Notas iniciais
Oi galera, tudo bem? Chegamos em julho basicamente, e finalmente estou de FÉRIAS! Ou seja, a fanfic vai voltar a ser atualizada (pretendo fazer isso duas vezes por semana) e ela acabará, provavelmente, em agosto. Para meus leitores que ainda existem, meu muito obrigado. E para os novos, sejam bem-vindos!

Os dias haviam se passado. Assim como as semanas. O moreno estava em seu quarto, arrumando-se para poder sair. O inverno já tinha chego, e junto dele os primeiros flocos de neve. Enquanto as crianças se acumulavam nos quintais de casa, o garoto colocava um casaco preto e um cachecol vermelho. Optou por colocar protetores de ouvido e por cima destes, uma touca também vermelha. Não demorou muito para que pegasse o marcador vermelho e riscasse o dia do calendário.

– Três meses.

Suspirou consigo mesmo. Três meses que Mason estava no hospital em coma. Sem mudança nenhuma em seu estado. Os cortes já haviam sarado e os ossos quebrados já estavam curados. A única diferença era que ele não parecia responder. E isso frustrava o garoto a cada dia que se passava. Saiu do quarto, com as mãos nos bolsos quando escutou sua irmã descer as escadas atrás de si. Sua relação com ela havia melhorado consideravelmente depois de algumas semanas de sua apresentação.

– Mason... – Ela murmurou, cutucando seu ombro.

– Oi. – Ele respondeu em um tom sério.

– Já está indo pra lá de novo?

– É o horário que ele fica sozinho. Os pais dele estão no trabalho, então só nesse horário eu posso vê-lo. — Deu–de ombros. Já havia se conformado com a situação de Spencer e sua mãe, por mais que aquilo não fosse algo que ele estivesse tão disposto a aceitar quando o loiro acordasse. Mas aquilo não era prioridade.

– Por que você se sujeita a isso? – Ela perguntou, cruzando os braços. – Você sabe que o Sebastian ainda te procura.

– E ele sabe que eu não sinto mais nada por ele. – Murmurou, abrindo a porta. – Eu volto de noite. A Jane quer sair para tomarmos café.

O caminho para o hospital já estava memorizado em sua mente. Pegava um ônibus há duas quadras de sua casa, ficava nele por quinze minutos, descia próximo à uma loja de donuts e subia mais três quadras até chegar na quadra do hospital. O caminho de volta era basicamente o mesmo. Quando chegou no hospital, reconheceu imediatamente a enfermeira, que sorriu assim que o viu.

– Como ele está hoje? – O moreno perguntou com um pequeno sorriso em seus lábios.

– Ele melhorou um pouco. – Ela sorriu para o garoto. Depois de algumas semanas ela havia convidado o garoto para comerem algo na lanchonete do hospital, e então descobriu da história dos dois.

– Eu posso vê-lo? – Mason indagou com uma expressão curiosa.

A enfermeira olhou para os lados, e logo o chamou pela cabeça. Andaram até a porta do quarto, e deixou que Mason entrasse. Haviam combinado que se os pais dele chegassem ela o avisaria rapidamente para que ele conseguisse sair do quarto. Uma vez o moreno quase foi pego pelo pai de Spencer. Assim que entrou no quarto e fechou a porta, o moreno rapidamente encarou o loiro, que parecia dormir. Sorriu ao vê-lo. Mesmo que ele não o escutasse sabia que estava ali. De alguma forma.

– Oi, de novo. – Ele murmurou, aproximando-se da cama. – Você tá ficando mais magro. – Riu sem graça, como se tentasse puxar assunto. – Bom, eu tenho novidades... A Rachel conseguiu um papel na Broadway e ela vai se distanciar um pouco do New Directions, mas o Kurt ainda está lá... Ela prometeu que virá aqui quando você acordar e nas competições. – Mason murmurou, acariciando a mão do loiro, como se procurasse receber o carinho de volta. – Eles sentem sua falta, Spencer. – Murmurou, já lacrimejando. – Eu sinto sua falta. – Falou pausadamente.

Antes que pudesse ter mais tempo, a enfermeira bateu na porta, fazendo um sinal para que ele saísse dali. Os pais de Spencer deviam ter chego. Saiu do quarto, olhando para um dos lados e reconhecendo a irmã do loiro instantaneamente. A garotinha brincava com uma boneca enquanto os pais assinavam alguns documentos. Mason não tinha para onde fugir, já que eles estavam vindo em sua direção. Escondeu-se atrás de um banco, sabendo que talvez fosse pego, fechando os olhos a cada passo que escutava.

Os pais de Spencer entraram no quarto sem vê-lo, enquanto Agatha saltitou na frente da porta, andando em direção do banco, notando que Mason estava escondido atrás dele assim que sentou-se. A pequena garotinha virou-se para trás e apoiou o corpo no banco, acenando para Mason com um sorriso no rosto.

– Não conte para seus pais que me viu aqui. – Mason murmurou para ela.

– Mas você veio ver o Spencer... – Ela falou confusa. – Por que não pode contar?

– É complicado...

– Você esqueceu seus bonecos? – Ela coçou a cabeça. – Por isso não pode contar?

– Exatamente! – Ele falou com um pequeno sorriso no rosto. Aquela garotinha lembrava de certa forma o irmão mais velho, e sabia que ter ao menos o apoio de alguém na família do garoto já seria um pequeno incentivo para insistir.

– Agatha? – A voz da mãe de Spencer ecoou. – O que está fazendo? – Ela fechou a porta do quarto, parando atrás da garotinha, reconhecendo o garoto escondido atrás do banco. – O que está fazendo aqui?

– Ele veio brincar com o Spencer, mas esqueceu os bonecos. – A menina respondeu com um sorriso nos lábios. – Mas eu trouxe minha boneca, então eles podem brincar mãe.

– Agatha vá para o quarto com seu pai... Eu vou conversar com ele um pouco.

A loirinha relutou para ir, mas acabou obedecendo a mãe. Mason pode ver que a garotinha subiu na cama em que o irmão estava deitado e ficava cutucando-o constantemente, como se tivesse esperança que ele acordasse com aquilo. No entanto, o sorriso com aquela atitude ingênua, mas ainda assim tão pura, foi contido quando a mãe do loiro ficou o encarando.

– Já não disse para você ir embora daqui? – Ela indagou com a sobrancelha franzida.

– Eu não estou disposto a isso.

– Você deve ser essa má influência. – Ela cruzou os braços. – É você quem está prendendo ele a ponto de não querer acordar.

– Do que você está falando? – O moreno não entendia o raciocínio da mulher.

– Você não entenderia. Não com essa vida de devassidão que você leva. – Ela o olhou séria. – Eu vou chamar o segurança.

– Não se atreva. – Mason a olhou com uma expressão séria.

– Eu vou ter que gritar com você?

– Eu amo ele. – Mason a encarou, enquanto a mulher o encarava com os olhos saltados. Ela estava surpresa em ouvir aquilo.

– Segurança... – Ela murmurou repetidamente. – Segurança! – Ela gritou.

Mason logo foi agarrado por dois homens maiores que ele e tão fortes quanto Spencer. Seus braços foram presos enquanto a mulher o olhava com uma expressão brava. Mason era puxado para trás contra vontade, sendo puxado constantemente. A mulher gritava dizendo que Mason havia trazido uma arma branca para o hospital e estava ameaçando seu filho que estava em coma. Quando passou pela recepção, a enfermeira que ele já conhecia o encarou com uma expressão assustada. O moreno tentava chutar para forçar seu corpo para frente e desprender-se. Sabia que estava em meio à uma encruzilhada. Spencer era seu prêmio maior, e naquele momento parecia inatingível.

A neve gelada logo atingiu seu rosto e seu corpo quando foi jogado para fora do hospital. Gemeu de dor e de raiva. Fechou os olhos enquanto se levantava, e logo que afastou de seu rosto os flocos de neve que ali se prenderam encarou o hospital. Estava impedido de entrar ali. Definitivamente. E estaria sem ver Spencer até ele acordar.

Andou lentamente em direção do café. As lágrimas rolavam por seu rosto. Sabia que estava destinado à viver naquele ritmo quando o assunto fosse Spencer. Era quase um amor impossível. Ele jamais iria enfrentar a própria família, e no momento nem estava em condições para isso e nem mesmo saberia que o moreno o visitara diariamente por três meses.

Chegou no café após algum tempo, já encontrando Jane sentada numa das cadeiras com uma expressão animada. Assim que ela notou o rosto com os olhos vermelhos pelo choro e a expressão cabisbaixa do amigo, o semblante da morena mudou. Agora ela parecia preocupada.

– Mason, o que houve? – Ela indagou curiosa, sem entender direito o que estava havendo com o amigo.

– Encontrei a família dele. – Ele murmurou, sentando-se numa das cadeiras e debruçando seu corpo para frente, apoiando seu rosto em suas mãos. – E a mãe dele me expulsou do hospital.

– Como assim? – Jane parecia espantada.

– Ela fez os seguranças me expulsarem, Jane. – Ele balançou a cabeça negativamente. – Eu não posso mais ver o Spencer. – Murmurou, já sentindo as lágrimas escorrerem por seu rosto.

– Ela pode fazer isso?

– Ela é a mãe dele. – Ele deu de ombros. – Eu não posso mais ver o Spencer, Jane.

– Ele vai acordar, Mason... – Ela segurou em seu braço, fazendo um carinho ali para acalmá-lo.

– Eu sei que vai, mas até ele acordar... Como vou poder passar todos os dias sem não poder nem mesmo olhar para ele, nem que seja por cinco minutos?

– Mason, nós vamos dar um jeito.

– Não quero que vocês se envolvam nisso. Ela provavelmente vai proibir todo o Glee Club de visita-lo.

– Você quer ir para casa? Eu vou com você e ficamos conversando até a madrugada.

– Eu não sei nem o que eu quero.... Estou um desastre. – O moreno balançou a cabeça negativamente. A dor que ele sentia por dentro era enorme.

Os minutos se passaram, e após um café, Jane conseguiu convencer Mason a irem para casa juntos. Quando chegaram, Madison chamou o gêmeo assim que a porta foi fechada atrás de Jane, chamando atenção de ambos. Seus pais estavam viajando mais uma vez, e por isso Madison voltava a achar que mandava na casa. Ao chegarem na cozinha, o moreno encontrou mais alguns membros do Glee Club. Kitty e Roderick estavam sentados, ambos com uma expressão preocupada.

– O que houve?

– Isso é uma nova intervenção. – Kitty disse revirando os olhos.

– Kitty! – Madison a interrompeu, segurando uma torta de maçã em suas mãos. – Não antes da torta...

– Intervenção para que?

– As regionais estão chegando. – Roderick disse. – Kurt falou que precisamos nos empenhar, mas já estamos sem Spencer...

– E você anda tão distante quanto ele. – Ela balançou a cabeça negativamente.

– Galera, não é um bom momento para isso. – Jane interviu. – Mason não teve um dia fácil.

– O que houve? – Madison indagou curiosa, secando as mãos num pano de prato após terminar de lavar a louça.

– A mãe de Spencer me pegou no hospital. – Mason deu de ombros, abaixando o rosto. – E eu fui expulso de lá.

– Aquela vadia louca. – Kitty murmurou, recebendo um tapa no ombro de Madison.

– É verdade, ela é. – Mason deixou que um curto sorriso aparecesse em seus lábios.

– Então você não pode ver o Spencer? – Roderick franziu a sobrancelha.

– Sim. – Mason deu de ombros. – Olha, não é por nada. Mas eu vou tomar um banho e me jogar na cama. Não estou com vontade de torta.

– Se pudermos fazer algo... – Madison murmurou.

– Não há o que se fazer. – O moreno deu de ombros, saindo da cozinha.

Subiu as escadas com certa pressa, fechando a porta e a trancando. Retirou cada peça de roupa até ficar completamente nu em seu quarto, rumando em direção do banheiro. Deixou a porta aberta, ligando o chuveiro e tomando um dos banhos mais longos de sua vida. A água estava quente, a fumaça que acabava saindo borrou todo o espelho do banheiro, mas nem se importou com aquilo. Secou os cabelos e o corpo, e logo em seguida colocou uma calça de moletom e uma camiseta com o símbolo do Homem-Aranha na frente. Rastejou até a cama, cobrindo-se até ficar na escuridão, se não fosse pelo brilho da tela do celular.

Quando o conferiu, notou as mensagens de Sebastian. Ele tentava voltar havia algum tempo. Kitty havia dito que o moreno tinha perdido a noção das coisas, que havia adquirido um novo vício, e que desta vez nem ela acreditava que ele sairia dele. O moreno excluiu as mensagens imediatamente, e logo procurou pelo número de Spencer. Digitou algumas palavras desconexas, como fazia todas as noites e finalizou com um “eu fui te visitar hoje. Você continua lindo.” Enviou. Digitou um “eu te amo”, mas não teve coragem de enviar. Torcia para que tivesse a notificação da visualização da mensagem, mas ela ainda não havia acontecido. Fechou os olhos, colocando o celular embaixo do travesseiro, e logo pegou no sono.

Em seus sonhos, estava com Spencer. O sorriso adorável do garoto era o que mais chamava atenção. Não parava de tocá-lo. Ficando perto o tempo todo. Seus lábios continuavam a tocar os dele continuamente. Talvez, em algum lugar, ele ainda poderia ficar com o loiro, longe dos olhos da mãe do garoto.

Notas finais
É isso ai gente, como acham que o Mason vai lidar agora que nem mesmo pode ver o Spencer? O que estão achando da fanfic? Não esqueçam de comentar, favoritar, e se eu merecer, recomendar.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.