História de Adônis e Hansuki (Bl)

5 Capítulo 5 – À Luz do Dia




As horas que antecederam o evento foram carregadas de tensão.


Adônis foi convidado para receber um prêmio de “Empreendedor do Ano”, uma cerimônia luxuosa transmitida ao vivo. A imprensa inteira estaria lá. Milhares de olhos. Um palco.


Ele poderia ir sozinho, como sempre. Receber o troféu, sorrir educadamente, fazer o discurso padrão.


Mas dessa vez... seria diferente.


Enquanto ajustava o paletó diante do espelho, suas mãos tremiam levemente. Hansuki apareceu atrás dele, já pronto, com um terno cinza grafite que realçava ainda mais sua elegância natural.


— Você ainda pode mudar de ideia — disse Hansuki, a voz baixa, mas firme.


Adônis virou-se devagar, encarando os olhos do homem que amava.


— Eu passei a vida sendo o que o mundo queria que eu fosse. Hoje, quero ser quem eu realmente sou. E eu sou... seu.


Hansuki sorriu, emocionado. Eles se deram as mãos e desceram juntos.


No evento, os flashes explodiam como estrelas nervosas. O tapete vermelho parecia um campo de julgamento. Quando a limusine parou, todos esperavam ver Adônis sair... sozinho.


Mas então, as portas se abriram — e os dois apareceram, de mãos dadas.


O silêncio que caiu foi quase absoluto. E então... um mar de sussurros. Câmeras viradas, jornalistas apontando, celulares sendo erguidos.


Adônis manteve a postura firme, o rosto sereno, os olhos fixos em frente. Hansuki estava ao seu lado, orgulhoso, sem desviar o olhar. Eles estavam juntos, e não havia mais nada a esconder.


No palco, minutos depois, Adônis recebeu seu prêmio sob aplausos tensos e olhares divididos. Ele respirou fundo e se aproximou do microfone.


— Obrigado pelo reconhecimento. Mas antes de falar de negócios, quero dizer algo pessoal.


O salão ficou em silêncio.


— A vida inteira, me ensinaram que o sucesso vinha acompanhado de máscaras. Que para vencer, era preciso esconder. Fingir. Ser o que esperam de você. Mas hoje... eu escolho ser verdadeiro.


Ele olhou para a plateia. Seus olhos encontraram os de Hansuki, que o observava com o coração na garganta.


— Eu amo alguém. E não tenho mais medo de dizer isso. Hansuki não é só meu companheiro — ele é minha inspiração, meu equilíbrio, minha casa. E se isso incomoda, tudo bem. Porque eu prefiro viver uma verdade que incomoda... do que uma mentira que agrada.


Por um segundo, ninguém respirou.


E então — aplausos. Lentamente, depois mais fortes. Alguns se levantaram. Outros choraram. O mundo, naquele instante, não parecia tão cruel.


Hansuki subiu ao palco e, sem hesitar, abraçou Adônis com força. Um beijo breve foi o suficiente para eternizar aquele momento.


Eles haviam vencido. Não o mundo inteiro — mas a si mesmos. E isso era tudo.



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