Notas iniciais
Começo já por pedir mil desculpas. Eu sei que jurei pela minha vida que postava na segunda, mas não deu mesmo. Naquele dia eu não me senti nada bem e ontem caí á cama de doente. Sério, desculpa mesmo, principalmente ao Moço De Pão, que até se deu ao trabalho de me enviar MP perguntando sobre a fic. Bem, não vou mais segurar vocês com minhas desculpas, falamos nas notas finais. Boa Leitura.

Essa deve ter sido uma das piores noites da minha vida. Estava dormindo muito descansado, sonhando com panqueca e um mundo sem dragões nem mulheres, quando sinto algo beliscando a minha cara.

Quando abro os olhos, Merlin, o maldito pato de Thomas, estava em cima da minha cama, bicando o meu nariz. Assim que o enxotei para fora, o bicho ficou maluco. Grasnava que nem louco, correndo á volta da cama e puxando meus lençóis. Me levantei para o pôr numa caixa qualquer. Podia ser que assim ficasse quieto.

Então vi que Thomas também estava levantado. Ao início pensei que o cara também tivesse acordado com o barulho do pato, mas depois reparei que ele tava de olhos fechados, e tinha a cabeça tombada para o lado. Achei que ele fosse sonâmbulo, então tentei pôr ele de volta na cama, porque eu sei que não se deve acordar gente com sonambulismo.

Aí o cara abriu os olhos de repente, e eles estavam brancos. Brancos mano, totalmente brancos! Acho que nunca vi coisa tão arrepiante na minha vida inteira!

Devo ter dado um grito tão alto que acordou a escola inteira, porque logo depois Professora Paddock apareceu com Steven atrás dela. Assim que eles chegaram, Thomas começou a tremer e a balbuciar besteiras tipo “Sai! Não entra aí!” e “Larga ele!”. Logo que o viu assim a Professora mandou meu primo o carregar até a ala hospitalar, onde ele acabou passando a noite. Escusado será dizer que eu não consegui voltar a pegar no sono.

Ele faltou a primeira aula, mas veio na segunda. Estava normal, como se não tivesse acontecido nada. Aliás, tinha até cara de quem tinha dormido maravilhosamente bem, sem qualquer sinal de olheira. Quando perguntei com o que estava sonhando para ficar assim, ele falou que não lembrava de nada, apenas de adormecer no quarto e acordar na enfermaria. Juro que me deu uma vontade enorme de apertar o pescoço dele. Quer dizer, eu aqui sem conseguir dormir por causa do susto que o bastardo me deu, e ele lá, dormindo que nem princesa! Desgraçado.

Mas não acabou por aqui. Estava a gente no meio da segunda aula, quando Professora Paddock entra na sala com cara de enterro. Veio nos informar que o Professor Locksley tinha sofrido um acidente grave e já não poderia mais nos dar aulas.

Leonard Locksley é (ou era) o nosso professor de Defesa contra as Artes das Trevas. É um senhor muito velhinho, e um dos poucos professores que eu gostava. Já dava aulas em Hogwarts há mais de setenta anos. Apesar de estar tão velho que mal conseguia segurar a varinha, ele ensinava bem. E sempre acabava adormecendo na aula, então a gente podia fazer o que quisesse desde que não o acordasse.

Professora Miranda terminou dizendo que já haviam encontrado um professor substituto. Pelo jeito algum antigo Auror no Ministério. Agora que estou pensando nisso, eu achei bem estranho o olhar que ela lançou para Thomas antes de sair da sala. Parecia tensa, ou talvez preocupada com alguma coisa. Thomas também deve ter reparado nisso, já que quando ela saiu ele ficou encarando a porta com cara de quem não estava entendendo nada.

Enfim, só espero que esse dia não tenha mais “surpresas” inesperadas.

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Thomas e Carter, assim como a maioria dos restantes alunos de Hogwarts, estavam jantando (não tão descansadamente) após um longo dia de aulas. Thomas devorava alegremente uma enorme pratada de lasanha bolonhesa, enquanto observava o seu amigo sentado na sua frente, se debatendo com o maior dilema da vida. Mulheres.

Tudo aconteceu demasiado depressa. Antes que Carter entendesse o que estava a acontecer, Lyra Winchester e Delayla Cerasis já estavam sentadas na mesa, uma de cada lado do rapaz. Este comprimia os ouvidos com as mãos, a fim de prevenir que seus tímpanos explodissem. As duas berravam uma para a outra, bem perto dos ouvidos dele, exprimindo “delicadamente” as suas opiniões acerca de equipes de Quadribol.

–Você só gosta delas porque não passa da porra de uma feminista! Todo o mundo sabe que os Ballycastle Bats são mil vezes melhores que as Harpias de Holyhead!

–Cala a boca Cerasis! Eu não sou feminista porcaria nenhuma, se eu gosto delas é porque elas são as melhores.

–Como é que pode ser?! Os Ballycastle já ganharam a Taça da Liga vinte e sete vezes. Eles são um dos melhores times do Reino Unido. Até a mascote deles é famosa! Me explique, como é possível você gostar das Harpias?

–Olha, para começar, elas têm muitos mais anos de história. Elas foram revolucionárias para as bruxas adeptas de Quadribol. Elas são lendas, L-E-N-D-A-S! Ao contrário dos Bats, elas não se vendem, têm orgulho. Já o mascote deles é uma piada que não serve para mais nada do que satisfazer os patrocinadores!- a esta altura Lyra já estava vermelha, devido ao facto de ter jogado (gritado) seu argumento tão rápido que nem pausou para respirar. Quando se tratava de defender seu time predileto a garota não perdoava. Ainda mais se tratando de Delayla Cerasis.

Aos olhos de desconhecidos, Delayla era uma menina muito frágil, quase uma boneca de porcelana. Com seus quinze anos, tinha a pele mais branca que a neve. A pele fazia um contraste absurdamente doentio com a sua grande massa de cabelo espesso escuro, cujas ondas se prolongavam até á cintura. Quem quer que olhasse para os seus tímidos olhos, que nada tinham a ver com a sua cor violeta super berrante, nunca conseguiria adivinhar qual era a sua verdadeira personalidade. Lyra chegou até a desconfiar que ela fosse meio-veela, de tanto que sua aparência serena não combinava com o seu verdadeiro “eu”. Mas Caliel tratou de lhe tirar aquela ideia da cabeça, afirmando que a menina ficava mais fria do que temperamental quando zangada, e nem loira era.

Apesar de as três pertencerem á mesma casa, Callie e Lyra não se davam bem de todo com Delayla. Apenas a suportavam devido ao facto de esta ser amiga de infância dos gêmeos Delano. Lyra implicava com a garota mais devido á rivalidade nos interesses em equipes de Quadribol do que qualquer outra coisa, já que este era um assunto que levava muito a sério. Mas Callie, essa sim, odiava a Cerasis do fundo do coração. Na opinião de Quinn aquilo era apenas um choque de personalidades, já que as duas eram muito parecidas. Tudo o que Caliel aprontava com Steven e o resto do mundo, voltava através de Delayla. No dia seguinte á cerimônia de abertura, na qual ela havia feito o irmão lascar um dente, a morena se viu sem sapatos para calçar, já que os seus foram colados ao chão. Isto rendeu a Cerasis não só um sapo de chocolate oferecido pelo monitor da Grifinória, mas também a fúria do cheiro “perfumado” da doninha Valyn, o único animal de estimação dos Füssair.

Voltando ao jantar, Thomas já ia no segundo prato de lasanha e Carter estava pronto para se suicidar, quando a enorme e pesada porta do salão se abre num estrondo. Entra uma mulher jovem, de aparentes vinte e cinco anos, com cabelos curtos e extremamente lisos. Atrás dela seguia um homem mais ou menos da mesma idade, pele bronzeada e cabelos castanhos. Ao que parece, os irmãos Füssair, bem como os Delano, reconheceram este último rapidamente.

–Não acredito.- sussurrou Carter, mais para si mesmo do que para os amigos.

–O conhece?- perguntou Thomas, totalmente confuso com o que estava a acontecer. Até mesmo Lyra e Delayla haviam parado de brigar para assistirem á entrada daquele casal estranho.

–Meu irmão mais velho, Amadeus.- respondeu Callie, que mais uma vez havia brotado sabe-se lá de onde, e sentado ao lado de Thomas. Ao contrário dos outros, ela não mostrava quaisquer sinais de surpresa com a presença do irmão ali.

Amadeus olhou para a mesa onde eles estavam. Sorriu-lhes e piscou o olho para em seguida ir sentar ao lado da mulher de cabelos curtos na mesa principal. Ela, de pé, encarou os alunos que a olhavam, curiosos com o que se passava. Um murmurinho se instalou entre eles quando repararam na cara de assombro de Indina, que observava Professora Paddock cedendo humildemente o seu lugar no centro da mesa á jovem desconhecida. Quando a professora se sentou numa das outras cadeiras vagas, a estranha se pronunciou pela primeira vez.

–Obrigada Miranda. Crianças, um pouco da vossa atenção por favor. Obrigada. Bem, para começar, acho que ainda não fomos apresentados. O meu nome é Tituba Good. Sou a diretora de Hogwarts. Esse aqui ao meu lado é Amadeus Füssair, meu noivo, assistente e o novo professor de Defesa contra as Artes das Trevas, já que infelizmente o Senhor Locksley se encontra incapacitado. Enfim, resta-me pedir-vos desculpas por interromper a vossa refeição tão abruptamente.- olhou para a mesa onde os rapazes estavam sentados e sorriu discreta e singelamente- Estou ansiosa para ver o quanto vocês serão capazes de evoluir durante o resto desse ano letivo. Obrigada. Olá Pietro. Se importaria de me passar esse prato, por favor?- então se sentou na cadeira e começou, muito calmamente, a jantar com os restantes professores.

Nesse momento, a única coisa que se ouviu foi o copo de Quinn, caindo no chão com um estrondo e se estilhaçando. Callie mascava audivelmente uma pastilha de menta, sentada desleixadamente na cadeira, com um semblante um tanto entediado. Todos os outros estavam simplesmente perplexos demais para fazer o que quer que fosse.

Caliel então fez um balão com a pastilha, que logo depois rebentou num estalo agudo.

–Mandou bem, mano!- gritou para o irmão, se levantando.

Notas finais
Então, como vocês viram, temos novos personagens. Eles são: Professor Leonard Locksley, que é meu; Delayla Cerasis, que é de Lilith Kiraly; Amadeus Füssair, que é da With Rose Tattoo; Tituba Good, que é do Moço De Pão. Já sabem, podem me mandar quantos personagens quiserem, quando quiserem, eu darei uma olhada em todos. Desculpem mais uma vez, sério. Seja feliz e faça alguém feliz