Histórias de outros universos - Terras Geladas
21 Memória DEZENOVE
Finalmente chegamos.
Arlu me coloca no chão.
Mostro para ele onde estão os goblins.
Munt os pegam com sua grande mão, abre a boca e os jogam dentro.
Ambos parecem aliviados. Mas eu, ao contrário deles, estou mais preocupada.
Myrddin, Cassiel e Gorudo estão mais vermelhos do que nunca. Seus corpos estão ainda mais quentes.
Cassiel está delirando. Chama por sua mãe e seu pai. Está agitado. Talvez esteja revivendo o dia em que foram assassinados.
Viro-me para as Árvores da Lua. Não digo nada. Elas sabem sua parte do acordo.
Arlu pega tanto a mim quanto aos três. Fico sentada na palma de sua mão. Não posso fazer nada além de esperar.
Sinto-me irritada. Uma sensação de inutilidade corre meu corpo.
Tudo bem, eu sei que encontrei as Árvores da Lua, mas ainda assim eles estão aqui do meu lado, sofrendo.
Os Ents não são muito velozes. Espero que não seja muito longe, seja lá para onde estivermos indo. Não quero que piorem, se é que é possível estar pior do que eles estão.
Paramos em frente a uma enorme rocha cinzenta. Não é muito longe de onde estávamos. Próximo a ela estão algumas das árvores que marquei com a adaga.
Sussurram palavras que não entendo. Nunca ouvi aquele idioma antes.
Alguns desenhos estranhos começam a brilhar na rocha. Estão alinhados verticalmente. Arrisco dizer que são letras.
Os Ents retomam o passo. Atravessamos a rocha.
Estamos em outro lugar.
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