com a Weasley, os dois loiros não a deixavam muito tempo sozinha. Josh agora era uma figura quase que constante em todas as noites e a ruiva agradecia mentalmente por isso.
“Hei Weasley” A porta de seu quarto foi escancarada sem delicadeza nenhuma, revelando Josh de shorts e uma camisa manga curta de tom pastel.
Ele ficava tão lindo em cores claras.
“Vamos comer alguma coisa? Faz horas que está aqui trancada estudando e me deixou sozinho com Nick na sala. Sabe o quanto horrível isso pode ser? Não aguento mais ouvi-la tagarelando na minha orelha, não cala a boca nem por um instante.” Ele bufou, cruzando os braços na altura do peito musculoso, com um sorriso divertido nos lábios.
“Eu ouvi isso, Joshua!” Dominique gritou de qualquer lugar do pequeno apartamento, fazendo Rose rir baixo.
“Essa era a intenção. Quem sabe assim você não percebe o quanto incomoda e não fica mais calada?” O loiro gritou de volta.
“Aprenda uma coisa gatinho, as mulheres falam.”
“E Dominique fala muito” Rose se meteu, fazendo a loira que havia acabado de aparecer no quarto dar de ombros, comendo batatas frias que estavam em um prato em sua mão.
“Fritura nesse calor? Vai morrer de indigestão, Nick.” Josh comentou, com um tom de nojo encarando o prato encharcado de óleo da loira.
Sentindo aquele odor desagradável, a ruiva sentiu-se enjoada. Com uma careta leve, levantou-se da cadeira, quando uma onda de tontura lhe atingiu. Se, em um minuto estava tentando se equilibrar, no momento seguinte tudo ficou branco e Rose caiu para trás, segundo segurada por um Josh de reflexos rápidos, que a agarrou segundos antes da escuridão lhe atingir por completo.
**
Acordou com um clarão incomodando sua visão. Um barulho leve de conversas foi identificado por ela, embora não conseguisse entender o que diziam.
Com uma certa dificuldade, conseguiu abrir os olhos e automaticamente, encarou seu braço. Preso em sua veia, um pequeno tubo transparente injetava soro em sua corrente sanguínea. Ergueu os olhos a tempo de ver, da porta aberta, entrar uma mulher trajando roupas brancas com Dominique e Josh atrás dela.
Nick analisava a prima atentamente, mordendo o lábio inferior, como se evitasse um sorriso, embora seus olhos demonstrassem sua preocupação. Tal sentimento estava refletido nos olhos claros de Josh, que se manteve no canto, de braços cruzados.
“Olá querida.” Disse a mulher, simpática. “Como se sente?”
Rose leu o nome em seu crachá: ‘Doutora Margaret’
“Bem, eu acho. O que aconteceu?” Perguntou, erguendo as sobrancelhas ruivas, sem tirar os olhos de Josh que a encarava fixamente, com um sorriso brilhando nos lábios.
“Você desmaiou por falta de comida em seu sistema. Não pode ficar tanto tempo sem comer, Rose.” Disse, em um tom tão maternal quanto o possível. “Principalmente com a sua atual condição.” Completou.
Só então a ruiva tirou os olhos das duas figuras paradas atrás da doutora, que agora pareciam mais tensas do que nunca, para encarar a morena mais velha. Rose conseguia ver o sorriso quase que afetado dela, com um olhar quase de preocupação. Naquele instante, Rose sentiu mais falta de Hermione do que de costume.
“Minha atual condição?” De sobrancelhas erguidas, perguntou. Seu tom parecia variar entre ansiosa e preocupada, com uma picada de curiosidade.
Embora não soubesse se queria, de fato, ouvir o que a médica tinha a dizer.
“Você está grávida, querida.”
“Eu estou o quê?”
Notas finais
Cheguei a cogitar a ideia de não separar os dois e fazer mais alguns três/quatro capítulos e terminar a fanfiction. Aí eu pensei melhor e cheguei a conclusão que não, vou seguir meu plano original :3
Mabelle tá chegando, awn. Já escrevi algumas cenas com ela e me divirto. Tenho só quatro bebês na minha vida para me inspirar nas fases da pequena Belle, pf. Entretanto, não sei se ela já vai aparecer no próximo. Os capítulos estão ficando maiores do que eu imaginava d.d
Enfim, eu detesto fazer isso, mas vou fazer um teste para ver se dá certo. Eu tenho 15 favoritos então... Posto o próximo capítulo quando tiver 8 comentários, ok? Pensa assim: Você tem 5 minutos para ler o capítulo, tem 30 segundos para mandar um comentário, do mais simples que seja.
Anyway, o que acharam? Ando aceitando recomendações, ok? E opiniões sinceras!
xxxxx :* ♥
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