Hogwarts Hiden Stories
1 Capítulo 1 - A Chave de um portal
Notas iniciais
Harry sentia como se tivesse acabado de deitar, quando Molly acordava-o junto de Rony, Molly o balançara cuidadosamente e sussurrava próximo ao seu ouvido.
– Hora de levantar Harry, querido. – Disse com suavidade ao ver que o mesmo abria seus olhos.
Sem pestanejar ela andava a cama ao lado, onde seu filho, Rony, estava deitado, ela o sacodia como se afofasse um travesseiro, falava de um tom sério e duro com o garoto – Escute aqui menino! Se não quiser perder a copa é melhor levantar dessa cama, já o chamei umas cinco vezes e não irei mais insistir!
Rony quase caíra da cama com os solavancos das idas e vindas que seu corpo fazia no colchão, ele ora se sentia uma panqueca sendo enrolada, ora se sentia um bife sendo amaciado. Harry apenas ouvia os resmungos da Sra. Weasley ao acordar os gêmeos, enquanto ele procurava o seus óculos em cima de um criado mudo ao lado de sua cama, após coloca-los Harry recostava-se em sua cama e via um emaranhado de cobertas que mal cobriam as pernas um pouco peludas de Fred, George estava na mesma situação, mas suas cobertas o enrolavam de um modo em que sua cabeça ficava totalmente presa entre as cobertas.
– Já está na hora? – Perguntara Fred, sem nenhuma resposta começava a se arrumar, o silêncio tomava o local, em um toque rápido os garotos Weasley se arrumaram, mas Harry ainda estava na cama, sentado com suas mãos esticadas entre suas pernas, como um gato entediado que abana o rabo para passar o tempo.
– Você vem Harry?- Indagou Rony que se dividia entre bocejar e espreguiçar-se.
– Sim, em um instante... – Respondeu Harry que sentia estar corado, ele pegava uma muda de roupas e se escondia entre as cobertas vestindo-se rapidamente, para que ninguém percebesse a situação em que estava.
A luz do dia nem tinha alcançado a toca quando os quatro começaram a descer as escadas em direção à cozinha, onde a Sra. Weasley mexia um grande tacho, enquanto o Sr. Weasley contemplava as entradas para a final bem recostado em uma das várias cadeiras a mesa, ao sentir que os garotos desciam as escadas o mesmo dava um salto, pomposo e orgulhoso de suas vestes, estendia bem os braços e girava lentamente tentando ter o máximo de contato com os olhos dos garotos para perceber as reações dos mesmos a uma roupa que parecidas com um suéter, muito parecido com o dos jogadores de golfe, seguidas por calças jeans que, obviamente, não eram seu número; as mesmas só ficavam presas à cintura do Sr. Weasley graças a um cinto de couro.
– O que acharam? Temos que ser cautelosos: Estou vestido como um trouxa? – Perguntava alegre para Harry, que ainda não recuperado do súbito despertar sorria para Arthur e concordava com a cabeça, dando segurança ao homem.
Fred bocejava enquanto tentava terminar uma frase que começava mais ou menos assim: — Onde estão Gui, Carliiiih [...] – Harry simplesmente não entendeu o significado das palavras de Fred, enquanto todos se sentavam a mesa. Molly, respondia com certo orgulho, levando o mingau de aveia para a mesa. – Ora, Gui, Carlinhos e Percy vão aparatar certo? Por isso podem dormir até um pouco mais tarde. – Logo a Sra. Weasley seguia escadas a cima em direção ao quarto onde Gina e Hermione dormiram, sem muita demora a mesma desce acompanhada das duas que estavam pálidas por terem acordado a pouco, elas pegaram o assunto pelo meio, Fred estava contando a Harry sobre quando Carlinhos aparatou em cima de uma velinha que fazia compras.
– Por que temos que levantar tão cedo? — Indagava Gina, enquanto esfregava seus olhos e logo se sentava junto de seus irmãos. Seu pai, o Sr. Weasley logo respondeu sua filha. – Temos de acordar cedo, pois precisamos andar um bom pedaço!
– Andar? Oque? – Harry assustava-se, trocava olhares com Fred e com Rony. Então dizia meio desanimado – Vamos a pé para a copa mundial?
– Claro que não Harry, não, não, a copa é a quilômetros daqui, nunca conseguiríamos ir andando com tão pouco tempo- disse ele com um sorriso, tentando acalmar as crianças — Vamos andar apenas uma pequena parte, é muito difícil um grupo grande de bruxos andarem sem chamar a atenção, precisamos escolher o modo certo de ir, temos de tomar cuidado até mesmo em uma ocasião normal, agora imagine para a copa mundial.
Após idas e vindas ao humor da Sra. Weasley, que estava meio enfurecida com os gêmeos por passarem mais tempo fazendo caramelos incha-língua do que estudando para os N.O.M.s, respirava fundo e beijava o rosto de seu marido, desejando um bom jogo e que todos se divertissem, os Weasleys junto de Harry e Hermione partiram caminhando rumo a uma trilha em uma floresta.
A Lua ainda não tinha sumido e o frio se fazia presente, quando todos partiam em direção a um horizonte esverdeado, que anunciava a aurora, Harry imaginava milhares de coisas, como milhares de bruxos andando em Londres indo em direção ao torneio ou o acidente que teve durante a manha ao ver Fred e George nus, ele evitava pensar nisso ou ficar próximo dos mesmos, por isso acelerava o passo para aproximar-se do Sr. Weasley que andava um pouco mais a frente, ao se aproximar, Harry o indagava: — Então, como fazem todos os bruxos para passarem despercebidos pelos trouxas?
– Bem, isso foi um problema sério, principalmente de organização – suspirou com certo cansaço só de lembrar-se da situação – É que milhares de bruxos vêm para a copa mundial, obviamente não temos um local grande o suficiente para acomodar todos, mas existem lugares onde os trouxas não conseguem ir, já pensou colocar cem mil bruxos no beco diagonal? Ou na plataforma nove e meia? Seria algo muito difícil, até para nós, por isso encontramos um local mais inóspito e utilizamos de todas as magias antitrouxas possíveis. Todo o ministério esta empenhado nisso a messes. Organizamos primeiramente aqueles que compraram o ingresso mais barato, eles deveriam chegar umas duas semanas antes, assim alguns bruxos podiam utilizar o serviço de transporte dos trouxas um pouco antes, não podemos entupir ônibus e metrôs trouxas alguns dias antes da copa, afinal, isso seria revelar todos os bruxos, vindo de todas as partes do mundo. Alguns aparatam para locais longe dos trouxas, existe uma floresta nas redondezas que serve para isso e aqueles que não podem aparatar, utilizam portais para chegar na hora marcada, existem duas centenas deles na Grã-Bretanha, e o que iremos usar é o que fica no alto do morro Stoarshead – Dizia apontando para um pequeno morro além do povoado de Ottery St. Catchpole, que ainda não acordara para suas atividades matinais. — Os portais podem ser qualquer tipo de objeto, coisas que os trouxas não se importam e consideram lixo, sabia disso Harry?
Todos andavam por uma trilha escura e fria, que levava a Ottery, o silêncio era quebrado apenas pelo eco de seus passos, Harry imaginava o porquê estava sentindo-se estranho, por que isso nunca aconteceu quando ele via Duda trocar de roupa? E o que era mais perturbante, ele sentia isso quando via garotas nuas também! Talvez algo estivesse fora do lugar ou, estivesse passando por uma fase, enquanto perdia-se em devaneios, a luz do sol começava a mudar o cenário, transformando o verde do horizonte em um azul-tinta que se dissolvia em um azul escuro. Harry sentia em seus ossos que seus pés e mãos estavam começando a congelar, mesmo com o tremendo esforço para passar no caminho difícil. Todos já estavam sem fôlego quando começaram a subir o morro, alguns dos jovens tropeçavam em tocas de coelhos ou escorregavam no limo preto, o Sr. Weasley que apreçava a todos, não parava de olhar seu relógio, as pernas de Harry começaram a doer, quando eles finalmente o terreno íngreme já tinha acabado. Hermione um pouco atrasada foi a ultima a chegar, pois estava com uma cãibra no músculo de seu abdômen por caminhar demais.
–Ufa!- Agora precisamos achar a chave do portal!- Arthur colocava seus óculos e começava a vasculhar- Deve estar por aqui, provavelmente não é grande; vamos [...].
Era interrompido por um grito, seguido de dois vultos que pulavam em sua direção – Aqui, Arthur! Aqui, filho, achamos! –
O Sr. Weasley ficara contente ao ver um dos dois que surgira em sua frente, os garotos o seguiam até onde eles se cumprimentavam – Este é Amos Diggory, pessoal – apresentava o homem que possuía o rosto cortado e uma barba rala no tom castanho, segurando uma bota surrada – Ele trabalha no Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas. E vocês devem conhecer seu filho, Cedrico! –
Um belo garoto de aparentes dezessete anos, capitão e apanhador do time de quadribol da Lufa-Lufa. Cedrico com um belo sorriso de canto dava um Olá, a todos os garotos, fixava seus olhos em Harry durante alguns segundos e depois seguia o olhar normalmente; nada incomum pensou Harry. Cedrico e Harry já haviam se visto algumas vezes, dentro e fora de campo, em Hogwarts, ambos atraíam muitos olhares, Harry por ser muito famoso e Cedrico por ser extremamente belo, possuidor de um olhar penetrante, que poderia ser comparado ao do basílico, pelo menos essa era a comparação que Harry fazia em sua mente, toda vez que os dois trocavam olhares.
– Olá- Responderam Rony e Harry, Fred e George apenas acenaram com a cabeça, os gêmeos guardavam certo rancor de Cedrico por ter vencido o time da Grifinória no ano passado quando os dementadores invadiram o campo.
– Longa caminhada Arthur? – Perguntou Sr. Diggory, que logo teve sua resposta – Não foi tão ruim, moramos logo ali do outro lado do povoado, e vocês dois? Não parece que acordaram há pouco.
– Haha, acordamos as duas não foi, Ced? Eu não perderia a Copa Mundial de Quadribol nem por um saco grande de Galeões, o que é mais ou menos o que custam as entradas, mas acho que me saiu barato. – Tentava ser amistoso com os garotos, Gina e Hermione. – Já tiveram tantos assim Arthur?
– Ah, não, apenas os ruivos, esses outros dois são Hermione Granger e Harry... – Sem que pudesse terminar, o Sr. Diggory o interrompia- Pelas barbas de Merlin! Harry? Harry Potter?
– Hum, É – Respondia Harry, que já se acostumava com as pessoas o olharem indo diretamente a sua cicatriz, mesmo assim, Harry sempre ficava meio corado e constrangido quando isso acontecia.
– Ced nos falou tudo de você, bem, foi só o que ele falou as férias inteiras – Cedrico soltava um pequeno sorriso ao ouvir as palavras de seu pai e logo se recompunha – Nos contou tudo sobre a partida que jogaram com vocês ano passado e eu respondi que: Ced, isso vai ficar na história, você vai contar isso para seus netos! Você Derrotou Harry Potter!
Novamente Cedrico abria um sorriso no canto do rosto, Gina e Hermione não paravam de cochichar e olhar para o belo sorriso do garoto, enquanto Harry ficava sem saber o que responder e os gêmeos amarravam a cara novamente. Cedrico ficava meio envergonhado com seu pai gabando-se de todos seus feitos – Harry caiu da vassoura, papai, contei isso a você, isso foi um acidente, não foi culpa de Harry.
– É, mas você não – Exclamou Amos, dando uma palmada nas costas de Cedrico, que ficava cada vez mais encabulado, não queria fazer Harry se sentir mal, ao saber do acidente, Cedrico fora aquele que chegara primeiro para socorrer Harry, e até insistiu a Oliver Wood um novo jogo, mas o mesmo recusou, pois acreditava que Cedrico vencera de forma justa.
Para não ficar naquele clima estranho, Arthur Weasley decidira quebrar o gelo que começava a se formar – Bem, Acho que deve estar quase na hora, sabe se temos de esperar mais alguém, Amos?
– Não, os Lovegood já estão lá a um bom tempo, Fawcett não tem entradas, então, não tem mais ninguém na nossa área! – Respondia Sr. Diggory, que logo complementava – Crianças é só segurarem na bota, um dedo já basta!
Assim fizeram todos, ficaram em círculos, segurando uma bota surrada, enquanto um vento gélido que varria o cume do morro era a única coisa que se ouvia, todos prestavam a atenção no que acontecia, todos, se não fosse Harry, que prestava mais atenção a Cedrico que estava na sua frente do que naquela bota, que realmente não o chamava a atenção.
Foi quando o Sr. Weasley, que estava hipnotizado por seu relógio dizia, três, dois, um... Harry sentiu algo instantâneo como um gancho em sua barriga o puxasse, a única coisa que sentia era a sensação de estar apavorado, além dos ombros de Hermione e Rony, que tocavam o seu com o vigoroso sacudir, o vento uivava com rodopio de cores, seu dedo parecia estar colado à bota, sem delongas, Harry sentia o chão tocar seus pés, Rony voara em sua direção e logo caiu, a chave do portal voara na direção da cabeça de Harry que sentia o baque da bota ao seu lado.
– Harry abria seus olhos e via Cedrico, Sr. Weasley e o Sr. Diggory ali de pé, tinham sido varridos pelo vento, mas continuavam bem, quando uma voz anunciava – O Sete e cinco Chegando do morro Stoathead.
Cedrico prontificou-se a esticar a mão a Harry e com um sorriso no rosto dizia- Deixe-me o ajudar, Harry! — Que sem pestanejar esticava sua mão ao encontro da mão de Cedrico.
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