Histórias do passado: O príncipe e a plebeia!
3 O príncipe e a plebeia!
Notas iniciais
Capítulo 03:
O príncipe e a plebeia!
No capítulo anterior...
Andar com o príncipe de Konoha e todos olhando para nós definitivamente me deixavam envergonhada. Mas ele parece ser uma boa pessoa. O olhava através de suas costas e me perguntava se devia o segurar, porque eu ainda estava com medo de cair. Afinal, fazia tempo que eu não andava a cavalo. Apreciava o vento batendo e meus cabelos, via nossas roupas se movimentando, ouvia os passos de seu cavalo e minha respiração acelerada.
Movi meus braços para segurá-lo, mas hesitei. Seria muita imprudência? Os movi devagar e com o rosto coberto de vergonha, coloquei devagar minhas mãos para me apoiar. De inicio, parece que ele se surpreendeu, mas depois parece que já não havia mais problema. Os estiquei e o abracei.
Hinata: Desculpe, mas... Eu ainda es – estou com medo de cair. Se você não se importar...
Senti uma de suas mãos tocarem meu braço. Meu coração se acelerou.
Sasuke: Não... Não me importo. Assim você não tem perigo de cair – virou um pouco seu rosto e sorriu me mirando.
Não consegui pronunciar nada. Estava perdida naqueles olhos tão profundos.
Continuação... -->
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Ainda sentia o vento invadir meus cabelos, a barra do vestido se movimentar, minhas mãos ficar gélidas, via os fios arrepiados que ficava na nuca do príncipe e confesso que achei isso um charme.
Sasuke: Moça – a chamou – Preciso saber onde mora.
Hinata: Eu... Bem... – minhas mãos continuavam o abraçar. Por quanto tempo já estava assim?! Soltei-me e me endireitei com a cara coberta de vergonha.
Sasuke: E então? Onde você... – parou de falar assim que me olhou. Primeiramente, ele arqueou a sobrancelha e depois riu divertido. Do que ele estava rindo? Ele olhava rindo para frente, direcionando o cavalo. Meu rosto estava tão vermelho a ponto de já estar quente mesmo com o vento gélido que fazia.
Meu rosto! Ele estava rindo do meu rosto. Ah! Que vergonha! – Hinata escondia o rosto com os cabelos azulados.
Sasuke: Porque está tão vermelha agora? – finalmente parava de rir – Seu rosto está vermelho como um pimentão. Até agora, você estava tranquila. Porque de repente essa vergonha toda? – ele fez seu cavalo ir parando aos poucos.
Hinata: É que... Eu... – tentava achar as palavras certas.
Sasuke: E então? Não vai me dizer? – ele se aproximou perto. Perto demais. Seu cavalo já estava parado e ele se virou para me olhar. E olhou diretamente a mim, olhos nos olhos.
Hinata: É que... Eu estava apoiada em você e... – não sei como consegui olhar diretamente a ele. Eu estava morrendo de vergonha enquanto ele ficava me olhando com um sorriso no canto da boca – Achei que foi muita imprudência me segurar em você como fiz...
Sasuke: O quê? É só isso? – ele começou a rir e se afastou.
Hinata: Vo – você quer pa – parar de rir? – imagina só! Abraçar um desconhecido! Não sei o que se passava pela minha cabeça!
Ele desceu do cavalo. Eu ainda estava sentada sob ele. As minhas pernas que estavam divididas uma em cada lado, as juntei para o lado esquerdo, o lado de que ele já estava de pé.
Sasuke: Isso não é nada – disse ele acariciando o cavalo – Certamente você me abraçou porque estava com medo de cair. Afinal, já faz muitos anos que você não anda mais de cavalo, não era isso? – direcionou o seu olhar para mim.
Hinata: S – sim.
Sasuke: Sabe, por meus pais serem os reis de Konoha, pretendentes não faltam – achava que ele falaria isso com uma auto satisfação, mas não. Ele apenas acariciava seu cavalo calado. Parecia um pouco pensativo.
Hinata: E isso... É ruim? – meus olhos olhavam sua feição.
Sasuke: Quando uma garota se aproxima de mim, elas geralmente pensam na possibilidade de ter uma vida boa, de luxo. Elas não enxergam o Sasuke Uchiha, elas só veem o Príncipe Sasuke, futuro rei de Konoha ou o futuro braço direito do rei – ele suspirou com os olhos fechados – Sempre que conheço alguém, sabe qual é a primeira coisa que me perguntam? – abriu seus olhos.
Hinata: N — não. O quê?
Sasuke: Elas me perguntam: “Sasuke, você sabe quanto dinheiro seu pai ganha”? Ou pior: “Sasuke, fiquei sabendo que você precisa de uma companheira. Eu gostaria de viver aqui no reino porque garanto que leva uma vida confortável. Nem que seja só um casamento de fachada, mas você terá uma esposa e eu, uma boa vida”.
Sasuke: Elas simplesmente se jogam pra cima de mim – ele estava ficando um pouco angustiado com tudo isso – Então, você não precisa se preocupar com nada. Você não fez nada de agravante – sorriu de canto para mim.
Hinata: E vo – você precisa de uma companheira?
Sasuke: Eu já tenho 19 anos – disse chutando uma pedrinha – E a cobrança de meu pai para que eu ache uma noiva está ficando insuportável. Eu tenho que achar uma noiva... Mas é impossível achar assim tão rápido – olhou para mim.
Hinata: Concordo.
Sasuke: Que cabeça a minha! – bateu à mão na testa – Eu fiquei aqui falando dos meus problemas e esqueci-me de te perguntar: Onde você mora?
Hinata: Na verdade, eu moro aqui perto. Já estou bem pertinho – acho que não seria a melhor das ideias minha mãe me ver chegando a casa com o príncipe de Konoha.
Sasuke: Tem realmente certeza? Já está ficando bem escuro.
Hinata: Tudo bem, eu me viro – sorri timidamente.
Sasuke: Então, neste caso... Com licença – antes que eu falasse alguma coisa, ele me pegou pela cintura, fazendo – me avermelhar toda. Ele me ergueu, tirando do assento do cavalo e me colocou no chão. Foi o primeiro rapaz a me pegar pela cintura. Acho que nunca tinha sentido tanto calor humano assim. Pelo menos, com um do sexo oposto, um homem. Tirando o fato de que fui eu quem o “beijou” daquela vez e o salvou... Essa era a primeira vez que sentia tanto contato com outra pessoa.
Ele tirou suas mãos de minha cintura, mas ele ainda me olhava. Diretamente a mim.
Sasuke: Eu ainda tenho a impressão que te conheço de um lugar... – ele não parava de me analisar – Os seus olhos são familiares. Já vi em outra ocasião.
Hinata: B – bom, de qualquer maneira, preciso ir – abaixei a cabeça – Minha mãe ficará preocupada – não sei se era o correto a não contar pra ele que a garota que o salvou fora sido eu, mas preferia não mexer nas coisas que ocorreram anteriormente – Muito obrigada Alteza – me curvei diante a ele.
Sasuke: Lembra-se do que falei? – novamente tocou em meus braços me deixando ereta – Sem reverências. Não sou diferente de você, recorda – se? – sorriu sincero.
Ele tinha lábios bonitos, pele lisa, cabelos encantadores, uma voz capaz de provocar arrepios, forte nos ombros, tronco definido apesar de estar usando várias tecidos por cima. E ainda quando eu o abracei anteriormente, ele possuía um perfume agradável, que me fazia sentir calma. Era um rapaz lindo! Era não! É um rapaz lindo!
Na vez que ele riu quando meu rosto vermelho, não foi uma risada para provocar ou zombar. Ele ria sem ter uma segunda intenção, ele apenas... Ria. Percebi que ele não gostava da atenção exagerada das garotas da classe alta, não era esnobe, ele era gentil. Além de ter um sorriso cativante, ele parecia se preocupar com a classe mais pobre. Já que antes ele havia me falado que queria mudanças. Mesmo ele ainda sendo só o filho do rei, ele já tinha ideias inovadoras. E eu sempre achei que os mais nobres eram indelicados ou que gostavam de se exibir com seus belíssimos cavalos e roupas de luxo. Que bom que eu estava enganada a respeito disso. Nem todos são assim.
Eu o estava mirando tanto tempo que perdi a noção da hora. As ruas ficavam escuras e minha mãe ficaria furiosa comigo se não voltasse logo.
Sasuke: Foi um prazer conhecê – la, senhorita – pegou em minha mão e a beijou. Senti seus lábios irem de encontro com minha pele. Eu já era envergonhada de tudo, já ficava vermelha por qualquer coisa, mas desta vez, não foi meu rosto que ficou vermelho, mas senti meu coração acelerar. Deve ser porque eu não esperava isso. É, deve ser. (Hinata sempre arranjava uma explicação).
Aliás, nunca fui tratada de igual para igual com um nobre. Os nobres que passam pelas avenidas e ao perceberem que não somos da mesma classe que eles, fazem questão de nos olhar com aqueles olhos de rancor. Quase um desprezo. Eu sinceramente, não entendo esse tratamento. Não fizemos nada a eles. Deve ser vaidade, pura vaidade! Acham-se superiores só por terem alguns trocados a mais no bolso.
Minha mãe e eu tínhamos que aguentar a maioria desses tipos de pessoa quando iam encomendar peças de roupas. Aqueles olhares frios que me deixavam com certa inquietude. Apesar de entrarem sempre com o nariz em pé, eles tinham que engolir que minha mãe e eu temos uma boa costura. Não são muitos os lugares que fazem roupa de qualidade, até os lugares mais chiques que produzem peças, nem sempre saem bonito ou como o cliente pediu. Eu me divirto ver a cara daqueles nobres metidos à besta ao verem a expressão de comparar a encomenda de um deles com a nossa. Eles praticamente ficam com a cara no chão ao verem que na maioria das vezes, nossos vestidos e trajes ficam mais bonitos. Isso porque minha mãe e eu elaboramos sempre com cuidado, com carinho, porque gostamos de nosso trabalho.
Mas é claro que tudo também não é um mar de rosas. Apesar de nós termos conquistarmos algum respeito com alguns deles, sempre há um que menospreza nosso trabalho. A cliente mais adorável que podíamos ter é a mãe e a própria Sakura. Elas sempre pagam adiantadas, nunca reclamam e são boas conosco. Isso porque elas são mulheres formidáveis, não menosprezam os da classe mais baixa e a mãe de Sakura já nos ajudou muito quando uma vez estávamos no apuro.
Sakura é um doce por sua mãe também ser bem amável. Adoro a Sakura. Ela é minha melhor amiga. Sempre que pode, nos ajuda com algo. Já faz um bom tempo que nos conhecemos. Espero que ela não mude nunca o seu jeito de ser. Quem casar com ela, será um homem de sorte. Sempre gentil, amável, otimista. Minha amiga.
Então percebi que o Príncipe Sasuke é bem diferente do que pensei. Ele é bonito por fora e por dentro. Quando ele beijará minha mão, um sorriso se formou em meus lábios. Mas chega de ficar aqui pensando no príncipe encantado, a realidade é que ele só quis retribuir por ter cuidado de seu cavalo. Nada a mais que isso. Recuei minha mão e sorri tímida. Pedi licença e dei meia volta. Estava na hora de ir para casa.
Sasuke: Senhorita! – vi ele me chamar por trás.
Hinata: Sim? — me virei novamente a ele segurando a barra do vestido para que não sujasse muito. O vento que fazia estava começando a gelar minhas pernas. Acho que iria pegar um resfriado cedo ou tarde.
Sasuke: Seu nome. Qual é o seu nome? – meus cabelos se agitavam depressa.
Hinata: É Hinata, cavalheiro – sorri. O vento fazia os fios de seu cabelo rebelde sobressaltar e a crina de seu cavalo se movimentar.
Sasuke: Muito prazer – ele sorriu para mim.
Hinata: O prazer é todo meu. Tenha uma boa noite – sorri pela última vez quando me virei e comecei a correr na direção contrária a ele. Meus pés pisavam sobre o chão de terra. Eu ficava com um a sensação de ansiedade, nervosismo, euforia. Havia cavalgado e conversado com aquele que salvei anos atrás. E feliz ao saber que ele não era um nobre metido à besta. “Nunca julgue a capa pelo livro”. Eu devia ter a plena consciência deste ditado.
Hinata off
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O príncipe viu ela se afastar correndo, até ela desaparecer completamente já na escuridão que fazia.
Sasuke: Vamos, Craque? – subiu no cavalo – Porque senão, serei eu quem ficará encrencado se não voltar logo ao reino – fez o gesto que comandava seu cavalo a começar a andar e ele foi galopeando na direção ao reino.
Sasuke: “Que garota mais tímida”- sorriu ele – “Hinata? Belo nome. Estranho... Tem algo nela muito familiar. Como se eu já tivesse visto ela. Pode ser só coincidência. É, deve ser”.
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Hinata adentrou rapidamente a casa, tentando fechar a porta sem muito barulho, já que o vento estava bem forte naquele momento.
Hinata: Aqui dentro está bem melhor – se sentia mais aquecida. Dava para escutar os sons que eram emitidos por baixo da porta por causa do vento, pela fresca que ficava ao final dela. Hinata ouviu passos rápidos pela casa que pareciam estar chegando ao corredor que dava ligação ao final dele, a porta de entrada. No começo do corredor, viu uma menina de cabelos e olhos da mesma tonalidade que ela tinha. Era sua irmã caçula.
Hanabi: Hina! – correu até ela a chamando pelo apelido.
Hinata: Oi, Hana – a abraçou gentilmente quando ela chegou perto. Antes de perguntar se estava tudo bem, quando olhou para a caçula, Hanabi parecia estar pronta para dar um bombardeio de perguntas.
Hanabi: Onde você estava? Mamãe e eu já estávamos preocupadas! – batia com um só pé sob o chão de madeira – Você entrou no mar? Afogou-se? Um tarado te perseguiu? O que aconteceu? – Hinata ficava perdida em meio a tantas perguntas.
Hinata: Calma Hana, eu só me atrasei, somente isso. Nenhum tarado me perseguiu.
Miya: Que bom – apareceu sua mãe praticamente do nada ao lado delas.
Hinata: MA – MA – MÃE! – teve um sobressalto ao ver que ela já estava tão perto. Com a mão ao peito, respirava devagar devido ao susto – Você quer me matar de susto? Sério, de onde você veio?
Miya: E você quer me matar de preocupação? – disse a mulher de cabelos da mesma tonalidade que as filhas – Você demorou muito a voltar – falou de braços cruzados.
Hinata: Mil desculpas, mãe – juntava as duas mãos em forma de perdão – É que fiquei apreciando o mar e aí achei um cavalo que estava perdido, mas que logo descobri o seu dono.
Miya: E? O que mais?
Hinata: E então – comecei a ficar vermelha – Como recompensa por ter cuidado de seu cavalo...
Hanabi: Há! O rosto da Hina ta vermelho, mamãe! – apontou com o dedo indicador o rosto da irmã – Danadinha você, hein Hina? Deve ter aprontado algo.
Hinata: Hanabi! – ficava vermelha ao se lembrar de ter abraçado o príncipe – Você pensa em coisas demais... – virou – se com os braços cruzados.
Hanabi: Mas se é porque ficou vermelhinha... É porque aprontou algo – disse ela rindo.
Hinata detestava ficar vermelha por tudo. Porque era facilmente descoberta por qualquer coisa.
Miya: Você conhecia o dono do cavalo? – pergunta a mãe bem menos elétrica que a filha menor.
Hinata: Não — se lembrou de o ter salvo na praia – Não... Exatamente – seu rosto ficava vermelho de novo – Ele me agradeceu por ter cuidado de seu cavalo e me trouxe até perto de casa como retribuição.
Hanabi: Blá, blá, blá... – fez com a mão abrindo e fechando – Mas quem era?
Hinata: O rapaz era... – seu rosto ainda ficava vermelho – Digamos que a casa “simples” dele dá de se ver pela minha janela – ela sorriu torto.
Hanabi: Pela sua janela? – a pequena não entendia mais nada.
Miya: Já sei – estalou os dedos – É alguém do reino?
Hinata: É... – ela disse envergonhada batendo com os seus dois dedos indicadores um no outro.
Hanabi: Não é obvio mamãe? Ela deve ter se encontrado com o príncipe! – apontou o dedo pra ela.
Hinata: Hana!
Hanabi: Há! Eu estava certa! – falava empolgada — A Hina anda demorando muito ultimamente para voltar para casa. Certamente ela deve estar se encontrando com o príncipe. Hina está namorando e não nos contou! Mas eu descobri! – falava como se tivesse a plena razão de tudo.
Hinata: Hana! Você é muito pequena pra fica pensando nessas coisas! – apertou as bochechas de seu rosto com uma só mão.
Miya: Ok, ok, chega de pensar nisso vocês duas – foi empurrando as duas filhas pelas costas com uma mão de cada para cada qual – Está na hora de vocês irem ao banho. Eu vou esquentar um pouco de água, hoje está fazendo um vento gelado e Hinata deve estar com frio – as duas iam em direção ao local um pouco menos faladeiras – Hinata – chamou sua mãe.
Hinata: Sim? – se virou para ela.
Miya: Por favor, não se atrase mais assim da próxima vez. Fiquei preocupada e especialmente, Hanabi. Você sabe que tenho medo de que algo ocorra. Você sabe... Somos sós nós três nesta casa.
Hinata: Sim... – lembrou-se de seu pai – Me desculpe, não irá se repetir.
Miya: Tudo bem, mas agora vá tomar banho. Esta noite será fria.
Hinata: Sim, mãe – se virou estando com um leve sorriso nos lábios.
Miya: “Boa garota. É uma boa garota” – sorria pensando na filha.
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Na casa de Sakura...
Já mais tarde, Sakura tentava dormir. Virava – se de um lado para o outro e nada. Do lado de sua cama, em cima da mesinha, havia uma vela sob um pequeno prato de porcelana onde a vela já começava a derreter, mas que ainda ficava acesa para iluminar ao seu redor.
Sakura: Estou sem sono... – respirava fundo.
Tirou os cobertores que estavam nela e colocou seus pés sob o chão gélido mesmo.
Sakura: Como está frio... – se arrepiava.
Pegou a vela sob a mesinha. Sua camisola de seda com rendas chegava a arrastar ao chão. Quando Sakura era pequena, achava que estes tipos de camisolas poderiam fazê – la cair por serem compridas, mas não. Nunca atrapalharam ao andar. Via-se em seu espelho de cima a baixo. Seus cabelos rosados lisos que chegavam até quase mais da metade de suas costas eram analisados em frente ao espelho. Sorriu de leve. Segurava a vela perto de seu rosto e fazia umas caretas em frente ao espelho. Ela ria com ela mesma, mas nada do sono vir. Ainda sem sono.
Sakura então girou a maçaneta da porta de seu quarto e resolveu ir até a cozinha em busca de algo. Desceu as escadas com cuidado, sem fazer ruídos, pois seus pais já deveriam estar dormindo e não queria fazer barulho. Passou em frente ao quarto dos empregados e as portas já estando fechadas.
Sakura: Realmente... Todos já devem estar dormindo. Deve ser bem tarde.
A casa enorme de Sakura tinha um candelabro aceso ao meio da enorme sala e algumas velas nos corredores para iluminar. Sakura atravessou a sala e foi até a cozinha, onde encontrou uma das empregadas dormindo em uma das cadeiras com os braços cruzados apoiados na mesa.
Sakura: Ela ainda está aqui? – olhou para a mulher dormindo – Stela – pronunciou baixo a mexendo levemente no ombro – Stela.
A mulher de cabelos loiros presos em um único coque e de pele clara trajando o uniforme preto com branco que consistia numa blusa de mangas comprida branca e de saia preta começava a abrir seus olhos.
Stela: Se – Senhorita Sakura – levantou rápido – Quer algo?
Sakura: Vá dormir, já está tarde – segurava com as duas mãos o pratinho.
Stela: Ah, então você viu? – se referiu à vela.
Sakura: Sim, obrigada – Sakura às vezes tem pesadelos e por isso, Stela coloca ao menos uma vela para deixar o ambiente mais iluminado.
Stela: Deseja alguma coisa, Sakura?
Sakura: Tudo bem, eu me viro. Já está tarde.
Stela: Não, é o meu serviço. No que posso te ajudar?
Sakura: Você já me ajudou muito – colocou uma de suas mãos em seu ombro – Desde aos meus 10 anos. A única coisa que quero é que você vá descansar.
Stela: Mas a senhorita...
Sakura: Stela... – a interrompeu – Apenas descanse, ok? – sorriu de leve.
Stela: Muito obrigada – abaixou a cabeça agradecendo com as mãos juntas em frente ao peito – Boa noite, Sakura.
Sakura: Boa noite, Stela – viu a mulher bocejando e dando meia volta para dar saída a cozinha. Viu o relógio de pêndulo que ficava pendurado na parede. Marcava quase uma hora da manhã – Puxa, está tarde mesmo – olhou para a janela que refletia uma imensa escuridão em exceção da lua, que brilhava lindamente com as estrelas – Que lindo... – fixava o céu estrelado.
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Após alguns minutos na cozinha, Sakura voltava ao seu quarto subindo as escadas lentamente para não acordar ninguém.
Sakura: Acho que aqueles dois já devem estar no sétimo sono – se referiu aos seus pais que logo, iria passar em frente ao quarto deles.
Ainda segurando o pratinho com a vela nas mãos, escutou alguns ruídos vindos à direção do quarto de seus pais. Não tinha ouvido perfeitamente, mas com clareza pôde ouvir seu nome. Parou em frente à porta deles, querendo escutar sobre o quê falavam.
Sakura: Eu e a minha curiosidade... – sussurrou.
Mebuki: Você tem certeza, querido? – ouviu a voz de sua mãe conversando com a de seu pai.
Kizashi: Sim. Eu já confirmei tudo.
Mebuki: E quando será o encontro?
Sakura: “Encontro? Que tipo de encontro”? – se ajeitava melhor a porta para entender a conversa.
Kizashi: Breve, não demorará muito.
Mebuki: Então, esse é o escolhido?
Sakura: “Escolhido”? – pensou no que poderia ser.
Kizashi: Sim, o escolhido para ser o marido de nossa filha.
Sakura: “Marido”?! – se afastou bruscamente da porta – “Como assim”?
Mebuki: E se Sakura não gostar?
Kizashi: Confie querida. Eu escolhi bem.
Sakura: “Não”! – segurou firmemente o pratinho com suas mãos. A chama da vela se movimentava rápido – “Isso não pode estar acontecendo”! – levou uma das mãos até a boca. Sentia vontade de gritar. Seu pai já havia escolhido alguém para que ela se casasse e sua mãe havia concordado com tudo. Seus olhos ardiam, queria chorar ali mesmo. Saiu sem fazer muito barulho e foi até seu quarto, onde fechou a porta com cautela e se deslizou sobre ela deixando o prato com a vela ao seu lado – “Droga! Porque isso agora”? – passava as mãos nos cabelos afoita.
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Mebuki: Você escutou algo? – disse a mãe de Sakura ainda deitada na cama ao lado de seu marido.
KIzashi: Deve ter sido apenas o vento lá fora – deixava os olhos entre abertos.
Mebuki: E então, como é o nome dele? Do escolhido para a nossa filha? – olhou para o marido.
Kizashi: Hum... – pensou por alguns instantes – Ah, claro! – estalou os dedos se lembrando – Sasori. Seu nome é Sasori.
Continua...
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