Histórias de amor
2 Recebo conselhos sexuais em Montauk
Notas iniciais
Paul não estava entusiasmado quando me entregou as chaves.
A última vez que ele havia me emprestado seu carro para um encontro o capô meio que foi pisoteado por um pégaso. O que não era um retrospecto positivo para mim. Felizmente, minha mãe interveio em minha defesa. Tinha nas mãos cookies azuis. Sua argumentação em minha defesa era muito boa, até porque ela não afirmou em momento algum que eu assegurava a segurança do carro.
—Annabeth estará com ele — ela disse, como se aquilo fosse um argumento indiscutível. Eu não podia negar, normalmente Annabeth era a que salvava mesmo a minha pele, se houvesse monstros, estar com ela era a melhor opção. Mas não iria admitir isso para minha mãe. Ela já estava sendo legal o suficiente por deixar irmos antes dela para Montauk. Normalmente nossa viagem era entre mãe e filho, mas quando Paul decidiu se intrometer, eu pensei automaticamente em Annabeth. E como mamãe já tinha se comprometido em levar Paul, ela não pode recusar meu pedido. Um plano digno de Annabeth Chase.
E então eu falei que poderia levá-la para o fundo do oceano, e como isso poderia ser bastante esquisito para Paul, e minha mãe já estava rendida. Acredito que ela nunca mais chamaria Paul para nossas viagens a Montauk de novo.
E então lá estava eu, tamborilando as chaves de animação. Estava estacionado em Kips Bay, um bairro maneiro ao sul de Manhattan que Annabeth morava. Era pertíssimo do Empire State e de seu colégio, o que era prático para sua vida de arquiteta do olimpo/estudante do segundo ano do ensino médio.
Annabeth apareceu na portaria do seu prédio. Buzinei quando vi seu olhar rodear a rua, assim que este se encontrou com o meu ela sorriu. Meu coração meio que derreteu. Ela usava um vestido, que combinava com o início do outono que fazia as folhas caírem nas ruas de Nova York. Tinha uma mochila preta nas suas costas, que jogou no banco de trás quando entrou no carro dando-me um belo beijo em seguida.
Normalmente aquilo era o suficiente para que eu ficasse alguns minutos atordoado. Mas estava entusiasmado demais.
—Minha mãe vai chegar no fim da tarde — pigarreei. Ela parecia feliz, seu vestido em cor de mostarda parecia ser de um tecido confortável e macio, que repousava bem na sua pele bronzeada.
—Estou animada — ela constatou, sorridente — Você e sua mãe sempre falam tanto de Montauk, estou feliz que ela tenha me convidado.
É. Talvez não tenha ficado explícito como exatamente ela havia sido convidada. Mas decidi que não iria tocar no assunto, virei a chave do carro. Acelerando para fora da ilha de Manhattan.
Tentei não me distrair muito com Annabeth no caminho. Ela havia colocado óculos escuros em cor caramelo, o que a fazia parecer junto com o vestido uma estrela de cinema dos anos 60. Seu cabelo esvoaçava pelo vento da janela aberta. Percebi que ela usava um biquíni por baixo do vestido, o que me ficar num misto de nervoso e excitação.
Decidi então ligar o rádio nas minhas estações favoritas, começando a cantar para nos distrairmos. Annabeth gargalhava, de acordo com ela, meu canto poderia fazer os campistas do chalé 7 quererem de cometer um súbito suicídio.
Quando chegamos perto de Montauk, passando pelas colinas e pela estrada pelo oeste de Nova York, o sol das nove da manhã já tremeluzia no horizonte. Annabeth revirou sua mochila, parecia que ela tinha se preparado para absolutamente tudo: Tinha sua faca, um lanche, seu boné de invisibilidade, um telefone celular, outras roupas... Qual era o tamanho daquela mochila?
E então uma caixa misteriosa, que ela rapidamente guardou. Desconfiei, desacelerando para estacionar. Ela finalmente pegou o que queria: o protetor solar.
—Certo, então vamos rever como isso vai funcionar — já tínhamos conversado sobre isso. Mas sabe, filha de Atena, deusa da estratégia. Eles gostavam de planos.
—O.k, mamãe chegará com Paul depois deles saírem do trabalho. Devem chegar aqui no final da tarde. Nós vamos para a cabana que eles alugaram, mamãe pediu para abrir as janelas, e então estamos livres o resto do dia — ela assentiu, colocando sua mochila nas costas.
Respirei fundo, feliz de sentir a brisa marítima que sempre me fez bem. Mesmo sendo início do outono, o sol estava bastante forte, o que agradeci mentalmente Apolo pela dádiva. Andamos animados de mãos dadas até as cabanas.
Quando criança, íamos para uma dos lugares mais simples de Montauk. As cabanas que ficam bem mais ao oeste, agora, via um belo edifício branco em nossa frente. Pensei imediatamente como a vida da minha mãe melhorou desde que descobri ser um meio-sangue, entendi que a partir daquele momento, a partir daquele maldito raio de Zeus, eu não havia só descoberto a responsabilidade de ser um meio-sangue, eu havia a retirado dos ombros da minha mãe.
—Tudo bem? — perguntou Annabeth, os olhos cinzas me fitando com os óculos escuros levemente abaixados. Fiz que sim, percebendo que deveria ter ficado estranhamente contemplativo. Entramos na cabana, que era tão linda por fora como por dentro. Passaríamos apenas o fim de semana, nos retirando amanhã pela tarde, mas estava feliz de ter pelo menos esse momento.
Abrimos as janelas, esparramando nossas mochilas no chão, Annabeth estava sentada na cadeira na varanda em frente ao chalé, encarando o mar como se tivesse tentando compreendê-lo melhor.
—Bom- sua expressão suavizou -Essa é a sua área. O que quer fazer?
Coloquei as mãos nos bolsos. Não tinha grandes planos, na verdade. Percebi que fiquei muito ansioso pelas horas sozinho com ela. Mas que não havia planejado nada. Ela suspirou.
—Que tal a praia? — perguntou, se levantando — Tem alguma coisa no oceano que está me cativando.
Seus olhos faiscaram, ela nunca esteve tão bonita. Pensei em puxá-la para um beijo, mas ela foi correndo para a orla, afundando seus pés na areia enquanto gargalhava. Olhei para aquela cena totalmente abestalhado. Aqueles eram de fato os melhores meses da minha vida. Annabeth era fantástica.
Ela alongou uma canga colorida em tons azuis e amarelos, me deitei ao seu lado. Estávamos relaxando quando ela se levantou.
—Está quente — constatou, retirando o vestido.
Ok. Ok, ok ok ok
Ela era a minha namorada, então vê-la de biquíni era pra ser algo corriqueiro, cotidiano, tranquilo. Era o que eu falava para mim mesmo. Meus comandos mentais eram imperativos
"Finja que é descolado"
"Dê de ombros"
Mas eu provavelmente estava boquiaberto. Quer dizer, ela estava bem na minha frente, tampando o sol com seu corpo. Que brilhava tanto pelo tom natural da sua pele como pelo bronzeador. E cara, ela era bonita de verdade. Não era só os devaneios apaixonados na minha cabeça, ela era irrefutavelmente atraente.
Seu corpo era como eu imaginei que fosse, só que melhor. Quer dizer, não que eu imaginasse o corpo de Annabeth com tanta frequência assim. Um pouco, talvez. Enfim, era atlético e definido pelos tantos anos de treino no acampamento meio-sangue. Ela tinha um abdômen definido, e suas pernas se delineava perfeitamente, as curvas aumentando quando se passava da cintura para o quadril. Os pêlos do seu corpo eram loiros, e estavam arrepiados pelo vento do mar.
—Percy? — ela perguntou, e eu percebi que deveria ser a terceira ou quarta vez que ela me chamava — Você pode?
Ela balançou o protetor solar. Balbuciei um "uhum", pois tinha medo de falar alguma frase e parecer totalmente sem sentido. Respirei fundo quando ela se sentou entre minhas pernas, um pouco mais a frente.
O pior era que ela sequer tentava parecer sensual. Eu imaginei o que seria de mim se um dia ela tentasse.
Concentrei, afastei seus cabelos para um lado, deixando seu pescoço exposto. Coloquei um pouco do creme, espalhando-o pelos seus ombros, percebi que ela se enrijeceu com o creme gelado. Fechei os olhos, tentando relaxar. Desci um pouco as minhas mãos, até perto da alça do seu biquíni, que era de um vermelho chamativo. Respirei fundo. Ele estava num laço, imaginei como seria fácil se voltássemos para a cabana, e era só puxar...
—Tudo bem ai? — ela perguntou, segurando seu cabelo. Percebi que tinha parado, encarando o laço do seu bíquini.
—Uhum — Coitada, tinha um namorado que mal conseguia formular palavras. Passei protetor nos seus braços, e depois de ter levemente massageando seu pescoço, depositei um beijo.
—Pronto — sussurrei em seu ouvido. Percebi que seus olhos estavam fechados. Pelo menos ela estava curtindo. Ela se virou para mim, percebi que seu rosto estava vermelho.
—Obrigada — ela respondeu firme, voltando a se deitar ao meu lado. Decidi que era injusto ela toda confortável de biquíni e eu com minhas bermudas e uma blusa de golas. Decidi tirar a blusa, tentando ver Annabeth pelo canto do olho.
Ela estava corada, e quando percebeu que olhei em sua direção, ela virou o rosto para a esquerda. Peguei um tufo de areia, deixando-o soltar das minhas mãos. A tensão entre nós era absurdamente palpável. Olhei em volta, a praia parecia quase que paradisíaca, não havia sequer um turista.
—A praia está bem vazia — disse. Ela concordou num murmurro, então nos encaramos de novo. Não sei explicar como aconteceu, só sei que estávamos olhando fixamente nos olhos um do outro, e de repente estávamos nos beijando. Bastante.
Ela suspirou quando me movimentei, ficando por cima dela. Pelo tecido do biquíni, percebi que seus mamilos estavam duros. O que não ajudou em nada. Percorri minhas mãos exatamente onde sonhei tocá-la, passando pelos seus quadris e apertando sua cintura. Meu rosto afundando no seu pescoço.
Desde que tínhamos começado a namorar, eu imaginava aquilo mais vezes que gostaria de admitir.
Não sei se o mar me deixava mais confiante, ou se eu estava simplesmente perdendo a cabeça, mas decidi beijar a parte exposta dos seios de Annabeth. Ela arqueou as costas, murmurando bem baixo meu nome.
Droga, droga, droga, droga.
Aquela parte em que eu pensava antes de fazer alguma coisa havia evaporado. Se existia algum divertidamente controlando a parte racional do meu cerébro, ele tinha ido tirar um cochilo. Até porque eu decidi passar meus dedos pela parte interior da sua coxa, perigosamente perto da calcinha do seu biquíni.. Apertei.
Annabeth arfou e pegou na minha mão. Estava ofegante. Olhei para ela, as bochechas coradas, a boca semiaberta enquanto respirava fundo.
—Ainda estamos em público, cabeça de algas- ela não tinha falado que aquilo estava ruim, que não era para fazer. Apenas que não era para fazer ali.
—Certo — respondi, tentando me controlar ao máximo possível. Na verdade, tentando fazer com que meu sangue voltasse para a minha cabeça e não para...
—O que é aquilo? — ela perguntou, apontando para o mar.
Encarei também, parecia alguma rede de pesca marrom, mas ela se movimentava de maneira muito estranha. Annabeth juntou as sobrancelhas.
—Acho melhor você ir lá
Quando entrei na água, deixei que molhasse meu corpo da cintura para baixo. A água gelada definitivamente acalmou as coisas. Felizmente a rede estava perto da orla, andei apenas alguns metros até chegar aonde deveria.
Era um golfinho, seu oi foi um:
Que merda, cara.
—Oi — respondi, percebi que ele provavelmente já sabia quem eu era.
Tentei vir o mais próximo de você. Obrigada por interromper ali e me ajudar.
Respirei fundo.
—Não fui bem eu que interrompi — destampei contracorrente, se golfinhos podiam rir maliciosamente, era o que aquele golfinho estava fazendo.
Quer um conselho?
Resmunguei enquanto começava a cortar as cordas. Não imaginei que meu dia estaria composto por um golfinho me dando dicas sobre meu relacionamento.
—Não sei bem como você pode me ajudar
Cara. Eu sou um golfinho.
Ele falou aquilo como se fosse auto explicativo.
UAU. Um filho do Deus do Mar que... Que seja, nós somos tipo super maníacos sexuais. Todo mundo conhece a gente por isso.
—O que? — exasperei, cortando outra parte da corda — V-vocês são fofinhos, dão rodopios.
Cara, se liga. Você precisa se antenar na TV Atlântida. Ou sei lá, no discovery channel.
Eu estava bastante chocado. Meu treino no acampamento não tinha me preparado para isso.
Enfim, meu conselho? Muitos brinquedos sexuais. Nós usamos ossos, principalmente. Mas a gente sabe pelo lixo que vocês jogam por aqui que vocês tem alguns bem mais complexos.
Ok. Eu devia estar vermelho igual um pimentão. Um golfinho estava me falando sobre... Ele já parecia cansado daquele papo, eu estava quase conseguindo retirá-lo da rede.
Tá. Entendi, você é um virgem inocente. Ok, eu vou ser mais simples. Não precisa levar tão a sério, entende? Se vocês gostam um do outro, vai rolar fácil. Não se encuca muito com isso.
Terminei de desprendê-lo. No final, ele deu um rodopio em agradecimento. Típico, mas nunca mais acharia golfinhos fofinhos como antigamente. Respirei fundo, mas quando olhei para a praia, Annabeth não estava mais lá.
Subi correndo os degraus da cabana, esperando que ela estivesse me esperando na varanda. O que não rolou. Quando abri a porta, um cheiro inebriante de hambúrguer fez meu estômago rodopiar.
—Ei- Annabeth tinha os cabelos presos num coque, numa amarração específica sua canga havia se tornado um vestido — Imaginei que você estaria com fome
—Você me conhece bem, Sabidinha
Arrastei a cadeira até o seu lado, ela estava terminando de montar dois sanduíches perfeitos. Falei sobre o golfinho, sem mencionar a parte das dicas sexuais. Aquilo foi perturbador. Mas percebi que ele estava parcialmente certo. Conversávamos sobre tudo, talvez eu devesse relaxar um pouco.
—E então — decidi perguntar, terminando de mastigar o sanduíche — Vi uma caixa preta nas suas mãos, lá no carro... O que era?
Annabeth ficou bem vermelha. Eu desconfiei do que se tratava porque mesmo com minha dislexia, consegui ler alguma coisa. Ela estava definitivamente tensa, encarou o sanduíche por alguns segundos, como se estivesse conversando com ele.
—É bobagem — ela murmurrou. Dei uma cotovelada de leve nos seus braços.
—Duvido que você é capaz de fazer alguma bobagem
Ela suspirou. Seus ombros relaxaram. Ela colocou seu sanduíche de volta no prato e foi em direção a sua mochila, pegando a caixa. Ela respirou fundo, sentando-se ao meu lado. Deixou a caixinha em frente ao meu prato, que depois de alguns bons segundos consegui ler. Preservativos.
—E-eu, eu não estava insinuando que isso... — percebi que ela estava encabulada. Pensei em brincar um pouco e deixá-la ainda mais envergonhada, mas meu coração se derretou pelas suas mãos levemente trêmulas- … Que pensei que isso iria necessariamente acontecer. Sabe, algumas meninas do colégio que estudo me falaram... E foi bobagem, não sei porque dei ouvidos.
Peguei na sua mão, tentando sorrir tranquilamente, mesmo que no fundo da minha cabeça o meu divertidamente racional parecia ter acordado, ligando uma placa que pisca em vermelho e diz: ISSO ESTÁ ACONTECENDO.
—Está tudo bem -
—Eu só queria me certificar...
—Você está certa- ela me encarou. Acho que não sabia mais o que dizer, talvez estivesse esperando eu zoar com ela. E acredite, tinha uma parte de mim que estava muito afim de fazer isso. Mas eu queria que ela confiasse em mim quando conversávamos sobre sexo, então daquela vez, decidi pegar leve.
—Então você estava realmente pensando... — ela apontou para mim e para ela, forcei uma risada. Como ela ainda poderia ter dúvidas?
—É óbvio
—Certo — ela parecia estar pensando para caramba. Quando ela ficava daquele jeito, normalmente logo depois ela soltava um plano genial, mas daquela vez ela não falou nada. Apontei para a caixa
— Isso não significa...
—Tudo bem
—Porque você sabe...
—Percy
—Certo — eu disse dessa vez. Depois de alguns segundos, ela começou a rir
— Bom, isso foi estúpido.
Ri também, feliz que tínhamos retirado a tensão do assunto. Peguei em sua mão. Da cabana dava para sentir a brisa do mar, a puxei arrastando-a para fora da cozinha, peguei a minha mochila e a sua. E decidi que era hora de vermos os quartos. Mamãe colocou o dela entre o meu e o de Annabeth. Por motivos óbvios.
Abri a porta à esquerda como um chofer.
—Bom, é isso — ela entrou vagarosamente.
—Aqui é lindo
Seu quarto era todo branco, inclusive a cortina que rodopiava pelo vento e deixava entrar alguns raios de sol. Apenas uma cama de casal e uma escrivaninha à frente. Deixei nossas mochilas na escrivaninha, abrindo levemente as cortinas, que tinham a bela praia como visão. Annabeth se sentou na beira da cama, retirando o coque e bagunçando seus cabelos.
—Você fica bonito aqui — ela disse, os braços esticados atrás do corpo — A praia... enfim
Dei um sorriso, tentando não pensar em como aquilo influenciou minha moral. Ela deu tapinhas no espaço da cama ao seu lado, convidativa. A conversa definitivamente havia a deixado mais segura. Quando me sentei, ela pegou em meu rosto com suas duas mãos, algo que sempre me acalmava.
—Isto é só o começo, cabeça-de-algas — ela afirmou- Se depender de mim, vamos namorar por muito tempo.
Ela abriu um sorriso, olhando diretamente nos meus olhos. A sensação era de tomar pequenos choques elétricos, todos os meus pensamentos se enevoavam. Eu a amava de verdade.
Apenas a beijei. Tentando transparecer naquele ato tudo que eu sentia. Ela se afastou, ofegante.
—Uau — disse, colocando sua testa na minha. E então, seus dedos puxaram a barra da minha camisa, retirando-a. Ela definitivamente não estava urgente, o que não deixava as coisas menos sensuais. Seus beijos eram vagarosos na minha bochecha e queixo, descendo até a minha clavícula e o peitoral. Percebi que estava arqueando as costas, os arrepios na minha nuca fazendo eu me contorcer. Decidi que deixaria Annabeth comandar, naquele momento. Até porque, ela estava fazendo tudo em seu tempo. Ela não tinha pressa.
Fechei os olhos quando seus lábios passaram pelo meu abdômen, fazendo-o se encolher. Percebi que as coisas estavam ficando sérias quando ela retirou minha bermuda, a primeira vez desde que começamos a namorar. Seus olhos me encaravam curiosamente, como ela fazia quando pegava um mapa novo, ou uma planta arquitetônica, a única diferença era o sorriso: era totalmente malicioso.
Suas unhas massagearam a parte externa as minhas coxas, perto da minha bunda. E eu percebi que não iria conseguir disfarçar uma ereção daquela vez. Ela não parou. Retirou o último pedaço de pano que cobria meu corpo como se fosse um mero detalhe, beijando meu joelho, minha coxa, e encarando.
Eu não sabia descrever o que ela poderia estar pensando. Só sabia que eu estava administrando minha vergonha e a vontade de afundar meu rosto no colchão. Era a primeira vez que um de nós nos víamos totalmente nus. A única coisa que não me deixava fazer aquilo era a curiosidade, de ver o que ela poderia fazer. E o seu rosto.
Depois de alguns segundos, ela apenas sorriu para mim. E percebi que estava tudo bem.
—Avisa se eu fizer algo errado — ela disse, logo depois eu arqueei totalmente as costas, sua mão começou a se movimentar. Não consegui pensar em mais nada. Ela felizmente não olhava na direção do meu rosto, parecia concentrada em não errar. E ela não estava errando, ela movimentava sua mão em ritmo, seus beijos na parte interna da minha coxa, perigosamente perto dos meus testículos.
Definitivamente não pensei em mais nada a partir daquilo. Só lembro de colocar minha mão em seu cabelo, puxando-o levemente. Minha outra mão agarrando os lençóis, e quando ela decidiu começar a me chupar, praguejei em grego, uma palavra bastante feia. Afundei minha cabeça no colchão, minha perna tremendo. Ela chupava perfeitamente a cabeça do meu pênis, movimentando com as mãos pelo resto.
Estava em sincronia perfeita, instintivamente movimentei meu quadril, tentando não puxar seus cabelos com mais força. Ela parou de chupar, sorrindo.
—Está bom?
Murmurei uma resposta inaudível. Imaginei como ela poderia ser tão boa naquilo. Será que havia pesquisado sobre o assunto? Ou ela era Annabeth e portanto já era ótima em tudo?
Aquilo foi ficando mais urgente, e ela percebeu. Aumentou o ritmo quando percebeu que eu movimentava o quadril um pouco mais rápido. Não saberia descrever a sensação de estar para chegar num orgasmo, era um misto de desespero para terminar e ao mesmo tempo de sentir aquilo para sempre. Agarrei os lençóis com mais força, meus braços tremiam, sussurrei seu nome, tentando avisar. Mas acho que ela já sabia, pois retirou a boca imediatamente quando gozei.
Foi uma sensação mais forte do que esperava. Quer dizer, aquilo não era nada comparado ao que eu mesmo fazia, imaginando ela.
Meu peito subia e descia forte, eu estava ofegante. Baguncei meus cabelos. Estava ferrado, completamente ferrado. Estava na cara que eu me viciaria em Annabeth, e que aquilo nunca mais sairia da minha mente. Seu sorriso aumentou enquanto ela se engatinhou para perto de mim.
—Isso foi legal — foi a única coisa que ela disse. Ela parecia muito calma, o que me irritou profundamente. Quer dizer, ela tinha me feito ver estrelas ali.
Eu queria, no mínimo, que ela se sentisse dez vezes mais louca. A puxei para um beijo mais rude do que tinha imaginado na minha mente, mas ela parecia ter gostado, sua boca abrindo para gemer meu nome. Retirei sua canga, passando-o pelos seus pés. Voltei a beijá-la, que apoiou seus cotovelos na cama.
—Eu estava louco para fazer isso na praia — sussurrei em seu ouvido, desamarrando a parte de trás de seu biquíni em um puxão. Ela levantou uma sobrancelha, como se ouvir aquilo fosse uma surpresa.
Eu não aguentava, ela não fazia a mínima ideia do quão sensual era. Observei seus seios, medianos, bronzeados, os bicos rosados, estavam duros. Minha mente estava gritando um palavrão enorme. Estava ficando excitado de novo. Deuses.
Decidi chupá-los. Annabeth abriu a boca, surpresa, mas fechou em seguida, mordendo um dos seus lábios. Entendi que ela gostava que eu lambesse, rodeando-os. Sempre que fazia aquilo, suas costas arqueavam. Fiz aquilo por um bom tempo, até que ela própria pegou minhas mãos e desceu até sua calcinha. Deixando meus dedos lá.
Tentei encará-la atrás de uma resposta, mas ela estava gemendo, então entendi que aquilo era um sinal de avançar.
Sua pele era muito macia, e brilhava. Beijar cada pedaço do seu corpo era a melhor coisa que eu já tinha feito na vida, algo no meu peito remexia de satisfação sempre que ela suspirava meu nome. Desamarrei os laços da sua calcinha de biquíni que estavam e percebi que, mesmo ela não tendo ido a praia, estava encharcada.
—Você está...
—Não diga em voz alta!
—Muito molhada — respondi, eu já tinha pegado leve com ela com as camisinhas. Dei um sorriso sarcástico — Isso é legal. Você é bem sensual.
—Cale a boca, Percy — mas suas bochechas estavam coradas. E ela não havia me chamado de cabeça-de-algas, então sabia que ela estava tensa.
Pensei no que ela poderia gostar, refletindo todas as vezes que já tínhamos dado uns amassos por aí. Eu sabia que ela amava quando eu massageava a parte interna das suas coxas, a fazia arrepiar. Então fiz isso. Minha boca foi até as curvinhas entre sua coxa e sua vagina, dando alguns selinhos. Ela se movimentou, desconfortável, parecia pedir uma aproximação mais direta, digamos assim.
Então foi o que fiz, me arrastei para o chão, puxando suas pernas para os meus ombros, pois parecia o mais confortável a se fazer. Percebi que seu rosto estava vermelho igual tomate, ela estava totalmente exposta ali. Mas sorri, tentando tranquiliza-la.
—Cada parte do seu corpo é maravilhoso — falei, ela me encarou. E quando nos encaramos, daquela vez... Deuses, era como se ela quisesse me foder.
Então lambi cada parte da sua vagina, todos os lábios, e eu sabia que aquela intimidade era algo que eu tinha conquistado, e como eu era sortudo! Sabia onde estava seu clítoris, quer dizer, não sei se Annabeth fazia suas pesquisas, mas eu definitivamente fiz a minha. Pressionei ali com a língua, tentando ser o mais ritmado possível.
Ela jogou a cabeça para trás, os cotovelos ainda apoiados na cama. O que eram sussurros se tornaram gemidos altos, o que me deixou feliz de estar sozinho no chalé. Olhei para ela o tempo todo, pois não queria perder nenhum detalhe de suas reações. Seus cabelos tamparam seus seios, e sua barriga estava totalmente encolhida, suas bochechas totalmente salpicadas de vermelho.
Percebi que ela estava molhada, e pulsando... Então decidi inserir um dedo, e depois dois. Ela deu um pequeno grito.
—Bem aí -ela sussurrou, não sabia se ela falava da minha língua ou dos meus dedos, então decidi deixar os dois exatamente da mesmo jeito. Suas pernas em meus ombros começavam a tremer, pressionei mais forte seu clítoris com minha língua, a sua boca abriu e ela rolou os olhos, fechando-os em seguida.
Não foi nada do que eu havia imaginado, mas era definitivamente melhor. Seu quadril começou a se mexer freneticamente contra o meu rosto, ela se retesou e ficou sentada na beirada da cama, uma de suas mãos indo para o meu ombro, arranhando-o, a outra puxando meu cabelo, pressionando meu rosto contra ela. Não mudei em nada, e mesmo assim ela abriu a boca, vociferou meu nome, e então tremeu, da cabeça aos pés.
Ela parecia estupefata, como se não esperasse ter um orgasmo. Acho que éramos surpreendentemente bons naquilo.
Ela baqueou seu corpo, deitando-se ofegante. O peito subindo e descendo enquanto suas pernas ainda tremiam.
—Tudo ok? — perguntei, carinhosamente retirando suas pernas dos meus ombros. Ela bufou.
—Você está brincando? — ela balançou a cabeça, ainda incrédula. Me deitei ao seu lado, tentando ignorar que toda aquela cena tinha me deixado bastante excitado. Passei meu dedo indicador na sua barriga, que se encolheu com o toque.
Percebi que Annabeth poderia ter chegado ao limite de experiências sexuais novas naquele dia. Então com o tempo, e encarando o teto, e tentando conversar sobre outras coisas, minha excitação foi diminuindo.
Comecei a procurar minhas roupas, andando para um lado e para o outro e decidindo ignorar o olhar fulminante de Annabeth em meu corpo.
Encarei a janela, percebi que estava anoitecendo. Algo iria acontecer no final da tarde, mas eu não me lembrava o que era.
Annabeth me seguiu, colocando seu biquíni. Um barulho na porta, então me lembrei o que o final da tarde marcava. A chegada dos meus pais. Depois de passar minha cabeça pela gola da blusa, Annabeth parecia desesperada:
—Percy, a caixa!
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