Hold My Hand

36 A mesma de sempre


Notas iniciais
Olá amores, então eu queria pedir mil desculpas porque os caps não estão ficando tão bons quanto vocês merecem e porque eu não estou tendo tempo de revisar nada. A Li pediu milhões de desculpas porque ela não está postando. ELa ´so não posta porque realmente não está dando pessoa, vão por mim. Não é putaria dela. Então, vão rolar umas coisas tensas na fic. Enfim, quem presta atenção em todas as notas e nos avisos meio que vai entender. Ok, ok eu amo vocês. E não vale chamar de viado.

Gorda's POV


Eu ainda não me conformava com a ideia asurda do Gustavo de ser desnecessário, nossa isso foi ridiculo. Eu mal posso esperar pra ver ele e a Beca juntos, eles foram feitos um para o outro, só que ficam de Anûs com confeitos, vulgo cû doce e não oficializam tudo logo. Unf. Depois de me divertir muito no cinema e comer muito com o meu irlândes preferido resolvi ir ao banheiro. Dei uma olhada no espelho constatando que minha maquiagem estava ainda mais legal agora que estava meio "borrada" do que quando eu havia saído de casa com ela perfeita. Saí do banheiro com um sorriso bobo nos lábios. Eu não acho que nada no mundo poderia me deixar pra baixo. Eu ainda tenho meus problemas é claro, mas me sinto com uma força que nunca sonhei ter. Eu andava distraída na direção da mesa quando esbarrei em alguém com força, por pouco não caio. A pessoa na qual eu esbarrei me segurou pelos ombros e eu levantei o olhar sentindo cada mínimo músculo do meu corpo se contrair. Me afastei dois passos meio cambaleante, ali na minha frente, sorrindo para mim estava o rosto que eu havia encarado por dezesete longos anos em uma amassada foto. O rosto do meu pai. Eu não conseguia falar, eu não conseguia pensar e não tenho certeza nem se conseguia respirar. O homem a minha frente me encarava com um sorriso despreocupado nos lábios.

– Atrapalhada como sua mãe, sabe eu sempre soube que você se parece muito com ela, e é por isso que gosto do seu sorriso, porque ele é igual ao meu- ele falou.

Felicidade, choque, insegurança e por alguma razão medo. Era tudo que me dominava. Ele estava ali, na minha frente falando e agindo como se não me visse a algumas horas. Meu corpo não respondia, eu queria gritar ou fazer alguma coisa .

– Você está bem? — ele me perguntou com a testa franzida.

– O que está fazendo?- Minha voz soou fraca e estranha até pra mim.

– ué, vim ver a minha garotinha!- ele falou sorrindo- acho que já passou da hora de darmos um jeito em nossa situação- ele sorriu se aproximando e eu me afastei novamente.

Meu estômago revirava e eu não queria mais gritar, queria sair correndo. Minha cabeça doía. Isso simplesmente não está certo, não pode estar.

– Fica longe de mim!- foi a única coisa que saiu de meus lábios. Por Deus Elisa, o que está acontecendo com você? Eu passei toda minha vida esperando por esse momento e agora eu estava total e completamente em pânico, eu não me sentia feliz, só assustada. Se ao meno sue conseguisse chamar os meninos, eles estavam tão próximos de mim...

– Eu só quero dar um abraço na minha garotinha..- ele falou se aproximando e eu me afastei assustada.

– Eu tenho que ir- eu falei tentando controlar minhas pernas o suficiente pra andar, dei quatro passos na direção da mesa e vi que os meninos se levantavam. Eles estavam indo embora sem mim?

Me assustei quando uma mão forte segurou meu braço e mais ainda quando vi algo estranho brilhando no olhar do homem.

– ME SOLTA!- eu disse em um grito meio agudo de susto.

– Eu só quero conversar- ele disse com um sorrisinho.

– Me deixa ir embora, por favor...- eu falei com a voz em um fio.

Ele olhou para algum lugar atrás de mim e revirou os olhos enquanto soltava um pequeno palavrão.

– Pareçe que nossa conversinha vai ter que ser adiada, desculpe.- ele disse soltando meu braço e se misturando com as pessoas.

Eu fiquei ali, parada. Tudo que se passava na minha mente eram todas as coisas de ruim que eu já havia escutado sobre ele. Minhas pernas tremiam e minha cabeça zumbia. Pânico, era assim que eu estava. Eu podia sentir o choro preso na minha garganta em uma bola. Meu corpo todo tremia. Eu passei dezesete anos de toda a minha vida desejando isso, e agora eu simplesmente estava entrando em crise.

– ELISA!- a voz de Gustavo junto com um safanão nos ombros me trouxeram de volta a realidade.

Gustavo me segurava pelos ombros e os meninos e Beca me olhavam meio assustados.

– Li, olha pra mim. O que aconteceu, fala comigo. — Gustavo me olhava nos olhos preocupado.

– Me tira daqui- eu falei baixo, mas ainda tinha o tom meio histérico na voz- me tira daqui por favor

Eu falei sentindo que o choro na minha garganta ia sair a qualquer minuto e eu não queria que acontecesse no meio do Shopping aonde algumas pessoas já nos olhavam com curiosidade.

– Aquele era o...- ele começou a peguntar

– Era- eu cortei ele

Gustavo me olhou nos olhos e disse sério.

– Calma, eu estou aqui e está tudo bem- ele disse e eu acenei positivamente com acabeça eu não conseguia falar

– Me encontrem na saída de trás do shopping, temos que sair daqui- Ele falou se virando para os meninos- Liam vem comigo!

Os dois saíram correndo e os outros ficaram ali me olhando meio pasmos. Zayn foi o primeiro a se aproximar e me abraçou forte. Passei meus braços ao redor de sua cintura em bisca de apoio, minha mente era só um branco. Meu pai. Eu tinha cabado de ver meu pai.

– Vem, vamos sair daqui- Zayn falou e transferiu uma mão para minha cintura me segrando firme. Eu mal conseguia andar e Louis passou um braço por meus ombros. Fomos até uma saída que eu não conseguiria encontrar sozinha, e quando chegamos lá um carro já nos esperava. Todo mundo me olhava assustado dentro do carro, e Louis não tirou o braço de meus ombros o que eu agradecia mentalmente. Eu queria conseguir falar. Levei meus dedos que se recusavam a parar de tremer até um botão e abaixei o vidro da janela. Respirei fundo várias vezes com a brisa que entrava. Vi as ondas que se agitavam de encontro as rochas e vi que o mar estava tão agitado quanto eu. A viagem durou pouco, em poucos minutos eu estava em nosso quarto. Eu me sentia mais calma, meu corpo havia se acalmado, e com isso minha mente começava a trabalhar loucamente. Eu respirei fundo mais uma vez. Tudo ficaria bem se eu me lembrasse de respirar. Sorri para todo mundo me despedindo rapidamente. Ninguém me perguntou nada, mas todos me deram um abraço apertado que me deixou agradecida.

– Se precisar de companhia pra comer chocolates me avise gatinha- Beca falou baixinho e eu sorri.

– Eu chamo- forcei minha voz.

Entrei no banheiro e me tranquei. Encostei na porta e demorei meio que demais ali. Eu não sei quanto tempo demorei no banheiro, mas foi bem mais do que o nescessário para um simples banho. Fui ate minha mala e peguei uma camiseta que era do meu irmão. Que ficava enorme em mim e vesti. O cheiro conhecido que estava empregnado nela me acalmou de certa forma. Eu não abri a porta que dava para o outro quarto e a sala de estar que eram acoplados, apenas abri a porta que dava para a sacada. Deixei a luz apagada e me deitei no chão de forma que eu pudesse escutar o mar e ver as estrelas, e ninguém lá em baixo me veria. Deixei minha mente vagar.Minha garotinha.... Eu havia passado toda uma vida esperando por essas simples duas palavrinhas, e agora parecia que elas não haviam sido ditas da maneira correta. Nada foi da maneira correta. Sempre, a minha via inteira esperando por isso. E agora que havia acontecido estava tão errado. Me lembrei de cada noite em claro chorando, de cada aniversário e cada natal sem ele. Me lembrei de cada vez que senti inveja das outras crianças que tinha alguém pra entregar as lembrancinhas de dia dos pais de faziam na escola, me lembrei de cada presente de dia os pais que eu havia comprado e jogado fora na esperança que aquele dia dos pais seria diferente. Me lembrei de cada vez que me segurei pra não chorar quando alguém falava mal dele. De todas as cartas não entregues e todos os momentos não vividos. E agora toda a expectativa sobre o dia que finalmente eu o veria foi totalmente frustada. Eu senti aquela bola estranha ficar presa na minha garganta. Ouvi a porta se abrir e olhei assustada. Gustavo. Ele usava só uma bermuda e pelo visto já estava pronto para dormir.

– Boa noite- eu falei me repreendendo mentalmente pela minha voz.

– Não vim dar boa noite, vim ficar com você- ele disse se deitando ao meu lado.

– Não quero conversar- eu disse me deitando de novo.

– Eu não disse que vou te obrigar a conversar. Mas se quiser estarei aqui...- ele disse com naturalidade.

Passou um tempo no mais puro silêncio e eu voltei a pensar, quando dei por mim eu não estava mais deitada no chão vendo estrelas. Eu estava no colo de meu amigo que me segurava feito um bebê enquanto eu chorava compulsivamente. Eu queria ligar para minha mãe. Eu me sentia desprotegida. Depois de crescer ouvindo sobre "o tipo de pessoa errada" que meu pai supostamente é eu simplesmente fiquei com medo. E ainda tinha aquela coisa no olhar dele. Eu sempre me odiei por me importar tanto com alguém que aparentemente nem lembrava que eu existia. Eu havia aceitado o que estava acontecendo, e daí ele apareceu me provando que no fim das contas eu ainda sou que nem a garotinha de cinco anos que chorou embraixo do palco na apresentação do dia dos pais porque ninguém estava lá pra vê-la. Gustavo não falou nada, apenas passou os braços ao meu redor e me fez sentir protegida. Não me lembro quando foi a última vez que chorei assim. E fiquei ali, soluçando até que meu corpo cansado não aguentou mais, e então apenas lágrimas silenciosas caiam de meu rosto. Não me afastei de Gu, fiquei olhando o céu e sorri para a estrela que brilhava mais forte, todos na minha família acreditamos que é minha avó nos mostrando que ela ainda está ali para nós. Abracei Gu mais forte que retribuiu. As lágrimas continuavam escorrendo sem parar e eu começei a ficar com sono. Mas eu não queria dormir, eu sabia o que me aguardava no mundo dos sonhos.

– Pode dormir gorda, eu vou estar aqui...- Gu falou baixinho.

– Estou com medo- eu sussurei de volta, mas soou como se fosse um grito.

– Eu te protejo, você sabe que sim. — ele respondeu.

– Eu não quero dormir- eu protestei comigo mesma

– Está tudo bem, eu sempre vou te proteger de tudo. Até dos pesadelos- ele falou já sabendo do meu... problema noturno- Eu vou estar aqui pra te mostrar que foi só um sonho ruim....

De alguma forma isso fez meu sono aumentar, eu sabia que Gustavo estaria ali quando eu acordasse. E isso fez o medo ir embora.

– Gu...- eu sussurei já quase dormindo.

– Que...- ele respondeu fazendo carinho nos meus cabelos.

– Ele me chamou de minha garotinha...- eu falei antes que o sono me pegasse. E só tive tempo de sentir Gustavo me apertar protetoramente em seus braços antes que o sono me dominasse.

Notas finais
Esse cap vai ser bem pessoal pra ela e não sei bem se ela vai gostar ou não. Anyway mande reviews legais porque agora ela vai responder TODOS junto comigo ok?