Hold My Hand

13 Eu acho que nada pode durar pra sempre


Notas iniciais
Então, capítulo tenso. k

Gorda's POV

Acordei sentindo algo pesar em minha cintura. O braço de Gustavo. Sorri e saí de fininho da cama. Ele dormia profundamente, devia estar cansado. Não que eu não estivesse, mas acho que ainda estava muito agitada pra conseguir dormir de verdade. Andei um pouco pelo quarto ficando um bom temnpo na janela. Era outro mundo. Vi alguns carros passando pela avenida e olhei para o relógio. A essas alturas era pra mim estar trabalhando. Em todas as vezes que passava na frente daquele hotel a caminho do trabalho, nunca me imaginei dormindo ali. Sempre imaginava quem será que estava ali, mas nunca ME imaginei ali dentro. Era a prova de que coisas acontecem. Peguei minha mochila e fui tomar um banho, o sonho estava pra acabar e era hora de voltar para a realidade. Chequei meu celular que estava sem sinal, droga, queria falar com minha mãe. Confesso que demorei mais do que deveria no banho, mas era ótimo. Coloquei uma roupa simples, meu deus o que eu estava na cabeça pra trazer essa roupa? Dane-se, eu nunca mais ia pisar aqui mesmo.... Eu já estava pronta quando pulei em cima de Gustavo.

- Bom dia viadinho lindo da minha vida!- eu falava enquanto cutucava ele

- Que é gorda?- Ele abriu apenas um olho me olhando com cara de preguiça.

- Tá na hora de levantar, já são 10:40, daqui a pouco a gente tem que ir embora e tal...- eu falei ainda cutucando ele.

- Cara, eu espero que a tia tenha feito meu bolo....- eu ri ao lembrar que a minha mãe iria pagar o serviço de babá dele com bolo

- com certeza! Agora levanta viadinho...- ele riu e se virou na cama me derrubando no colchão- SÁI GUSTAVO, SUAS BANHAS TÃO ME MATANDO!

- para de drama gorda, ninguém mandou me acordar, cê sabe que minha dupla personalidade acorda primeiro que o Gustavo bonzinho- ele me olhou com uma cara de arte. Ah não, eu sabia o que aquilo significava.

- PARA COM ISSO GUSTAVOOOOOOOOOOO! EU VOU MORRER, PARA COM ISSO !- eu gritava enquanto ele me torturava até a morte com cócegas.

- cê é maior fraquinha gorda, dá nem graça brincar contigo- ele riu e mordeu minha bochecha.

- tá, agora vai se arrumar!- eu ri e dei um tapa de leve no ombro dele.

Gustavo foi finalmente tomar banho e se arrumar já eu não conseguia ficar parada. Arrumei a cama e juntei as bagunças que tínhamos feito, não tinha mais o que fazer o Gustavo parecia que tinha morrido no banheiro, era pior que menina viu... Então eu sentei no sofá e me coloquei a pensar no dia anterior, a vida inteira sendo zoada por acreditar demais nos meus sonhos e agora eles estavam se realizando. Era a melhor sensação do universo. Eu não queria sair dali, eu sabia que ao meio dia eu voltaria para a minha vida normal, eu gostava da minha vida, era difícil mas era boa. Mas especialmente hoje eu não queria voltar pra ela. Apesar de toda a felicidade havia alguma coisa dentro do meu peito que me dizia que algo estava errado e talvez fosse isso que me impedisse de ligar do hotel para minha mãe. Vai soar como egoísmo, mas esse era o MEU fim de semana. Gustavo saiu do banho e depois de muita zoeira finalmente ficou pronto.

- vamos? — eu sorri pra ele.

- Vamos..- ele olhou para a cama- não perai, ainda falta uma coisa.

Gustavo saiu corendo e pulou na cama. Ele ainda deu mais um pulos até que saiu da mesma e parou ao meu lado.

- Agora vamos- ele passou por mim rindo

- Sem infância...- eu ri também.

Fui na frente e abri a porta. AI. MEU. DEUS. Sério, alguém precisa muito chamar um médico porque acho que tô com febre e tô tendo alucinações. Ou então é tudo um sonho mesmo... é isso. Nada está acontecendo, eu tô sonhando.

-Er... Bom dia- a voz de Louis me despertou. A VOZ DE LOUIS!

Eu estava ali, com aquela cara de bunda de sempre olhando para os meninos da One Direction.

- bom.. bom dia- eu tentava encontrar a minha voz em algum lugar do meu corpo.

- Espero que não esteja de saída porque nós trouxémos café!- Zayn riu já entrando no quarto, não sem antes me dar um beijo na bochecha.

ESPERA AI PRODUÇÃO. Desde quando os meninos da One Direction me tratam como se fossemos grandes amigos. Ai meu Deus, eles devem estar pensando que só porque eu sou nova não rola aquelas paradas de infarto e pá. Tenho que confessar que eu agia por instinto. Tudo parecia tão surreal.... Tomei café com os meninos e foi o melhor café da manhã do mundo. Até Gustavo mantinha um papo animado com Liam e Zayn sobre futebol enquanto eu explicava pro Louis, Harry e Niall as comida que eles não sabiam o que era. Foi uma das melhores manhãs da minha vida. Muito boa mesmo. Ficamos no quarto até aproximadamente duas da tarde. Eu estava de folga, então não tinha pressa pra chegar em casa.

- Hey, bem que vocês dois podiam mostrar um pouco da cidade pra gente né? — Niall deu a idéia.

E foi isso que fizémos, fomos em um carro grande, menos Gustavo que não queria deixar a moto no hotel e odiava carro. Nós estávamos no parque quando meu celular deu sinal. Olhei no visor e era meu irmão.

- Xi... Boa sorte Lisa- Gustavo falou enquanto eu criava coragem pra atender.

- Belo toque...- Liam riu quando One Thing ficou alta demais. Eu mostrei a língua pra ele e atendi o celular.

Eu nunca me arrependi tanto.

- oi Vi!- eu falei toda animada.

- Mano aonde você tá?- A voz de meu irmão estava estranha. Não era o tom de bronca normal, era um tom quase desesperado.

- Nós trouxemos os meninos pra conhecer a cidade. Aconteceu alguma coisa?- eu fiquei séria também. Percebi que os meninos da banda me olhavam com uma cara estranha, provavelmente não entendiam o que eu estava falando. Mas Gustavo apenas me olhava sério.

- Li, me desculpa atrapalhar seu dia mas...- ele perdeu a coragem e meu coração falhou uma batida.

- Mas o que?- eu falei séria.

- Li, a mãe passou mal ontem a noite. Ela tá internada. Acho que é a diabetes e a pressão, os médicos ainda não sabem direito. — ele chorava. Eu tinha certeza pelo tom de voz.

Eu me senti culpada, muito culpada. Eu estava me divertindo enquanto minha mãe estava no hospital. Eu era simplesmente a pior filha de todo o mundo. Percebi lágrimas em meus olhos e alguém me segurar pelos ombros.

- Me diz que hospital- foi tudo que consegui falar

Meu irmão me disse que hospital ele estava e desligou, vi que Gustavo estava me segurando pelos ombros.

- ELISA!- ele me chacoalhou e eu olhei nos olhos dele.- o que aocnteceu?

- Minha mãe, passou mal, está internada e não sabem o que é. Me leva pra lá.- eu abraçei ele

- Tá, eu te levo, mas fica calma. — ele deu um beijo em minha testa e me soltou.

Era assim que a vida era não? Não dava pra ser totalmente feliz. Olhei para os meninos que exibiam confusão e talvez preocupação no rosto. Eu não quis me demorar muito, aquilo ia doer horrivelmente. Peguei minha mochila do chão e joguei nas costas. Olhei pra eles e mais lágrimas correram por minha face. Como mesmo a senhorita "eu não me apego a ninguém" aqui se apegou tanto a eles?

- Eu... Obrigado por tudo.... Eu tenho que ir — foi tudo que eu falei antes de sair correndo.

Gustavo veio ao meu encalço e em minutos o vento se misturava a lágrimas enquanto íamos para o hospital.

Notas finais
Quando a gorda ler umas paradas desse e do último cap eu to morto.