Notas iniciais
Finalmente vamos descobrir quem é o tal garoto que a Kitty quer apresentar. Estão ansiosos para o início desse novo romance?

Era sábado. A tal festa da Kitty já estava para começar. Mason sabia que, de alguma forma, Spencer apareceria, e aquilo o matava. Ele não queria ver, falar ou escutar o nome do loiro naquele dia, apenas esquecer de sua existência. O moreno ajeitava a camisa social xadrez vermelha e preta, abotoando o colarinho e dobrando as mangas quando sua irmã bateu na porta. A garota trajava um top branco com várias letras do alfabeto espalhadas de modo aleatório por ele, coberto por uma jaqueta de couro preta. Um shorts claro que não chegava até a metade de suas coxas e um par de botas sutis de tom preto completavam o visual.

– Caiu no armário da nossa mãe? – Mason perguntou.

– O que quer dizer? – Madison o empurrou para o lado sutilmente, ajeitando o cabelo, que estava armado e todo para a direita, formando um grande topete.

– Lembra quando ela dizia que imitava a Madonna? – Ele riu.

– Vá se foder! Não tem nada a ver! – Ela se olhou no espelho, desfazendo o penteado e jogando os cabelos para ambos os lados, criando um visual armado, mas ainda assim despojado. – Menos Madonna?

– Definitivamente. – Ele piscou, sentando-se na cama e colocando o par de all star de cano médio em seus pés.

– Você está fingindo ser um skatista? – A irmã indagou, confusa.

– Por quê? – Mason bagunçou os cabelos, que ainda assim insistiam em cair sobre sua testa.

– Já se olhou no espelho? – Ela retrucou, piscando para o irmão e sentando na cama ao seu lado.

O garoto estava com as mangas da camisa dobradas, o colarinho abotoado, a calça jeans preta dobrada até a altura da metade do cano de seu all star, que estava sutilmente sujo nas bordas, o que tornava o visual mais despojado. Deu de ombros. Gostou da sua escolha para aquela noite, e não seria sua irmã que o faria ficar mal naquela ocasião. Levantou-se, andando até a porta ao escutar a campainha, abrindo a porta e notando que Jane já estava pronta. Ela iria com eles para a casa de Kitty, como sua acompanhante, por mais que ela houvesse sido convidada.

– Você está muito bonita hoje. – Ele sorriu para a amiga, que trajava um vestido azulado que ia até seus joelhos, uma jaqueta preta que não cobria quase nada de seu corpo e um par de sapatos que passavam desapercebidos.

– Estou? – Ela perguntou, passando a mão nos cachos, que estavam presos e formavam um coque alto.

– Sim sim. Vamos logo antes que a Madison queira ir conosco. – Ele murmurou, dando um passo para fora de casa.

– Tarde demais para isso. – Pode escutar a voz da irmã descendo as escadas. – E você sabe que precisamos ir juntos, porque se eu for sozinha e encontrar você sabe quem, ele vai apanhar tanto que...

– Ok, irmã. – Mason virou os olhos. – Você vai conosco, mas se ele estiver na festa, prometa que não vai fazer uma cena.

– Se ele estiver na festa não serei eu que farei uma cena, Mason... – Ela respondeu, dando uma breve risada e saindo alguns passos à frente dos outros dois.

Não demorou muito tempo para que os garotos chegassem na casa de Kitty. O espaço era enorme, e a música já era ouvida do começo da quadra. A mansão era de estilo Tudor, de forma que fosse algo amplo, realmente enorme, e se ainda tinha dúvidas agora sabia que Kitty tinha muito dinheiro e influência. Não era à toa que ela queria apresenta-lo para um outro garoto rico. Nem mesmo bateu na porta para escutar o barulho na maçaneta e encontrar Kitty, levemente bêbada, com um vestido esverdeado e o cabelo preso num longo rabo de cavalo.

– Vocês vieram! – Ela disse animada, segurando um copo vermelho que já parecia ter sido enchido algumas vezes, já que ela até mesmo abraçou os três quando entraram na casa.

– É... – Mason murmurou, sem jeito. – Então.... Onde está todo mundo?

– As garotas do esquadrão estão na sala fazendo campeonato de doses, então Madison, pode se juntar à elas. Jane, o Roderick está lá na cozinha... E o meu amigo não chegou ainda. – Ela deu de ombros. – Ou seja, vou te fazer companhia até ele chegar.

– Isso é mesmo necessário? – Ele retrucou, franzindo a sobrancelha.

– Não... Você pode ficar vagando sozinho e eu te encontro quando ele chegar, se preferir. – Ela sentou-se na escada, puxando Mason pela mão para que sentasse com ela. – Você já teve a sensação de estar voando e voando e não estar voando?

– Ahn... Claro. – Ele respondeu, confuso.

– Espere só um instante, ok Mason? – Ela falou, dando uns tapinhas em seu joelho, saindo gritando com alguns garotos que ele nunca havia visto antes que pareciam jogar para cima um vaso chinês.

O moreno bufou, revirando os olhos. Estava sozinho. Haviam prometido que ficariam do lado dele e na primeira oportunidade, já haviam deixado o garoto de lado. Levantou da escada, procurando andar até onde achasse algo alcóolico e não demorou para visualizar Roderick e Jane conversando. Apenas fez um sinal para ela, como se estivesse tudo bem, e não demorou para que encontrasse uma pilha de copos vermelhos ao lado de um ponche avermelhado que com certeza estava repleto das mais diversas bebidas. Assim que deu o primeiro gole tossiu, pelo sabor forte, realmente haviam misturado algo naquilo.

– Sempre dizem para não pegarem o ponche... – Um garoto desconhecido murmurou. – Eu também não costumo dar ouvidos.

– É... – Mason falou deixando um sorriso aparecer em seu rosto. – Você parece já estar acostumado com esse tipo de festa.

– E você obviamente não está... Por isso está de olho naquele brownie ali do lado e obviamente não sabe que aquilo não é apenas chocolate. – Ele respondeu, deixando que um sorriso surgisse no rosto do garoto.

Seus traços eram finos, sutis, mas ainda assim tinham um jeito másculo. O sorriso dele era branco, e ele tinha o mesmo porte físico que Mason. Os cabelos castanho claros eram dispostos em um topete, e a camisa preta dobrada até os cotovelos acompanhada de uma calça cor de sarja e um par de sapatos pretos mostravam que ele deveria ser daquela região. Não devia ter nada naquele garoto que não fosse um símbolo de status.

– Então eu não devo pegar os brownies. – Mason murmurou, sentindo as bochechas corarem. – Achei que em festas se servisse comida.

– E servem... Mas é arriscado comer algo que eles oferecem... – O garoto debruçou-se ao seu lado, apoiando a mão na bancada e tomando um gole do ponche, que ele serviu afundando o copo na travessa.

– Entendi. – Ele sorriu. – Bom, obrigado. – Mason murmurou, sorrindo para o garoto e virando, procurando distrair sua mente.

– Espere. – O moreno segurou em seu braço. – Eu não sei seu nome.

– É Mason. Mason McCarthy. – Ele sorriu, sentindo a mão do garoto ainda em seu braço.

– Sebastian Smythe. – Ele piscou para o moreno.

Mason encarou-o por alguns instantes, pensando se deveria estender a mão para um cumprimento tradicional, mas a mão do maior já estava em seu braço. Eles já haviam criado certa “intimidade”. Em meio aos seus devaneios de não saber se deveria ou não cumprimenta-lo, uma figura loira – que já estava tropeçando pelo seu estado alcoolizado – surgiu na cozinha, apoiando-se em Sebastian pelo ombro, deixando notável a diferença de altura de ambos, mesmo com o salto da garota.

– Heeey! – Ela falou animada, com o copo próximo de sua boca. – Como você está? – A garota desviou o olhar para Mason, que parecia um pouco assustado. – Vejo que já conheceu o Mason. Era dele que eu estava falando. Acho que vocês vão se dar muito bem, sabia? – A voz dela estava lenta, e a pronúncia prejudicada, mas ainda assim ele conseguiu entender coisa ou outra que saía de sua boca. – Eu vou deixar os pombinhos à sos...

Antes que Kitty desviasse seu corpo de Sebastian, a garota conseguiu tropeçar em seus próprios pés, de forma que seu copo voasse em direção do corpo de Mason, que foi acertado em cheio pela vodca que a garota bebia. Kitty nem pareceu perceber, já que cambaleou para a porta dos fundos, indo em direção da piscina, onde mais um grupo se juntava. Sebastian, no entanto, pegou um guardanapo e procurou secar o garoto como podia, sem entender como tudo aquilo estava acontecendo.

– Você vai ter que trocar de camisa. Mora muito longe daqui? – O maior perguntou.

– Vinte minutos à pé... Posso ir andando sozinho... – Mason murmurou, batendo no tecido da camisa e sentindo-a molhada. Seu peitoral e abdômen já esfriavam, o que aumentava a sensação de desconforto.

– Muito longe, você pode ficar doente e bêbado só com o cheiro disso aí. Eu moro na casa ao lado... – Sebastian apontou para a casa vizinha, que era quase idêntica à de Kitty. – Eu posso te emprestar uma camisa.

– Não precisa, mas obrigado.

– Você é orgulhoso mesmo. – Sebastian sorriu. – Mas eu sou teimoso, e vou te forçar a trocar de camisa. – Mason riu da fala do garoto. – Façamos assim. Você vai para o banheiro do segundo andar e eu já chego lá com uma camisa pra você. Certo?

O moreno assentiu positivamente, e logo rumou ao banheiro. Não demorou muito tempo para que Sebastian batesse na porta, que foi aberta, deixando que o maior entrasse e a trancasse. Mason estava constrangido de retirar sua roupa na frente dele, afinal o conhecia fazia pouco mais que meia hora, mas não demorou para desabotoar os botões de sua camisa, desviando o olhar para Sebastian, que encarava seu corpo com uma expressão maliciosa.

– Obrigado por emprestar a camisa. Sério mesmo. – Mason sorriu, já abotoando a camisa que havia sido emprestada pelo garoto. Era uma camisa azul marinho, mas que havia combinado com todo aquele visual.

– Pode parecer um pouco invasivo, mas... De onde são todos esses machucados?

– Longa história... – Mason sorriu, andando até a porta do banheiro.

– Temos tempo. – Sebastian piscou, abrindo a porta e saindo junto dele.

Mason deu alguns passos para fora do corredor, olhando para Sebastian que o acompanhava, segurando a camisa em seus braços e torcendo para que quando a lavasse o cheiro forte não ficasse presente nela. Quando rumou para a escada reconheceu o corpo de Spencer no térreo, próximo a porta, e logo o sorriso se desfez. Sebastian notou tudo aquilo e apoiou a mão em seu ombro, perguntando se tudo estava bem, mas o moreno nada disse, apenas fez um sim com a cabeça.

– Que porra é essa? – Spencer perguntou, ao ver que Mason e Sebastian estavam andando juntos e estavam próximos de si.

– Não é da sua conta. – Mason retrucou, encarando o loiro que parecia fuzilar Sebastian com os olhos.

– Hey, dude, se acalma. – Sebastian murmurou, olhando para Spencer.

– Não me diga o que fazer, cara... – O loiro murmurou, empurrando Sebastian. Ambos começaram a empurrar um ao outro e trocarem ofensas, até que Kitty apareceu, junto de alguns amigos que haviam notado aquela movimentação na entrada da casa da garota.

– Ok, Spencer vá embora. – Ela falou, parecendo um pouco mais sóbria. Seu mal humor costumeiro já estava estampado em seu rosto visivelmente.

– Esse cara tá dando em cima do Mason e você tá deixando? – Spencer perguntou, apontando para Sebastian.

– Eu que arranjei eles para ficarem juntos. – Kitty deu de ombros.

– Foda-se isso, cara! – O loiro retrucou. – O Mason é meu, porra!

Por alguns instantes, o silêncio se fez no cômodo, e quando Mason procurou piscar algumas vezes, para certificar-se que aquilo tudo estava de fato acontecendo, percebeu que as coisas continuavam iguais. Spencer ainda estava com raiva, Sebastian estava atrás dele e Kitty estava segurando Madison pelo braço para que ela não avançasse no loiro. Mason procurou fazer uma anotação mental de nunca mais deixar a irmã beber, mas possuía coisas mais importantes para tirar suas dúvidas naquele momento.

– O que você disse, Spencer? – Ele mesmo perguntou para o loiro.

Notas finais
Já foi adicionado o nome do personagem dentre os personagens da fanfic. Espero que gostem de Sebason, porque eu estou gostando de escrever sobre. E sim, gente... Haverá um triângulo amoroso. haha Não esqueçam de comentar, favoritar e recomendar, galera!