Histórias das Terras do Fim do Mundo
1 Prólogo - O Mundo não é mais Pequeno.
Notas iniciais
Em grandes passadas pelo corredor de piso emadeirado, o mensageiro real carregava em uma das mãos um pergaminho enrolado e preso com cera verde. Suava um pouco, não por fazer calor, nessa época do ano na verdade era mais fácil sentir frio, porém o mensageiro estava nervoso, a notícia que levava mudaria a forma de se enxergar o mundo. Clérigos gritariam em louvor aos céus, aventureiros se lançariam ao mar, nobres veriam oportunidades infinitas no futuro, guerras seriam travadas, sangue seria derramado, pesquisadores e estudiosos ficariam loucos com um mundo inteiro de novidades. E estava tudo ali, nas mãos de um simples mensageiro real, em um pergaminho amarelado de qualidade ruim.
O corredor parecia não ter fim, o mensageiro já havia feito essa rota para entregar mensagens ao seu senhor incontáveis vezes, mas ainda assim, o corredor parecia mais longo, suas pernas mais pesadas e lentas. Mas finalmente, parou a frente de uma grande porta dupla, toda enfeitada com desenhos em dourado e verde. De cada lado da porta se encontrava dois guardas. Cada um dos guardas trajava uma majestosa armadura, polida até brilhar como prata, e tão limpa que podia se enxergar o reflexo nitidamente. No alto de cada elmo, grandes plumas verdes caiam. Os homens portavam poderosas alabardas decoradas.
Ainda parado a frente da porta, o mensageiro respirou fundo, olhou para um dos homens. O guarda nem se quer o olhou de volta, estava estático feito pedra. O mensageiro voltou a encarar a porta ricamente decorada. Finalmente criou coragem dentro de si e bateu três vezes. Uma voz grave e sonolenta se ouviu. – Quem perturba? – E pode se ouvir um bocejo ao final da frase. — Mensagens urgentes vossa majestade. – Disse o mensageiro meio tremulo e nervoso. Alguns resmungos e mais bocejos e a voz voltou a responder. – Envie para o Administrador Real, seja lá o que for isso. – E então se calou e um profundo silêncio se manteve por alguns segundos. – Majestade. – tentou o mensageiro novamente. – Eu acredito que o senhor vai querer escutar isso. – Mais resmungos saíram pelo corredor, em tom nervoso a voz diz. – Seja lá o que for, tenho certeza que não é tão importante para tira o sono real! – Irritada e autoritária, mais uma vez se fez silêncio. O mensageiro engoliu seco, deu dois passos para trás, e respirou fundo, e falou em alto e bom som, mas sem gritar. – Majestade, Capitão Condreau estava certo! – Ele fechou os olhos, já esperando a ira e a repreensão pelo seu ato.
Os quatro guardas olharam o mensageiro como se acabassem de ver uma assombração. Um deles levou a mão à boca como se não acreditasse no que tinha acabado de ouvir. Outro guarda antes imóvel feito rocha, pendeu o corpo pro lado e quase se desequilibrou. Escutaram-se tropeços vindos por de traz da porta, coisas caindo e passos pesados e apressados. Barulho de cerâmica se quebrando e também de metal se espatifando. A porta se abriu apressada. E com uma cabeleira encaracolada e negra, uma pessoa magra trajando apenas uma camisola branca. O rosto chupado, os lábios finos e os olhos bem azuis. O bigode era a principal característica, bem fino e comprido.
Os guardas imediatamente abaixaram a cabeça e colocaram a mão livre da arma no peito. O mensageiro também abaixou a cabeça, encarando os próprios pés. – Olhe pra mim homem e diga exatamente o que você disse antes! – Disse o homem com a voz grave, porém não mais sonolenta. Mais uma vez o mensageiro engoliu em seco e fez um enorme esforço para levantar a cabeça e encara os olhos azuis de seu senhor. – Meu Rei. Capitão Monty Condreau, encontrou as terras do fim do mundo!
Notas finais
Se achar que sou merecedor deixe um comentário ou critica! :D A aventura derradeira continua na próxima postagem, aonde realmente começara a história.
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