História de Um Homem
1 Capítulo 1
Notas iniciais
\"E se eu morrese, será que alguém sentiria minha falta?\" — perguntava-se enquanto vagava por seu apartamento, abarrotado de tintas, telas, pincéis. Havia transformado-o em um mini-estúdio. Corria os olhos por suas obras, seus móveis, sua vida. Aquilo nunca fora aquilo que planejara... Uma vida medíocre assim. Seus sonhos, suas aspirações, tudo, acabado, naquele maldito apartamento.
\"Será que alguém sentiria minha falta?\" — perguntou-se novamente. \"Provavelmente não\" — respondeu à própria pergunta. Para falar a verdade, nunca fora muito querido... Por ninguém.
O relógio marcava então 19 horas e agora era possível enxergar apenas sombras. E tomado de um intenso sentimento de solidão, resolveu sair. Gostava de andar por aí, sem rumo. Desse jeito conseguia se perder no meio da multidão e escapar um pouquinho do inferno que era sua vida.
Já na rua, observava tristemente as pessoas passarem. Cada um com sua vida, sua história. Luzes da rua pipocaram em seus olhos ao mesmo tempo que algumas lágrimas solitárias escorriam.
Seus passos guiaram-no até um mercadinho perto dali. E vendo as luzes coloridas piscarem, o pinheiro enfeitado com bolas vermelhas e pessoas se acotovelando para conseguir andar, lembrou-se em que época do ano estava.
\"Que irônico, estamos no Natal. Essa deveria ser a época da felicidade,não?\" — Pensou amargurado.
Resolveu entrar, afinal, não havia um destino certo mesmo. Passava os olhos desinteressado pelas prateleiras, sempre esbarrando em alguém, afinal, o mercadinho estava lotado devido à proximidade do natal. Até que algo chamou sua atenção: uma embalagem de veneno para ratos. Aquela embalagem parecia tão interessante... E uma idéia surgiu em sua mente. Nunca havia pensado em suicídio, mas agora que essa opção havia sido colocada assim, em sua frente... Não era algo tão ruim. Parecia um sinal de Deus.
Mas,por que estava pensando em Deus agora? Nunca acreditara nele mesmo. Resolveu seguir em frente com o plano que acabara de surgir em sua mente. Mas ele não iria fazer isso ali, não,acabaria com sua vida no lugar que sempre odiou: seu apartamento estúpido.
Comprou o veneno e foi direto para seu matadouro.
Ao chegar lá, estava completamente no escuro, mas não se importava com isso.
Esquentou um pouco de leite,e despejou o conteúdo da embalagem no copo, sentou e encarou longamente o copo.
Ahh, não saberia descrever o que sentia olhando para aquele copo. Ele parecia ao mesmo tempo algo tão atrativo, tão interessante, só que ao mesmo tempo despertava uma sensação nunca experimentada por ele. A sensação de algo novo que poderia salvar,ou então machucar. A sensação de algo totalmente desconhecido. Algo como a chance de uma nova vida, a chance de começar do zero...
E agora, o que faria? Enfrentaria o desconhecido na busca de um recomeço? Pensamentos passavam aos turbilhões por sua mente. Sua vida passava diante de seus olhos.
E agora,o que faria? Uma angústia incrível lhe atingiu. Tentaria o desconhecido!
Pegou no copo e estava pronto para levá-lo à boca quando...
Um vento repentino invadiu a sala, bagunçando seus cabelos. E junto com o vento veio...
\"Cheiro de rosas\" — algo que lhe lembrava instantaneamente sua mãe. A última pessoa que gostaria de lembrar naquele momento.
Quase como que uma advertência divina.
\"Droga\"-pensou.Será que valia mesmo a pena?Talvez o desconhecido não fosse a solução,mas sim o surgimento de novos problemas...
Novas dúvidas. Novos temores. Estava num beco sem saída novamente, perdera a coragem.
Estava sendo covarde.Mas ao mesmo tempo não havia volta para o que já tinha começado.
Enquanto viajava em seus pensamentos,por uma ironia do destino, levou o copo à boca, num gesto mais automático do que qualquer outra coisa.
E dormiu. E nunca mais acordou.
Notas finais
Um lixo?Uma porcaria?
Elogios? Com certeza.Senão desisto de escrever u_u
Críticas? Lógico.Preciso saber onde estou errando
Olhe como essa caixinha de texto aí embaixo está implorando pra você escrever nela *__*
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