Histórias de Rosálie Master
2 Férias - 15/12/2009
Notas iniciais
Férias – 15/12/2009
PASSOU-SE 1 MÊS INTEIRO E O NATAL ESTAVA SE APROXIMANDO
cada vez mais , a data mais inesquecível pra mim , então isso significa que eu amo o natal eu sempre amarei até enquanto não houver obstáculos.Nós estávamos arrumando as malas por que iríamos viajar para Los Angeles e iríamos passar o natal lá , e eu iria vê meu adorável melhor amigo da pele morena ,dos olhos azuis claros , do sorriso mais lindo do mundo e do cara mais legal que eu já vi , a família de Leighton são amigos da minha, meu pai é patrão do pai de Leighton e então eles nos convidam para passar todas as férias na sua fazenda em Los Angeles , são as melhores férias que eu já tive em toda a minha vida .
Depois da longa viajem, vi Gustavo disparando em direção a porta da frente na fazenda, imaginei que ele também gostasse daquele lugar exatamente aonde tinha a irmã de Leighton, já estava na cara que ele estava apaixonado por ela então não via a hora de vê-la novamente.
- Espera Guto assim você vai acabar ultrapassando a força da gravidade. – zombei dele. – pior você, que já está caidinha. Pelo. Leighton. Foster. – disse Guto zombando de mim. – nem vem. – eu disse rapidamente.
Eu me retorcia a cada momento de ansiedade , mais mesmo assim mantendo toda a calma possível para eu não me descontrolar e sair disparando em direção a porta como o Guto fez , tentei o Maximo possível diminuir meus passos, respirando fundo a cada segundo.
- Olá , ainda bem que vieram , demoraram.- disse Sarah Foster , irmã de Leighton .- minha mãe riu com aquele sorriso torto desajeitado , olhei pelo cantinho da porta que estava aberta aonde Sarah estava e vi Leighton vindo com passos longos em direção a porta .
- Oi – disse ele com um sorriso extravagante e enorme no rosto. — sua aparência era igual , a mesma perfeição , os olhos azuis claros , o mesmo tom de pele , a mesma forma física , o mesmo jeito adorável de sempre, e o mesmo sorriso lindo.
-Oi – dissemos todos juntos. – entrem minha mãe está lá dentro e meu pai também. – o sítio era o lindo de sempre, a cachoeira com a água natural caindo, os matos sempre todos do mesmo tamanho com a cor sempre vibrante, os cavalos dentro de seus estrabos, todos selados, a piscina sempre com a água azul forte...
- Rosálie, venha me ajudar com as malas. -disse minha mãe interrompendo a minha reparação. — Ta. – eu disse. — fui em direção às malas que estavam encostadas em uma árvore grande e bonita quando percebi que Leighton estava vindo atrás de mim para me ajudar. – rosa, me espera. — disse Leighton a uns metros de mim.
- você está muito quieta dessa vez, senti saudades de você nessas ultimas férias. — disse ele enquanto me ajudava a pegar as malas. — respirei fundo, meu coração disparou em uma velocidade incontrolável , meu estômago dobrava contra minha espinha . – eu também Leighton, muitas saudades. – ele riu, com aquele sorriso torto lindo. O dia se passou e eu estava completamente com vontade de falar com Leighton de sentir sua voz, de estar perto dele. Fui para a beira da piscina estava escuro só estavam às luzes a iluminando. Estava pensando em meu diário em minha vida antiga, em tudo o que girava em minha volta. Senti alguém vindo atrás de mim, me virei e vi que era Leighton, meu coração disparou novamente, começou aquela tensão de novo.
- Oi. — disse Leighton sentando-se a meu lado. – como vai a sua vida longe do campo? – disse ele.
- Bem como sempre. – senti minha voz falhar quando respondi. — tem certeza que não está complicada? Como na ultima vez que você veio... – a me desculpe eu fui uma idiota. – interrompi antes que ele terminasse a frase. – Eu não acho! , sabe Rosálie, eu daria tudo para que enquanto você estivesse fora eu pudesse ouvir você novamente, te tocar, olhar nos seus olhos, eu senti muita, muita falta de você nesses últimos tempos. – percebi que ele estava se aproximando, se aproximando mais do que o normal, ele colocou sua mão em meu rosto e foi se encostando a mim, fechei os olhos e senti seus lábios cheios tocarem nos meus, sua língua tocava na minha que se massageavam.
- Rosálie – grita minha mãe do quarto interrompendo o melhor momento da minha vida. – Eu te amo – disse Leighton rapidamente antes que eu pudesse me retirar.
- fala mãe. – me ajuda a colocar a comida na mesa filha. – eu estava ainda tonta com o beijo de Leighton, não parava de pensar nisso , será que seria uma boa idéia tentar namorá-lo ? será que eu fiz uma coisa certa ? a vida de Leighton era meio complicada , certas coisas só davam erradas para ele , será que eu estou sendo injusta demais ? – vi Leighton descer as escadas aonde ficava a piscina um pouco depois de mim , sua expressão era normal , um pouco tensa , ele estava apertando os lábios como se estivesse os coçando , dei de ombros e fui colocar a comida na mesa , imaginei que teria sido minha mãe que estivesse preparado e percebi que ninguém era tão pecador assim para ser obrigado a provar a comida desastrosa de minha mãe , Leighton se sentou na mesa ao lado de seu pai , com sua irmã ao seu lado direito.
- deve estar pensando que fui eu que cozinhei né mocinha? – Não claro que não- minha voz falhou novamente ao final da frase , por que eu sabia que eu estava mentindo . sentei-me ao lado do Guto que não tirava os olhos de Sarah . tentei me controlar o máximo possível para não reparar a expressão de Ton.
Eu parecia repentinamente nervosa , eu queria muito que aquilo acontecesse mais ao mesmo tempo eu preferia que ele fosse aquele amigo de sempre , que me entendia , mais como namorado , acho que isso não tem o mínimo cabimento nessa história , eu queria sentir os lábios dele no meu mais ao mesmo tempo eu não queria que essa história chegasse a esse ponto . – Merda ! –deixei molho cair em meu vestido novo . – não percebi que estávamos jantando .
- Hm ... com licença .- subi as escadas desesperadamente para o banheiro antes que o molho se fixasse em minha roupa e a manchasse .
O dia amanheceu e a mãe de Ton já estava na cozinha preparando o café da manhã . acordei cedo , o que não era costume .
- Hã.. Rosa me faz um favor ? – perguntou ela. – sim !.
Pegue a açúcar que está na geladeira a põe na mesa por favor ?
Rosa..?- perguntou ela novamente . – sim . – posso ter um papo com você , mas .. lá fora .
Sua expressão ficou pálida.
- tudo bem. – imaginei que seria algo haver com Leighton , mas por que tanta preocupação em sua voz ? e tanta desconfiança ? será que ela não confiava em mim ? ou será que ela não ia com a minha cara , ou sei lá ?
- eu vi você e o Leighton ontem na beira da piscina , e percebi como vocês se olhavam no jantar , tanto ao ponto de você se distrair e deixar o molho cair em sua roupa não é mesmo ? – si..sim. – gaguejei . Senti minha expressão mudar completamente. Engoli a saliva e logo respirei fundo.
- eu não quero que meu filho seja qualquer psicopata e pegador do tipo da idade dele , compreende ? Ele só tem 18 anos .
- Sim claro, senhora Ustleed, mas.. por que a senhora está me falando isso ?
- você não sabe? .
Ela suspirou .
- sabe o que? – ele tem namorada! – disse ela – com todas as letras.- meu coração acelerou o que eu queria era chorar , minha espinha batia contra meu corpo como se quisesse sair sem anestesia nenhuma , minha saliva ficou mais grossa do que cimento na minha boca , eu não conseguia engoli-la .
Percebi que fiquei pálida.
- co.. Como assim? – gaguejei novamente só que dessa vez com a expressão de dor ao sair de minha boca. – Não ele não pode ter feito isso Sr. Ustleed não. Tudo menos isso... – eu sei , ele deveria ter contado , eu vou falar com ele , você não sabia ..eu que me devo desculpar .
- Não! – gritei antes que ela terminasse a frase. – deixa que eu falo com ele Por. Favor. – tudo bem, se você acha melhor assim.. Vá em frente.
Dei de ombros , por que ele teria feito isso , por que ele não tinha me contado , ele mentiu pra mim , eu pensei que ele fosse diferente mais não , ele não era diferente , ele era igual aqueles garotos da minha escola , aqueles que querem todas uma vez , aiTon você me magoou muito , eu nunca vou perdoá-lo nunca.
Pensei o que eu podia perceber era que eu estava encostada em uma árvore e só podia sentir as lagrimas descendo em meu rosto pálido e frio. Estava chovendo muito, a chuva que caia entre as folhas da árvore pingava em minha pele úmida.
- Rose. – escutei uma voz bem de longe me chamar, uma voz doce e fina, era Leighton, tentei ignorá-lo mais quando o percebi, ele já estava ao meu lado.
- O que houve? Por que está chorando? – olhei com ignorância para ele.
- VOCÊ. AINDA. PERGUNTA? – gritei para ele. – mas.. Rose. O que eu fiz? –
Você mentiu pra mim, eu pensei que você fosse outra pessoa Ton, pensei que você fosse honesto que gostasse de verdade de mim, mas não , você agora me causa repulsa . Eu te odeio. – falei com todas as palavras saindo de minha boca especificamente. – por que não me contou? – disse.
- o que? – que você... Namorava – gritei.
- Eu... Ia te contar..
- A mais não contou. Você me beijou Leighton , e você tem namorada.
- eu sei , eu sei , eu estava fora de mim , mas.. quando eu estou perto de você, meu coração dispara , profundamente , eu sempre te amei e .. comecei a namorar por que eu pensei que eu poderia me esquecer de você, eu cheguei a comprar passagens para ir te visitar em Washington , por que eu sentia muito sua falta, muito mesmo. – pude sentir a goteira congelada da chuva caindo sobre minha pele fria, fiquei tensa o encarei com os olhos por um minuto, procurando uma forma de tentar entende-lo.
- eu sempre te amei Rose.. Só que você.. Nunca percebeu isso. – o fato de ele dizer isso me reconfortava mais, mas a insegurança ainda havia em mim, o medo de eu estar fazendo algo fora do ritmo de boas maneiras, eu não queria ser a mal falada do bairro, meus pais não se orgulhariam para mim, e eu estaria ferindo o coração deles, por que eles sempre me deram educação o suficiente para chegar aqui e eu os decepcioná-los, isso não seria bom , não pra mim.
Fiquei sem reação, somente fiquei o encarando com os olhos firmes, uns aos outros. – eu revirei os olhos – e me retirei.
A chuva estava cada vez mais apertando, o dia estava bom para poder ficar embrulhado na coberta escutando a chuva cair e comendo chocolate quente.
- filha? Algum problema, você está tão quieta? – revirei os olhos para ela.
- Não está tudo bem mãe. Fica tranqüila. – pude sentir a desconfiança em seus olhos verdes claros. Pude escutar a Sr. Ustleed informando que o natal estava se aproximando cada vez mais, pude perceber a chuva caindo era mais forte do que eu pensava, ela batia no telhado e descia por uma calha que estava pendurada junto à telha. O que eu mais queria agora era ir embora dali, nós iríamos só um dia depois do natal, e ainda se faltavam 8 dias.
O lugar estava muito frio então subi para meu quarto no terceiro andar, percebi que tinha alguém atrás da porta no quarto dos fundos logo em frente ao meu, espiei pelo buraco da porta, era Ton dando um amasso em Sarah, imaginei que seria melhor eles não fazerem aqui ali.
Suspirei e dei de ombros.
Deitei em minha cama feita de madeira com um colchão um pouco mais confortável do que o de casa, e comecei a examinar os pequenos detalhes do quarto. Ele parecia muito bonito para um sitio tinha tudo o que um quarto de uma mansão existiria. Duas poltronas para sentar entre a porta de entrada, duas camas, uma de solteiro e a outra de casal, a pintura da parede era como se tivesse feito uma pintura com o lápis, era tudo tão perfeito que... – Rosálie onde você esta?-grita minha mãe interrompendo a minha pequena reparação do quarto.
- no terceiro andar. – escutei a porta dos fundos se abrindo, a qual Ton e Sarah estavam se beijando, provavelmente eles deviam ter escutado o grito horripilante e repulsivo de minha mãe pela janela. – vem almoçar filha! – que eu saiba ainda eram 12:00 e eu só estava acostumada a comer as 14:00 horas.
Sai disparando com leveza as escadas da varanda e dei de cara com Leighton a minha frente, passei por ele disparando mais ainda ao descer as escadas, sua expressão era rochosa, ele deveria estar nervoso demais por tudo o que aconteceu.
O dia se passou e estava cada vez mais frio, o nosso carro que ficou parado perto da arvore estava completamente coberta pelas neves brancas e frias, o vento que batia em meus ossos aquecidos fazia meu cabelo se esvoaçar em plena manhã chuvosa. Todos estavam dormindo e eu era a única patética a acordar cedo,ultimamente eu tenho tido diferente demais para uma garota do ensino médio, parece que algo mudou em mim, eu senti que eu estou conseguindo aos poucos me defender, eu nunca tinha brigado com ninguém, e ainda mais com alguém que a mais que familiar pra mim, é um ombro amigo, eu comecei a despertar esse sentimento de defesa agora, eu podia sentir em mim , por dentro de mim.
- Filha. Você já está acordada? – pergunta meu pai com a expressão parecendo com quem não dorme a 1 semana.
- Sim. Eu acho.
Dei de ombros, desci as escadas rapidamente, como sempre os cabelos sendo esvoaçados pelo vento que entrara pela janela da frente, o tremor em minha pele quando pequenos pedaços de neve encostavam-se a mim. O frio era constantemente hilário para pequenas substancias que éramos nós, hoje em dia na terra. Ele congelava.
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