Hogwarts: uma história recontada
1 Prólogo
Notas iniciais
Então, espero que gostem. :3
Terrence me entregou a flor amarela, venenosa e mortal. Era eu,
Beladona. Ele sorriu e correu de mim, com suas pernas tortas e seu sorriso amarelado. Suas roupas surradas haviam cedido na altura de seus joelhos ossudos, e pude ver as inúmeras cicatrizes. Ele era um rapaz especial, e nos dávamos bem, mas aquela amizade era algo que eu infelizmente não poderia manter, pois aos olhos de qualquer puro sangue, a garota especial era eu, puro sangue, nascida e criada no mundo mágico, sem um trouxa ou aborto na família, eu tinha a arvore genealógica dos sonhos, porem daria cada nuque, cada galeão, cada sicle que havia no enorme cofre de meus pais para poder ser trouxa por uma tarde.— Não tem graça alguma Doninha, nossas fotos não mexem como as suas, e nossos sapos são só sapos. Não tem nem um pouco de chocolate neles. Eu juro, lambi um verão passado... Mas hey, você se lembra, você me desafiou a lambê-lo. — Sorri abertamente ao me lembrar da cena. Como pude me esquecer daquilo? Terre passou uma semana com a língua grudando no ceu da boca, e ficou com as costas bem marcadas. Sua mãe não tolerava brincadeiras, e gostava tanto de mim, quanto minha família gostava de trouxas. Na cabeça da Sra. Jones eu era uma anormal, assim como o resto de minha família. “Esquisitos aqueles, não suporto esse tipinho excêntrico.” Os Jones eram aquele tipo de família que não tem onde cair morta, porém se deixam levar pela ideia de que são muito nobres. “ Tive um tio que era duque. Duque meu bem, e agora meu único filho homem, não se cansa de andar com uma suja, escoria da sociedade eu diria.” Eu apenas sorria, minha família tinha dinheiro e poder para comprar Londres inteira duas vezes, mas eu nunca respondia. Não que eu fosse doce, ou educada, mas gostava muito da companhia de Terrie, e sempre que nos dois causávamos confusão, ela lhe enchia de tarefas e mais tarefas. Minha família não se dava ao trabalho de me vigiar, contanto que eu voltasse viva à noite, eles me deixavam em paz. E na verdade nosso vilarejo era tão pequeno e pacato, que o máximo a se temer era um doce desgovernado se engasgando em minha garganta. Eles tiveram a ideia de se mudar para esse fim de mundo com a intenção de criar os filhos longe da confusão trouxa. O tiro saiu pela culatra, e não existia uma família trouxa sequer num raio de 500 kilometros. Correção, não havia nenhuma bruxa que se prezasse num raio de 500 kilometros. “Os lovegood são um bando de maniacos homicidas, ouvi dizer que o marido matou a própria esposa a machadas” Titia Anchietta era muito especifica em seus julgamentos. Ou você prestava, ou não. “Sangue em si não torna um bruxo especial, de que adianta ser puro, se você age como um sangue-sujo nojento?” Obviamente nós duas não compartilhávamos da ideia do que era ser um sangue-sujo. Na minha opinião, qualquer bruxo que odiasse a própria especie era alguém a se odiar. Eu jamais pude falar em voz alta, não pude. Toda a minha família era mui nobre, e odiava cada um que não era. Eu ainda era menininha, e ninguém me daria ouvidos de qualquer forma, então prossegui com minha vida, corria pelo prado com Terrie, mandava cartas escondidas para minha tia Tonks, que era única pessoa da família de quem eu gostava (e a única com quem eu não podia falar), comia doces trouxas, e ralava meus joelhos com certa determinação. Até aí eu era só a menininha de dez anos que nunca havia dado prova nenhuma de sua mágica. Até aquela manhã. Terrie ainda corria de mim, e eu tinha que pegá-lo. Nosso jogo era Belladona, quem estivesse com a flor, corria atrás de seu adversário para envenená-lo. Eu não era pareo para as perninhas morenas de Terrie. E rapidamente pedi para parar.— Vamos tomar um suco, ou uma soda no Decapris. — ele parou de correr, e sua expressão se fechou na hora. Ele olhou para mim assustado. Não, o seu olhar não estava me vigiando, e sim minha mãe, que descia o morro com um envelope bem preso em suas mãos. — Mãe? Aconteceu algo?— Sim querida, sua carta finalmente chegou.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
Fale com o autor