Histórias De Semideuses - Nossa viagem ao CHB
1 Capítulo 1-Eu me atraco com uma batgirl aposentada
Notas iniciais
Uma dica: Se uma fúria te oferecer algumas balas, não aceite.
Eu estava saindo do colégio com meu amigo Marllon para pegar um 746 para voltar para casa. Normal para dois adolescentes de 13 e 14 anos certo? Errado. Veja bem: Ontem eu tive um sonho com meu pai. Quero dizer, meu pai verdadeiro. Apolo.
Há bastante tempo atrás, os Deuses começaram a usar o método Hércules de ter filhos. Ou seja: Fingiam ser um de nossos pais mortais por uma noite e então nos concebiam. Então, eles esperavam a pessoa realmente suspeitar de que era um semideus para contar a eles através de sonhos. Como faziam para suspeitarem: A partir do Percy Jackson e os Olimpianos, que, na verdade, foi escrito por Hermes. Porem, não basta fingir ser um semideus. Você tem que suspeitar mesmo. E o pior de tudo: você tem TDAH e dislexia, mas a nevoa faz com que você não saiba da dislexia e nem do TDAH. Ou seja, você parece hiperativo, “mas não é”.
Continuando... Meu pai me avisou em sonho para eu não pegar o ônibus amanhã e para andar com algo que me proteja, como uma arma. Eu não ouvi muito, pois achei que era somente um sonho, afinal, quem nunca sonhou com algo assim? Mas como eu estava tendo uns pressentimentos estranhos que sempre se realizavam, eu estava levando uma super lamina de canivete suíço mega afiada e pontuda... De 5 cm no meu bolso. Voltando ao presente. Marllon viu o 746 chegando ao ponto e saiu correndo. Eu falei:
-Calma rapaz! Pra que a pressa? Deixa eu adivinhar: Roubou mais alguém né Trombadinha?
-Que foi Fiuk? Não consegue me alcançar?
Sim, meu apelido era Fiuk, (como eu disse, fã de PJO, ou seja, "fingíamos" ser semideuses, e, no caso, eu dizia que meu pai imortal é Apolo) e ele é pegador pra cassete, que nem o Fabio Junior, e também tem aquele lance lá de cantar e tal, e, como eu era filho dele, deu no que deu. Sai correndo e consegui alcançar ele. Entramos no ônibus e nos sentamos nos últimos bancos ( Sim! Milagrosamente conseguimos um lugar!).
Ficamos conversando por um tempo, ate que percebi que uma velhinha feia que nem o capeta — desculpa Hades!- ficava encarando a gente de tempos em tempos, e rindo de um jeito que me dava calafrios. Quando o ônibus estava chegando no meu ponto, eu levantei e a velhinha nos ofereceu algumas balas. Quando eu ia dizer não, o Marllon pegou algumas e comeu. Imediatamente, ele ficou paralisado e caiu no chão (Tinha que ser o idiota do Marllon pra pegar as balas!). Falei
- O que Diabos você fez com ele, sua velha pedófila! — Saquei meu canivete e fiquei em posição de ataque.
- Ah, isso. É só uma mandinga de leve do Tártaro. Agora, prepare-se para morrer jovem semideus! — Perae, pensei. Semideus, Tártaro! Comecei a procurar as câmeras para ver se aquilo era uma pegadinho do Gugu. Perdi o foco em procurar câmeras e foquei na coisa que estava na minha frente. A velha estava se transformando em algo entre o Drácula, a Hebe e o Michael Jackson. Rapidamente, me vi frente a frente com uma Fúria. Falei:
-Espera aí. Parou a palhaçada! Que putaria é essa! De repente uma fúria resolve me atacar no ônibus e eu nem recebo um aviso! Qual é Alectó! Nem um sátiro eu tenho! Nem uma arma ou algo assim! Cassete Zeus! Não vou morrer agora não sua vadia! — Investi em cima dela e de repente o ônibus virou um Caos. Todos começaram a sair pelo teto e pular da janela. (Malditos mortais, esse era meu sonho!).
-Eu não sou Alectó, e você vai sofrer nas mãos de um inimigo maior que Hades!
Ela investiu contra mim, mas eu desviei, batendo em um dos assentos. Ela veio cegamente pra cima de mim, mas, magicamente, soube o que fazer. Quando ela estava a meio metro de mim, fingi que ia investir, mas rolei por debaixo dela, senti uma dor enorme nas costas e arremessei meu canivete no meio dos olhos dela, assim que ela se virou, ate que meu canivete chegou do outro lado da cabeça dela e ela se transformou em pó. Depois disso, sua voz ficou pairando no ar, falando essas palavras: Você e seus amiguinhos semideuses sofrerão muito mais no futuro...
Me perguntei sobre o que ela estava falando, mas não tinha tempo de refletir.Nem de ficar atônito com tudo o que aconteceu. Carreguei o Marllon nos meus ombros ate minha casa e tentei acordar ele. A empregada desmaiou assim que viu meu estado e nossa situação. Depois de jogar dois baldes de água nele, ele acordou, mas também desmaiou assim que eu comecei a falar:
-Cara, a gente foi atacado por uma fúria, eu acho.
Depois de meia hora ele acordou de novo, mas dessa vez não desmaiou mais.
Comecei a explicar a situação para ele, com a sensação de que ele ligaria para o 190 no final, mas, incrivelmente, ele acreditou. Só que assim que ele terminou de falar que acreditava em mim, o quarto inteiro ficou iluminado, e uma mensagem de Íris tomou conta do quarto e de nossa atenção. A pessoa que nos ligou brilhava como o Sol, e se parecia muito com o Brad Pitt. Imediatamente pensei:
–Pai?!
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