Hold my Heart
4 Eu quero você - parte II
Notas iniciais

Vila de Magnólia, Fiore. X12X7X437
Em um breve momento de calmaria no mar de amor e luxúria, a cientista e o Demônio apenas se deleitaram e perder-se no olhar um do outro. Sentindo o ar quente de suas respirações, cada batida dos corações eufóricos. Trocando lembranças, palavras que não mais precisariam ser ditas. Percorrendo mentalmente o caminho que os levara até aqui.
Hesitantemente, com as mãos trêmulas, Lucy desabotoou um a um os botões da blusa branca de algodão que Natsu usava, expondo seu peito musculoso e levemente bronzeado, fazendo um arrepio percorrer a espinha da loira, acelerando a respiração. Ainda insegura do que fazer, sentiu a mão quente que antes repousava em seu quadril seguir uma trilha até a barriga, subindo um pouco mais para acariciar o local abaixo dos seios. Em uma súbita onda de coragem ela passou as mãos pelo pescoço dele, um carinho terno, movendo-se até os ombros largos, sentindo a textura macia da pele e cada músculo coberto por ela, afastando ao mesmo tempo a blusa de seu corpo, fazendo-a cair de seus ombros. Ele entendeu o recado tirou de vez a peça de roupa. Subiu mais as mãos pelo corpo de sua invocadora, levando a camisola junto, vendo Lucy erguer os braços dando o consentimento para que fosse tirada. E assim o fez, prendendo a respiração com a visão do corpo imaculado a sua frente, o corpo que tanto desejara possuir, algo que ia além da mais profunda luxúria, algo mais profundo que o amor. Natsu, inconscientemente, solta um rosnado, um som animalesco. Precisava dela agora. A invocadora solta um gemido alto ao sentir mais uma vez a pressão que o volume nas calças de seu Demônio fazia contra seu núcleo de prazer, já encharcado. O frio na barriga e a pulsação no meio de suas pernas já se tornavam insuportáveis. Puxou-o pelo pescoço, começando um beijo intenso, sendo mais uma vez pressionada na parede.
Sem desgrudar os lábios, Natsu colocou as mãos firmes nas costas de sua mestra, pegando- no colo, levando-os até a cama e deitando-a, ficando por cima, sem jogar totalmente o peso de seu corpo. O cabelo loiro brilhava como ouro na luz pálida. Mais uma vez, perderam-se um no olhar do outro, fadados a sucumbir ao desejo animalesco que essa noite os reservara. Ele se inclina para devorar sua presa, capturando seu lábio inferior por um breve momento antes de trilhar beijos pelo queixo, descendo até o gracioso pescoço, onde aumentou a quantidade de saliva, deixando beijos molhados, mordidas e chupões, marcando-a, uma mão repousava possessivamente na nuca enquanto a outra subia e descia da coxa ao quadril.
Lucy, por sua vez, não fazia a mínima ideia do que fazer com as mãos, deixando-as serem guiadas por nada menos que instinto, percorrendo as costas largas, cravando as unhas a cada estocada dada pelo Demônio, a peça de roupa restante em seu corpo era inútil contra as ondas de prazer que se intensificavam a cada investida do membro coberto de Natsu. Estava ofegante, sufocada, o coração parecia querer saltar para fora de seu peito, uma leve camada de suor começara a se formar e qualquer veste já se tornara incomoda. Precisavam de mais contato, se livrar de qualquer barreira que os impedia de fazê-lo.
“Você vai me matar, mulher...” Sussurrou, soprando o hálito quente contra a pele sensível abaixo da orelha.
“Não se você acabar me matando antes, Demônio.” Foi uma frase relativamente idiota, porém, dita em um tom baixo e sexy, fazendo-o fechar os olhos e puxar uma das alças da calcinha para baixo.
Ele soltou uma risada nasalada “De esforço físico, talvez.” Puxou a outra alça, deslizando tortuosamente devagar pelas pernas delgadas.
Ela arfou.
Natsu moveu uma mão até o topo da coxa de Lucy, dando um aperto firme, sentindo o calor do corpo de sua humana, desviando o olhar pecaminoso dos olhos castanhos até os seios expostos. Ele os envolveu com as mãos grandes, perecendo se deliciar com o toque dos mamilos eretos na palma de suas mãos. Sedenta por seus lábios, ela manteve os olhos fechados e agarrou os cabelos rosa com força, recomeçando a dança sensual entre as duas línguas.
A loira levou as mãos até as calças do rosado, debilmente puxando-as para baixo, tentando, ao mesmo tempo, se concentrar no beijo. Soltou um grunhido em frustração enquanto, Natsu, entendendo, se afastou por uns segundos, abrindo vagarosamente os botões da veste folgada, totalmente consciente do olhar lascivo de sua mestra. Ao terminar, jogou a peça no chão, voltando a encarar o rosto completamente corado a sua frente.
“Jesus!” Exclamou Lucy, ganhando um olhar sugestivo de Dragneel. Ela mordeu o lábio com a visão do corpo esculpido, corando ainda mais ao ver o membro ereto.
“Realmente faz jus ao nome...” Falou consigo mesma. Ele apenas inclinou a cabeça para o lado expressando confusão “Você realmente é o grande Rei Demônio Dragneel.” Explicou. Natsu jogou a cabeça para trás soltando uma gargalhada gostosa.
“O que?” Ela perguntou.
Ele apenas balançou a cabeça e a puxou para perto, selando os lábios. O beijo se intensificava a cada toque dos corpos em chamas, prestes a devorar um ao outro. Sem desgrudar os lábios, deitou-a por cima dele, levando as mãos até os quadris e os impulsionando para baixo. A loira solta um gemido alto ao sentir o membro duro roçar em sua intimidade, sentindo o rosado empalmar suas nádegas, continuando com aquele movimento. Ambos tremiam de excitação, o ar estava quente, muito quente. Queimando. Ele mordeu o lábio inferior de sua Invocadora, descendo com beijos até o pescoço, e lambendo possessivamente uma gota de suor que escorria pela garganta que vibrava ao som de gemidos. Poderiam atingir o ápice com o movimento que faziam. Lucy movimentou os quadris, rebolando, arrancando sons de prazer da garganta dele. De repente, o olhar do Demônio brilhou como uma chama, suas mãos fortes a fizeram virar, de modo que as costas da loira bateram em seu peitoral. Ela conseguia sentir o membro duro pressionado contra seus glúteos, fazendo-a automaticamente se arquear em busca de mais contado. Ele sorriu abertamente ao som do suspiro surpreso que recebeu quando levou as mãos até os seios fartos, começando a massageá-los com movimentos circulares dos dedos.
“Natsu...” Gruniu. Não aguentava mais aquele formigamento em suas áreas inferiores, então, decidiu provoca-lo mais. Lucy segurou a mão esquerda de Natsu, arrastando-a até seu quadril, que logo foi puxado para trás.
“Nat...” Arfou, sentindo a outra mão largar seu seio e descer pela barriga, fazendo-a contrair. Logo os dedos quentes começaram a brincar com o clitóris. Dragneel estava com o queixo apoiado no ombro da loira, que soltou um gemido longo e alto ao sentir dois dedos a penetrarem sem aviso prévio. “Natsu... Eu não...” Continuou gemendo de prazer, acompanhando a mão que a masturbava e a outra que abraçava seu busto. O rei Demônio a segurava de porma possessiva.
“Eu não sei se consigo aguentar mais...” Arfou ela, sentindo que seus pulmões não conseguiam armazenar ar o suficiente, tocando um de seus seios e o segurando com força.
“Luce...” A voz rouca e falha falou perto do ouvido.
Ela jogou os cabelos dourados para um lado, expondo a pele alva e macia que eles cobriam, ele logo começou a beijar seu pescoço e ombro, intensificando o aperto na cintura. Ela sentiu o corpo ser virado e as costas baterem no colchão macio. Estavam mais uma vez cara a cara. Perdidos no olhar um do outro. Castanho contra Onyx.
Logo a glande roçou em sua entrada.
“Luce... Você está pronta?” Perguntou com a respiração pesada, os olhos expressando desejo e preocupação. Ela apenas sorriu como quem diz que está tudo bem, passando a mão macia e ainda arranhada na bochecha quente dele, fazendo-o fechar os olhos e inclinar a cabeça contra a mão, colocando a sua por cima da dela, segurando-a e beijando inicialmente a palma, depois cada um dos dedos e por fim a costa, entrelaçando seus dedos nos dela. Um gemido alto de prazer escapou quando a glande por fim já estava dentro, e logo toda a extensão de seu membro fez o mesmo.
Não, Lucy não é virgem, perdera sua inocência aos 14 anos numa noite chuvosa dolorosamente fria enquanto vagava pelos becos escuros de Magnólia, órfã, a pequena Heartfilia, sem forças, com suas bochechas fundas e dedos magros, se encolhia contra uma parede suja no chão lamacento, não sabendo se morreria de frio, infecção ou desnutrição, nada importava, estava entorpecida, não notara a presença do homem relativamente bem vestido que a observava com olhos maliciosos. O preço de sua inocência fora um pedaço de pão com leite azedo. Natsu sabia, estava ciente disso quando pedira para ser seu ‘primeiro e seu último’ a alguns minutos atrás, e ela aceitou pois sabia que quando falou em ser seu primeiro, não quis dizer ‘ser o primeiro a possuí-la’, mas sim ‘ser o primeiro’ a ter seu coração, ‘ser o primeiro’ a quem ela se entregaria de corpo e alma.
Em um movimento ainda lento ele tirou seu pênis quase por completo, ela soltou o ar, sentindo-o penetra-la novamente com cada vez mais força. Natsu continuou aqueles movimentos até que as estocadas já eram fortes o bastante para fazer com que gritos de prazer escapassem com a maior felicidade de ambos. Ele não mediria esforços para enlouquecê-la. A cientista rebolava enquanto sentia o membro pulsar dentro de si. Ele apertou as coxas macias de uma maneira que poderia deixá-las marcadas, fazendo questão de voltar a provoca-la com carícias em seu clitóris. Manteve a penetração e aquele estímulo enquanto Lucy se deliciava, também, com os gemidos sexy e roucos de seu Demônio.
“Não pare!” Gritou com as forças que ainda tinha, segurando o lençol da cama com força. As mãos firmes do rosado seguraram as pernas de sua invocadora, levantando-as até que seus tornozelos estivessem em seus ombros, penetrando mais profundo e aumentando o atrito contra um lugar prazerosamente especial dentro do canal vaginal, fazendo-a soltar um grito agudo e arquear as costas.
“Isso...” Ele gemeu e fez com que seu pênis saísse totalmente de dentro dela. Completamente desnorteada, Lucy voltou a prestar atenção nas coisas ao redor fora puxada para cima, ele a sentou em seu colo enquanto ela separava e passava as penas pela cintura dele, apoiando os joelhos na cama. Ele a penetrou de novo, com força, rapidez e sem aviso. A loira sentia a força que ele colocava nas mãos ao segurar suas nádegas. O suor escorria por ambos os corpos, se misturando e tornando-se um só.
Estava maravilhada com aquela quantidade de prazer que sentia. Ele abocanhou um dos seios e chupou-o, circulando com a língua e passando levemente dos dentes pelo bico enrijecido. Segundos depois Natsu a encarou, afastando alguns fios de cabelo que se grudavam no rosto dela.
Ela recebeu uma última estocada, a mais forte e poderosa de todas. Natsu segurou-a com tanta voracidade que ela teve certeza de que aquela sensação ficaria por horas em seu corpo. Lucy chegou ao orgasmo no mesmo instante, aquela divina sensação foi espalhando-se por todo o corpo, fazendo um grito escapar pelos lábios inchados. Era como estar no paraíso, como se tudo desaparecesse. O quarto parecia estar em chamas. Dragneel também atingiu seu ponto máximo, liberando seu líquido branco profundamente no corpo de sua mestra, continuando a percorrer as mãos pelo corpo suado e ainda contraído dela.
Ela inclinou o pescoço e seus lábios se tocaram ternamente.
“Parece que ninguém morreu aqui hoje...” Brincou, sem fôlego. Encostaram as testas e sentiram os batimentos cardíacos completamente enlouquecidos.
Ele riu. Os olhos onyx fecharam-se com força e, ainda a segurando, ele foi deitando ambos os corpos na cama.
Ele deitou, trazendo a mais perto até que ela estivesse deitada em seu peitoral abraçando-a pela cintura protetoramente. Ela sorriu e passou uma perna por cima da dele, sentindo a musculatura das áreas mais baixas reclamarem um pouco. O Demônio começara então a afagar carinhosamente sua cabeça, fazendo a Cientista sucumbir à inconsciência.
Mal sabiam eles que a semente que Natsu derramara no interior de Lucy fora perfeitamente plantada, e que, depois de algum tempo, daria origem a um bebê, um filho.
Um filho que não viria a nascer.
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