Hogwarts e Suas Histórias
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1º de Setembro de 1971
O Chapéu Seletor havia acabado de cantar sua música sobre as casa de Hogwarts e Professora McGonagall agora chamava os novos alunos para a seleção. Eles sentavam em um banquinho a frente de todos, chamava-os pelo nome e punha o chapéu em sua cabeça e então ele gritava qual era a casa destinada.
— Então, o que falamos no trem ainda é válido. Não importa para qual casa cada um de nós vá parar continuaremos amigos. Certo? — Cora sussurrava ansiosa para Lílian, Fiona, Henry e Severo. Eles se conheciam há poucas horas apenas mas a conexão entre eles fora instantânea e não queriam que esse laço fosse partido.
— Certo. — Os outros quatro afirmaram com convicção.
— Black, Fiona. — Minerva chamou.
A pequena menina morena com os olhos levemente puxados seguiu à frente e sentou-se para que o chapéu fosse posto em sua cabeça.
Huumm vejo muita inteligência aí e uma grande curiosidade e vontade de sempre saber mais porém também há muita ambição, astúcia e vontade de se provar… huuum difícil, bem difícil mas creio que a sua morada é…
SONSERINA!!! — O Chapéu gritou e a menina se dirigiu sorridente até a mesa da casa de Salazar que vibravam pela nova companheira de casa.
— Black, Sirius. — Minerva gritou e o menino correu a frente ainda intrigado sobre uma Black que ele não conhecia. -GRIFINÓRIA!!!
— Evans, Lílian.
Nem um segundo se passou que o Chapéu tocou os cabelos ruivos de Lílian que ele gritou: GRIFINÓRIA!
Severo soltou um pequeno gemido. Lílian tirou o chapéu e o devolveu à McGonagall, e correu para a mesa da Grifinória que a aplaudiam mas se virou e deu um sorrisinho triste à Severo e acenou rapidamente para Fiona que se encontrava na mesa do lado oposto do salão. Sirius chegou para o lado para dar espaço à menina que quando o reconheceu do trem lhe virou as costas e continuou prestando atenção a seleção de seus amigos.
Ela viu Cora e Severo irem se reunir à Fiona na mesa da Sonserina e Henry ir para a Corvinal. Após os avisos e o jantar Henry se levantou e tocou o ombro de Lílian e lhe sorriu e seguiu seu caminho para o salão comunal de sua casa. A jovem grifinória sorriu, sentiu que a promessa realmente ainda era válida.
1º de setembro de 1991
Merlin verificava seu malão para Hogwarts pela quarta vez, conferindo se o uniforme estava ali completo e se tinha posto o livro “Hogwarts, uma história” juntos com outros. O menino estava ansioso e nervoso para o começo das aulas, sentia-se reconfortado pela presença de Emma no colégio. Ele mal podia acreditar que sua melhor amiga, aquela loirinha extrovertida, sem papas na língua que o defendeu contra o bullying desde o primeiro dia deles de aula era uma bruxa como ele. “Irmãos de alma” era assim que a Swan se referia ao relacionamento deles e ele não podia concordar mais. Uma irmandade construída desde os 5 anos.
— Emma já está aí com os pais filho, está tudo pronto? — Eleonora o perguntou.
Merlin se virou para a mãe e viu que ela tinha lágrimas nos olhos, seria a primeira vez que ele ficaria tanto tempo longe dos pais algo que nenhum deles estavam acostumados. O menino era muito apegado à família então apesar da felicidade de ir para Hogwarts também tinha um pouco de tristeza de ter que passar tanto tempo longe de seus pais.
— Sim mãe, eu só estava conferindo…
— Tudo de novo para ver se não estava esquecendo nada. — A mãe o interrompeu sorrindo. — Eu sei, você tem uma mania de organização, acho que puxou o seu pai. Eu não sou tão metódica assim.
— Ah para você sabe que é. Um pouco pelo menos. — Ele falou sorrindo.
— Promete que nos mandará uma carta toda semana contando as novidades? E mesmo que não tiver nenhuma, só para falar como você e as meninas estão?
— Prometo mãe. Toda semana. — Falou abraçando a mãe. — Vou sentir sua falta.
— MERLIN VAMOS LOGO SENÃO VAMOS PERDER O TREM!!! — Eles ouviram Emma berrando do andar debaixo e começaram a rir.
— Vamos logo antes que a Swan perca toda a voz de tanto gritar.
Eles pegaram as malas e desceram as escadas e se depararam com a loira pronta para gritar de novo e uma Mary Margaret falando zangada com a filha:
— Emma dá para parar de gritar. Tenha modos!
— Mas eles estão demorando e você mandou eu esperar aqui. A única solução é eu gritar. — a menina falou constatando o que para ela era o óbvio.
— Já estou aqui Swan, pode sossegar. — Merlin falou.
— Até que enfim! — Emma exclamou. -O trem sai às 11:00 e as meninas já devem estar nos esperando na King’s Cross.
— Eu sei. Queria saber porque elas fizeram tanto mistério sobre como a gente chega ao trem, aliás existe uma plataforma 9 ¾?- O menino questionou enquanto eles se dirigiam para fora.
— Merlin, existe uma escola de magia e bruxaria para jovens bruxos e um governo bruxo, aliás existe magia e VOCÊ e sua melhor amiga são bruxos. Por que uma plataforma de trem com o número 9 ¾ te surpreende? — Elliot zombou da lógica do filho enquanto arrumava as malas na caminhonete.
— Seu pai tem razão. — David falou sorrindo. — Aliás, onde suas amigas estarão nos esperando mesmo?
— Na entrada da King’s Cross. — Emma respondeu.
Eles tomaram seus lugares na caminhonete dos Knowles e partiram. Emma e Merlin mantiveram contato com Belle e as irmãs Mills por todo o verão. Eles acostumaram a enviar cartas via correio coruja até o pai de Belle começar a implicar com esse meio de comunicação então Zelena pediu aos pais para arranjarem um telefone para poderem continuar conversando com a amiga.
Ao chegarem na estação e desembarcarem seus malões as crianças foram logo em buscas das amigas, logo avistaram Zelena que assim como Emma não era nem um pouco discreta ou tímida e tinha um cartaz verde escrito em letras prateadas “EMMA SWAN, BELLE FRENCH E MERLIN KNOWLES ENCONTREM COM AS IRMÃS MAIS LINDAS AQUI!”. Os dois começaram a ter uma crise de risos histérica porque a mais velha tinha avisado que faria um cartaz porém eles não acreditaram que ela teria coragem realmente para tal. Os adultos não estavam muito diferentes dos filhos ao ver o cartaz espalhafatoso da ruiva e os risos só aumentaram mais ao notarem que Regina e Cora estavam mais afastadas dela, cheias de vergonha da outra que ao lado do pai nem ligavam para as pessoas que passavam e os olhavam cheio de estranhamento. Pois imagine a cena, uma menina com um cartaz super escandaloso com alguns malões mais uma gaiola com uma coruja dentro no meio da estação de trem, não é algo comum para os trouxas (ou bruxos) londrinos se depararem com coisas do tipo no cotidiano.
— Ah vocês chegaram! — A ruiva exclamou. — Agora só falta a Belle.
— Você realmente acha que a Belle, tímida como é, vai se aproximar de você com esse cartaz nada discreto? — Merlin perguntou.
— Ah qual é? Nem é tão chamativo assim. São as cores da minha casa oras e espero que algum de vocês vá para lá também.
— Você sabe que a probabilidade é bem pequena não é? — Emma perguntou. — Talvez Regina possa ir mas também duvido muito. Falar nisso, oi Regina! — A loira acenou para amiga que virou o rosto não querendo se associar a nenhum deles próximo à irmã.
Todos riam da atitude da morena que mesmo de longe parecia estar vermelha de vergonha até perceberem Belle e a mãe se aproximando. Collete ria discretamente do exagero de Zelena enquanto a filha passava direto por eles e ia de encontro à Regina como se não conhecesse os outros três.
— HEY BELLE FRENCH EU TAMBÉM SOU SUA AMIGA! — A ruiva gritava para a pequena morena que continuou conversando com Regina que ainda ignorava a irmã.
— Filha acho que já está na hora de guardar esse cartaz e irmos não acha? — Henry falou. — Assim Regina, Belle e Cora vão para de fingir que não nos conhece.
— Eu que não conheço essas frescas! — A garota falou amassando o cartaz enquanto andava acompanhada dos outros. — Agora eu só tenho UM PAI E DOIS AMIGOS E SOU FILHA ÚNICA!!! — Ela dizia tudo isso passando pela mãe e as amigas e segurava o braço de Emma e Merlin um de cada lado e todos os outros riam.
— Zelena pare de drama. Nós te avisamos que iríamos fingir que não a conhecia caso você fizesse esse maldito cartaz espalhafatoso e mesmo assim você o fez! — Cora pontuou.
— Era pra ficar mais fácil deles nos encontrar!! — A outra protestou.
— Como se uma coruja das torres numa gaiola no meio da King’s Cross não fosse chamativo o suficiente. — Regina falou revirando os olhos e Zelena bufou.
— Vocês me perdoem os modos de minha filha mais velha mas ela nunca aprendeu o significado da palavra limites e discrição por mais que tente ensiná-la. Aliás sou Cora Mills, esposa de Henry que vocês já conheceram no Beco Diagonal imagino.
— Olá Cora, eu sou Mary Margaret Swan. Não precisa se desculpar por Zelena, Emma é igualzinha, na verdade pior já que ela não tem filtro nenhum.
— HEY! — Emma protestou mas foi ignorada pela mãe que continuou a conversar com Cora — Esse é meu marido David Swan, ele não estava no Beco Diagonal e esses são Eleonora e Elliot Knowles, pais de Merlin. — Eles acenaram para Cora e Henry.
— E eu sou Collete French, mãe da Belle mas acho que já nos conhecemos…
— Ah sim você trabalha no Ministério certo?
— Sim, trabalho no departamento para regulamentação e controle das criaturas mágicas e você acho que já a vi por lá.
— Sim, só que eu trabalho no departamento de catástrofes mágicas, sou obliviadora.
— Aham. — Henry arranhou a garganta as interrompendo. — Desculpe interrompê-las mas parece que se deixar ficarão falando sobre o Ministério o dia inteiro. — falou sorrindo.
— Oh me perdoem mas sou um pouca workaholic e se me deixarem falando sobre meu trabalho eu fico inteiro.
— A gente sabe… — Zelena e Regina falaram em uníssono.
—Não se preocupe senhora Mills, eu tenho o mesmo problema em casa. Passamos tanto tempo no trabalho que acaba que nosso maior assunto é justamente sobre ele mesmo quando queremos descansar dele. -Elliot falou
— Exato! Aliás pode me chamar de Cora, senhor Knowles e o senhor trabalha em quê? Sem querer ser indelicada.
— Ah meu serviço como trouxa não é algo realmente empolgante ou importante…
— Nah que isso! Todo trabalho é importante e necessário, seja bruxo ou trouxa. Eu tive um… amigo que era trouxa e ele era garçom, um emprego considerado simples mas que é necessário. E o ajudava a se manter e a pagar a faculdade. -Cora disse com simplicidade e sem querer conquistando a simpatia dos presentes, principalmente de Mary Margaret e David que vinham de famílias tradicionais puro-sangue, assim como Cora, e estavam acostumados a ver o puro desprezo e desdém desses para trouxas e nascidos trouxas.
— Nossa não esperava por isso. — David exclamou como assim.
— Como assim? — Cora perguntou.
— É que você é puro sangue e vem de uma família bem.. tradicional, afinal você é uma Lestrange não é antes de se casar com senhor Mills? E eles nunca demonstraram muito respeito por não bruxos ou nascidos trouxas e você é bem diferente.
— Eu fui uma Lestrange mas jamais compartilhei dos ideais deles tanto que fui deserdada. — Ela sorriu de lado. -Aliás minha família era próxima aos Swans e nunca ouvi falar de você, somente de James…
— Eu nasci sem magia então era normalmente deixado de lado nas reuniões em família, James era o queridinho que você, aliás mandou para Azkaban.
— Você que mandou tio James pra Azkaban? Sou sua fã! — Emma exclamou causando risada de Cora e descontraindo a conversa.
— Uma pessoa normal se torna fã da outra por grandes feitos como descobrir uma nova magia super revolucionária e pioneira ou por seus talentos artísticos e esportivos mas Emma Swan se torna fã de quem manda um membro da sua família para a prisão. — Regina falou com um sorriso debochado.
— Ué mas ele fez coisas ruins merecia ir para lá! — Emma constatou.
— Mas você não é obliviadora? Como prendeu o tio da Emma? — Belle perguntou.
— Mamãe era auror antes mas depois que eu e Regina nascemos ela achou que era “perigoso” demais e mudou de carreira. — Zelena falou revirando os olhos.
— Argh perigoso é só outra palavra para maneiro. Papai também fez algo parecido, parou com o trabalho em campo para ficar com serviço burocrático dentro da polícia depois que eu nasci. — Emma completou.
— Se nós fizemos isso foi por amor a vocês ingratas, ou vocês queriam correr o risco de perder os pais cedo por conta de trabalho perigoso? — Cora pontuou e as duas fizeram uma careta. — Senhor Knowles o senhor não me respondeu.
— Pode me chamar de Elliot. Eu sou Curador do Museu de Londres.
— Vive cercado por história e arte e ainda diz que não tem um serviço interessante como pode? E a senhora Knowles?
— Sou escritora de histórias infanto-juvenis. E pode me chamar de Eleonora- Ela respondeu.
— Mamãe escreve as melhores histórias. — Merlin falou pomposo. — São tão boas que até a Emma lê.
— Hey o que você quis dizer com isso? — A loira perguntou indignada enquanto todos riam.
— Chegamos agora temos que passar para chegar até o trem. — Henry falou ao se verem parados entre as plataformas 9 e 10.
— Mas o bilhetes deles está escrito que embarcam na plataforma 9 ¾ . Isso está certo? -Mary Margaret perguntou.
— Sim, está. Aqui na parede entre as plataformas 9 e 10 tem um portal para que os alunos possam passar e chegar até o trem. — Collete informou. — Belle vá na frente para que eles possam ver, é só ir direto pode ir correndo se tiver muito nervosa e já te sigo.
A menina confirmou com a cabeça nervosa e segurou firme no carrinho e correu em direção ao muro de pedra e quando parecia que ela ia se chocar contra ele, ela desapareceu e Collete seguiu a filha.
— Maneiro! — Emma e Merlin falaram juntos deslumbrados assim como seus pais estavam.
— Regina fez uma cara igualzinha a de vocês quando ela me viu passar pelo portal ano passado, parecia que nunca tinha visto magia na vida. -Zelena falou.
— Você sabe que não foi assim!- Regina falou.
— Eu vou agora! — Emma falou já correndo com o carrinho de bagagem em direção ao portal e passando por ele.
— EMMA ESPERA! — Gritaram seus pais seguindo a menina.
— Emma é muito afobada. — Elliot riu
— Percebo. — Cora confirmou.- Agora vão vocês.
Merlin olhou para os pais que se posicionaram cada um de lado e correram junto dele e passaram pelo portal.
— Agora somos nós irmãzinha e você finalmente embarcará no Expresso Hogwarts. — Zelena falou e correu passando pelo muro sendo seguida por uma Regina muito empolgada e pelos pais.
O lugar estava lotado de estudantes e pais que se despediam de seus filhos na plataforma. Se ouvia miados, piar de corujas, coaxares e muito falatório de pais se despedindo de seus filhos, amigos se reencontrando e conversando sobre as férias. As cinco famílias se espremiam até chegar perto das portas de um dos vagões e ajudarem seus filhos a entrarem. Depois de se acomodarem Zelena voltou a plataforma com o intuito de encontrar com alguns dos colegas que fez no último ano e depois voltaria para se juntar à eles e se despedir dos pais. Enquanto isso, os outros davam abraços calorosos de despedida recheados de promessas de escreverem para casa toda semana e de voltarem no Natal.
— Emma por favor se comporte e controle seu gênio e sua língua. — Mary falava com a filha com o rosto banhado de lágrimas por ter que se separar de sua princesinha pela primeira vez.
— Okay mamãe eu vou tentar.
— E nada de caçar confusão Emma, se for dito que não pode fazer alguma coisa ou ir algum lugar não vá! — David pediu mesmo sabendo ser improvável que a loira obedecesse.
— Tudo bem! Agora me deixem ir que o trem já vai partir. Olhe a Zelena chegou, tchau.
— Tchau senhor e senhora Swan. — Zelena se despediu deles.
— Tchau meninas!
Elas entraram e foram para seus vagões onde Regina, Belle e Merlin já estavam sentados as esperando porém só Merlin e Regina conversavam. Belle estava sentada próxima a janela quieta olhando a paisagem que passava por eles ao lado de fora, Regina olhou de Belle para irmã e Zelena entendeu o que deveria fazer. As duas sempre tiveram esse tipo de comunicação silenciosa que somente elas entendiam, isso era o que todos fora os pais de ambas pensavam, mas na verdade a ruiva era legilimente e havia aprendido controlar esse dom com a ajuda do pai então ela sabia quando a irmã mais nova queria lhe contar algo mas sem verbalizar.
Regina havia percebido o quanto French estava mais quieta que o normal, sabia que a amiga era tímida e não era uma tagarela como Zelena ou Emma mas desde que se despedira da mãe estava muito introspectiva deixando a morena preocupada, Zelena concordando com isso se sentou ao lado de Belle.
— Então pequena como eu sei que você ama animais que tal ir comigo até a cabine do meu amigo Lino Jordan? Ele trouxe uma tarântula gigante, você vai adorá-la.
— Não sei Zel… — Belle murmurou.
— Ah você vem sim! Você tá muito pra baixo e nós sabemos o quanto você estava animada pra vir para Hogwarts para agora ficar sim. Levanta e Merlin você vem junto já que prometi para os pais de vocês apresentá-los outros alunos e ensinar a vocês como interagir. Não Swan você fica, você só começará a aprontar no castelo.
Emma que estava se levantando se sentou novamente com a cara emburrada enquanto Regina ria da cara e os outros três saiam.
— Calma Emma, daqui a pouco eles voltam.
— Eu sei mas é uma tarântula gigante! Eu queria ver.
— Nah, deve ser só um pouco maior que o normal, se fosse realmente gigante não caberia nesse trem. E daqui a pouco a moça dos carrinhos de doces está passando e pelo que eu saiba eles não levaram dinheiro com eles. Podemos deixá-los passar vontade por terem nos abandonado. — A morena pontuou.
— Regina como você é má… por isso que eu te amo. — a loira respondeu sorrindo.
A senhora passou com o carrinho de lanches e elas compraram de tudo um pouco. Feijõezinhos de todos os sabores, bala de goma, chicletes de bola, sapos de chocolate, tortinhas de abóbora, bolos de caldeirão, varinhas de alcaçuz e muito mais. Elas guardaram os feijõezinhos de todos os sabores para dividir com os outros, foi a única coisa que guardaram aliás, elas estavam em uma disputa de quem conseguia pegar o sapo de chocolate com a boca quando ele pulasse mais rápido quando os três chegaram correndo esbaforidos.
— Vocês não sabem quem está no trem indo para o primeiro ano em Hogwarts conosco. — Belle falou assim que conseguiu recuperar o fôlego.
— Quem? — Emma e Regina perguntaram juntas.
— Espera. O que são todas essas embalagens de doces vazios? — Merlin perguntou e tanto ele quanto Zelena fizeram caras indignadas. — SEUS TRAIDORES!
— Regina eu sou sua irmã! Você tinha que guardar pra mim.
— Emma nós somos irmãos de alma, você tinha que comprar uns doces pra mim!
— Ser irmãos não significa que somos obrigados a dividir comida. — Emma disse.
— Não lembro de isso ser uma obrigação. -Regina completou.
— Aqui um bolo de caldeirão, dá pra nós três dividirmos. — Belle falou pegando um bolo que estava meio esquecido. Ela já estava melhor, seu pai tinha sido detestável com sua mãe mais cedo e se referiu aos bruxos como aberrações e aquilo magoou não somente à ela como a mãe e ela estava preocupada em deixá-la a sós com ele, ultimamente suas brigas tinham se tornado mais acaloradas e constantes.
— Hey isso é nosso! — A loira e a morena exclamaram juntas.
— Era de vocês agora é nosso. Muito bem Belle, você é uma ótima aprendiz. — Zelena falou orgulhosa a cutucando com o ombro deixando a menina vermelha.
— Você é uma péssima influência para Belle. — Regina comentou. — E aqui deixamos o pacote de feijõezinhos de todos os sabores para comermos todos juntos.
— Huuum vamos ver quem são os mais sortudos em pegar só sabores bons.
— Como assim todos os sabores? -Merlin perguntou.
— É que são todos mesmo. Desde chocolate, laranja, tutti-frutti até poeira, vômito e meleca. -Belle explicou.
— Ergh! — Falou enojado.
— Afinal quem está no trem? — Emma perguntou já pegando o primeiro feijão, colocando na boca e suspirando de alívio. Era uva.
— Ah sim, Harry Potter. — Merlin falou. — Ainda não entendi porque ele é famoso, todos estavam comentando como se ele fosse uma celebridade mas não falam o porquê.
— Se lembra da história do bruxo das trevas que a mãe de Emma contou que se tornou tão poderoso e era tão mau que todos os bruxos tem medo de falar seu nome e se referem à ele como Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado? — Regina perguntou à Merlin.
— Sim.
— Então, esse bruxo por alguma razão decidiu matar os Potter, e quem ele decidia eliminar ele fazia. E ele conseguiu matar Lílian e Thiago Potter mas por alguma razão quando ele tentou matar o Harry que era um bebê de um ano apenas o feitiço não funcionou e se voltou contra ele então nunca mais foi visto. Alguns acham que ele morreu, outros como mamãe e papai acham que ele ficou fraco demais para continuar e está por aí vagando.
— Nossa, agora entendi. Um bebê vencer o maior bruxo das trevas, parece loucura.
— Sim, mas é o que aconteceu. — Zelena falou séria. — Regina sabe se a mamãe sabia que ele estaria aqui?
— Acho que não, senão ela teria o procurado e nos falado. — Regina respondeu com a expressão pensativa.
— Por que sua mãe saberia? Ela conhecia os Potter? -Emma perguntou.
— Ela era melhor amiga da mãe de Harry. — Regina respondeu. -Tanto que meu nome do meio é em homenagem à ela, Regina Lílian Mills.
— OH!- Os outros três exclamaram sem saber o que dizer.
O silêncio perdurou até Merlin pegar distraidamente um dos feijõezinhos e levar a boca e cuspi-lo.
— ARGH QUE NOJO! Cera de ouvido.
As meninas caíram na gargalhada e começaram a comer os feijões pra valer, comemorando quando vinham bons sabores e fazendo caretas quando vinha sabores ruins até aparecer um menino gordinho na porta, com cara chorosa perguntando se eles haviam visto seu sapo, Trevor, por aí. Eles responderam que não e ele foi embora. Alguns minutos depois apareceu uma menina com cabelos cheios e cacheados e um ar de mandona, já vestida com o uniforme.
— Um menino Neville perdeu o sapo dele, vocês o viram?
— Já falamos à ele que não. — Zelena falou revirando os olhos mas parou ao lembrar de uma coisa. -Vá até a cabine onde está os Jones, o mais novo, Killian parecia estar escondendo algo, acho que pode ser o sapo desse Neville.
— Muito obrigada… qual seu nome mesmo?
— Zelena Mills. E essa é minha irmã Regina e esses são nossos amigos Emma Swan, Belle French e Merlin Knowles. — Zelena falou apontando os amigos e os apresentando. — E você?
— Obrigada Zelena. Sou Hermione Granger. Você é Merlin Knowles por acaso é parente de Eleonora Knowles?
— Sim, ela é minha mãe. — O menino respondeu.
— Já li todos os livros da sua mãe, ela é genial. Então já vou lá ah e é melhor já trocarem de roupa já estamos quase chegando. — Falou Hermione se retirando da cabine.
— Essa menina… ela é meio mandona né? — Emma comentou.
— Sim mas ela está certa. Estamos quase chegando. — Belle constatou após olhar pela janela.
Eles se trocaram e continuaram conversando até o trem parar e eles descerem do trem. A plataforma estava apinhada de gente então viram um homem gigantesco balançando uma lanterna sobre a cabeça dos alunos e falava:
— Alunos do primeiro ano! Primeiro ano aqui! Tudo bem Harry?
Regina e Zelena se viraram rápido para tentar avistar o menino mas no meio daquela multidão não conseguiram.
— Vamos, venham comigo. Mais alguém do primeiro ano? — Hagrid chamou novamente.
— Vão lá com Hagrid, vamos nos separar aqui. Os vejo mais tarde no castelo, espero que algum de vocês vão para Sonserina. — Zelena falou piscando para eles.
— Até mais. — Eles responderam e seguiram Hagrid por um caminho que parecia ser estreito e íngreme e estava muito escuro.
— Vocês vão ter a primeira visão de Hogwarts em um segundo. — Hagrid gritou por cima do ombro. — Logo após essa curva.
Todos falaram um “uau” bem alto. O caminho estreito se abrira de repente até a margem de um grande lago escuro. Encarapitado no alto de um penhasco na margem oposta, as janelas cintilando no céu estrelado, havia um imenso castelo com muitas torres e torrinhas.
— Só quatro em cada barco! — gritou Hagrid, apontando para uma flotilha de barquinhos parados na água junto à margem. Emma, Regina, Belle e Merlin correram até um e se acomodaram em um.
— Olha essa vista que linda! — Belle exclamou.
— Incrível! — Emma murmurou enquanto Regina e Merlin olhavam a paisagem encantados.
— Todos acomodados? — Hagrid perguntou. — Então… vamos!
A flotilha seguiu todos ao mesmo tempo deslizando pelo lago que parecia ser feito de vidro, quanto mais se aproximavam do castelo mais ele se agigantava as suas frente deixando não somente os quatro amigos mas como todos os outros alunos embasbacados e admirados.
— Abaixem as cabeças! — Hagrid gritou quando os primeiro barcos se aproximaram do penhasco. Todos abaixaram as cabeças e os barquinhos atravessaram uma cortina de hera que ocultava uma larga abertura na face do penhasco. Foram impelidos por um túnel escuro que os levaram até um cais subterrâneo onde desembarcaram.
Hagrid achou o sapo de Neville que ficou extremamente feliz ao ver o animal, Emma ia falar alguma gracinha mas Merlin a deu um cutucão para ela se calar então a menina só prendeu o riso. Eles subiram por uma enorme escada de pedra e se aglomeraram em frente a uma enorme porta de carvalho.
— Estão todos aí? Você ainda está com seu sapo? — Hagrid perguntou e então bateu na porta três vezes que abriu num rompante revelando a professora Minerva McGonagall, que o quarteto já conhecia.
— Alunos do primeiro ano, Professora Minerva McGonagall. — Hagrid informou.
— Obrigada Hagrid, eu assumo eles daqui em diante. — a professora lhe falou. Ela abriu a porta e eles a seguiram pelo saguão que era gigantesco com archotes ardendo em chamas flamejantes nas paredes de pedra até uma imponente escada de mármore que levava aos andares superiores onde Zelena e os alunos de outros anos já deviam estar reunidos.
A professora os levou até uma sala ao lado saguão onde todos os alunos do primeiro ano se reuniram, um pouco mais apertados que o normal, os quatro olham nervosos uns para os outros se dando conta finalmente de que estavam em Hogwarts e que em instantes iriam ser selecionados para as casas e um medo repentino se instalou neles. E se eles fossem para casas diferentes o que fariam?
Regina sabia pelas histórias que seus pais contava à ela e a irmã que era muito possível continuar cultivando amizade com pessoas de outras casas, que não havia necessidade de romper laços então ela decidiu repetir a promessa que seus pais mais Lílian e Fiona fizeram em seus primeiro dia em Hogwarts e cumpriram. Ela segurou na mão de Emma e Merlin que segurou na de Belle e então lhes sussurrou:
— Vamos prometer que não importa para qual casa iremos nunca nos distanciaremos e que continuaremos melhores amigos e isso se aplica a Zel também mesmo ela não estando aqui.
— Então somos melhores amigos? — Belle murmurou.
— Claro que sim! — Regina respondeu. — Então prometem?
— Prometemos. — Os três responderam e a morena sorriu.
— Bem vindos a Hogwarts. — Disse a professora Minerva. — O banquete de abertura do ano letivo começa daqui a pouco, mas antes de se sentarem às mesas vocês serão selecionados por casas. A Seleção é uma cerimônia muito importante porque, enquanto estiverem aqui, sua casa será uma espécie de família em Hogwarts. Vocês assistirão a aulas com o restante dos alunos de sua casa, dormirão no dormitório da casa e passarão tempo livre no salão comunal. As quatro casa chamam-se Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina. Cada casa tem sua história honrosa e produziu bruxos e bruxas extraordinários. Enquanto estiverem em Hogwarts os seus acertos renderão pontos para sua casa, enquanto erros a farão perder. No fim do ano, a casa que tiver com o maior número de pontos receberá a taça da casa, uma grande honra. Espero que cada um de vocês seja motivo de orgulho para a casa à qual vier pertencer. A Cerimônia de Seleção das casas vai se realizar dentro de alguns minutos na presença de toda a escola. Sugiro que vocês se arrumem o melhor que puderem enquanto esperam.
Ela olhou reprovadoramente para dois meninos que estavam um pouco mais a frente deles, Regina reconheceu um deles como sendo Neville, o menino do sapo perdido, e outro era um menino ruivo que tinha uma mancha de sujeira no nariz que ela não conhecia. Ela percebeu um menino magricela, de cabelo pretos e bagunçados tentando ajeitá-los quando ela viu a cicatriz em forma de raio em sua testa e ela se deu conta que aquele era Harry Potter, afilhado de sua mãe mais conhecido como O Menino Que Sobreviveu. A menina ficou prestando atenção nele e percebeu que apesar das roupas novas, provavelmente compradas na Madame Malkin, o menino não tinha a aparência de ser bem cuidado, era muito baixo e muito magro para sua idade. Regina sabia exatamente que contaria isso em sua carta para a mãe no dia seguinte.
Emma tentava a todo custo ajeitar as roupas o melhor que podia e os cabelos loiros e longos. Mas estava se bagunçando mais do que ajeitando arrancando um riso dos amigos, eles não estavam tão nervosos para a Seleção já que Zelena tinha contado à eles que não era realmente nada demais ou assustador. Regina se virou para a loira e ajeitou sua capa e a alisou em seguida virou Emma de costas para si e começou a fazer uma trança bem rápido no cabelo dela após desembaraçar os fios com os dedos.
— Como você conseguiu bagunçar seu cabelo desse jeito em poucos segundos? Ele estava bom antes de você tentar ajeitá-los. — A morena resmungou.
— Ela é muito sem jeito ainda mais quando está nervosa. — Merlin explicou.
— Mas por que a seleção tinha que ser logo na frente da escola toda? Eu não ficaria nervosa se fosse só aqui entre a gente, novatos. — Swan resmungou.
— Emma você está com vergonha? Achava que a tímida era eu não você. — Belle brincou.
— Realmente a Zelena é uma péssima influência para você. — Emma falou assim que Regina terminou com seu cabelo foram surpreendidos com uns vinte fantasmas passando pela paredes dos fundos sala, eles conversavam entre si e nem prestavam atenção neles. Tinha dois deles, um frei e um com roupas que pareciam bem antigas com rufos no pescoço, que conversavam sobre um tal de Pirraça que merecia perdão sobre alguma coisa até que repararam nas crianças que os olhavam assustadas e embasbacadas.
— Oh alunos novos, espero que vão para a Lufa Lufa, minha antiga casa sabe?
— Vamos andando agora. A seleção das casas vai começar. — A professora Minerva voltara. — Agora faça uma fila e me sigam.
Os alunos a seguiram em fila até o salão que era coisa mais linda que os quatro julgavam já terem vistos. O grande salão era todo iluminado por milhares de velas flutuantes ao redor das mesas quatro mesas enormes onde os outros alunos já estavam sentados e havia uma grande mesa à frente no salão onde estavam os professores, o céu logo perceberam (e Merlin já tinha lido e Zelena confirmado) era encantado para parecer o céu noturno lá de fora. Eles se organizaram em um fila uns ao lado do outro de costas para os professores, a professora McGonagall silenciosamente colocou um banquinho de quatro pernas diante deles e em cima do banquinho pôs um chapéu pontudo de bruxo que tinha uma aparência suja e surrada. Todos olhavam atentamente ao chapéu até vê-lo se mexer e começar a cantar:
Ah, vocês podem me achar pouco atraente,
Mas não me julguem só pela aparência
Engulo a mim mesmo se puderem encontrar
Um chapéu mais inteligente do que o papai aqui.
Podem guardar seus chapéus-coco bem pretos,
Suas cartolas altas de cetim brilhoso
Porque sou o Chapéu Seletor de Hogwarts
E dou de dez a zero em qualquer outro chapéu.
Não há nada escondido em sua cabeça
Que o chapéu Seletor não consiga ver,
Por isso é só me porem na cabeça que vou dizer
Em que casa de Hogwarts deverão ficar.
Quem sabe sua morada é a Grifinória,
Casa onde habitam os corações indômitos.
Ousadia e sangue-frio e nobreza
Destacam os alunos da Grifinória dos demais;
Quem sabe é na Lufa-Lufa que você vai morar,
Onde seus moradores são justos e leais
Pacientes, sinceros e sem medo da dor;
Ou será a velha e sábia Corvinal,
A casa dos que têm a mente sempre alerta,
Onde os homens de grande espírito e saber
Sempre encontrarão companheiros seus iguais;
Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa
E ali fará seus verdadeiros amigos,
Homens de astúcia que usam quaisquer meios
Para atingir os fins que antes colimaram.
Vamos, me experimentem! Não devem temer!
Nem se atrapalhar! Estarão em boas mãos!
(Mesmo que chapéus não tenham pés nem mãos)
Porque sou único, sou um Chapéu Pensador!
Assim que ele terminou todos bateram palmas enquanto o chapéu fazia uma reverência para as quatros mesas e ficava quieto novamente. Minerva desenrolou um longo pedaço de pergaminho e começou a chamar os nomes dos alunos.
— Abbott, Ana! — a menina sentou no banquinho e a professora pôs o chapéu em sua cabeça e alguns instantes depois o chapéu gritou
— LUFA-LUFA! — A mesa à direita rompeu em palmas e gritos comemorando.
Assim ela foi chamando um a um e a cada seleção as mesas da casa rompiam em aplausos.
— French, Belle. — A professora chamou.
A menina olhou para os amigos que lhe sorriram e ela seguiu em frente e sentou no banco e a professora pôs o chapéu em sua cabeça. Ela então ouviu o chapéu falar dentro de sua mente. “Huumm vejo aqui muita inteligência e uma grande sede por saber mas também vejo o quão boa, esforçada, paciente e leal que é… acho que sua casa ideal será…
— LUFA-LUFA! — O chapéu gritou.
— Acho que isso já era meio óbvio não? — Merlin sussurrou para Regina e Emma.
— Eu tinha esperanças de ela ir para a Corvinal, ela muito inteligente. — Regina falou.
— Granger, Hermione.
— GRIFINÓRIA!
— Jones, Killian. — Um menino de cabelos bem pretos e olhos azuis foi até a professora.
— Não foi esse que Zelena contou que pegou o sapo de Neville? — Emma sussurrou.
— É esse sim. — Regina confirmou. -O irmão dele mais velho é companheiro de casa da Zel eles são bem parecidos, só os olhos são de cores diferentes.
— SONSERINA! — A mesa a extrema direita explodiu em aplausos.
— Zelena não deve ter gostado muito disso. — Merlin murmurou.
— Com certeza não! — Regina concordou.
— Knowles, Merlin. — O menino se adiantou e sentou no banco, o chapéu mal tinha tocado sua cabeça quando gritou
— CORVINAL! — Foi a vez da mesa à esquerda aplaudir.
— Agora somos só nós duas. -Emma murmurou para Regina enquanto a professora Minerva chamava Neville Longbottom e o chapéu o selecionava para a Grifinória. — Acho que já sei para qual casa eu irei.
— Eu também. Mas não podemos esquecer a nossa promessa ok? -Regina falou.
Agora era a vez de Draco Malfoy experimentar o chapéu que imediatamente o mandou para a Sonserina.
— Mas é claro! — Emma falou. — Cuide do Merlin, lá na Corvinal tá?
Regina olhou para ela e acenou com um sorriso, McGonagall a chamou.
— Mills, Regina. — Ela apertou a mão da amiga e seguiu em frente.
Zelena que estava atenta a seleção dos amigos sorriu ao ouvir o nome da irmã, ela já sabia que ela provavelmente iria para a Corvinal e dito e feito o chapéu mas encostou nos cabelos da Mills mais nova quando o chapéu gritou:
— CORVINAL!
Regina sorriu e seguiu para a mesa a esquerda que a aplaudia e sentou ao lado de Merlin. Chamaram mais alguns nomes e então Minerva chamou Harry Potter, todo o salão ficou em silêncio. Regina e Zelena se olharam e voltaram seus olhares ao menino que parecia nervoso, passou-se uns minutos com o chapéu em sua cabeça até ele ser selecionado para a casa da Grifinória. A mesa que estava localizada na extrema esquerda do salão rompeu em palmas e vivas ao receber o jovem bruxo. Mas alguns outros alunos foram chamados até chegar a vez de Emma.
— Swan, Emma!
Assim como Regina e Merlin, o chapéu mal encostou em sua cabeça e gritou Grifinória, ela saiu correndo para a sua mesa e no caminho passou por seus amigos que agora eram corvinos e sorriu para eles que retribuíram. Mas alguns nomes foram chamados até a seleção ser encerrada e a professora McGonagall retirar o banquinho e o chapéu de lá. O diretor Alvo Dumbleodore se levantou e sorria para os alunos de braços abertos e falou:
— Sejam bem vindos! Sejam bem vindos a um novo ano em Hogwarts! Antes de começarmos nosso banquete, eu gostaria de dizer umas palavrinhas: Pateta! Chorão! Destabocado! Beliscão! Obrigado.
Ele então sentou-se e foi aplaudido por todos. Emma aplaudia mas sem entender e falou:
— Ele é doido?
— Um pouco mas é brilhante, o melhor bruxo dos nossos tempos. — Uma menina morena de olhos azuis a respondeu. — Sou Ruby Lucas.
— Emma Swan.- ela respondeu e então olhou para o prato a mesa agora estava repleta de comida. — UAU! Nunca vi tanta comida assim na minha vida. — Ela falou enquanto enchia o prato de um pouco de tudo que tinha na mesa.
Ruby riu da gula da menina e começou a se servir também enquanto falava.
— Eu já. Minha vó é dona de restaurante, eu e minha irmã a ajudavamos antes de virmos para cá. Você é a Swan amiga da Zelena não é?
— Sou sim, você a conhece?
— Sim, somos do mesmo ano e temos algumas aulas juntas. Ela pediu para que se algum de seus amigos viesse para a Grifinória e cuidasse deles.
— Só eu vim para a Grifinória do nosso grupo e eu não preciso que cuidem de mim.
— Zelena só é super protetora com os amigos. — Um menino ruivo falou. -Às vezes nem parece que é sonserina. Na verdade acho que é a única que presta daquela casa.
— Por isso todos acham que ela é nossa irmã também, além do fato de sempre nos ajudar com nossas pegadinhas. — O outro menino idêntico ao primeiro completou a fala do irmão. Gêmeos, Emma concluiu.
— E vocês são? — Emma perguntou.
— Fred e George Weasley, somos amigos da Zelena também.
— Então foi com vocês que ela encheu um corredor de bomba de bosta?
— Exato!
Na mesa da Lufa-Lufa a pequena Belle se sentia um pouco intimidada por estar sozinha sem seus amigos. Ela gostava da história de sua casa, já tinha lido sobre Helga Hufflepuff e admirava profundamente mas no momento ela preferia estar na Corvinal ou Grifinória, até a mesmo a Sonserina para poder estar com Zelena. Ela foi retirada de seus pensamentos quando uma menina baixinha e loira a cutucou e perguntou seu nome com um sorriso.
— Belle French e o seu?
— Sou Isabella Lucas mas todos costumam me chamar de Tinker. É seu primeiro ano né? Conhece alguém daqui?
— Olá Tinker. Bem conheço mas nenhum dos meus amigos foram selecionados para a Lufa Lufa.
— Huuum, acho que me lembro de você. Você era a menina que estava com a Zelena mais cedo lá no Expresso Hogwarts certo?
— Sim, sou eu.
— Então não se preocupe, todo amigo da Zel é meu amigo também.
Belle se sentiu imediatamente acolhida e olhou para a Zelena que estava na mesa ao lado, a ruiva ao perceber um olhar sobre ela parou a conversa que estava tendo com August Booth sobre quadribol e olhou em direção da Belle que lhe sussurrou um “obrigada”. Ela ficou um pouco perdida de primeira até ver quem estava sentada do lado da menina conversando com ela e sorriu, retornando ao seu papo com Booth.
Na mesa da Corvinal Regina e Merlin conversavam com o fantasma da Dama Cinzenta e ela falava com eles sobre os professores.
— Já conhecemos a Professora McGonagall mas quem são os outros? — Merlin perguntou.
— Aquele com um turbante é o Professor Quirrell, ele ensina Defesa contra as Artes das Trevas e o moreno ao lado dele é o Professor Snape que ensina Poções mas há anos almeja o cargo do Quirrell, ele é diretor da Sonserina.
— Snape… já ouvi falar dele. — Regina murmurou. -E o baixinho e a senhora com chapéu?
— Aqueles são o Professor Flitwick que ensina Feitiços e é o diretor da Corvinal, ele é um amor e um grande duelista. Está sempre disposto a ajudar os alunos. A mulher é a Professora Sprout, ela ensina Herbologia e é diretora da Lufa Lufa.
Assim se desenrolava a conversa deles até acabarem o jantar e as sobremesas desaparecerem e o professor Dumbledore ficar de pé mais uma vez e o salão inteiro ficar em silêncio.
— Hum… só mais uma palavrinhas agora que já comemos e bebemos. Tenho alguns avisos de início de ano letivo para vocês. Os alunos do primeiro ano devem observar que é proibido andar na floresta da propriedade. O Sr. Filch, o zelador, me pediu para lembrar a todos que não devem fazer feitiços nos corredores durante o intervalo das aulas. Os testes de quadribol serão realizados na segunda semana de aulas, os interessados procurar a Madame Hooch. E, por último, é preciso avisar que, este ano o corredor do terceiro andar ao lado direito é proibido a todos que não quiserem ter uma morte muito dolorosa.
Após os avisos todos cantaram o hino de Hogwarts e seguiram para os salões comunais de suas casas, os alunos do primeiro ano seguindo seus monitores. Estavam todos exaustos e precisavam de descanso já que no dia seguinte começariam as aulas.
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