Sem parentes em condições de criá-la, Jennifer teve de ser encaminhada ao orfanato mais próximo, o Lar para Crianças Dia Melhor.

Uma assistente social muito simpática foi quem levara a menina para conhecer o local. Chegando lá Jennifer observou a casa grande e antiga, mas muito bem cuidada, na qual viveria de agora em diante.

Entraram e deram de cara com uma senhora, devia ter uns 60 anos, muito feia, tinha cara de pastel velho, parecia uma pessoa extremamente brava.

_ Bem vinda ao nosso orfanato _ disse a velha examinando Jennifer.

_ Obrigada _ falou a menina, com medo.

_ Meu nome é Teresa, sou a diretora do orfanato _ continuou a senhora _ HELEN!!!!!!!!! _ gritou.

Entrou na sala, de repente, uma moça, pelas roupas era a empregada, muito bonita, cabelos pretos, olhos verdes, pele amorenada.

_ Pois não, senhora _ falou Helen.

_ Leve a novata para conhecer o orfanato e mostre a ela seu quarto _ ordenou Teresa.

_ Claro, senhora _ obedeceu a empregada.

Helen então pegou na mão de Jennifer de um jeito que só sua mãe já havia feito, pela primeira vez após o acidente a menina se sentia bem.

Subiram as escadas e encontraram uma salinha, havia dois corredores, um à esquerda e outro à direita, as paredes eram repletas de quadros, Jennifer podia notar, nas imagens retratadas, pessoas que a assustavam, eram rostos de, provavelmente, antigos funcionários do local, grande parte deles tinha um semblante de pastel velho, lembrando a senhora Teresa, mas havia também certa alegria no recinto, algumas cadeiras encostadas nas paredes, com assentos coloridos, e pequenas mesas de centro com toalhas xadrez e vasos com belas flores brancas, amarelas e vermelhas.

_ Bem, Jenn, posso te chamar de Jenn né? _ perguntou Helen.

Jennifer, agora com um apelido, balançou a cabeça afirmativamente.

_ O corredor da esquerda leva aos dormitórios das meninas e o da direita aos dos meninos, vamos primeiro colocar sua mala no quarto e depois damos uma volta pelo orfanato.

As duas seguiram à esquerda. O corredor era bem comprido, com várias portas, o que indicava vários quartos, e mais quadros quase escondendo as paredes e amedrontando a menina, haviam papéis colados em cada uma das portas até que Helen pareceu encontrar o que queria.

_ Jenn, este aqui é o quarto no qual ficará. É o que achamos mais adequado para você.

Elas entraram, encontraram duas meninas, uma sentada em uma cama no fundo do quarto e a outra arrumando alguns brinquedos. A menina que mexia nos brinquedos parou e veio na direção da Jennifer.

_ Olá, você deve ser a Jennifer, sou a Margareth, Margareth Johnson _ falou a garota.

_ Oi, sou sim, mas pode me chamar de Jenn _ respondeu Jennifer.

_ Julie, venha cumprimentar a nossa nova colega _ disse Margareth para a outra menina, que parecia muito atenta a um livro e nem se moveu. _ bem, deixe pra lá, ela adora ler.

_ Cadê a Leslie? _ indagou Helen.

_ Foi lá fora pular amarelinha _ respondeu Margareth.

_ Está bem, Jenn deixe sua mala aqui e vamos conhecer o orfanato _ pediu Helen _ querem vir junto meninas?

_ Vou sim _ disse Margareth.

Julie nem respondeu.

_ Deixe ela, leitura é muito bom para as crianças.

_ Aqui no fim do corredor você encontrará os banheiros, temos três aqui em cima, e aqui é minha despensa, não é muito importante a não ser que brinquem de esconde-esconde _ cruzaram todo o corredor novamente e Helen continuou _ estes são só quartos, para lá ficam os dos meninos _ desceram as escadas, na sala, a assistente social e Teresa ainda conversavam, foram em direção à uma porta _ Aqui está a cozinha, e esta é Judith, nossa cozinheira _ falou Helen indicando uma senhora que estava de costas mexendo nas panelas.

Judith era uma senhora, em torno de 40 anos, cabelos castanhos.

_ Prazer em conhecê-la mocinha _ disse Judith.

_ Oi _ respondeu Jenn.

Elas continuaram o tour, conheceram a lavanderia, a sala de jogos, até que foram para o jardim, onde Helen apresentou Mark, o jardineiro, homem jovem, aparêcia de 20 anos, era muito bonito, cabelos pretos e olhos castanhos.

Foram para a praça, era um lugar lindo, canteiros de flores muito bem cuidadas, Mark fazia muito bem seu trabalho, tinha carrossel, gangorras, balanços, e um ótimo espaço para piqueniques, havia muitas crianças brincando na praça, Helen e Margareth levaram Jenn até uma menina, loira, cabelos cacheados, e Margareth disse:

_ Leslie, esta é Jennifer, nossa nova colega de quarto.

Leslie se virou, tinha cara de poucos amigos, olhos azuis, nariz empinado.

_ Oi Jennifer _ falou Leslie _ sou Leslie Horton.

_ Olá Leslie, me chamo Jennifer Lewton.

As meninas então resolveram ir todas par o quarto conversar com Jennifer e, principalmente, com Julie.

Helen ficou na sala para cumprir suas tarefas, as três foram para o corredor da esquerda, entraram em seu quarto e encontraram Julie dormindo.

Conversaram um pouco, falaram sobre a vida no orfanato, desfizeram a mala de Jenn, enquanto a novata tentava se conformar com o fato de que as meninas não iam à escola, eram ensinadas pela própria Teresa e uma outra senhora chamada Betty.

Passados alguns dias Jenn ganhou uma pequena festa de Margareth, Leslie, Helen e Julie com quem começara a conversar. As três meninas se juntaram e compraram um presente para Jenn, um vestido rosa muito bonito para a festa de Teresa que seria dali algumas semanas, Helen deu seu presente, uma boneca de pano a qual Jenn chamou Samantha.

As outras crianças do orfanato ficavam muito afastadas das quatro meninas.

Passaram-se 4 anos e as quatro tinham seus dez anos já completos, ainda sem ter se enturmado com as outras crianças do orfanato.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.