Notas iniciais
Faz tempo que não escrevo então quaisquer erros eventuais me perdoem. Essa é a primeira vez em que escrevo uma fanfic dentro do meu universo mágico favorito e junto do meu casal favorito SwanQueen. Não esperem romance logo no início, o foco será amizade entre os 4 personagens principais e a ligação de uma pessoa ligada à eles com Harry, então peço que embarquem no Expresso de Hogwarts junto comigo nessa jornada que estou tão ansiosa em compartilhar com todos.

31 de Outubro de 1981, Brighton Reino Unido

Cora acalentava o sono da filha mais velha, Zelena de apenas dois anos, após uma noite agitada para menina. Ela não conseguia dormir por conta de um pesadelo que a assombrava então a mãe foi acalmá-la. Henry era melhor nisso do que ela, a natureza calma e serena do marido confortava as filhas de maneira mais rápida e eficaz porém ele estava em uma missão para a Ordem essa noite, então a obliviadora estava na missão que ela achava a mais difícil de todas, ser mãe.

Porém não era somente o sono perturbado da filha mais velha que a atormentava a bruxa, Cora estava se sentindo agoniada, com um aperto no peito e a sensação de que algo ruim aconteceu e a última vez que se sentiu assim foi…

— Não pense sobre isso, não pense sobre isso. Está tudo bem, estão todos bem e seguros.

Mas não importava quanto mais ela repetia tais palavras para si mesma mais preocupada ficava, só desejava que o marido chegasse logo em casa com notícias de todos para ficar mais tranquila. Se levantou da cama de Zelena e foi dar uma olhada em Regina que ressonava no berço do outro lado do quarto. A menininha morena e pele de oliva, com seu recém completado primeiro ano de vida tinha o sono tranquilo ao contrário da irmã que continuava a se revirar na cama. Cora admirava ambas as filhas, as pessoas que mais amava no mundo, quem olhasse para elas e não fizesse buscas bem minuciosas não saberiam que elas eram irmãs de tão diferentes fisicamente mas já compartilhavam de um imenso amor fraternal.

Um barulho foi ouvido no andar de baixo da casa, a jovem bruxa logo entrou em alerta e apanhou sua varinha e foi verificar quem era o intruso. Eram tempos difíceis, seguidores Daquele-Que-Não-Se-Deve-Ser-Nomeado estavam por todos os lugares e cada dia mais havia notícias de bruxos e trouxas desaparecidos ou mortos então todo cuidado era pouco, ainda mais para uma família membro da Ordem da Fênix, quantos amigos bons e leais Cora já não tinha perdido nessa guerra? E quantos Comensais da Morte ela mesma já não teve que matar para defender sua vida e a dos seus? E quantas vidas mais seriam perdidas para que pessoas podem ter direito de existir sem que fosse raptada, torturada e morta por conta de sua origem mágica? Cora tinha certeza que sempre continuaria lutando pelo direito das pessoas de serem livres mas estava cansada de viver com medo. Ela descia as escadas lentamente e deu de cara com Henry na sala. Como uma ação reflexa ambos levantaram as varinhas um para o outro.

—Qual foi a primeira coisa que me disse quando Zelena nasceu? — Apontava a varinha para o bruxo pronta para lançar um avada kedavra caso visse um mínimo sinal de hesitação da parte do outro.

—Fiona deveria estar aqui nesse momento para babar nessa pequena preciosidade e zombar da sua cara de cansada, você está horrível querida.

—Oh Henry! — Cora suspirou aliviada. Ambos relaxaram suas posturas e se abraçaram.- Estava preocupada, Zelena não conseguia dormir direito teve pesadelos a noite toda e eu estava com um pressentimento ruim e...

Finalmente olhou para o rosto do marido e viu que algo grave tinha acontecido. Ele parecia cabisbaixo e parecia que havia chorado.

—Henry o que houve?

—Tenho duas notícias para te dar, uma boa e outra ruim.

—Comece pela boa então.

—O Lorde das Trevas caiu.

—Essa não é uma notícia ruim e sim maravilhosa! Como pode ter uma notícia ruim depois dessa? Como isso aconteceu?

—A ruim é que fomos traídos. Antes de cair Você-Sabe-Quem assassinou Lílian e Thiago. — Henry contou com os olhos voltando a encherem de lágrimas enquanto Cora caia sentada no sofá.

Morta. Lílian Potter estava morta. Sua melhor amiga e confidente, aquela que amava mais que amou seus irmãos de sangue não mais estava nesse mundo. Não era possível, não podia ser. Ela já havia perdido Fiona e Emmett, não podia perder Lílian também. E Harry o que havia acontecido ao afilhado? Mais eles estavam escondidos, bem protegidos pelo feitiço Fidelius, somente Sirius sabia onde eles estavam era ele o Fiel do Segredo, o melhor amigo de Thiago. A não ser…

—Não! Não pode ser. Sirius não trairia o melhor amigo, ele não pode ter feito isso. Ele e Thiago eram como irmãos! E Harry? O que aconteceu à ele?

—Mas parece que ele fez, querida. Harry está bem, seus pais se sacrificaram por ele, parece que Você-Sabe-Quem o atacou também com uma avada depois de matar Lílian e Thiago mas algo impediu e Harry ficou apenas com uma cicatriz em forma de raio na testa e o Lorde das Trevas desapareceu. Não sei muito mais o que aconteceu.

—Oh deuses, tão jovem e já sofrendo algo assim. Por que ele não está com você Henry? Onde está Harry?

—Dumbleodore achou melhor ele ser criado pelos tios trouxas.

—COMO É QUE É? Eu sou madrinha dele! Lílian iria preferir que o menino fosse criado pela gente ao invés de ele crescer com Petúnia e aquele marido dela! Eles tem horror a magia e a tudo que seja diferente de seu mundinho sem graça. Como Harry pode crescer bem em um ambiente assim?

—Eu sei Cora, mas Dumbleodore achou melhor assim. Ele será famoso, não terá um bruxo que não saberá seu nome e a tragédia de sua vida, não seria melhor ele crescer longe de tudo isso?

—O que mais aquele velho caduca falou para te convencer a deixar MEU afilhado ser criado pelo pior tipo de trouxas que há?

—Que Você-Sabe-Quem não está morto e é só questão de tempo para ele reunir forças e voltar e Harry deverá estar em um lugar seguro, perto de seu próprio sangue. Só assim, o feitiço que Dumbleodore lançou funcionará. E tem muitos Comensais da Morte por aí ainda. — Henry falou sério mas com as feições tristes.

Aquilo desarmou Cora, ela queria ficar com Harry como ela queria! Ela amava aquele menino de todo coração mas se ela o fizesse, com tantos Comensais a solta ainda seria pôr suas filhas em risco. Seu coração pesava, sentia como se estivesse traindo a melhor amiga mas ela não poderia arriscar ela já havia perdido tanto. Ela deu um suspiro pesado e se levantou.

—Só espero que Petúnia deixe todo o rancor que sentia de Lílian de lado e crie bem Harry e que o prepare para quando sua carta de Hogwarts chegar porque será uma grande mudança de ambiente para ele. Posso presumir que Dumbleodore está cuidando dos preparativos para o funeral, não?

—Sim, está. Ele disse que sabia o quão difícil seria para você.

—Sim, e é. Minha única vontade agora é de matar aquele traidor do Sirius Black mas aposto como ele deve estar junto aos seus amigos Comensais em busca de proteção. Traidor dos infernos.

—Ele terá o que merece, quando os aurores o acharem ele será mandado diretamente para Azkaban e uma temporada por lá será pior que a morte. Agora vamos dormir porque tivemos uma noite difícil, se quiser posso te preparar um poção do sono bem leve, para uma noite sem pesadelos.

—Eu adoraria.

Mentalmente Cora rezava para que Petúnia fosse uma boa figura materna para o Harry e lhe desse um bom lar e para que Alvo Dumbleodore estivesse errado pela primeira vez e que o Lorde das Trevas jamais retornasse.

10 anos depois

Era meados de Julho, em uma manhã ensolarada a família Mills tomava seu café da manhã com uma Zelena entediada pois queria sair logo para aproveitar o dia e contar mais a irmã caçula tudo o que viveu em seu último ano no colégio. A pequena era hiperativa e tinha um certo descaso com regras que ela achava desnecessárias então nem tudo poderia ser contado na frente dos pais. Regina em contrapartida, era mais calma que a irmã e compreendia a importância da existência das regras mas isso não a impedia de adorar as histórias da mais velhas que sempre coloria ainda mais as histórias contadas. Cora estava atrasada para o trabalho mais não dispensava tomar café da manhã com as filhas, ainda mais com Zelena que não via desde o feriado de Natal e sabia que a carta de Regina também estava para chegar então deveria aproveitar tais momentos. Muitas veze ela invejava o marido que trabalhava em casa e passava mais tempo com as pequenas mas ela também amava seu trabalho do Ministério, então não havia escolha a não ser apreciar os pequenos momentos.

Foi então que uma coruja entrou pela janela largando duas cartas em cima da mesa. As meninas já sabiam o que eram já que estavam aguardando por elas. Elas sorriram uma para outra e foram pegá-las mas Henry foi mais rápido e as tirou de alcance enquanto dava um gole de água para a coruja que estava possivelmente cansada pela viagem.

—PAPAI! DEIXE A GENTE VER A CARTA! — Gritaram em coro.

—Mas que isso? Para que tanta pressa para ler um mísero pedaço de papel? — Perguntou ele zombeteiro.

—Não é um mísero pedaço de papel, é minha carta de admissão para Hogwarts! E tem meu nome nele então a carta é minha e é direito meu ler primeiro e não seu papai.

—Regina está certíssima papai, anda entrega logo.

—Ouch, vocês estão com a língua muito afiada, principalmente você Regina.

Cora ria divertida com a cena, Regina poderia ser um doce de menina mas também sabia ser tão autoritária quanto uma rainha, era nessas horas que sabia que tinha escolhido o nome certo para ela.

—Ora, elas são filhas de uma sonserina com um descendente de Rowena Ravenclaw. Você não acha que sairia alguém submisso e estúpido dessa mistura acha? — Ela perguntou ao marido arqueando uma sobrancelha. — E essa pressa toda é pra quê mocinhas, para nos abandonar já?

—Ai claro que não mamãe. A senhora para com isso, que a dramática da família sou eu. — Zelena falou debochada. — É que a Regi tá ansiosa para poder aprender magia logo e eu quero mostrar tudo em Hogwarts para ela, foi chato ficar separada dela esse ano.

—Eu sei, querida. Estava só brincando e não se preocupe tomarei cuidado para não tomar seu posto. — A mais velha disse se levantando da mesa e indo dar um beijo nas testas das filhas e um selinho no marido e ia trabalhar. — Um bom dia para vocês.

—Para você também. — Responderam os três enquanto a viam desaparatar.

—Então aqui está a carta de vocês. — Ele estendeu a cartas para as filhas que as pegaram com pressa.

Regina se sentia nervosa e animada ao mesmo tempo, ela manuseou a carta com cuidado lendo o grosso envelope feito de pergaminho amarelado endereçado para ela com tinta verde-esmeralda.

Srtª R. Mills

Segundo quarto à escada, segundo piso

Rua The Waterfront 108

Brighton Marina, Brighton

East Sussex

Ela virou o envelope e viu o lacre de cera púrpura com o brasão de Hogwarts, um leão, uma águia, um texugo e uma serpente circulando a letra “H”. Sentiu pena de quebrar um lacre tão belo mas com Zelena ao seu lado lhe cutucando para se apressar o rompeu.

Escola De Magia e Bruxaria De Hogwarts

Diretor: Alvo Dumbleodore

(Ordem de Merlin Primeira Classe, Grande Feiticeiro, Bruxo Chefe, Cacique Supremo, Confederação Internacional de Bruxos)

Prezada Srtª Regina Mills,

Temos o prazer de informar que a V.Sa. tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Estamos anexando uma lista dos livros e equipamentos necessários.

O ano letivo começa em 1º de Setembro. Aguardamos sua coruja até 31 de julho, no mais tardar.

Atenciosamente,

Minerva McGonagall.

Vice Diretora.

Regina leu a carta em voz alta e então pegou a lista anexa e a leu junto com a irmã:

Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts

Uniforme:

Os estudantes do primeiro ano precisam de:

Três conjuntos de vestes comuns de trabalho (pretas)

Um chapéu pontudo simples (preto) para uso diário

Um par de luvas protetoras (couro de dragão ou similar)

Uma capa de inverno (preta com fechos prateados)

As roupas dos alunos devem ter etiquetas com seus nomes.

Livros

Os alunos devem comprar um exemplar de cada um dos seguintes:

Livro padrão de Feitiços (1ª série) de Miranda Goshawk

História da Magia de Batilda Bagshot

Teoria da Magia de Adalberto Waffling

Guia de Transfiguração para Iniciantes de Emerico Switch

Mil Ervas e Fungos Mágicos de Fíldia Spore

Bebida e poções mágicas de Arsênio Jigger

Animais Fantásticos e Onde Habitam de Newton Scamander

As Forças das Trevas: Um Guia de auto proteção de Quintino Trimble

Outros Equipamentos

1 varinha mágica

1 caldeirão (estanho, tamanho padrão 2)

1 conjunto de frascos

1 telescópio

1 balança de latão

Os alunos podem ainda trazer uma coruja OU um gato OU um sapo.

Lembramos aos pais que os alunos não podem usar vassouras pessoais.

—Seus livros são os mesmos que os meus.- Disse Zelena o acabarem de lerem a lista. -Somente terei que comprar alguns novos, um volume dois.

—Então papai, quando iremos ao Beco Diagonal comprar minhas coisas? — Perguntou uma Regina super animada.

—Wow, calma aí mocinha primeiro eu tenho que responder à carta e adiantar algumas encomendas de poções para o St. Mungus e então iremos.

—Quanto tempo isso irá levar? Eu quero saber qual será a varinha da Regina papai!

—Calminha suas afobadas, daqui a dois iremos combinado? É tempo de eu poder me organizar. Ok?

—Okay? — Responderam as duas irmãs que mal podiam ver a hora de explorarem juntas o castelo de Hogwarts e Zelena queria poder apresentar logo sua irmãzinha a seus amigos.

Em Londres, o clima de animação não estava muito diferente na casa dos Swans. Emma Swan acabava de ler animada sua carta de admissão à Escola de Bruxaria e ela mal podia acreditar. Então era verdade, ela era realmente uma bruxa, assim como seus avós e o restante de sua não tão querida família. A loira era filha de dois abortos, pessoas com pais bruxos mas que nascem sem magia, e seus pais sofreram muita aversão de seus familiares por isso por toda a vida. Mary Margaret nasceu numa orgulhosa família puro-sangue, os Blanchard, e foi submetida à vários cursos a distância e experiências humilhantes para ver se conseguia manifestar magia mas sem sucesso. Seu pai, David Swan, também vindo de uma família puro-sangue teve um pouco mais de sorte já que seus pais se conformaram logo de sua condição mas acabaram o preterindo em favor de seu irmão gêmeo, James, que nasceu bruxo. Eles acabaram se conhecendo em uma festa de aniversário do pai de Mary Margaret já que as famílias eram amigas e nisso formaram amizade e como nunca puderam ir para Hogwarts acabaram indo para um colégio trouxa em Londres onde cresceram juntos e acabaram se apaixonando. David hoje era policial no departamento de polícia local e Mary Margaret era professora de primário onde Emma estudava até algumas semanas atrás.

Qual não foi a surpresa desses dois ao ver a filha manifestar magia pela primeira aos 5 anos de idade, quando a mãe lhe negou um chocolate antes do jantar e em um ataque de birra a pequena estourou todas as lâmpadas do cômodo. A mãe ficou tão chocada e alegre que deixou de lado a birra da filha e lhe deu o doce gritando “VOCÊ TEM MAGIA! VOCÊ TEM MAGIA!”

Hoje, 6 anos depois do ocorrido Emma olha para sua carta alegre e com lágrimas nos olhos, agora seus avós não poderiam mais tanto desprezar seus pais e ignorá-los como faziam a tantos anos. Ela aprenderia não somente como fazer magia mas como controlá-la e seria uma excelente bruxa que orgulharia os pais e esfregaria na cara dos avós que ela boa demais e que não precisava de toda aquela arrogância para nada.

—Eu sou realmente uma bruxa, eu vou para Hogwarts! — A menina exclamava feliz.

—Sim, você irá. Parabéns minha bruxinha.- Falou David orgulhoso acariciando os ombros da filha.

—Para qual casa de Hogwarts você irá? Sonserina? Todos os Blanchards e Swans costumavam ir para Sonserina.

—James foi um sonserino. — David murmurou pensativo lembrando.

—Argh não! Eu irei para a Grifinória, a casa dos corajosos. Já li tudo sobre ela é para lá que quero ir, nada que lembre meus avós e meu tio, que era seguidor de Você-Sabe-Quem.

—Eu sei que você não gosta de nada ligada a seus avós e seu tio querida mas não porque seu tio era mau e seus avós têm um caráter duvidoso que significa que todo bruxo da sonserina seja mal. — MARY pontuou.

—Eu sei mas só não quero ir para lá. Então quando vamos comprar minhas coisas?

—Depois de amanhã querida, é tempo de eu me organizar e enviar a resposta da carta. Combinado?

—Combinado.

Algumas quadras dali, a carta era entregue não por uma coruja, como de costume mas sim por ninguém mais ninguém menos do que pela professora de Transfiguração e vice diretora da escola Minerva McGonagall. A carta pertencia à Merlin Knowles, um menino nascido trouxa que nunca soube explicar porque coisas estranhas aconteciam quando ele estava muito triste ou nervoso, ele sempre achou que era magia mas essas coisas não existiam certo? Bem parecia que sim.

—Então quer dizer, que nosso Merlin é um bruxo? Tipo um bruxo de verdade como o mago que foi conselheiro do Rei Arthur e que o batizamos em sua homenagem? — Perguntou Eleonora, mãe de Merlin.

Os pais de Merlin eram apaixonados por história e literatura clássica, principalmente as histórias lendárias sobre o Rei Arthur e a Távola Redonda no qual decidiram dar o nome de seu personagem favorito ao seu único filho, almejando que ele fosse um dia tão sábio quanto ele. Eles só não esperavam que ele fosse ser um bruxo como ele.

Elliot Knowles era curador do Museu Britânico e sempre foi fascinado por história, literatura e assuntos relacionados à magia, inclusive tinha um enorme apreço pelos egípcios nos quais seus sacerdotes eram magos. Mas ter a confirmação que esse universo mágico de fato existia nos dias atuais e que seu filho, seu pequeno Merlin fazia parte dele era surreal e ao mesmo tempo maravilhoso. Ele sempre soube que o filho era especial.

—Sim, e tem uma vaga em nossa escola desde o dia em que manifestou magia pela primeira vez. Lá ele aprenderá como usar magia e como controlá-la. Só precisaremos da autorização de vocês e daqui a dois dias poderei acompanhá-los até o Beco Diagonal para a compra de seus materiais. No Gringotes, o banco dos bruxos, eles fazem o câmbio entre a moeda bruxa e a trouxa então vocês não precisam se preocupar.

—Mas o colégio é um internato, não é? Quando poderei falar e ver meus pais?- O jovem perguntou preocupado, já que era bem apegado aos pais.

—Bem é sim, mas você poderá enviar cartas para eles sempre que quiser por meio de corujas, temos várias em Hogwarts e poderá voltar para casa nos feriados de fim de ano e Páscoa, não se preocupe. — A professora respondeu o tranquilizando.

—Bom, então parece que nos veremos daqui a dois dias, certo Professora McGonagall?

—Certo sr. Knowles, até. — Disse a professora se despedindo.

Infelizmente o mesmo clima de excitação pela chegada da carta de admissão não era o mesmo na casa dos French, em Camberley. Belle French era mestiça e foi um choque e tanto para seu pai, um simples floricultor extremamente religioso descobrir que a esposa era bruxa e que a filha também. Ele repudiava magia, dizendo que era algo demoníaco. Por anos ele tentou negar esse fato e tentava fazer a jovem Belle a reprimir seus poderes e negar sua natureza algo que sua mãe a orientava a jamais fazê-lo, não importa o que o marido falava.

—Ela não irá para essa escola e tenho dito! — Exclamava Maurice furioso.

—Se ela quiser ela irá sim! — Colette gritava. — E caso ela não queira ir eu a ensinarei em casa, você não a impedirá de ser quem ela é por causa de crenças descabidas.

—Você não pode passar por cima da minha autoridade de pai, Colette!

—E você não pode querer encaixar sua filha em seus padrões e impedi-la de ser quem realmente é! Ela tem muito potencial e é uma menina doce e gentil, será um grande bruxa porque um ótimo ser humano ela já é Maurice. Pare de ser intolerante, pelo bem dela por favor.

Maurice suspirou derrotado e olhou para a filha que os olhava discutindo no canto da sala. Ele tinha percebido o brilho nos olhos da menina ao receber a carta que fora substituído por um olhar assustado e triste. Belle tinha uma natureza pacífica e odiava brigas e confrontos que ela julgava desnecessários.

—Você quer ir para essa escola de magia, Belle. — O pai perguntou.

—Sim, papai. — A menina respondeu.

—Então está bem. Você irá.

—Obrigada, papai. — A menina falou feliz.

Sim, ela iria para Hogwarts e mal podia esperar.

Notas finais
Então esse é o primeiro capítulo de uma história que tem a pretensão de ser bem longa, então o que acharam? Comentem e me deixem saber