Histórias da Ecomoda.
220 Colocando as algemas.
Notas iniciais
Na ambulância:
—Trauma não responde a mediação. Fala um dos paramédicos ao telefone.
—O que significa isso? Armando pergunta,
—Sim, está gravida e está tendo sangramento... sim continua. Certo chegaremos em 3 minutos fiquem preparados. Ele desliga o telefone.
—ME FALA O QUE ESTÁ ACONTECENDO? Armando grita desesperado.
—Senhor, gritar não vai adiantar nada!
—Minha Betty, por favor fique boa logo! Armando fala beijando sua mão.
Na casa dos Pinzón:
Hermes estava sentado assistindo ao jornal na tv. Enquanto Milinha brincava com seus bloquinhos no chão.
—Dódó... boco. Milinha fala mostrando os bloquinhos para Hermes.
—Isso mesmo minha linda, bloco!
—Últimas notícias... a polícia está mais uma vez na Ecomoda, dizem que o doutor Daniel Valência foi visto na empresa, segundo nossa fonte, ele e doutor Armando Mendonza tiveram uma briga, e a presidente Beatriz Pinzón Mendonza presenciou a briga, ela está sendo levada ao hospital nesse momento. Fique ligado para mais informações.
—JULIA! JULIA...
—JÁ VOU! Dona Julia vem correndo da cozinha.
—O que foi?
—O doutor Valência estava na Ecomoda, o Armando e ele saíram aos socos, a Betty viu tudo e está no hospital....
—Hermes calma... não estou entendendo nada. A Betty está no hospital?
—Vamos eu explico tudo no caminho.
—Pra onde vamos Hermes?
—Pro hospital.
Na Ecomoda:
Sandra traz o café e a água que Dylan pediu.
—Doutor aqui está! ela fala colocando a bandeja na mesa.
—Obrigado minha linda, agora pode nos deixar a sós? Tenho que tomar o depoimento dele.
—Claro doutor.
—Ah sim, se tiver alguma notícia de Beatriz, me avise por favor!
—Sim senhor. Sandra fecha a porta e sai.
Dylan se senta ao lado de Daniel e fala: _vamos, pode começar a falar, o que estava fazendo aqui na Ecomoda?
Daniel passa a mão no cabelo e continua calado.
Dylan da um tapa forte na mesa e grita. _FALA LOGO!
—Vim buscar uns documentos, eu ia viajar.
—PRA ONDE?
— Paraguay!
—E como pretendia sair do país?
Daniel continua calado. Dylan se levanta e fala. _não vai me contar né, quem sabe isso faça com que o senhor tenha mais vontade. Dylan dá dois socos em Daniel, um na barriga e outro no rosto.
—Você não pode fazer isso comigo! Daniel fala tossindo sangue.
—Sério, e o que você vai fazer? Contar para o seu advogado, para a corregedoria da polícia? Olha doutor, só pra avisar ninguém vai acreditar em você, e mesmo que acredite, vai demorar anos para provar alguma coisa contra mim. Não esqueça eu sou o delegado tarja preta. Mais um soco em Daniel.
—E aliais, eu tenho um motivo especial pra isso....
—E posso pelo menos saber qual motivo é esse? Daniel fala limpando o rosto.
—Meu motivo é a Beatriz.
—O que você quer com a Beatriz?
—Isso não é da sua conta! Dylan da mais um soco em Daniel fazendo com que ele desmaie.
No hospital:
A ambulância chega na porta do hospital, e a maca é retirada. Os médicos e enfermeiras que esperavam na porta correm pra socorrer Betty.
Eles passam por vários corredores do hospital, Armando está ao lado de Betty segurando a mão de sua amada.
Eles chegam ao centro cirúrgico. E uma enfermeira para na frente de Armando.
—O senhor não pode passar daqui.
—Mas ela é minha esposa, meu filho...
—Eu entendo, mas não pode, espere notícias aqui! Ela fala e entra na sala.
Armando olha pela pequena janela da porta e vê Betty passando pelo corredor indo para outra sala.
—MEU DEUS, SALVE MINHA BETTY, SALVE MEU FILHO! Armando grita caindo de joelhos e chorando na porta da sala do centro cirúrgico.
O telefone de Armando começa a tocar.
Armando pega o celular e atende.
—Alô?
—Filho? Como você está, como está a Betty? Roberto pergunta.
—Oi papai, estamos no hospital, não sei se o senhor sabe o que aconteceu, mas a Betty está em cirurgia de emergência...
—Sim eu soube. Sinto muito filho!
—Obrigado papai.
—Filho, estou indo a Ecomoda, depois vou direto para o hospital, precisa de alguma coisa?
—Sim, papai pode avisar os pais da Betty?
—Sim meu filho, pode deixar! E filho, força!
—Obrigado papai.
Armando desliga a ligação ele se levanta olha mais uma vez pela janela, não vê mais nada. Ele volta e se senta encostado na parede. Puxa seus joelhos para próximo de seu peito e começa a chorar.
Na Ecomoda:
Mario sai de sua sala. Ele olha pelo corredor e vê as meninas do quartel sentadas próximas a mesa de Aura Maria.
—Sandra?
—Sim doutor?
—Pode me acompanhar até a minha sala?
—Sim senhor! Sandra se levanta e vai atrás de Mario.
—Esses dois estão se estranhado. Fala Bertha.
—Como assim? Fala Sophia.
—Sim meninas, o seu Mario chegou e a Sandra estava limpando as feridas do seu Daniel, ele ficou louco de ciúmes.
—Como assim, o que ele falou? Perguntou Aura Maria.
—Ele perguntou o que ela estava fazendo, furioso... Fala Bertha sorrindo.
—Meninas mais uma do quartel que conseguiu um homem, aí quando vai aparecer meu Deus do ébano? Fala Mariana tirando risada das outras meninas.
Na sala de reuniões:
—Então você estava com esses documentos falsos, e onde conseguiu seu Armando Mendonza?
—Peguei umas economias que eu tinha e fiz em um falsificador.
—E o que estava fazendo aqui hoje de manhã e quem é o seu cumplice aqui na empresa?
—Vim buscar algumas notas promissórias, e ações que eu tinha guardado na sala de arquivo morto,
—Quem é o seu cumplice doutor Valência? Dylan se levanta e se aproxima de Daniel em forma de ameaça,
—Patrícia Fernandes!
—E onde ela está nesse momento?
—Não sei, mandei ela ficar de olho, mas nem pra isso ela serve.
Na presidência:
Mila estava terminando de arrumar a presidência quando a porta abre.
—Papai, Marcela? o que vocês estão fazendo aqui?
Roberto da um abraço apertado em Camila.
Camila se emociona com o abraço do pai, uma lagrima cai de seu rosto.
— Papai, como o senhor está?
— Bem minha filha. Onde está o Daniel?
—Na sala de reuniões com o delegado Dylan, ele está sendo interrogado.
—Como assim interrogado? Marcela pergunta incrédula.
—Isso mesmo, interrogado, é o que acontece com ladrões. Camila fala fechando a cara.
—MEU IRMÃO NÃO É NENHUM LADRÃO!
—E O QUE ELE FEZ COM A ECOMODA PODE TER OUTRO NOME? Camila fala ficando de frente com Marcela.
—Meninas calma! Roberto fala entrando na frente das duas.
Na sala de Mario:
—O senhor me chamou doutor? Sandra fala ao entrar.
Mario puxa Sandra e a abraça forte! _Me perdoe!
—Pelo que doutor?
—Você sabe que eu tive ciúmes de você com o Daniel! Mario fala aproximando o rosto do rosto de Sandra.
—Não sei de onde o senhor tirou esses ciúmes bobo, afinal eu seria a última pessoa no mundo pra quem o doutor Valência iria olhar, aliás acho que ele preferia o seu Hugo do que eu! Risadas.
—Não diga bobagens, é que isso pra mim é algo novo.
—Isso o que doutor?
—Me apaixonar por uma mulher, sentir amor por outra pessoa como eu sinto por você! Mario puxa Sandra para um beijo quente.
Na sala se reuniões:
—Bom doutor Valência por enquanto é só isso! Agora vou levar o senhor para a delegacia. Coloque as mãos ora trás!
— Como assim, eu preciso ir ao hospital, olhe para o meu estado! Daniel fala ao tentar se levantar.
Dylan se aproxima de Daniel e fala. _Por mim você iria direto para o inferno, mas para mostrar que eu sou uma pessoa que não guarda rancor, vou levá-lo para o hospital! Ele empurra Daniel que cai na cadeira.
—Vamos estique as mãos. Dylan fala pegando as algemas.
Daniel esticas as mãos e Dylan coloca as algemas em Daniel.
Nesse momento a porta da sala abre e Marcela entra.
—Irmão... ela fala enquanto uma lagrima escorre de seu rosto.
—Não chore Marcela. Daniel fala se aproximando da irmã.
—Vamos doutor Valência! Dylan fala abrindo a porta da sala de reuniões.
— Posso dar um abraço na minha irmã antes!
—Sim! Dylan fala mexendo a cabeça.
Daniel se aproxima de Marcela e sussurra em seu ouvido. _Me ajude a fugir.
—Sim irmão! Os dois se abraçam forte. Até que Dylan fala.
—Já chega, vamos doutor Valência.
Daniel e Marcela se soltam e Daniel vai para porta com dificuldade de andar, pois está muito machucado.
—PRA ONDE VÃO LEVA-LO? Marcela pergunta!
—Primeiro para o pronto socorro e depois para a delegacia! Dylan fala colocando a mão no ombro de Daniel.
Ao sair da sala de reuniões, Daniel dá de cara com Roberto e Camila que estavam do lado de fora.
—Roberto.... eu...
—Me poupe de seus discursos Daniel, eu nunca pensei que você seria capaz de fazer isso com a empresa, com o patrimônio das nossas famílias. Com a memoria do seu pai.
—Eu não fiz nada Roberto, seu filho Armando já tinha acabado com a empresa da nossa família, entregando-a para uma qualquer.
—Não fale assim do meu filho e muito menos da minha nora, eles cometeram erros, sim, admito, mas fizeram maravilhas nessa empresa. Coisa que você jamais faria. Pra você a única coisa que importa é o dinheiro e nada mais.
—Roberto, tudo que eu fiz foi pelo bem da Ecomoda...
—JÁ CHEGA DANIEL, DELEGADO POR FAVOR LEVE ESSE CRAPULA DAQUI. Grita Camila abraçando seu pai.
—Vamos doutor Valência! Dylan fala direcionando Daniel para o elevador.
Marcela sai da sala de reuniões limpando o rosto. _Roberto eu vou com ele! Ela fala se aproximando de Roberto.
—Certo, qualquer coisa nos avise. Ele fala colocando a mão no ombro de Marcela, que segue para o elevador junto com o irmão.
—Esses dois, papai são farinha do mesmo saco, graças a Deus o Armando não se casou com essa cobra! Camila fala para o pai.
—Minha filha, mesmo com todos os seus defeitos a Marcela ama essa empresa como o Júlio.
Perto do elevador as meninas do quartel se aproximam para ver a prisão de Daniel.
—Senhoritas, vocês sabem onde se encontra Patrícia Fernandes? Dylan pergunta.
—Aí doutor ela deve estar em algum buraco, já que ela é uma rata de esgoto. Fala Sophia tirando risadas das outras.
—Se souberem do paradeiro dela, me ligue imediatamente.
—Por que doutor, ela vai ser presa também? Pergunta Bertha.
—Sim, ela foi cumplice do doutor Valência aqui...
— Pode deixar doutor, vamos procurar ela embaixo de cada pedra dessa cidade, não é mesmo meninas? Fala Aura Maria tendo a confirmação de todas.
—Vocês não têm que trabalhar não? Marcela fala irritada se aproximando do quartel.
—Sim vamos trabalhar né meninas... as meninas correm para seus postos de trabalho.
A porta do elevador abre e Hugo sai de dentro.
—O que está acontecendo aqui, aí fora está cheio de reportes.... Minha nossa, mas esse aí é o Daniel? O que você está fazendo, minha nossa você está.... Hugo abre a boca incrédulo. Preso?
—Sai da frente Hugo. Daniel fala entrando no elevador.
—Marcela? Fala Hugo.
Dylan e Marcela entram logo atrás.
No hospital:
Armando continua sentado no chão.
—Armando?
Ele levanta a cabeça e vê Catalina segurando em seu ombro.
—Oi Cata, você sabe que aconteceu? Armando fala limpando o rosto.
—Sim Armando, vim assim que eu soube. Como ela está?
—Não sei, entraram com ela lá dentro e não me falaram nada até agora.
—O familiar de Beatriz Pinzón Mendonza! Fala o médico aí sai da sala.
—Sou eu! Armando fala ao se levantar.
—Temos que conversar! O médico fala ao se aproximar de Armando.
Continua....
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