Histórias da Ecomoda.
149 Embarque para a Turquia.
Notas iniciais
O casal Mendoza chega em seu apartamento. Dona Júlia estava sentada com a netinha
assistindo tv. Ao seu lado estava Hermes que esperava para levar o casal ao aeroporto.
—Filha como vocês demoram, vão perder o vôo.
—Não se preocupe Don Hermes ainda temos tempo. Fala Armando passando por ele para buscar as malas que estavam no quarto.
—Betty pega a filha no colo da mãe. _ venha mi amor, quero ficar com você o máximo de tempo possível.
A porta do elevador abre e Nicolás, Camila e Michelzinho saem de dentro.
—Betty vamos acompanhar vocês ao aeroporto. Fala Mila.
—Aí que bom Mila, pensei que vocês não iam se despedir de nós.
—Que isso Betty, que isso. Como não íamos nos despedir de vocês. Mesmo o cabeção não gostando muito de mim, mas ele é meu cunhado né....
Armando saia do quarto com as malas, Hermes e Nicolás foram ajudar.
Todos entram no elevador, Betty e Armando não querem sair de perto de Milinha.
Quando chegam ao estacionamento, vem a dúvida em que carro irão.
—Don Hermes nós vamos no meu carro, aqui tem a cadeirinha da Milinha e ela vai estar mais segura.
—Certo eu vou com o “juventude” e a Júlia.
—Eu levo a Mila e o Michelzinho. Fala Nicolás.
—Mi amor e quem vai buscar o nosso carro?
—Não se preocupe mi amor, o Freddy está no aeroporto, ele vai trazer o carro pra cá.
— A sim. Então vamos!
Armando e Betty entram no carro, eles saem seguidos por Don Hermes com o “juventude” e Nicolás com seu Mercedes.
Na Ecomoda:
Daniel estava sentado na presidência conversando com Roberto.
—Então Roberto o que você acha das ideias que eu tenho pra empresa?
—Não Daniel, isso me parece muitas mudanças para pouco tempo de gestão.
—Roberto, Roberto... Você acha mesmo que devemos continuar com esses brancos? Eu sei que você os conhece desdá fundação da Ecomoda, mas essas taxas de juros são altíssimas.
—Sim Daniel, mas é muito arriscado pra nós trabalharmos com bancos internacionais! Porque não sabemos onde estamos nos metendo.
—Roberto confie em mim, essa empresa vai crescer em dois meses o que cresceu em 2 anos de administração da Beatriz.
Aura Maria bate na porta.
—Entre!
—Com licença doutor. Ligação pro senhor do branco Montréal.
—Pode passar Aura Maria.
—Alô? Manoel Bezerra como vai?
—Bem. Eu liguei hoje pra pedir uma reunião amanhã de manhã aqui na Ecomoda!
—Por volta das 11:00 horas.
Certo! Espero você aqui!
Daniel desliga o Telefone.
—Por que essa ligação Daniel?
—Quero saber da situação da empresa perante os bancos.
— Mas a Beatriz, deixou vários relatórios sobre a situação da empresa.
—Sim Roberto, mas digamos que eu quero ver melhor.
Roberto faz uma cara de preocupado.
—Não se preocupe, não vou fazer uma administração tão ruim como a do seu filho... Desculpe, não quis ofender.
No aeroporto:
Armando e Betty fazem o check-in depois seguem para o portão de embarque, esperando para serem chamados para embarcar.
Armando está com a filha no colo.
—Mi amor, vou sentir tanta saudade de você! Papai não vai ficar um só segundo se pensar em você.
Betty estava sentada ao lado de Camila e de dona Júlia. Observando Armando com a bebê.
—Me dói tanto não poder levá-la com a gente.
—Não se preocupe Betty, assim que vocês conseguirem um lugar pra ficar eu a levo pra vocês. Lembre-se que logo eu também vou pra Suiça.
—Sim Mila, mas você sabe se afastar dos filhos... Me dói demais.
—Aí filha ela vai ficar bem, Hermes e eu vamos cuidar dela como cuidamos de você.
—Coitada da Milinha! Fala Nicolás.
Don Hermes bate com o jornal em Nicolás. _ o que você disse paspalho? A minha Betty foi muito bem criada.
— Sim Don Hermes, eu estava só brincando. Nicolás fala passado a mão na cabeça.
Freddy chega ao portão de embarque.
—Desculpe-me, mas me perdoe. Essa cidade está cada vez mais caótica, quase não acho um táxi doutor.
—Não tem problema, aqui está a chave do carro e onde está estacionado.
—Certo doutor! Doutor eu gostaria de me despedir de vocês, e saibam que vão nessa viagem levando nossos corações. Freddy fala colocando a mão no ombro de Armando.
Milinha aproveita que Freddy está bem próximo de seu pai, e puxa os cabelos de Freddy.
—Aí minha linda bebê Mendoza, mas minhas madeixas, não foram feitas para puxar e sim para acariciar.
—Mas é dessa forma que ela acaricia Freddy. Fala Nicolás tirando risadas de todos.
—ÚLTIMA CHAMADA PARA O VOÔ 195 COM DESTINO A ISTAMBUL! EMBARQUE NO PORTÃO 3.
Armando olha para Betty e fala.
—Hora de irmos!
Dona Júlia se levanta e abençoa Armando e Betty_ Vão com Deus meus filhos. Que a virgem santíssima cuide de vocês.
—Obrigado dona Júlia. Vou sentir saudades. Armando fala abraçado a sogra. Depois dona Júlia abraça Betty.
—Filha, não se esqueça que tem que se cuidar, afinal você vai para o estrangeiro. E lembre-se sempre filha... O diabo é porco! Hermes fala abraçado a filha.
—Não se preocupe papai tudo vai dar certo.
— Armando, tome conta dela, não fiquem na rua até tarde e cuidado com esses turcos.
Fiquei tranquilo seu Hermes, vou proteger a minha Betty com a minha vida.
—Carinho, por favor assim que vocês pousarem não esqueça de ligar, pode ser a qualquer hora! Camila fala abraçando o irmão.
—Sim mana vamos ligar! E você dentuço muito cuidado com a minha irmã, se eu ficar sabendo que ela derramou uma lagrima.... eu volto e mato você!
—Pode deixar cabeção, pode deixar! E o mesmo eu digo pra você! Cuidado com a minha irmã!
—Aí Nicolás! Fala Betty soltando sua risada de sempre.
Nicolás e Betty se abraçam com muito carinho! _Betty muito cuidado lá em!
—Pode deixar Nicolás.
E chega a hora de se despedir de Milinha, nem Armando e nem Betty seguram o choro.
—Mi amor! Venha com o papai. Armando pega a pequena e dá um abraço apertado. Depois passa a filha pra Betty limpando os olhos.
—Mi vida. Se comporte com seus avos, vamos morrer de saudades de você!
—Mi amor vamos, se não perdemos o avião! Armando fala chorando.
As pessoas que estão ao redor, não conseguem segurar as lacrimas ao ver o casal se despedindo da filha.
Betty e Armando corre para o portão de embarque, olham pra trás dão um tchau e entram no corredor de embarque.
Milinha procura pelos pais, e depois que não vê mais o casal começa a chorar sem parar.
—Mama! Papa! Mama! Papa!
Julia não aguenta ver a netinha chorando daquele jeito e chora junto com ela.
Continua...
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