Hogwarts --- Uma nova era
5 A namoradinha do Simon
Notas iniciais
Hoje, acordei com uma gritaria vindo dos dormitórios, me levanto e olho minha cara toda pintada no espelho da comunal. Limpo o rosto e subo o dormitório olhando todos escondidos no quarto dos meninos, debatendo sobre o jornal de hoje, o motivo da fulia toda era que, o 3°Andar estava liberado. Me sento ao lado de Thuane, nossa monitora, ela lia atentamente o jornal e eu também, no mesmo estava escrito:
'' Boas novas, nossa querida diretora nos informou de que o 3°Andar está liberado, os professores que tinham suas salas estabelecidas nos locais estão liberados, a nossa Biblioteca finalmente re-abriu e agora vocês, caros alunos, podem visita-la para estudo das matérias. ''
Muitos estavam se debatendo naquela hora, nos perguntávamos se a nossa diretora não estava louca, possuída, e se nossos pais não iriam não iriam cogitar a hipótese de nos tirar de Hogwarts. Depois de alguns minutos de discussão, nosso diretor de casa estava nos observando, sério como sempre.
– Em vez de questionarem o jornal e a diretora, arrumem seus materiais e vão para o 3°Andar e esperem na sala de feitiços, teremos aula agora. — Richard suspira, olha cada um nos olhos e desaparece.
Suspiro e arrumo meus materiais indo para o 3°Andar com Cornélio, estávamos conversando sobre o jornal também. Vejo uma garota esbarrando em nós fazendo os nossos materiais caírem, ela recupera seus livros e corre pra sala de feitiços, logo em seguida adentrando a mesma.
– Nossa, nem pra pedir desculpas a garota pede, que falta de educação cara. — Cornélio resmunga, ele se agacha comigo e os livros que estavam no chão.
– Vai ver ela tem medo do professor. — Rio e pego o resto dos livros, chego até a porta e olho Cornélio. — Minha deixa, falou cara.
– Falou, vou pra aula de Astronomia, tenho que aprender sobre os cosmos, e me tornar um cavaleiro defensor de Athena. — Ele diz orgulhoso e sai correndo.
– Se ele soubesse que Athena não existe. — Dou uma risada, eu não acreditava nesse lixo de deuses e tudo mais, mas preferia não discutir em público. Entro na sala e sento na frente, olhando o professor.
– Muito bem, página trezentos e cinquenta e quatro. — Ele ordena, começo a passar os livros mas estranhamente o livro só ia até a página cento e cinquenta e cinco. Levanto a mão. — Diga. — Ele olha para mim.
– Professor houve um engano, este livro só vai até a página cento e cinquenta e cinco. — Me levanto e vou até ele mostrando as páginas, ele me olha friamente.
– Vai ver porque este livro, é o de Astronomia, garoto. — Ele bufa e olha a todos e depois para mim. — Sente com Lexi, e se houver papinho entre os dois, é -50 pontos dos dois! — Ele se senta e começa a ditar a aula.
~ Uma hora até a aula prática ~
Estava adorando aquela aula de feitiços, a professora Rebeca havia aparecido e eles estavam conversando com risinhos enquanto fazíamos a atividade, quando ela se foi ele ficou alegre, dando a aula mais calmo do que antes e compreendia até as perguntas bestas.
– Bom crianças, aula prática, varinhas em mãos e de pé. — Ele fala com um sorriso bastante curto no rosto, pega alguns besouros o que me irrita e larga no chão aumentando de tamanho. Ele chuta os besouros que começam a correr em volta da sala. Olho para Lexi ao meu lado e percebo que ela estava vermelha, ela me empurra.
– Licença Simon. — Ela diz séria e vai até o professor apontando o dedo no rosto dele. — VOCÊ É UM MONSTRO QUE MALTRATA ANIMAIS, VOCÊ PENSA QUE É QUEM PRA FAZER ESSE TIPO DE COISA?! VOU RECLAMAR PARA A DIRETORIA É VOCÊ VAI SE DAR MUITO MAL E... — Ela se assusta dando passos para trás quando ele saca a varinha e a olha no fundo dos olhos.
– E, o que? Você pensa que é quem garota, representante do Ibama? — Ele diz friamente, se aproximando dela enquanto ela se afasta, todos nós inclusive eu estávamos olhando eles, calados. — Aponte, esse seu dedo sujo para mim, e você perderá seus braços, ouviu bem?! Criança! — Ele grita e ela começa a chorar, voltando para o lugar dela, ela se senta ao meu lado com a cabeça na mesa chorando.
Me aproximo dela, sentado e começo a fazer cafuné nela, ela deita em minhas pernas e molha minha barriga ainda chorando.
– Ele é um monstro Simon... E um dia vai se dar mal... — Ela choraminga pra mim.
– Eu sei disso, mas você tem sorte de que ele não te agrediu e nem te tirou pontos... Vai ficar tudo bem Lexi... — Sorrio pra ela, tentando consola-la. Ela sorri pra mim e acaricia meu rosto, dando um beijo em minha bochecha. Fico corado e olho todos que percebiam a cena romântica em volta, inclusive o professor que se matava rindo.
– A NAMORADINHA DO SIMON! — Um garoto diz, rindo.
– Simon ta namorando, Lexi ta namorando, os dois tão juntinhos, lá lá lá. — Uma garota começa a cantar, rindo e os outros começam a gritar.
– TA NAMORANDO! TA NAMORANDO! TA NAMORANDO! — Olho em volta com extrema vergonha e percebo que Lexi também estava vermelha de vergonha.
– Com quem será, com quem será que o Simon vai casar, vai depender... Vai depender se a Lexi vai querer! — Diz Richard, rindo com os alunos.
Lexi escuta e fica mais vermelha ainda, saindo correndo levantando uma fumaça rosa enquanto chora, observo e penso em ir atrás mas a porta se fecha e se tranca, olho pra Richard que sorri cinicamente para mim.
– Não. — Ele ri e começa a dar a aula prática.
~ Depois das aulas ~
Havia estranhado que os terceiros períodos foram de feitiços, estava preocupado com Lexi então decidi correr para o Salão vendo se a encontrava, e la estava ela no colo da diretora, que retirava uma mecha de seu cabelo do rosto e a consolava. Sorrio fraco e vou até ela.
– Lexi, você está bem? — Murmuro, com vergonha por falar com ela na frente da diretora.
– Sim Simon, eu estou... Obrigada por perguntar. — Ela sorri fraco.
– Ah... O.k, eu só queria saber porque... — No mesmo instante aquele Salão pacífico vira uma zona de greve. A vice-diretora entra com raiva.
– Eu quero saber, por que diabos, vocês, professores indesejáveis, não deram aula? Exceto o Richard e o Vinicius que tiveram de improvisar tudo! — Ela grita, ignorando todos alunos a volta.
– Vai ver porque queremos a droga de um café expresso nas nossas salas! — Grita Rebeca, com sua prima, Ale.
– O café expresso eu vou botar na sua... — Ela para o que estava dizendo, para não se rebaixar e respira fundo. — Então é por causa do café expresso? Beleza. — Ela sorri cinicamente e sai dali, enquanto metade dos professores começam a xingar a mesma, ameaçando não dar aula por causa do café expresso.
Olho tudo aquilo e depois para a diretora.
– Com todo respeito diretora, mande eles a merda. — Suspiro e me afasto. Vou para o dormitório e não percebo que ela sorria pra mim, da cadeira.
~ Minutinhos depois. ~
Chego a comunal e depois ao dormitório, deito em minha cama, me tapo com o cobertor azul da nossa casa, e durmo.
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