Hogwarts, uma nova Era começou
24 Ainda continuo sendo a porra de uma elfa
Era um quarto bastante escuro, alguns peixes brilhavam acima da sua cabeça onde parecia ser o teto daquilo que foi associado a uma caverna. Musgo cobria a parede e quando ele percebeu estava debaixo d'água, levantou assustado e viu que estava respirando normalmente.
— Injetaram guenricho em você Fafa. — Disse um sereiano que aparentava ter comido todo o estoque de comida de peixe do mundo.
— Você é ...
— Eu sou o Chris, prazer cara. — Disse o big sereiano. — Belo peitoral
Fafa reparou naquele momento que estava sem camisa e so estava de cueca box. Nota mental: Após resistir uma maldição da morte jamais acorde de cueca perto de um sereiano.
— Espere. Eu caí da vassoura. — Afirmou Fafa
— E está Vivo graças a mim, de nada. — Um outro sereiano bem musculado e com os cabelos que pareciam ser de Moisés entrou no quarto e o sereiano tarado se curvou
— Lord Wladmir — Disse pomposamente o sereiano gordo, mas foi ignorado.
— Vc é tipo o Poseidon do Lago. — Afirmou Fafa
— Poseidon é meu pai bruxo. E você ainda não me agradeceu. — O olhar do sereiano era pesado
— Ah ... obrigado cara. Posso ir embora ?
— Não . Você agora é meu prisioneiro.
— COMO ? Porque você me quer como prisioneiro, eu sou apenas um aluno da Grifinoria.
— Grifinoria é a melhor casa de todas.
— Cala a boca Chris. — Afirmou Wlad
— Desculpa chefe — virou-se pro Fafa e gesticulou — " Ele ta puto porque a ex dele que é diretora da Grifinoria ta dando uns pegas no vampirinho "
— O que você disse Chris? — Vociferou Wlad.
— Eu ... han... Ah eu disse que conheci uma música do passinho
— Saia da minha frente e chame o Snow.
— Beleza chefe . — Disse Chris se virando e Fafa percebeu que ele rebolava e cantarolava — Passito passito suave suavecito.
— O DESGRAÇA. — Gritou Wlad.
— Desculpa chefe. — respondeu Chris com a voz distante.
— Cara você me salvou e eu sou muito grato, agora me deixa ir.
— Ja disse que não. Pelo menos agora não. Quero fazer uma troca com o Deivison
— Com quem ?
— Com o seu diretor. Eu achei que ele nunca mais voltaria, mas pelo visto ele voltou e quando essa guerra acabar ele vai vir atrás de mim.
— De você porquê?
— Porque eu ajudei com o golpe. O bruxo que vocês conhecem como Allyson me prometeu que deixaria eu expandir o meu Reino
— E você daria o que em troca?
— Eu o ajudei com os ingredientes para as engrenagens negras, a maioria desses ingredientes são achados no mar.
— Seu filho da puta. Por sua causa os filhos da Jéssica estao daquele jeito.
— De quem ? Ah não me importa. Você fica. — Afirmou Wlad se virando para o lado quando viu o Snow chegando.
— Snow ... Não deixe esse aqui sair daqui. O vigie pra mim enquanto tento abrir a minha carruagem
— Abrir a carruagem? O que houve com ela ? — Perguntou Snow levantando a sobrancelha.
— Eu deixei a chave dentro dela. De novo. Sério ... que ódio velho. — Disse Wlad saindo pra fora a nado.
— Eu não posso ficar aqui... Eu tenho que ajudar na batalha e ...
— Nossa cara. Quanto drama. Bem vamos, vou te ajudar a sair daqui. — Disse Snow.
— Você ta falando sério ? — perguntou Fafa.
— Não. Mas você tinha que ver a sua cara. Bem ... por mim você ia, mas o Wlad é teimoso e ele não aceitaria bem uma opinião que não fosse a dele, mas se tudo der certo logo você estará na sua escola.
— Ei você. — Disse uma voz atrás do Snow.
Quando Snow se virou foi acertado com um feitiço e ficou preso dentro de uma bolha gigante.
— Que isso mano. Me tira daqui . — Disse Snow batendo nas paredes da bolha.
— Não. — Disse a bruxa aparecendo dentro do quarto.
A bruxa estava linda, mesmo dentro da água seu cabelo estava bem amarrado num rabo de cabelo e onde deveriam estar as suas pernas existia uma cauda verde cobra. Ela nadava com uma graciosidade que chegava a ser sexy para o Fafa.
— Bela. — Disse Fafa se aproximando da sereia.
— Eu sabia que você não tinha morrido. — Bela nadou até o Fafa e o abraçou.
Fafa percebeu que ao lado da Bela existia uma bolinha branca que brilhava .
— O que é isso ? — Perguntou ele.
— Ela me trouxe até você.
Fafa ficou vermelho com o comentário, mas antes que pudesse dizer algo Bela apontou a varinha pra ele.
— Não Bela ... espera.
O feitiço o acertou em cheio, Fafa caiu no chão e sentiu o lodo no rosto enquanto se retorcia. Cada parte do seu corpo formigava, sentiu câimbras nas pernas sentindo-os serem cortadas por algo e levou as mãos ao pescoço e percebeu que estava engolindo água, olhou para Bela que apenas olhava para ele. Algo tinha que estar errado, Fafa sentia seu corpo ficar frio, estava perdendo o ar. Quando pensou que ia desmaiar deu uma grande respirada e nadou para próximo a Bela. Onde até agora pouco existiam pernas tinha sido s ubstituidas por uma longa cauda vermelha.
— Uma cauda da cor da sua casa, mesmo eu preferindo o verde, mas o vermelho fica bem em você. — Respondeu Bela com um sorriso que mexia com o Fafa de um jeito.
— Nossa que romântico vocês são. Agora me tirem dessa bolha. — Disse Snow.
Fafa desviou o olhar e deu um giro dentro da água.
— Mano eu tenho um rabao.
— So não deixe o Milord ver você falar ... espera ... isso... Ta tudo calmo... Ah droga... Fabrício... vamos ... agora.
— O Wlad saltou o Toto. — Afirmou Snow.
— Toto? — Perguntou Fafa
Bela puxou Fafa pelo braço e instintivamente ele levou a outra mao para as suas guelrras.
Saíram de dentro do Castelo subaquático do Wlad e quando avistaram o luar batendo na água olharam pra trás e viram um polvo enorme com dentes enormes indo em direção aos dois. Toto esticou um dos seus tentáculos e agarrou a cauda da Bela que começou a se debater na água. Fafa agiu tão instivamente que nadou até o rosto do polvo e deu um soco no seu olho fazendo — o largar a Bela. Ambos nadaram e saíram do grande lago pela orla da floresta proibida. Em uma parte bem isolada dela.
Bela fez um aceno com a sua varinha e o feitiço das caudas se desfez. Bela estava agachada cuspindo água e Fafa estava ao seu lado fazendo o mesmo.
— Obrigado. — Conseguiu dizer tossindo toda água que tinha dentro de si. Estava tremendo Bela apontou a varinha para ele e uma onda de vapor o envolveu e depois veio para ela.
Ao longe Fafa viu clarões.
— A escola está resistindo aos lobisomens. — Afirmou ela
— Lobisomens.. eu os vi quando estava na vassoura ... o Dark está bem ? — Fafa se levantou assustado, tinha se esquecido dele.
— Ele está bem Fabrício, depois que você foi atingido ... e falando nisso como que aquela maldição da morte não o matou?
— Eu pulei da vassoura na hora que ela ia me acertar, não tive tempo de desviar dai pulei e cai no lago. Quem será que atirou ela em mim ?
— Não tenho certeza, mas o Milord viu de onde veio o feitiço. E foi desse lado da floresta . — Bela se levantou e neste momento Fafa gritou quando viu uma engrenagem negra vindo em direção a Bela.
— BELA CUIDADO.
Bela virou -se.
— Reductor. — Gritou o feitiço e a espiral se despedaçou.
Bela chegou perto e viu que a coisa quebrada se mexia.
— Essa coisa ... que nojento. – Disse ela e Fafa se aproximou.
— Wlad disse que ajudou o Allyson a construir essa coisa.
Bela olhou para Fafa, ao fundo ainda se via vários lampejos de luz vindos da batalha.
— Então ... aquele peixe ajudou ele ... sempre desconfiei dele, mas Manu sempre achou que fosse neura minha ...
— Bem Bela ... as pessoas se agarram a ideais, Wlad se agarrou ao errado ... espere ... o que é aquela coisa ali – Fafa apontou para a mata atrás da Bela ...
Ambos caminharam para além da mata onde viram várias pessoas congeladas.
— Aquele ali ... é o Dênis. – Afirmou Fafa.
— Ora ... ora ... ora se não é o Fabrício e a professorinha de Hogwarts. – Disse uma voz saindo das sombras e quando Bela pensou em usar a varinha – Expelliarmus .... – Disse a voz feminina ...
Da mata saiu uma menina com orelhas pontudas, rosto afinado, magra, morena e com cabelos curtos. Ao seu lado tinha um cara magricela ... Fafa percebeu que ele se parecia com o Dick Vigarista ...
— Adrila. – Disse Fafa e viu desprezo no olhar da Bela.
— Sou eu mesma Fabrício .... depois de tanto tempo ainda se lembram de mim ? Isso é comovente sabe.
— Adrila ? – Bela estava estranhando aquilo – Adrila, filha do Milord ?
Adrila olhou para Bela e a analisou antes de dizer algo.
— Sim professorinha, sou filha do Milord com a Ellen.
— Espera ai ... Milord e Ellen tiveram uma filha ? Mas como .... – Fafa estava mais impressionado com aquilo do que a Bela.
— Meu pai me teve com a Ellen, sim ... ela era uma elfa domestica ... mas a maldição foi retirada graças a ele .... MAS EU AINDA CONTINUO SENDO A PORRA DE UMA ELFA.
— Adri ... relaxa minha filha – Disse o cara ao lado.
Adrila se virou para ele e sacou uma adaga presa a cintura.
— NÃO ME PEÇA PRA RELAXAR DOMINGOS . – Dito isso ela raspou a adaga no rosto dele e lambeu o sangue.
— Ta bom ... me desculpe. – Disse ele respirando o máximo que podia.
— Como eu estava dizendo, meu pai tirou a maldição da minha mãe ... mas esqueceu de mim, nunca me notou e as únicas filhas que ele se preocupou se viraram contra ele e mesmo assim ele nem sequer me ama. Eu já estou cheia disso.
— Então você quer se vingar. – Disse Bela observando a sua varinha na mão da elfa junto com a adaga.
— Vingança ? Não tenho porque me vingar, mas não tenho que lutar ao lado do meu pai nessa guerra. Eu quero a cura e foi isso que o Alysson me prometeu se eu ficasse ao lado dele.
— E você acredita mesmo nele ? Que ele vai te dar essa tal cura ? Acorda menina, ele ta te usando. – Fafa já estava impaciente, se ele tivesse com a sua varinha.
Adrila o analisou .
— Bem, pelo menos ele pode me oferecer algo ... agora chega de conversa, vamos ... meu novo namorado espera por vocês. – Disse Adrila apontando a varinha para a mão de cada um deles e as amarrando. Fez um gesto para Domingos que foi até os dois e segurou pegou a corrente que as unia e puxou para mais perto.
— Seu o que ? – Perguntou Bela
— Meu novo namorado... O Biel.
Adrila colocou a mão no ombro de Domingos e aparataram dali, deixando todos os centauros congelados.
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