Hoje à noite não tem luar

1 Capítulo 1 - Novas descobertas


Notas iniciais
Primeiro capítulo, espero que gostem!
Música citada no capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=1Plvox0yLFQ

All You Need Is Love - The Beatles (Nome da música, caso você não entre no link)

Pedro andava calmamente pelas ruas de Belo Horizonte. Ele observava os pássaros, os carros, as bicicletas, o semáforo. Tudo que ele podia observar. Em frente a Praça da Liberdade, avistou um homem tocando violão e com o chapéu aos pés. As pessoas em volta dançavam alegres e contentes, de acordo com a música tocada. Pedro se aproximou mais para verificar qual música o violeiro tocava.

Quanto mais se aproximava, mais a melodia da música o encantava e a letra ia se desenvolvendo aos poucos

“There's nothing you can do that can't be done
Nothing you can sing that can't be sung
Nothing you can say but you can learn how to play the game
It's easy

Não há nada que você não possa fazer que não possa ser feito

Não há nada que você possa cantar que não possa ser cantado

Nada que você possa dizer, mas você pode aprender a jogar

É fácil

There's nothing you can make that can't be made
No one you can save that can't be saved
Nothing you can do but you can learn how to be you in time
It's easy

Não há nada que você possa fazer que não possa ser feito

Ninguém que você possa salvar que não possa ser salvo

Nada que você possa fazer mas você pode aprender a estar no tempo certo

É fácil”

Pedro sorriu, mas seguiu com seu caminho

— Olá meu senhor! Gostaria de ajudar na campanha do Hospital Eduardo de Menezes e ser um voluntário em nossa instituição?

Pedro parou. A mulher falava com ele? Ele continuou seu caminho, ignorando a senhora

…

7:20 da manhã. Pedro, ao acordar, visualizou uma mensagem em seu celular, em um grupo qualquer

“Venha ser um voluntário! Se candidate no Hospital Eduardo de Menezes e ajude alguém. Nos ajude ao fazer o bem!”

Ele ignorou a mensagem e olhou para sua janela. A vista não era uma das melhores, mas o apartamento oferecia conforto o suficiente para aquele jovem rapaz.

Após tomar seu café da manhã, Pedro resolveu dá uma caminhada, já que não tinha nada para fazer. Sem emprego, sem namorada, sem trabalho. Pedro se sustentava com a herança que seu pai havia deixado, o Sr. Jonathan Souza, um grande fazendeiro do país. Como era filho único, a herança lhe parecia não ter fim.

Após sua corrida, Pedro parou em uma sorveteria qualquer para tomar um simples sorvete e escutou duas mulheres conversando em sua frente, antes de fazerem seus pedidos

— Você ouviu falar? O Hospital Eduardo de Menezes está precisando de voluntários!

De novo aquele assunto? As pessoas daquela cidade só sabiam falar sobre aquilo?

— Sim! — respondeu a senhora à esquerda – Mas os jovens de hoje não querem saber de ajudar não! Só querem saber de farra e dinheiro. Poucas pessoas vão se candidatar.

Elas continuaram a conversar, mas Pedro já não prestava mais atenção

Ele sempre se perguntou, desde o dia que embarcou no avião de Rio Verde para Belo Horizonte, qual seria a sua função naquela cidade grande. Desde que chegou, Pedro não faz nada além de ir a festas, se embebedar e ficar com garotas do qual ele nem se lembra no outro dia. Talvez aquilo possa dar algum sentido a sua vida. Pedro, em uma ação por puro impulso, abraçou as senhoras em sua frente. Essas se assustaram, mas Pedro não se importou

— Obrigado! — disse, enquanto saía da sorveteria correndo. Nunca estivera tão empolgado com uma ideia

…

Pedro estava em frente ao hospital. Ele respirava fundo, aquilo poderia dar um sentido para sua vida. Isso poderia ser uma experiência boa ou ruim, mas ele queria arriscar. Também tinha trago o violão. Talvez pudesse ajudar, tocando e cantando para alguns pacientes. Ele entrou. O saguão era grande, maior do que esperava. “Claro! O hospital não atende só ...” Pedro ainda não sabia qual doença os pacientes que ele iria se voluntariar tinham. É, deveria ter entrado no site do hospital. Ele foi até o balcão, com algumas pessoas o olhando feio, talvez por acharem que ele pudesse está furando fila. Havia 5 atendentes. 2 morenas, 2 loiras e 1 ruiva

— Com licença?

— Meu senhor, você precisa entrar pela fila para que possamos atendê-lo adequadamente – disse uma das atendentes morenas

— Não, eu não sou um paciente. Eu vim me voluntariar

O olhar da morena brilhou. Talvez poucas pessoas estivessem interessadas em ser voluntários

— Bom, nesse caso, me siga – ela saiu e Pedro a seguiu

Ela o levou ao andar 7. Lá, ela o apresentou ao doutor Ricardo, que ficou responsável por Pedro

— Doutor, qual é a doença dos pacientes?

— Bom, Pedro. Aqui atendemos vários tipos de doença. Mas pedimos voluntários para a ala de pacientes da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, mais conhecida como AIDS. Os outros voluntários foram afastados por apresentarem alguns problemas de saúde.

Ele abriu uma porta onde crianças corriam de um lado para o outro, conversavam e riam. Porque elas tinham que ficar no hospital? Essa era a pergunta que mais soava na cabeça de Pedro.

— Bom, aqui as crianças podem brincar, cantar, conversar e se diverti

Fomos até outra porta. Se uma porta só tinha as crianças, agora só os idosos :

— Aqui é a sala da 3ª idade. Onde precisamos ser mais rigorosos quanto a saúde.

Dr. Ricardo levou Pedro a uma outra sala. Quais seriam as pessoas que estariam nesse quarto?

— Bom, aqui nós faremos alguns exames. Precisamos ter algumas certezas sobre sua saúde, para não colocar nossos pacientes em risco. Ela deve está perfeita para que você possa realizar todas as atividades de voluntário. Por favor, entre.

Perto daquela sala, alguns idosos cantavam alegrementes:

“All you need is love, all you need is love

All you need is love, love

Love is all you need

Tudo que você precisa é amor, tudo que você precisa é amor

Tudo que você precisa é amor, amor

Amor é tudo que você precisa”

Talvez o amor era tudo do que eles realmente precisavam …

Notas finais
Até o próximo capítulo!