Hoje à Noite O Mundo Acaba

12 . 11 — Aproveite o dia...


Notas iniciais
ESTE É O ÚLTIMO CAPÍTULO DESTA FIC. Decidi que já era hora de finalizá-la então é isso. Dito isso deixo aqui o meu agradecimento a todos que leram "Hoje á Noite o Mundo Acaba", obrigada pelos votos/curtidas e comentários, obrigada por sofrerem junto a mim e principalmente obrigada por não me abandonar. E para a leitora que me pediu essa Fic, eu espero não tê-la decepcionado demais, pois ela foi para mim do inicio ao fim um desafio enorme, mas também te agradeço por ter me pedido ela, pois esse desafio me mostrou que mesmo se tratando de algo difícil para mim, se eu me concentrar, eu consigo desenvolver algo. Foi algo bom? Não sei, me digam vocês, mas eu sei no fundo do meu coração que foi algo que eu amei fazer, e fiz com todo o carinho do mundo. Agora vamos aos avisos: ⚠️ESTE CAPÍTULO POSSUI RELATO DE PERDA (MORTES) ENTÃO EU PEÇO ENCARECIDAMENTE QUE SE ESSE TIPO DE CONTEXTO LHE FAZ MAL NÃO LEIA O CAPÍTULO! RESSALTO QUE NADA IMPORTA MAIS PARA MIM DO QUE O BEM ESTAR DE VOCÊS, VIZUALIZAÇÕES E VOTOS NÃO VALEM MAIS PARA MIM DO QUE VOCÊS ESTAREM BEM!⚠️ NESTE CAPÍTULO TAMBÉM TEM MENÇÃO A SEXO, E O USO DE PALAVRAS CHULAS EM ALGUNS MOMENTOS (ESSAS PALAVRAS NÃO SÃO DO MEU USO E EU AS ABOMINO, MAS NO CONTEXTO FARÁ SENTIDO). LEMBRANDO QUE AQUI É UMA FANFIC, E EM NADA CONDIZ COM A REALIDADE DOS IDOLS EM QUESTÃO E MUITO MENOS TEM O INTUITO DE INSINUAR COISAS SOBRE ELES OU OFENDER O LEITOR. E para aqueles que forem ler LEIAM ATÉ O FIM, pois é neste capítulo que eu trago a essência real desta FIC., ela foi planejada exatamente assim desde o seu esqueleto. Acho que é isso, essa é a ultima vez que nos veremos aqui então... Boa leitura amores.

https://www.youtube.com/watch?v=jUkoL9RE72o

Música que inspirou o capítulo: Size THE DAY — A7X

"Aproveite o dia ou morra lamentando o tempo perdido

Está vazio e frio sem você aqui..."

Anos depois.

Seungmin’s POV

Quando o Changbin e o Minho se foram a So-hee estava com quase sete meses, todos nós vivemos o luto intensamente, foi muito difícil passar pelo tempo sem a dinâmica daqueles dois e enfim nos demos conta que apesar de eu ser o líder daquelas pessoas que viviam na Linne Life eram eles, Seo Changbin e Lee Minho que cuidavam de absolutamente tudo, para todos, todo tempo.

Me senti um grande tolo ao me dar conta que não tinha mais nenhum de meus irmãos mais velhos que iniciaram toda essa merda ao meu lado, todos se foram e se não fosse pelo Hyunjin eu não teria mais nenhum irmão mais velho aqui comigo.

Nosso Falcão ficou okay depois da mordida que levou do Binnie, ele começou a ter mais sensibilidade a sons e às vezes ele acha que está sendo tomado em fúria, mas o Felix está observando-o bem de perto e até agora seguimos sem indícios de que ele matusquelará como ele mesmo adora dizer.

E se você deseja saber como estou agora, bom, nesse exato momento estou segurando a minha Hanna no colo, estou contemplando a beleza dela e esse sorriso lindo que ela está dando bem agora ao seu pai babão é o que tem me mantido desde que perdemos tudo.

Ah, vocês não sabiam? Depois da morte deles passou-se mais um mês onde conseguimos sobreviver as nossas dores e percas e então em um dia qualquer, assim como o sol se põe, tudo que tínhamos foi tirado de nós mais uma vez, mas diferente das outras vezes uma sementinha de amor ficou para nos levantar…

Flash Back On. (Um mês após a morte do Changbin e do Minho)

— Vamos voltar!

O Seungmin que estava em uma incursão com o Han e o Yang decidiu que já era hora de voltarem quando conseguiram pegar tudo o que haviam listado e ainda umas coisas a mais.

— Parece que tivemos uma boa incursão, não é líder? Olha isso… — O Yang mostrou a ele todo empolgado umas barras de chocolates que eles acharam. — E venceram tem uma semana só, ainda dá para comer!

— Raposinha, você comeria isso aí até com anos vencido, nós te conhecemos bem amor.

— O Han tem toda a razão, mas é bom te ver sorrindo assim maninho, e só para deixar registrado, detesto quando você me chama de líder.

— Eu sei! — O Yang disse dando uma bela mordida em uma das barras e levando um pedaço dela para a boca do Han. — E é justamente por isso que te chamo assim, você precisa relaxar mais líder, muito peso nas suas costas vai acabar com você, então só volto a te chamar de Seung ou amigão quando você estiver mais tranquilo como costumava ser.

— Pegue leve com ele lindinho, ele está prestes a ser pai.

— Devo pedir a benção?

— Vocês dois são tão bobos.

Eles foram para o caro e partiram dali, mataram meia dúzia de infectados que apareceram e seguiram seu caminho em silêncio, em momentos assim todos os três ficavam quietos, pensando nos que se foram.

O retorno estava sendo calmo até que um som comum a eles foi ouvido e depois daquilo tudo começou a ruir.

“ — Estamos sendo invadidos por matusquelas gafanhoto, não sei como isso aconteceu, mas parece que eles entraram pela parte de trás do prédio, são muito mais do que podemos contar, quem dirá matar.

Ouvir aquilo fez os corpos dos três gelarem.

— Fujam daí Falcão, levem o máximo de pessoas que conseguirem salvar e...

— A So-hee está no carro com o Lixie, eu estou reunindo o nosso povo com o Breno, mas infelizmente não sobraram muitos, como disse foi uma invasão forte e repentina demais, tem muitos matusquelas aqui e Argh merda! MERDA!

— O que foi Hyunjin?

— Acabaram de pegar a Guen Seung, são muitos em cima dela e não tem como eu salvá-la, inferno!

— Jinnie, saia daí agora mesmo.

— Essa é a sua ordem gafanhoto?

— Sim, essa é a minha ordem, peguem todos que vocês já resgataram e deem o fora daí agora mesmo.

— Nos encontramos no nosso refúgio?

— Estamos indo para lá.

— Certo Seung, me perdoe maninho, não consegui salvar a todos.

— Não se desculpe Jinnie, apenas sobreviva, e traga minha So-hee para mim.

— Pode deixar, cambio desligo.”

Os três no carro tinham lágrimas em seus olhos, ali tudo se perdia ainda mais, e não tinha mais nada a se fazer a não ser recomeçar com o que lhes restou.

— Vocês nos ouviram, vamos ao ponto de encontro.

...

Pelo caminho eles viram uma chama alta na direção onde ficava o antigo abrigo deles e pensaram que com certeza aquilo foi obra do Hyunjin, ele sairia, mas não sem antes queimar a maior quantidade de matusquelas que pudesse.

...

"...Vejo minha visão queimar

Sinto minhas lembranças desaparecerem com o tempo

Mas sou jovem demais para me preocupar

As ruas que percorremos

Passarão pelo nosso mesmo passado perdido..."

Na fuga dos sobreviventes.

— Meninos… — A So-hee falou em um tom agonizante, o que deixou o Felix e o Hyunjin em alerta. — Acho que chegou a hora.

Os dois se olharam apavorados, eles ainda não estavam perto de chegar ao refúgio e isso seria preocupante.

— Mas agora borboleta? Está com muita dor?

— Muita Jinnie, — Ele olhou para ela no banco de trás e viu…

Ela estava sangrando.

— Lixie, me deixe assumir o volante, você vai precisar fazer o parto dela.

O Felix olhou no retrovisor e viu todo aquele sangue e entendeu seu amado.

— Certo Hyunnie, vem, assuma o volante, vou passar para trás.

E assim foi feito.

“ — Breno, amigo, siga direto para o esconderijo, eu vou continuar aqui em velocidade reduzida, pois a borboleta vai dar à luz, não vamos parar por que por aqui tem muito matusquela, mas também não posso continuar nessa velocidade, avise o Heitor e a Melissa para eles te seguirem, cambio.

— Certo Falcão, avise nosso líder e nos encontraremos lá, e... boa sorte, amigos, cambio e desligo”

— Não avise o Minnie! Aíííí… Não avise eles Hyunjinnie por favor.

— So-heeyah deite-se virada para mim, por favor.

— Por que não posso avis…

— SÓ NÃO AVISA FALCÃO É UMA PORRA DE UMA ORDEM!

Ela gritou mais pela dor que estava sentindo do que por qualquer outra coisa e o Hyunjin sentiu seu sangue ferver, mas mais por entender o que aquilo queria dizer e os três naquele carro choraram juntos.

— Consegue fazer força So-hee? Vamos trazer seu filho a vida borboletinha.

Ela acenou que sim com a cabeça e mais lágrimas rolaram seu rosto.

— Salva o meu bebê Lixie, salva ele por favor… aarrrrgggh…

Ela fazia força e a cada vez que se esforçava mais sangue saía dela, a hemorragia estava incontrolável e mesmo com o Felix fazendo o possível para poupá-la, não estava adiantando.

— Eu vou salvá-lo So-heeyah, eu prometo a você.

Ele chorava copiosamente.

— Obrigada, obrigada a vocês dois… aaaaaaaahhhhhh

Ela seguia fazendo força e o Felix notou que a criança estava atravessada em sua barriga, logo, não passaria facilmente pelo canal.

— Vou precisar forçá-la So-hee.

Ele falou chorando ainda mais e ela apenas concordou.

— Faça tudo o que precisar fazer. — Ele disse ofegante, ela suava tanto e perdia tanto sangue que já estava ficando nitidamente exausta.

— Vou parar o carro, vamos abrir a So-hee Lince.

— Sim, vamos.

Não tinham muito tempo, e nem muitas opções, então o Hyunjin parou o Jipe próximo a uma árvore, pois eles já estavam quase próximo à zona verde de Windfall, e então ele correu, desceu do carro pegou uma blusa e a estendeu no chão, depois foi até a parte do porta mala e pegou a maleta do Felix, no carro deles tinham praticamente as coisas mais importantes do laboratório que eles conseguiram pegar as pressas.

— Desce meu Lince, vou levar nossa borboleta.

O Felix saiu do carro e já se posicionou, abriu sua maleta e pegou seu bisturi, álcool e uma seringa onde ele colocou algo que o Hyunjin jurou ser anestesia.

— Não é anestesia, é adrenalina, a anestesia não vai pegar nela, pois ela está em um quadro infeccioso.

O Hyunjin a deitou ali e pensou em como alguém poderia perder tanto sangue assim e ainda ter forças para dar à luz.

— Faça sua mágica amor, vou vigiar para não sermos atacados por matusquelas.

Ele se afastou deles e ouviu um grito gutural da pequena borboleta e então ele resolveu desobedecer.

“— Gafanhoto, corra para a entrada da área verde, sua borboleta está dando à luz e o quadro não está nada bom. — Ele falou com um pesar na voz e lágrimas rolaram seu rosto quando ele ouviu apenas um…

— Estou indo.”

...

— Aaaaaaaarrrgggggghhhhh… Meu deus, meu deeeeeeuuuusss.

O Felix estava terminando de abrir a barriga da So-hee, ele tentava se manter firme, sem tremer demais, mas estava quase impossível, ele nunca havia feito um parto de fato, apenas nos laboratórios da universidade quando estudava medicina.

— Pronto So-hee, o bebê está enrolado no cordão umbilical, mas já vou tirá-lo.

Um minuto depois o corpo da So-hee ia desfalecendo, mas antes dela apagar um choro se ouviu e com suas vistas escurecendo ela ouviu ao longe.

— É uma linda e forte menininha So-hee.

— Hanna… — foi só o que conseguiu dizer em meio a um sorriso e então ela apagou.

— Jinnie, segure a Hanna aqui. Preciso fechar a barriga da So-hee e mantê-la viva até o Minnie chegar.

— Como sabe que ele vem?

— Você o chamou que eu sei.

— Certo me dá ela aqui.

O Hyunjin a pegou a enrolando em um pano que havia tirado do carro e chorou um pouco mais, mas também sorriu.

— Oi, oi filhotinha.

Quando o Felix estava terminando de fechar a barriga da So-hee o Jipe onde o Seungmin, o Han e o Yang estavam parou abruptamente e os três já foram descendo do carro com seus semblantes transmitindo o mais puro desespero.

— Embaixo da árvore gafanhoto, vá lá primeiro.

O Seungmin entendendo, apenas chorou olhando rapidamente para sua filha nos braços do seu amigo e se foi.

— So-heeyah, amor, eu estou aqui…

Quando ele pôs seus olhos nela, ele parou na hora de falar e apenas jogou seu corpo no chão ao lado de sua amada e a abraçou aos prantos.

"...Eu te encontrei aqui

Agora, por favor, só fique por um tempo

Posso seguir em frente com você por perto

Eu te entrego minha vida mortal, mas será que isso é para sempre?

Eu faria qualquer coisa por um sorriso

Abraçando você até nosso tempo acabar

Nós dois sabíamos que o dia viria, mas

Eu não quero te deixar..."

— Ela perdeu muito sangue, Minnie, eu sinto muito.

O Seungmin estava aos prantos copiosos, a dor que lhe invadia era imensa.

— Ela não vai mais acordar Lixie? Ela não vai nem se despedir?

— Eu vou induzi-la a uma carga de adrenalina, mas pode ser sua última vez com ela Minnie e eu não faço ideia do quanto irá durar, mas de qualquer forma saiba que ela não irá sobreviver.

O Seungmin entendeu toda a situação, então acenou para o Felix fazer o que precisava para que se despedissem e o Dr. Lee injetou na So-hee uma quantidade cavalar de adrenalina e em poucos segundos ela despertou sentindo uma dor absurda.

— Oi, amor.

— Minnie… nossa filha, a Hanna…

— Sim, amor, eu vou cuidar dela com todo amor do mundo.

Ela procurou a menina e então o Hyunjin a levou e a colocou nos braços do Seungmin.

— Aqui So-heeyah, ela é linda igual à mãe.

— Ela tem seus lábios, amor… — A voz da So-hee começou a enfraquecer.

— Seungmin…

— Oi, amor.

— Eu amo você.

— Eu te amo mais.

Ela tentou se sentar, em vão, pois não sentia mais suas pernas por conta do tanto de sangue que perdeu.

— Obrigada por tudo, amigos, cuidem da nossa Hanna, por favor, todos vocês são os padrinhos e os titios dela.

Ela ainda pôde olhar para cada um deles e em seu último rompante de força ela pediu baixinho.

— Me deixe segurá-la, amor, mesmo que uma única vez.

E o Seungmin aos prantos colocou a filha deles nos braços da mãe.

— Hanna, minha princesa linda, cresça forte, cuide do seu papai e dos seus titios, eu te amo minha filhinha linda, e eu estarei sempre com você meu amorzinho.

"... A vida recém-nascida substituindo a todos nós

Mudando esta fábula em que vivemos

Não somos mais necessários aqui, então para onde vamos?

Você embarcará em uma jornada esta noite?

Me siga para os muros além da morte

Mas, garota, e se não houver vida eterna?..."

Ela chorava, e aos prantos deixou um selar no topo da cabecinha da Hanna, e então ela olhou para seu amado.

— Não se perca Minnie, eu te proíbo, agora você tem nossa filha para cuidar e manter viva, — Os dois se olhavam intensamente e as lágrimas de ambos embalavam aquilo que se anunciava como sua despedida. — Minnie, você vai conseguir, me entendeu?

— Sim, minha So-heeyah.

Ele foi até ela e deixou um selar intenso em seus lábios, notando assim, o quão gelados eles estavam.

— Kim Seungmin, para estar com você, eu passaria por tudo isso de novo, e de novo, eu te amo.

— Eu te amo minha So-heeyah…

Eles selaram seus lábios uma última vez…

"...E se eu nunca mais te abraçar,

Ou beijar os seus lábios de novo?

Por isso nunca quero deixar você,

E as nossas lembranças

Eu imploro, não me deixe..."

A cabeça da mãe recente caiu para trás fazendo seu corpo gelado pesar nos braços do Seungmin que foi a deitando lentamente na grama com todo o cuidado para não machucar sua filhinha e depois ele a pegou nos braços e a encarou, ela ainda estava um pouco suja, mas sorria com a inocência que apenas aquele serzinho poderia possuir, pois aquele grupo a muito desconhecia a ingenuidade no ato de sorrir.

— Vamos enterrá-la aqui. — O Seungmin se levantou com a pequena Hanna em seus braços. — E vamos rápido para não sermos atacados por infectados.

Sem nada dizer, eles que não tinham muitas ferramentas disponíveis cavaram bem embaixo da árvore onde ela deu à luz e em seguida se foi, um paradoxo entre morte e vida seria deixado bem ali e aquele grupo compartilhava um coração destruído.

Nem uma palavra foi dita e quando eles colocaram a So-hee no buraco que cavaram e começaram a cobrir o corpo com a terra, a Hanna chorou nos braços do Yang que a segurava enquanto o seu pai enterrava o corpo de sua mãe.

— Eu sei, meu amorzinho, eu sei… — Ele disse chorando.

...

— Vamos embora.

E eles se foram, o Seungmin pegou sua filha e entrou no carro e quando eles partiram dali ele a abraçou e chorou junto ao seu bebê.

— O papai sempre vai cuidar de você, meu amorzinho.

...

Dois anos depois.

— Titio Jinnie… — A Hanna se jogou no colo do Hyunjin que sorriu.

— Oi, puppyzinha.

— Quelo ir no matustus com você.

A risada que o Hyunjin deu foi tão espontânea e alta que os outros não se aguentaram e riram junto.

— Claro que você quer, você puxou a maluca da sua mãe, não foi?

— Mamãe boboleta?

— Sim, sua mamãe borboleta, você parece seu papai na aparência, mas tem o jeitinho da sua mãe; doidinha, doidinha. — Ele falou levantando-a e a girando no ar.

— Não chama ela de doidinha Jinnie…

— O Lixie tem razão amor, não chame ela assim, afinal nosso doidinho é e sempre será você.

O Hyunjin que fazia cócegas na bebê os encarou.

— Então podemos dizer que ela puxou ao titio Jinnie.

Ela se agarrou nele com força e ele sentia como se fosse derreter.

— Não quero ir caçar, quero ficar com minha puppyzinha.

— Fica com ela então amor, eu vou com o Lixie.

— Tem certeza Hannie?

— Tenho sim, o Yang saiu com o Breno, então é melhor você ficar mesmo, mas dê uma força para a Melissa, ela está de guarda hoje, ela é ótima, mas está um pouco cansada, então não custa ajudar.

— Deixa comigo, vou ficar com a Hanna até o gafanhoto voltar e depois do um pulo na Mel, se cuidem, não vacilem, eu os proíbo.

— Pode deixar amor. — O Han deu um selar breve, mas apaixonado em seu namorado e depois deu um cheiro na bebê. — Até mais pequenina.

— Tchau titio Hannie, amu você.

— Eu que te amo mais.

— Te amo mais!

— Tchau, tchau meus amores, dá um abração no titio Lixie Hanna banana.

— Upa!!!

— Upa pequena! Tchau amor. — Ele beija o Hyunjin.

— Tchau meu Lince, tchau meu camaleão lindo, eu amo vocês.

— Também te amamos Falcão.

Os dois se foram e o Hyunjin ficou soprando a barriguinha da Hanna fazendo ela rir alto.

...

“...Aproveite o dia ou morra lamentando o tempo perdido...”

A caçada iria durar dois dias como de costume, mas agora que eles viviam em um esconderijo na área verde de Windfall era mais rápido para voltar para casa.

...

— Já está anoitecendo Hannie, vamos subir? — Ele apontou para as árvores — Ou você prefere ir para o carro?

— Quero ir para o carro amor, estou com saudade do meu Lince lindo e já que estamos aqui no meio do nada acho que nada mais justo do que nos aproveitarmos ao máximo, afinal não sabemos quando será nossa última transa.

— Sexy, provocante, e mórbido demais, esse é o meu esquilinho.

— Ah, amor, você concorda comigo, vai?

— Claro que sim, eu não disse o contrário, querido.

— Então vamos?

— Primeiro vamos verificar as armadilhas e depois, sim, vamos, serei todo seu essa noite.

— Tem certeza que precisamos verificar?

— Hannie…

— Está bem… vamos.

...

Aquela noite eles se amaram como nunca, estavam entregues, apaixonados e rendidos um ao outro…

— Agora é minha vez de te ter dentro de mim, amor, quero que me foda Lixie, sério amor, preciso de você.

— Vem Hannie, deixa eu te amar como você merece…

...

Eles dormiram abraçadinhos após se aproveitarem ao máximo e pela manhã alguns barulhos os fez despertar em alerta.

— Lixie, amor, acorda.

— O que foi Hannie?

— Tem alguma coisa lá fora.

— Nas armadilhas?

— Não, meu sol, alguma coisa nos espreitando.

O Felix se forçou a abrir os olhos.

— Me passe minha arma amor.

— Aqui solzinho, e se por acaso algo nos acontecer, quero que fuja e nunca esqueça que eu te amo e daria minha vida pela sua.

— Não fale assim amor, eu também te amo, mas não fale iss…

Um barulho foi ouvido na lataria do carro.

— Ora, ora, ora se não é o agente Ace Jisung e o Dr. Lee ali dentro… — Uma voz conhecida chamou a atenção do Han. — Estavam trepando? Desculpe atrapalhar, posso esperar mais um pouco se quiserem foder um ao outro, aliás, está faltando o soldado Hwang, cadê ele? Colocaram para escanteio?

— Merda…

— O que foi amor?

— É o general Robbinson era para ele que eu trabalhava de fato no início de tudo, ele queria roubar o agente químico e começar essa loucura no governo dos Estados Unidos, mas como você sabe, eu falhei para te proteger naquele dia, não levei nada para ele e a bomba estourou aqui e pelo jeito ele veio nos observando desde então.

Ele cochichava e o Felix ouvia tudo com atenção.

— Estamos ferrados, Lixie.

— E aí? Decidiram se vão se despedir ou não? Aliás, Ace Jisung, você gostou da invasão de infectados que eu orquestrei na Linne Life? Ou dos infectados que mandei para cima daquele outro casal de boiolas? Será que você curtiu que os infectados que enviei para seu grupo de amigos matou seu noivinho idiota?

Silêncio.

Foi só o que houve em resposta, tanto o Jisung quanto o Felix estavam assimilando tudo, então todos os ataques que sofreram haviam sido orquestrados?

— Como você fez isso, Robbinson?

— Olha só, ele fala… — O cinismo na voz do general estava enervando o Jisung. — Eu estou com o governo agente Ace, tenho privilégios, e bem, faço as coisas acontecerem como eu quero, vocês dois teriam privilégios também se não fossem burros o suficiente para não se juntarem aos fortes, ou seja, se juntarem a mim desde o início, pois esse era o nosso plano.

— Eu jamais me juntaria a você após descobrir do que se tratava o seu plano, e o que você está querendo aqui?

— Você, mas principalmente seu namoradinho lindinho aí, afinal ele encontrou a cura não foi? Vocês estão perambulando imunes por aí não estão?

Mais silêncio, o Han olhava pelos vidros e retrovisores do carro o quão encurralados eles estavam.

— Lixie ele está com mais oito soldados aqui, três perto dele, dois atrás de nós e mais três sobre as árvores, precisamos que você alcance o volante e faça um trezentos e sessenta com o carro que nem o Changbin te ensinou, acha que consegue?

— Consigo sim.

— Ótimo, e me prometa que se me ouvir te mandando ir embora você vai.

— Não vou, ninguém vai morrer hoje Hannie.

— Lixie, não dificulta as coisas, você precisa sobreviver e avisar aos outros sobre o general.

O silêncio é quebrado pela voz entojada do general.

— As duas florzinhas aí podem parar logo com essa de planinho? Detesto preliminares… Viemos buscá-los e vamos levá-los.

O Felix conseguiu sorrateiramente passar para o banco da frente e assim que se aprumou no banco já ligou o carro e começou a fazê-lo girar.

— Vai para o inferno Robbinson! — O Han ficou em pé no carro deixando seu tronco para fora e com sua metralhadora na mão ele começou a atirar loucamente, matando um a um os oito soldados ali e quando foi atirar no general eles se encararam e em segundos dispararam ao mesmo tempo.

— HANNIE! NÃO!

O Felix parou o carro vendo que o general levou um tiro no meio da testa e quando olhou para trás o Han descia escorrendo pelo espaço do teto solar completamente ensanguentado.

— Eu o matei amor, deixe as caças aí e vamos embora.

— Mas Hannie ele acertou seu pescoço, você está sangrando muito.

— Então corra, quero poder me despedir.

— Não vai dar tempo! Droga Hannie… DROGA! Você vai morrer e a culpa é toda minha!

— Não é não Lixie, ele estava atrás de nós dois, eu vou morrer sim, já estou morrendo, mas você não tem culpa, — Ele começou a tossir sangue — volte para eles amor, queimem o meu corpo, vou encontrar o meu Channie, estou feliz de qualquer jeito, pois salvei o meu solzinho.

Foi tudo muito rápido, o Felix que havia pulado para o banco de trás tentava estancar o sangue, mas sem muito sucesso.

— Hannie… me perdoa amor…

— Me beije Lixie, vá para o banco da frente e nos leve para casa, vai ficar tudo bem amor, só por favor saia daqui agora mesmo, não sabemos se tem mais soldados por aí.

O Felix o beijou afoito, ambos estavam sujos com o sangue do Han que sorriu ainda com seus lábios nos de seu amado.

— Oi, Dr. Lee, foi um prazer te conhecer, não me arrependo de tê-lo salvo aquele dia e por favor diga a todos que os amo muito sim?

O Felix acenava com a cabeça aos prantos.

— Permissão para deixar meu posto Dr. Lee.

E essas foram as últimas palavras do agente Ace Jisung que sorrindo lutou para olhar seu amado nos olhos uma última vez.

— Permissão concedida agente Hannie, adeus esquilinho eu te amo.

E assim que o Felix se calou, os olhos do Han se fecharam para sempre.

“...Dificuldades da vida

Perguntas sobre a nossa existência

Não quero morrer sozinho sem você aqui

Por favor, me diga que o que nós temos é real...”

O Felix foi para o banco da frente e dirigiu até seu lar, e por todo o trajeto ele olhava o corpo sem vida de seu amado pelo retrovisor e deixava que as lágrimas lavassem seu rosto.

E quando ele chegou, carregou o corpo do Jisung para dentro do alojamento e enquanto andava com ele nos braços, lágrimas rolaram seu rosto e o de todos que viam a cena.

— Hannie amor, não! — O Yang correu até eles. — Você está bem Lixie? O que houve amor ele foi mordido? Aí Hannie… por que esquilinho? VOCÊ ME PROMETEU!

O Seungmin abraçou seu amigo e ficou sem reação, por sorte a Hanna estava com a Melissa e ele já mandou avisar para não deixar ela se aproximar.

— Meu camaleão foi visto… — O Hyunjin chorava, então ele pegou o corpo do Han dos braços do Felix — Ele com certeza quer que queimemos o corpo dele, ele vai encontrar o matusquela gostosão agora.

O Seungmin acenou que sim com a cabeça e eles prepararam tudo.

Não demorou muito e as chamas altas faziam seu papel e levava mais um deles com elas.

“...Silêncio, você me perdeu

Sem chance para mais um dia...”

...

Não que as coisas tenham voltado ao normal, isso nunca aconteceria, mas depois daquele último acontecimento eles entenderam que o governo estava envolvido em algo maior, descobriram nos meses seguintes que tudo aquilo era um experimento, eles foram cobaias isoladas, não que as coisas que aconteceram não acometeram o mundo todo, mas é que nos demais lugares eles implantavam o veneno, mas já tinham uma cura para ele fazendo assim rápidas contenções e não deixando tudo ruir como foi em Windfall que ao contrário do que eles pensavam não foi deixada por acaso, a cidade onde viviam foi forçada a viver tudo aquilo para que curas mais eficientes fossem descobertas pelo jovem Dr. Lee que era o verdadeiro alvo dos governantes mundiais desde o início.

Saber daquilo levou o Felix a uma loucura ainda maior e hoje ele era o responsável por curar todos os sobreviventes de onde viviam se escondendo das autoridades para que apenas eles tivessem acesso ao conhecimento que ele tinha e é claro que ele se negou a ajudar os governantes daquela nação, e como muitos os que sobreviveram se juntaram a ele em revolta ao saber da história o Dr. Lee era protegido pelo povo e ninguém falava sobre seu paradeiro.

E com o tempo os infectados foram sendo eliminados, não em um todo, mas o suficiente para que os não infectados tivessem uma tranquilidade maior para ir e vir e com isso tentarem recomeçar, e eles estavam fazendo isso reformulando seu próprio mundo.

Mas é claro que pessoas sempre serão pessoas, e essas sim são o câncer da humanidade, mas por hora todos seguiam um tratado de paz que fora constituído por todos os líderes dos grupos sobreviventes de Windfall, e todos seguiam à risca as primícias estabelecidas.

...

Cinco anos depois.

— Eu já sou grande papai, fala para ele titio Yang.

— Você já é grande Hanna, mas eu concordo com seu pai, é muito nova para querer atirar.

— Puxa… e quando eu vou poder?

— Quando você fizer treze anos eu prometo que deixo seu tio Jinnie te ensinar, ele é o melhor de nós nisso.

— E você me ensina titio Jinnie?

— Com toda certeza, minha puppyzinha.

— Combinado, então, e cadê o titio Lixie?

— No laboratório, certeza, ou ele saiu.

— Vou atrás do meu Lince.

— Ah, você está aí, a nossa raposinha errou, nem laboratório, nem por aí, mas no jardim.

— Oi, amor.

— Oi, meu Lince.

Eles se abraçaram.

— A Hanna perguntou de mim?

— Sim, como ela sempre faz.

O Felix deu um meio sorriso.

— Eu estava conversando com eles.

— A é? E eles estão bem?

— Estão sim, bem melhor que todos nós, inclusive.

— Eu acredito amor.

— Passamos tanta coisa né, Jinnie?

— Sim, passamos Lixie, desde o início, por tudo juntos.

— Arrumamos um irmãozinho…

— Conhecemos pessoas incríveis…

— Nos apaixonamos por elas…

— Criamos uma família…

— Perdemos muitos deles…

— Sim, perdemos, e isso ainda dói, mas hoje temos até uma sobrinha linda, que é completamente apaixonada pela gente.

— Valeu a pena então?

— Para mim? Valeu, eu ainda estou tendo que vencer o meu lado matusquela, mas o Minnie voltou a sorrir mais, pois tem uma filia linda e eu arrisco a dizer que ele pode estar até gostando de alguém agora, e o nosso Yang virou um adulto forte, incrível e não deixe que ele me ouça, mas ele é o melhor titio da Hanna com certeza, então acho que vencemos sim amor, apesar de termos perdido tanto.

— É... acho que somos perdedores que venceram no final das contas.

— Não, somos vencedores que tiveram perdas pelo caminho amor.

O Felix enxugou suas lágrimas e encarou o Hyunjin.

— Você como sempre tem razão meu meio matusquela.

— Eu te amo Lixie.

— Também te amo Jinnie.

Eles se beijaram com carinho e o Yang se fez presente.

— Primeiro lugar, eu te ouvi Jinnie e concordo com você Falcão, eu sou o melhor titio da Hanna, segundo lugar, eu amo muito vocês e me orgulho da nossa jornada e da jornada de todos os nossos amores também.

Os dois que se beijavam sorriram e abriram um espaço entre eles para que seu agora noivo, pudesse compartilhar de mais um beijo amoroso entre os três.

...

Aquela manhã o Seungmin acordou se lembrando que era aniversário da morte da So-hee e então ele foi com sua filha até aonde sua mãe foi enterrada e agora eles se encontravam sentados debaixo daquela árvore.

...

— Aqui, princesa, esses eram seu titio Binnie e seu titio Lino, eles eram namorados do seu titio Yang.

— Que lindos, papai, o titio Binnie era forte, e o titio Lino parecia um coelhinho.

— Você tem razão, meu amor, e olha aqui, — Ele passou outra foto para ela ver. — Esse abraçado com seu papai era seu titio Channie, ele era noivo do seu titio Hannie e namorava o titio Yang também.

— Ele é o mais lindo dos titios papai, e o titio Yang namorava todo mundo? Ele namorou você também papai?

— A gente se beijou uma vez por curiosidade, mas eu amava sua mãe, então não, nunca namoramos, somos apenas amigos e irmãos.

— O titio Channie parecia amar muito você papai, olha o sorriso dele te abraçando.

— Ele me amava muito sim, na verdade, o coração do seu titio Channie era enorme, e ele amava muito a todos nós, e você me lembra muito ele com seu jeitinho de amar minha princesinha.

Os dois sorriram e ela abraçou o Seungmin balançando-o igualzinho o Channie fazia e ele chorou.

— Ah, aqui é a mamãe! — Ela pegou outra foto que viu na caixa de lembranças. — Ela era tão bonita, eu queria ser bonita que nem ela.

— Mas você é amorzinho.

— Não que nem ela papai, sou bonita igual a você, o titio Jinnie fala sempre que sou cagada e cuspida sua.

— Tá, o seu titio Jinnie precisa não falar essas coisas para você. — A Hanna sorriu. — Mas sim filha, infelizmente você puxou a mim no físico, mas saiba que você é igualzinha sua mãe, destemida, aventureira, inteligente e bondosa.

— Ela está mesmo aqui, papai?

— Sim filhota, e se você fechar seus olhos poderá sentir o toque de carinho dela.

— Que nem toda vez não é papai?

— Sim, igualzinho todas às vezes que viemos aqui.

— Então vamos?

— Vamos meu amor.

Os dois fecharam os olhos e uma brisa diferente tocou suas peles, o Seungmin deixou as lágrimas o tomarem e a Hanna apenas sorriu.

— Olá, mamãe, nós viemos te ver.

— Oi, So-heeyah, meu amor, sentimos sua falta também querida.

— Mamãe, fala para o papai que eu já posso aprender a atirar, por favorzinho?

O Seungmin se sentiu arrepiar e então ele sorriu.

— Mas amor ela só tem sete aninhos. — Mais uma brisa leve tocou seu rosto. — Está bem querida você venceu, vou falar para o Hyunjin ensiná-la, mas vamos começar com arco e flecha.

— Ebaaaa! Obrigada por isso mamãe, eu te amo muito e prometo aprender direitinho.

Pai e filha deram as mãos e respiraram fundo.

— Ah, mamãe, só mais uma coisinha — O Seungmin mesmo sem abrir os olhos, franziu o cenho e aguardou. — Fala para o papai que não tem problema ele namorar a Mel, por favor? Ele não quer por que acha que você vai ficar triste mamãe, mas não é verdade né? Você não vai ficar brava com o papai, não é? Diz para ele, mamãe, diz.

Dessa vez uma brisa leve envolveu todo o corpo do Seungmin ele sentiu a resposta, sua So-hee sempre o amará e ela estava o liberando para continuar a viver.

— Eu ainda vou te encontrar So-heeyah, e nós sempre viremos aqui para te ver, eu prometo, eu te amo e sempre irei te amar minha So-hee.

— Obrigada mamãe.

Eles abriram os olhos e a Hanna se jogou no colo do seu pai o abraçando com toda sua força.

— Te amo muito papai.

— E eu te amo mais, te amo muito mais Hanna.

Aquele grupo seguiu uma vida íntegra dentro da realidade imposta a eles, tiveram adversidades, mas as enfrentaram e venceram todas juntos, e foi assim por longos anos e a Hanna seguiu sendo o ponto de força e equilíbrio para seu pai e seus tios que permaneceram juntos até o fim.

"Aproveite o dia ou morra lamentando o tempo perdido...”

...

Momento atual.

— Terminei… — O Seungmin falou levando suas mãos aos olhos os coçando. — É, eu acho que acabei mesmo.

— Acabou o que maninho? O último capítulo do seu livro? Finalmente você acabou? Já posso ler?

— Sim Channie, parece mentira, mas acabei, e sim você pode ler, mas por favor sem chiliques dessa vez.

— Você matou geral, maninho, como que eu posso viver assim e não dar chiliques? Ler aquilo tudo doeu cara, doeu mesmo.

— E você acha mesmo que não doeu em mim, Channie?

— É, eu sei… mas enfim autor, me dê o capítulo preciso lê-lo agora mesmo.

O Seungmin imprimiu o último capítulo de sua história e o entregou ao seu irmão mais velho.

— Vou deixar você lendo e vou tomar um banho, a So-hee e o Yang estão me esperando, vamos sair para jantar.

— E quando você vai se declarar para ela hein? Vai esperar um apocalipse zumbi acontecer para isso? — Ele falou irônico e sorriu para seu irmão mais novo.

— Há-há-há engraçadinho, e quando você vai se declarar para o Han? Ou para o Changbin, ou até para o Minho? Com qual deles você vai ficar hein?

— O Binnie ama o Minho loucamente a muito tempo já, e o Minho só precisa acreditar, pois ele também ama o Binnie.

— Acho que vou encorajar o Yang a se declarar para eles, quem sabe eles não formam um trisal?

— Seria legal.

— É seria, e como você é um mole para dar em cima do meu amigo…

O Chan jogou uma almofada no seu irmão.

— Sai daqui antes que eu bata em você.

— Antes de sair venho saber o que você achou.

— Tá bom maninho, te amo.

— Te amo muito mais velhinho.

Quando o Seungmin volta ao quarto, ele vê o Chan aos prantos.

— E então?

— Maninho, eu estou sofrendo, por que fazer aquilo com a So-hee? Com o Hannie? Cara você é muito mal.

— Mas você gostou ou não?

— Eu adorei, seu projeto está maravilhoso maninho, estou muito feliz e orgulhoso por você conseguir realizar esse seu sonho paralelo e agora eu quero uma sobrinha chamada Hanna para ontem.

— Você pode ter uma filha e batizar de Hanna, que tal? Ia ser maneiro.

O Chan sorriu e se levantou da cama em um pulo.

— Querem carona? Eles já estão vindo?

— Carona? Você vai sair?

— Vou, sim, e aí vão querer carona ou não?

— O Yang está chegando e a So…

— Ta pronto Seung? Ou a princesa tem que colocar o sapatinho?

— E a So-hee já está pronta.

Os dois sorriram e olharam pela janela e em sincronia acenaram para a vizinha deles.

— Oi, meninos, pera você estava chorando Channie? Você bateu no seu irmão de novo Minnie?

— Nada, ele que é um mole.

— Desce aí So-heeyah vou dar carona para vocês.

— Blza Channie, você é meu herói!

A menina sumiu da janela e o Seungmin foi abraçado pelo seu irmão mais velho, aquele abraço balançado que ele não assumia, mas amava com paixão receber de seu irmão carinhoso.

— Tá bom, vai falar ou não?

— Minnie, sua história…

— O que tem ela?

— É ótima, intensa e reflexiva.

— Certo, obrigado pelo feedback, mas e...?

— E eu vou pôr em prática a lição que aprendi com o último capítulo, não vou me arrepender, vou aproveitar meu dia, meus dias, minha vida com o mínimo de arrependimentos possíveis, pois nunca saberemos quando será nossa última vez, seja lá sobre o que ela for, tudo pode simplesmente acabar de uma hora para a outra e não teremos mais chances de fazer acontecer.

O Seungmin sorriu com a reflexão de seu irmão, pois era bem por aí a mensagem que ele queria passar com sua história.

— Certo maninho, mas isso quer dizer que…

— Vou me declarar para o Han, e mesmo que ele não me aceite vou conquistá-lo, e depois vamos nos declarar para o Yang, e vou pedir para o Binnie para ele deixar eu o morder.

— Pera aí, essa eu não sabia, eu só coloquei na história que você queria o morder por que você sempre fala dos músculos dele.

— Pois você acertou em cheio, e eu nem a pau vou morrer com essa vontade entalada.

Os dois sorriram e se abraçaram mais uma vez.

— Minnie cheguei, vamos logo que eu tô faminto.

— Vamos lá maninho, seu livro será um sucesso, eu tenho certeza disso.

— Vamos, e tomara que você esteja mesmo certo.

O Chan os deixou em frente ao restaurante e foi até a casa do Jisung para se declarar.

— Não acredito, LADRÃO! Meninos peguem ele, ele levou meu celular.

A So-hee apontava um rapaz que corria como louco até que um loiro alto deu um salto e derrubou o rapaz dando uma voadora nele e quando ele já estava no chão um outro rapaz um pouco mais baixinho pegou o celular das mãos do ladrão e eles foram devolver.

— Aqui mocinha, seu celular, pode ficar tranquila, meu namorado atingiu só o ladrão, seu celular não tem um arranhão sequer.

— Poxa, obrigada moço.

— Não agradeça a mim o Jinnie quando o viu te roubando correu que nem louco e bom, vocês viram, ele é maluquinho, mas juro que é boa pessoa.

— Maluquinho Lixie? Sério? Aquele matusquela xarope que roubou ela não eu, o maluco é ele.

— Muito prazer, sou o Hyunjin.

O Seungmin estava boquiaberto, Lee Felix e Hwang Hyunjin foram os únicos personagens “fictícios” na história dele, na vida real ele havia estudado com eles há um tempo, então ele apenas os usou de inspiração, mas nem eram colegas muito próximos, ele só achava os dois uma dupla interessante e um casal muito bonito.

— O prazer é todo meu — O Yang falou já todo interessado.

— A gente se conhece, não?

— Sim, estudamos juntos no ensino médio.

— Ow verdade, o Kim Seungmin, não é? Me lembrei agora, caramba, cara como você está?

— Estou bem e vocês?

— Bem também, eu estava com fome e viemos jantar aqui, não aguento mais a comida do campus.

— Quem aguenta? — O Hyunjin foi dando um cumprimento de mãos e se apresentando novamente aos demais, mas agora de uma forma mais informal. — Sou Hyunjin acabo de voltar do exército.

— Prazer e muito obrigada pelo celular, sou a So-hee.

— Yang Jeongin.

— Aproveitando sou o Lee Felix e estou cursando medicina biomédica.

O Seungmin quase caiu para trás, onde na vida uma coincidência daquela aconteceria, os dois últimos integrantes do núcleo principal da sua história faziam na vida real, as mesmas coisas que na história dele? Aquilo foi demais para o jovem autor.

— Bom, nós também íamos jantar aí, querem se juntar a nós?

— Claro gafanhoto, vai ser divertido fazer novos amigos enquanto comemos, não é Lixie meu amor?

— É sim, Jinnie lindo.

Eles estavam entrando no estabelecimento e o Yang pegou seu amigo pelo braço.

— Minnie, eles são os mesmos da sua história?

— Você se ligou? Cara, sim, são eles.

— Sinistro demais, exército e medicina? Cara que loucura.

— Porra… muito sinistro, loucura mesmo.

— Só espero que não seja essa noite que o mundo acabe, pois eu ainda preciso dar muito para seu irmão, quem sabe para os amigos dele também e na moral? Eu daria muito para esses dois aí também.

— Seu pervertido, padre é uma ova.

A dupla de amigos sorria descontraídos.

— Vocês dois vão ficar aí de papainho ou vão vir comer?

O Seungmin respirou fundo, encarou sua amada com firmeza, foi até ela e a beijou, seu corpo inteiro tremia com medo de uma rejeição eminente, mas ao contrário disso ela envolveu seus braços no pescoço dele e se entregou ao beijo de seu amado vizinho bem ali e os amigos bateram palmas e sorriam alegres.

E quando ambos precisaram de ar enfim se separaram.

— O que foi isso, Kim Seungmin?

— Nada, só uma garantia, preciso aproveitar bem cada chance que tenho né? Vai que hoje anoite o mundo acaba.

⊱━━━━━━━━━━━━⊰

"Aproveite o dia ou morra lamentando o tempo perdido...”

FIM

Notas finais
Mais uma vez, obrigada por ler! E eu espero que tenham curtido o final, repito que esse era meu plano desde o inicio, o Seungmin escritor de sua própria história, vai acontecer? Aconteceu em algum universo paralelo? Fica por conta da imaginação de vocês. Não teremos extras, acredito que nem haverá pedidos para tal, então sim, esse foi de fato o último. Lembrando que em uma realidade daquelas não tem a menor possibilidade de todo um grupo que começou junto terminar com todos vivos e felizes, então sim, dos nove que começaram na história do nosso Kim, apenas quatro deles sobreviveram, e tivemos o plus da Hanna. A música que inspirou esse capítulo eu amo demais, Size the Day - Avenged Sevenfold, e eu acredito que seja bem assim, ou aproveitamos... Esse final de semana eu perdi meu tio avô, isso mexeu muito comigo e foi um determinante para eu finalizar de vez essa fic, mas novamente agradeço pelo pedido da leitora, eu adorei mexer com as minhas emoções assim, mas confesso que vou demorar um pouco para encarar algo assim novamente. É isso amores, (olha a hora que eu estou postando isso) mas sou ansiosa então precisava fazer isso o quanto antes. Nos vemos nas outras fics? Espero que sim. Fiquem bem e se cuidem bastante, e principalmente não se esqueçam: Aproveitem seu dia! Beijoka da Adnoka!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!