Hogwarts : 19 years ago
2 Prólogo parte dois - Obliviate.
Notas iniciais
As lembranças, são uma parte de nós e quando a perdemos, junto com ela se vão parte de quem nós somos ~ A.S.Leal.
Quatro anos se passaram, desde aquele dia... Estamos em Londres há alguns dias e hoje, é com certeza uma data importante para o Gui. É o aniversário de 17 anos dele. Eu e o Luis, pretendemos fazer uma surpresa para ele, mas há alguns dias ele vem agindo extremamente estranho.
Na verdade ele é quem me surpreendeu nesse dia.
Estávamos indo de volta ao nosso esconderijo, como ele ainda era de menor , ainda não pode trabalhar legalmente.
–Venha — disse olhando para todos os lados — Preciso falar com você...
Ele falava coisas sem sentido como Arcanos, magia... Depois dizia que era piada, mas eu já estava ficando realmente preocupada com ele. Quanto mais próximo de fazer 17 mais estranho ele ficava, mas nessa manhã ele estava mais esquisito que o normal.
–Luis fique aqui — olhou nos olhos dourados do irmão — E Sophia preciso lhe mostrar uma coisa.
Andamos por alguns minutos e paramos num bar chamo Três vassouras, estranhei, eu nunca estive por ali, e até onde me lembre nem o Guilherme.
–Olá Tom — ele cumprimentou o barman.
Todos ali se vestiam estranho, as conversas eram estranhas, tudo até o local era muito estranho, porém um pouco acolhedor.Estranhei, mas nada comentei. Ele me levou até os fundos do bar,onde havia uma parede de tijolos, estava um pouco desgasta pelo tempo.
Ele tirou do bolso do casaco uma vareta? Não faço ideia do que era, tinha uns 27 centímetros. Ele tocou ps tijolos como isso e do nada abriu-se uma passagem, olhei para trás, se alguém percebeu não deu sinal,pois continuaram conversando como se vissem isso todos os dias.
O lugar era cheio de pessoas com vestes esquisitas e com coisas flutuando para todos os lados, gente rindo, ele me puxou para um lugar vazio, era um beco.
–Precisamos conversar, sobre quem você é.
Eu olhei para ele só poderia estar me zoando.
–Que papo é esse Guilherme, sabemos que sou Sophia Casillas, fui adotada por um casal de espanhóis que morreram num acidente semanas depois de me adotarem, fim da história ponto final.
–Não é disso que estou falando.- Olho para os lados e entrou numa espaço vazio.- Aqui está bom.
–Guilherme, o que está acontecendo?- olhei no fundo dos olhos dele- Você parece que está fugindo de alguém.
–Pareço?- disse surpreso — Bem, não há tempo para brigas.
–Exatamente Sr.Hunter — um homem alto, de cabelos loiros e olhar gélido — O que temos aqui... — eu me arrepiei , a voz daquele homem parecia uma lâmina contando o ar.
Gui ficou extremamente gelado e paralisado. Foquei na outra parte do beco, vi uma cabeleira loira ali.
–Avada Kedavra !- disse o loiro. Um clarão verde atingiu Gui, ele jazia no chão, ao tocar na sua pele ele estava gelado, sem respiração.
–NÃO !- Luis tinha seguido a gente.
– Estuperfarça! — O homem apontou o objeto para ele, outro clarão, dessa vez vermelho, o homem riu — Não vale a pena matá-lo agora.Ainda temos muita diversão pela frente. Quanto a você fujona , deu muito trabalho.
Ele se aproximava de mim, ainda rindo sarcástico.
–Sai de perto de mim ! — berrei, Segurei a mão de Luis, com a força do impacto ele veio para perto de mim.Fechei meus olhos, o homem se aproximou e me tocou. TRACK! Senti uma estranha vontade de vomitar, mas me recompus. Dei uma olhada no local, estávamos em um orfanato.
–Você- começou o homem- não viu nada, não vai se lembrar dessa tarde, seu amigo Guilherme morreu, morreu em um acidente de carro. Obliviate!
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