Hold On 16th
2 Capítulo 1 - All the 16th.
Notas iniciais
Os portões foram abertos. Os mesmos estudantes pacatos do ano passado reencontrando seus mesmos amigos e os alunos novos tentando se esconder nas esquinas dos armários. Era um barulho assustador dentro dos corredores, choro, gritos, risadas, beijos, abraços e batidas de porta de armário. Como de costume, os professores reuniram os alunos no ginásio para a apresentação dos novos estudantes e a chamada dos antigos. Era uma ansiedade fora do comum, os únicos que pareciam tranqüilos em toda aquela balbúrdia eram os chamados 16th, todos no grupo tinham entre 16 e 18 anos e era um grupo de oito pessoas, ou seis, dependendo do humor severo de Brunnett e Octavius. Eram os destacados na multidão, com sua diversidade de tamanhos, cores de cabelo, roupas e vozes, que juntas harmonizavam o colégio. Nada mudou, somente avançaram um ano, seu último ano juntos. O grupo deixara de ser divertido e passou a ser melancólico. Todos já haviam se conformado. Mas se esqueceram de sua capacidade, a capacidade do amor entre eles.
–Bom dia, meu lindo.
James chegou sorridente no colégio e depositou um beijo na bochecha de Klaus. Surpreso, Klaus demorou um tempo para perceber que era seu melhor amigo e retribuiu James com outro beijo em sua bochecha. Feliz, James se sentou ao lado de Klaus no último degrau da escada do ginásio do colégio. Após um tempo de conversa entre Klaus e James, Georgia-Simoné chegou e sentou-se do outro lado de James e inesperadamente roubou um beijo de Klaus. Enquanto isso, James resolveu dar uma revisada em sua mala e sem querer derrubou a mala de Klaus, e a única coisa a sair de lá foi um pacote de camisinhas.
–Uou, pelo visto a noite vai ser boa hoje, hein, meninos? –James gargalhou. Georgia-Simoné interrompeu o beijo e falou ironicamente brava com James:
–Ei, ruivinho, o que eu e eles vamos fazer à noite não interessa pra ninguém!
–Concordo com você, Lunática. –James e Georgia-Simoné se encararam por um tempo e depois se levantaram para dar um abraço apertado, como se dissessem: Senti sua falta.
–Ah, me conta James, conseguiu alguma coisa com o Schoo nessas férias? –Georgia-Simoné e Klaus riram com vontade, e James cochichou para os dois.
–O que eu e eles fizemos nas férias não interessa pra ninguém!
Agora, os três 16th estavam compartilhando uma gargalhada, quando Alexandrea chegou com Schrooder.
–Pelo visto a farra está boa, hein, galerinha? – Schrooder havia chego com seu humor de sempre, e após James, Klaus e Georgia-Simoné perceberem que era Schrooder quem falava com eles, todos se levantaram eufóricos para cumprimentar seus amigos.
–Schoo? Como assim, você está muito mais bonito! – Disse James, encantado.
–Hey, Jammie, eu não mudei nada, só deixei meu cabelo crescer mais um pouco.
–Deveria ter feito isso antes, então. –James e Schrooder riram juntos, e algum tempo depois, James percebeu que estava fitando sua paixão, e resolveu cumprimentar Alexandrea.
–Fala, corujinha! Tudo bem com você, fofa? Ah, que saudade! – então ele e Alexandrea se abraçaram intensamente, e a garota respondeu:
–Estou ótima, e você? Não notou nada de diferente?
–Estou bem também. Hum, vejamos... Diferente? Cortou o cabelo?
–Não.
–Emagreceu mais?
–Também não.
–Espera... Você... Não... Está usando... CORUJAS NA ROUPA HOJE! – James deu um grito que chamou a atenção de todo o auditório.
–Isso mesmo, Sherlock! Então, sem mais apelidos sobre corujas, ok?
–Ok! E como eu não percebi isso antes? Ai, Deus, ainda mais EU que sou gay, percebo tudo!
–É isso que me dá desgosto de você. – Brunnett chegou de supetão e cochichou no ouvido do primo, mas o melhor que James pode fazer foi ignorar.
–Bom dia, dorminhoco, como veio pro colégio?
–Minha mãe me trouxe. Por que não veio conosco em vez de vir de ônibus?
–Ansioso demais.
Brunnett concordou, e depois, foi falar com o resto da turma.
–O que ele cochichou no seu ouvido, Jammie? – Perguntou Alexandrea.
–Ah... Ele... Ele... Disse que minha etiqueta da blusa estava aparecendo – James inventou na hora uma desculpa. Nesse mesmo momento, a diretora Daphne Tranks entrou no ginásio, exigindo silêncio de todos os alunos.
–Silêncio, alunos, silêncio, por favor.
O auditório ficou ensurdecedor de tanto silêncio que se fazia. Feliz com o respeito dos alunos, a diretora iniciou seu discurso anual.
–Bom, alunos, como já sabem, estão iniciando mais um ano letivo hoje. Gostaria de dizer que reformamos as salas de aula, e também reformamos o corpo de ensino, ou seja, nenhum professor do ano passado leciona mais aqui – os alunos, coletivamente, começaram a vaiar e jogar bolinhas de papel na diretora. – Parem já! Agora! Se mais alguém vaiar ou jogar bolinhas de papel no chão será automaticamente suspenso por uma semana! Espero que tenham entendido bem! Bom, voltando de onde eu estava... Renovamos todos os professores, e me sinto infeliz ao dizer que saíram 10% dos alunos do ano passado, ou seja, estávamos com... Quantos alunos, George? – George era o assessor da diretora Tranks. – Ah, certo. Tínhamos 1237 alunos, mas com reclamações de uso de drogas nas salas de aula e péssimo ensino dos professores, um pouco mais de 120 alunos saíram do colégio, e me sinto mais infeliz ainda só pelo fato de que apenas três alunas novas e seis alunos novos entraram esse ano no colégio Valleway Prudence. Vamos então às apresentações dos alunos novos. Por favor... Ah... Wulfrida Craw Laviére.
–Meu Deus, que pecado! Quem dá um nome desses pra uma menina?
–Fica quieta, Georgie! – Klaus repreendeu a namorada após perceber que Wulfrida estava na frente deles.
–Por favor, Srta. Laviére. Apresente-se. –Disse a diretora Tranks. Wulfrida levantou-se e se apresentou.
–Ok... É... Bom dia, meu nome é Wulfrida, mas todos me conhecem como Frida. Tenho 16 anos e gosto de sushi.
–Muito bem, Srta. Laviére. Por favor, ah... Srta. Albina Craw Laviére.
–Agora você tem que concordar que esse nome é estranho, não é, Klaus?
–Georgia, cale a boca! Ela pode estar na nossa frente!
–E estou mesmo. –Georgia-Simoné e Klaus foram surpreendidos por Albina. –E, aliás, vocês são bem mal educados, amigos.
–Olha, Klaus, ela não é albina como o nome dela indica.
–E você é tão vadia quanto falam de você, e eu só estou nesse colégio não faz nem uma hora.
–Olha Klaus, temos uma nova menina que acha que pode roubar o meu lugar.
–Georgia, cala a sua boca!
–Algum problema, Srta. Albina? –A diretora Tranks chamou a atenção de Albina, interrompendo a discussão entre ela, Georgia e Klaus.
–Problema nenhum, diretora.
–Muito bem, então se apresente.
–Certo... Ah... Meu nome é Albina Craw Laviére, e não, eu não sou albina como vocês devem ter imaginado – todos os alunos riram. – Eu tenho 13 anos e gostaria que algumas pessoas morressem.
–Muito interessante, Srta. Albina. Muito interessante... Agora... Meu Deus, George, que nome é esse? – A diretora Tranks cochichou para George. – Ah... Não está de cabeça pra baixo? – Virou o papel duas vezes, mas percebeu que o nome da menina era realmente estranho. – Hum... Zimba'ab Nan' o Quitti. É isso mesmo?
–Sim, é isso, diretora Tranks. Meu nome é africano, eu sou africana e vim fazer intercâmbio. Eu odeio meu nome, então podem me chamar de Kitty. Tenho 16 anos e gosto de ler livros, pelo menos eu posso salvar a nossa cultura. Obrigada.
–Hum... Muito culta Srta. Zimba'ab.
–Kitty! – Zimba'ab gritou. – Desculpe.
–Sem problemas. Agora, vamos às apresentações dos meninos.
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–Ninguém viu meu irmão ou a Hall hoje? – Klaus perguntava de Octavius e Hallimander, que não haviam aparecido no colégio.
–Relaxa, eles devem estar brincando de médico – disse James.
–É sério, Jammie, eles não deram as caras hoje. Vou pra casa. –Klaus levantou-se do banco do restaurante onde todos os 16th "comemoravam" a volta às aulas.
–Fica, Klaus, por favor. Por mim – Georgia-Simoné pediu ao namorado, mas Klaus foi embora, deixando a namorada falando sozinha.
–Que garoto mais estúpido! – Georgia-Simoné sussurrou sozinha.
–Ele foi embora mesmo? – perguntou James.
–Foi.
Após um tempo de conversa jogada fora, James recebe uma ligação de Klaus no celular.
–Vai embora e nem dá tchau...
–Fica quieto! Não responde nada! Quando eu cheguei em casa, minha irmã disse que o Octavius ligou desesperado falando que a Hall teve uma overdose. Ele a levou ao Hospital do Centro, aquele perto do colégio. Eu estou indo pra lá, avisa pra todo mundo, eles não sabem o que aconteceu! Espero que vocês venham. Tchau!
Klaus desligou o celular e deixou James em estado de choque. Após voltar a si, James passou a notícia ao grupo.
–A Hall morreu!
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