Hold My Hand
33 Anjo
Notas iniciais
Louis POV
Quando eu saí daquele quarto eu simplesmente não sabia pra onde ir. Por mais infantil que pareça eu só queria estar em casa. Quer dizer que é assim no fim das contas. Não importa quem você seja, alguém sempre vai quebrar seu coração? Eu andava pelos corredores do Hotel tentando sorrir e tudo mais, até que encontrei o gerente.
– Em que posso ajudá-lo senhor Tomlinson?- Ele perguntou quando o segurei pelo braço.
– Eu quero as chaves da sala de música.- eu falei e alguma coisa em meus olhos fez com que ele não discutisse.
– Só isso? O senhor quer que eu leve algo para lá?- ele perguntou.
– Não, não quero ninguém indo lá. E se alguém perguntar por mim o senhor nem sabe quem eu sou- eu disse já me dirigindo para o local antes que alguém me visse.
Entrei fechando a porta. e me encostei nela, permiti meu corpo deslizar. Quem disse que um homem não chora? Eu realmente queria estar em casa. Minha mãe me falaria algo decente, ou alguma das minhas irmãs. Sei lá, eu só queria estar em casa. Tem tanta coisa que eu queria fazer. Eu queria gritar ao mundo o que realmente tinha acontecido entre mim e Eleonor, eu queria não ter que ser perfeito a todo momento, eu queria poder sair e tomar um porre sem me preocupar com imagem, eu queria pegar Elisa e fugir para uma ilha deserta. Eu queria ao menos que Elisa estivesse ali. Elisa, Elisa, Elisa. Eu só conseguia pensar nela. Como, Eleonor teve a coragem de ao menos se comparar com ela. Eu queria deseperadamente um abraço de Elisa. Mas eu não tinha o direito de fazer isso com ela. No começo eu tinha mais esperanças, mas então eu percebi que ela não tem interesse em nenhum de nós, e talvez isso tenha feito eu me apaixonar por ela ainda mais. Fiquei um tempo sentado ali no chão, pensando o que eu queria da minha vida. Quanto tempo? Não sei. Me levantei e fui até o palco, vários instrumentos estavam ali. Música. Eu preciso de música pra encontrar um pouco de paz. Me sentei no piano passando os dedos pelas teclas antes de começar a tocar. Fiquei tocando por horas. Até que uma música me veio a mente. Quantas vezes minhas irmãs não choravam escutando essa música? Bem, acho que é a minha vez. Errei algumas vezes a introdução da música, eu nunca havia tocado POV, mas finalmente acertei e antes do fim da primeira estrofe novas lágrimas corriam por meus olhos.
Estou ficando cansado de perguntar,
Essa é a última vez.
Então, eu te fiz feliz?
Porque você chorou um oceano,
Mas há milhares de linhas,
Sobre o jeito como você sorri,
Escritas na minha mente,
Mas cada palavra é uma mentira.
Eu nunca quis que tudo terminasse desse jeito,
Mas você consegue transformar o céu mais azul em cinza.
Eu jurei pra você que eu faria meu melhor para mudar
Mas você disse que não importava.
Estou olhando pra você por um outro ponto de vista,
Eu não sei porque diabos me apaixonei por você.
Eu nunca desejaria para alguém se sentir do jeito que eu me sinto.
Esse é um sinal do Céu,
Me mostrando a luz?
Isso era pra acontecer?
Eu estou melhor sem você,
Então você pode ir hoje à noite,
E não ouse voltar e tentar fazer tudo dar certo,
Porque eu estarei pronto para brigar, é.
Eu nunca quis que tudo terminasse desse jeito,
Mas você pode transformar o céu mais azul em cinza.
Eu jurei pra você que eu faria meu melhor para mudar,
Mas você disse que não importava.
Estou olhando pra você por um outro ponto de vista,
Eu não sei porque diabos me apaixonei por você.
Eu nunca desejaria para alguém se sentir do jeito que eu me sinto.
Eu nunca quis que tudo terminasse desse jeito,
Mas você pode transformar o céu mais azul em cinza.
Eu jurei pra você que eu faria meu melhor para mudar,
Mas você disse que não importava.
Estou olhando pra você por um outro ponto de vista,
Eu não sei porque diabos me apaixonei por você.
Eu nunca desejaria para alguém se sentir do jeito que eu me sinto.
E você disse, você disse, você disse,
(Eu sinto)
E você disse, você disse, você disse,
(Eu sinto)
E você disse que não importava.
(Eu sinto)
E você disse, você disse, você disse,
Eu sinto)
E você disse, você disse, você disse,
Eu sinto
E você disse que não importava
E você disse, você disse, você disse,
E você disse, você disse, você disse,
E você disse que não importava.
Escutei uma voz diferente na última frase e olhei correndo pra porta. E meu coração quase parou. Lá estava ela. Eu não sei o que era, mas eu não consegui reagir po alguns minutos, ela parecia um anjo. O vestido, o jeito que a tiara pendia seus cabelos levemente bagunçados, os pés no chão e o modo como estava meio afogueada me encantaram, e eu tenho certeza que ninguém poderia negar que ela se parecia um anjo.
- Toc, toc ?- ela disse e sorriu. Voltei uma semana no tempo, quando eu fiz exatamente a mesma coisa e por mais incrível que pareça eu sorri. Ela entrou e fechou a porta e entrou andando lentamente.
- Gostei dessa versão — ela falou se sentando do meu lado- mas acho que fica melhor sem a voz de choro- ela falou sorrindo e eu abaixei o rosto com vergonha. Elisa segurou meu rosto em seuas mãos e tirou as lágrimas restantes com o polegar. — Quer conversar?- ela falou com um sorriso calmo
- Eu estou bem, só um pouco magoado. — eu falei simplesmente- É que... que depois de tudo ela não tinha o direito de fazer o que fez.- eu falei um pouco com raiva.
- Lou — ela falou docemente e eu sorri de canto ao escutar meu nome na sua voz- Eu realmente vou entender se você não quiser falar, é um direito seu. Mas talvez seja bom colocar pra fora.
- Não vai mudar o que aconteceu...- eu falei praticamente parecendo um bebê.
- Olha pra mim — ela falou e eu não resisti a olhar, e meus olhos ficaram presos no dela como sempre acontecia. — Eu posso te falar por experiência própria. Conversar pode não mudar o que acontece, mas guardar tudo pra si é como inflar uma bexiga. Uma hora acaba o espaço e explode. E eu não quero que você exploda- ela disse e deu um sorriso no final.
- Bom argumento — eu disse sorrindo também. Como foi que ela me acalmou assim?
- Quando quiser falar então- ela simplesmente falou calma.
- É uma história meio longa — eu falei fazendo uma careta.
- Então espera um pouco...- ela olhou em volta e riu. Pegou uns dois pufes que deviam ser usados pelo pessoal que tocava esses instrumentos exóticos e arastou até a parede, me puxou pela mão e nos sentamos. Ela se encostou na perede e cruzou as pernas. Eu já ia me ajeitar do seu lado quando ela me puxou fazendo repousar a cabeça em seu colo. Eu amei aquilo.
- Agora pode começar, ninguém vai ficar com dor em nada- ela sorriu.
- Por onde?- eu falei realmente sem saber o que falar.
- Eu gosto do começo... sei lá me parece uma boa ideia- ela falou e eu ri do tom de sua voz.
- Ok. Eu conheci a Eleonor na festa da Vogue. Ela estava linda, linda mesmo. Pra mim era a menina mais bonita da festa. E então é claro que Harry foi tentar conversa com ela, mas foi em mim que ela se interessou. Pulando a parte óbvia nós começamos a namorar e tudo mais. No começo eu... era como se eu tivesse vivido a minha vida só esperando por ela. Era uma boa sensação. Ela entendia meu trabalho e não tinha ciúmes, quando foi lá em casa conquistou todo mundo... — eu respirei fundo- e então depois de um tempo as coisas mudaram. Ela não era mais divertida. Ficou fútil e egoísta. Se achava melhor que todo mundo e todas as outras coisas que eu abominava. E então ela começou a se afastar, ficava fria. Quando nos viamos era apenas sexo, não tinha amor- eu falei e percebi a mão de Elisa parar de brincar com meus cabelos olhei pra ela que tinha uma expressão estranha, parabéns Louis- Desculpe, muita informação. — falei sem graça e ela sorriu
- Sem problemas, continue- ela voltou a mover a mão o que me causava leves arrepios. — Sim. E então houve uma festa na casa de suas amigas, e ela ficou bêbada. Ela subiu pra experimentar roupas com as amigas e quando eu fui atrás dela. Bem, ela não estava vestida. E a posição em que ela se encontrava com o amiguinho modelo dela definitivamente não eram profissionais- eu falei sentindo meus olhos se encherem de água ao me lembrar daquilo- e então eu terminei. Mas deixei ela falar que havia terminado. Quer dizer, ela é a garota. Não ia ficar legal pra ela- eu terminei olhando pra Elisa e vi que algo faíscava em seus olhos
- Posso te contar um segredo?- eu sussurei olhando para o teto.
- Pode- ela sorriu sussurando de volta.
- O coração dos meninos se partem também. Igual ao das garotas, nós só somos idiotas demais pra admitir- eu falei e ela sorriu.
- Posso te falar uma coisa?- Elisa perguntou e por alguma razão continuamos sussurando.
- Pode- eu sussurei de volta. Era quase como se falássemos alto demais aquele momento fosse acabar
- Não importa o que Eleonor tenha feito, o maior erro da vida dela foi ter quebrado um coração tão lindo como o seu — ela falou ficando vermelha. Controle-se Louis, beijá-la agora vai ser errado.
- Obrigado. — eu falei
- Pelo quê?- ela pareeu confusa.
- Por cuidar do meu coração quebrado- eu falei sincero. E ela abriu um daqueles sorrisos que me deixavam sem fala.
- Estou aqui pra isso. Pra qualquer coisa que precisar- ela disse e me surpreendeu se abaixando e depositando um beijo na minha testa. Aquilo fez com que me arrepiasse, eu fechei os olhos e respirei fundo- tá com frio?- ela disse passando a mão em meu braço arrepiado.
- É.. é um pouco frio aqui...- eu falei tentado fazer a minha voz sair normal.
- Tive uma ideia...- ela falou e eu olhei pra ela que tinha uma cara travessa.
- O que? — eu me sentei quando ela levantou.
- Você está no Brasil, o país da alegria- ela sorriu e me estendeu a mão- vem, eu não te dou permissão pra ficar triste por quem não mereçe nem que você lembre o nome.-ela falou sorrindo.
Eu não pensei duas vezes, sorri pra ela de volta e segurei sua mão. Saímos da sala de música e fomos por uns caminhos que eu nem sabia que existiam. Elisa tentava nos tirar do Hotel pelos fundos, e nós ríamos alto enquanto entrávamos em salas erradas. Pareciamos duas crianças correndo pelo hotel. Eu parei em uma sala e ela me olhou curiosa. Arranquei meus sapatos e segurei sua mão de novo enquanto ela soltava uma gargalhada, voltamos a correr e finalmente conseguimos sair do hotel. Eu me sentia tão livre quanto a muito tempo não me sentia. Demos a volta no hotel e fomos em direção a praia. Por alguma razão o lugar estava vazio. Se haviam cinco pessoas no local era muito. Entramos correndo na areia e ficamos ali, feito duas crianças não aguentei tirando a camiseta e tacando nela que começou a correr atrás de mim tentando me acertar. Eu corri pra água e ela ficou na areia.
- Vem Li! Tá morninha!- eu gritei enquanto ela ria segurando minha camiseta.
- SEM CHANCES TOMLINSON. — ela ria enquanto me olhava.
- Eu já volto e você vai entrar comigo- eu disse — VAI SONHANDO!- ela gritou de volta e se sentou na areia. Dei alguns mergulhos me sentindo feliz. Como meu humor mudou tão rapidamente? Quando voltei a superfície vi ela brincando no celular e mergulhei de volta pra ela.
- Sua vez de vir me fazer companhia!- eu gritei — Eu naõ vou!- ela gritou de volta.
- Chata!- eu gritei saindo da água e me sentei ao lado dela.
- A água está uma delícia olha- eu falei e balancei a cabeça fazendo toda a água do meu cabelo ir para ela.
- Louis Idiota Tomlinson, você está me molhando!- ela gritava e ria.
- Desculpa, eu não vi...- eu ria com ela. — Me empresta o celular — eu disse e ela inocentemente me entregou. Eu joguei o celular na areia e arranquei a minha camisa de suas mãos jogando por cima do aparelho. Me levantei antes que ela entendesse o que eu estava fazendo e a peguei no colo correndo para a água.
- LOUIS PARA COM ISSO EU NÃO SEI NADAR! ISSO VAI ESTAR GELADO!- ela gritava enquanto ficávamos cada vez mais próximos da água.
- Eu te protejo- eu falei perto de seu ouvido e ela abraçou meus ombros enfiando a cabeça na curva de meu pescoço. Eu poderia mantê-la ali pra sempre. Submergimos na água e ela se agarrou mais forte a mim. Voltamos a superfície e ela fazia cara de criança contrariada.
- Seu idiota eu falei que não era pra fazer isso -ela falou e eu senti sua respiração.
- Eu estou deprimido lembra? Não pode brigar comigo- eu falei e ela revirou os olhos. E olhou pra mim. Bem dentro de meus olhos. E meu coração acelerou. Nós ficamos naquele momento. Eu segurava ela em meu colo e a água nos mantinha aquecidos, eu tinha plena conciência de seus braços so redor do meu pescoço. Eu olhei pra sua boca tão próxima da minha e em seguida pra seus olhos de novo. Meu coração acelerou ainda mais. Eu aproximei levemente meu rosto.
- OLHA SÓ QUEM APARECEU! MEU BOO BEAR !- A voz de Harry fez com que nos afastássemos rapidamente. Mas eu a mantive em meus braços.
- Agradeça a Elisa- eu falei sorrindo e percebi que Liam e Zayn se olhavam inconformados.
Provavelmente Harry nem percebeu que havia atrapalhado algo. Elisa desceu de meus braços e em questão de segundos nós todos brincávamos feito criancinhas molhando uns aos outros. Um dos melhores momentos da minha vida.
- NÃO , SAÍ DAÍ BICHINHO!- Elisa gritou e saiu correndo- LIAM VEM AQUI! Ninguém entendeu então todo mundo saiu correndo atrás dela. Ela andou um pouco e vi algum tipo de bicho que eu não sabia o que era sair correndo. Ela ajoelhou-se ao lado de alguma coisa, algum tipo de buraco e ficou lá sorrindo. Todo mundo se ajoelhou ao redor.
- Eu não acredito! Isso é...- Liam estava de boca aberta.
- TARTARUGUINHAS NASCENDO!- Beca gritou e as duas começaram a chorar rindo. Nós ficamos ali, vendo aquelas criaturinhas saírem dos ovos.
- Posso levar uma pra mim?- Beca falou enquanto Gustavo passava os braços ao redor de seus ombros, o que fez todos os restantes trocarem olhares.
- Posso levar todas pra mim?- Liam falou fazendo bico pra Elisa
- Não! Ninguém toca nelas!- Elisa ficava falando enquanto sorria. Foi um momento mágico. Nós sentamos todos ali na areia praticamente um em cima do outro e ficamos olhando encantados aquelas coisinhas minúsculas ganharem o mar, percebi Elisa tremer e a abraçei. Niall deu sua blusa pra ela mas eu mantive meus braços ao redor dela e ela encostou a cabeça em meu peito.
- Alguém tá com o celular? Vamos tirar uma foto!- Zayn se empolgou.
- Não Zayn!- Elisa disse e ele ficou confuso.
- Porque?- ele perguntou
- Essas coisas a gente lembra com o coração e não por um pedaço de papel- ela disse e ele sorriu. Eu apoiei meu queixo em sua cabeça e sorri. Percebi sua respiração ficar mais lenta. E acho que ela havia dormido. Os meninos foram dar mais um mergulho e eu fiquei ali com ela.
- Lisa- eu sussurei
- Hum?- ela falou sonolenta
- Obrigado.- eu falei e ela me olhou sorrindo.
- Pra tudo que precisar lembra?- ela sorriu pra mim e eu beijei o alto de sua cabeça. Ela deitou novamente a cabeça no meu peito e eu a abraçei mais forte. E em segundos ela estava dormindo.
- Dude, posso ser honesto?- Niall disse baixinho se sentando ao meu lado.
- Fala — eu disse sem tirar os olhos do rosto de Elisa.
- Vocês tem que casar. — Niall disse e nós dois sorrimos. Mal sabe ele que me casar com Elisa vem subindo cada vez mais na minha lista de prioridades. Ficamos conversando até que resolvemos ir embora. Elisa e Beca estavam apagadas, então eu e Gustavo carregamos elas.
- Louis..- Zayn estava parado me olhando.
- O que?- eu perguntei
- O que aconteceu com seus sapatos?- Ele perguntou e todo mudno me olhou questionador.
- É uma longa história- eu disse e fui em dirção ao hotel. Uma história que eu nunca vou esqueçer, eu acrescentei mentalmente.
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