Notas iniciais
Nesse capítulo vcs vão poder entender o que o Bran realmente é... Queria deixar meu imenso agradecimento a Raenys Prince pela recomendação linda que ela fez da fic é que significou o mundo pra mim. leiam as notas finais hj pfv. P.s : recomeço deve ser finalizada agora nas minhas férias.

O destino baralha as cartas, e nós jogamos. — Schopenhauer.

Solar

Jon observou pela janela Daenerys partir ao lado daquele homem, ele queria tanto ter ido atrás dela, ele notou a emoção que cruzou aqueles olhos azuis, quando a mulher percebeu o que era o objeto em suas mãos, então tudo que ele queria era explicar a ela o porquê de ter guardado aquilo por todos esses anos, no entanto, antes que ele tivesse a chance de começar a dizer algo, ela praticamente fugiu, então ele veio atrás dela, disposto a finalmente fazê-la ouvi-lo, Jon queria dizer que ela não foi a única a morrer naquele sala do trono, ele também morreu quando percebeu o que tinha acabado de fazer, falar sobre como os últimos anos foram os piores da sua vida, dizer que ele nunca parou de amá-la um segundo sequer, que finalmente entendeu que a sua ligação de sangue nunca foi um pecado, era apenas a prova de que eles tinham sido feitos um para outro, Duncan, a vida que eles criaram juntos era a prova viva disso, sim não importa os motivos que ele teve, Jon entende que falhou com a platinada, no entanto o moreno estava disposto a consertar cada um de seus erros, tudo que ele pretendia pedir era uma última chance em nome de todo amor que um dia Daenerys sentiu por ele, ou pelo menos pelo filho deles, ela ainda sentia algo por ele, debaixo de toda aquela raiva, ódio, Jon julga ter visto algumas faíscas de outro sentimento.

Esse era o momento perfeito, Daenerys estava finalmente com a guarda abaixada no entanto Arya o parou, o impediu de ir atrás dela, na verdade foi mais que isso, ver Daenerys nos braços daquele homem, sendo consolada por uma dor que ele mesmo causou foi um golpe e tanto, então ele recuou, as palavras de sua irmã ecoaram na sua mente.

Ela está exatamente com quem precisa agora.

Como Jon desejava ainda ser essa pessoa para Daenerys, no entanto, anos tinham se passado e ele se tornou não mais a cura, mas a causa de sua dor, aquelas pessoas usaram o que antes Jon acreditava que tinha de melhor contra ele mesmo, seu altruísmo, seu amor por seus irmãos, Tyrion se aproveitou disso para envenena-lo contra ela, Jon como um idiota se deixou levar, a vida o devolveu Daenerys, porém a distância entre eles parecia maior ainda agora, ele se sentia um tolo por acreditar que as coisas seriam diferentes.

— Você percebe agora Jon, eu te trouxe pra cá para te proteger, para que você tivesse a chance de ter uma vida com seu filho, mas você tem que entender que é só isso que você vai encontrar aqui, então apenas pare agora, você e Daenerys nunca voltarão a ser o que eram. – Arya fala, ele finalmente perde o maldito controle socando a parede na sua frente com o pulso direito, deixando sair a raiva por todos aqueles que trabalharam duro em separa-los, em destrui-los, ele bateu até que o sangue escorresse por sua mão, até rachar um pedaço da parede, as juntas de seus dedos doíam como um inferno, no entanto nada se comparava a dor em seu peito.

— Você não pode se sentir no direito de pedir isso para mim Arya, você estava lá em Porto Real, viu o que aconteceu, sabe exatamente porque eu fiz o que eu fiz, eu a amava, eu nunca parei, como você acha que eu poderia simplesmente deixar ela ir agora quando tudo que eu sempre sonhei nos últimos anos foi com uma segunda chance. – Jon diz em tom acusatório, para ele a jovem Stark estava o traindo pedindo para que ele desistisse de Daenerys uma segunda vez, Arya foi um dos motivos dele fazer o que fez, então agora invés de ajudá-lo, a garota estava se posicionando contra ele.

— Sim, eu estava lá e eu apoiei você, eu tinha certeza que você tinha tomado a melhor decisão para o reino, eu provavelmente teria feito eu mesma se você não tivesse feito o que fez, o problema é que eu estava vendo as coisas apenas sobre minha perspectiva, nenhum de nós poderia adivinhar que aquilo teria sido Bran, eu mesma duvidei quando eles me contaram a verdade, mas imagine agora as coisas pela perspectiva dela, você foi traído pelos seus irmãos da patrulha uma vez, pense sobre como você se sentiu? Porque é exatamente assim que ela se sente sobre você, na verdade, a coisa toda é mais profunda que isso, ela sente que você desistiu dela muito antes daquilo acontecer, então apenas agarre essa chance que ela te deu de permitir que você conviva com seu filho e deixe o resto pra lá. – Arya aconselhou tocando o seu ombro gentilmente, toda essa bagunça era uma bela porra para a garota, Daenerys estava sofrendo, Jon estava sofrendo, ela não tinha ideia de como Lucius se sentia nessa situação, e a garota não tinha ideia de como ajudar qualquer um deles, Arya se sentia mal por estar colocando Jon novamente em uma situação como essa, no entanto isso era única coisa que ela podia fazer para tentar limpar um pouco da bagunça que causou, a jovem estava certa que qualquer tentativa do homem para recuperar o amor da platinada só causaria mais sofrimento para os dois, ela se sente muito mal por ele, a garota realmente gostaria que as coisas fossem diferentes, que Jon pudesse ser feliz ao lado da mulher que ama.

As palavras de Arya feriram Jon profundamente, afinal de contas Jon não foi capaz de perdoar nenhum de seus traidores, então como ele poderia esperar que Daenerys o perdoasse? A última coisa que ele desejava era causar mais dor ao amor de sua vida, mas ele seria capaz de desistir do seu perdão? De lutar por uma segunda chance? Não foi isso que ele implorou aos deuses por todos esses anos? Uma oportunidade de mudar tudo. Jon não se sentia capaz de responder suas próprias dúvidas ainda, a sua mão estava latejando como o inferno.

— Sua mão precisa de cuidados. – Arya começou, mas ele interrompeu.

— Não se preocupe com isso, não foi nada, eu sou capaz de lidar com isso sozinho, eu vou descansar agora, como você mesmo disse eu já fiz de mais por hoje. – Jon diz ríspido. Um lado dele não está orgulhoso de tratar sua irmã desse jeito, no entanto todas essas emoções em seu peito, as dúvidas em sua cabeça são demais para lidar.

— Tudo bem, apenas se cuide, amanhã eu volto. – Arya diz. Ela está indo para casa, para seu filho e Daenerys, enquanto ele tem que ficar ali, então ele sente inveja profunda da garota, é quase como se ele fosse um garotinho de novo, observando seus irmãos se juntando a mesa ao lado de seu senhor pai, enquanto ele tinha que manter distância.

— Tudo bem. – Jon respondeu, então Arya se inclinou o abraçando, apenas um gesto para demostrar que mesmo que eles discordassem sobre como ele deveria agir sobre Daenerys, ele sempre seria sua família, mesmo chateado, Jon aceitou o abraço já que se sentia da mesma forma.

— Eu preciso te contar uma coisa. — Ele revela quando eles finalmente se separam.

— O que? – Arya pergunta sem imaginar do que se trata.

— Sansa está morta, eu a matei. – Jon diz estudando o rosto de Arya tentando ler sua reação, no entanto seu rosto é uma máscara fria.

— É justo, depois de tudo que ela fez a você, a Daenerys, Sansa mereceu. – Arya responde simplesmente.

— Você não está chateada? – Jon pergunta recordando como elas estavam íntimas da última vez que eles se reuniram em Winterfell.

— Porque eu estaria? Como Bran, Sansa não significava mais nada pra mim, ela se tornou um novo Mindinho, pai e mãe teriam vergonha do que ela se tornou, a única coisa que eu lamento é não ter tido a chance de ver aquela cadela morrer. – Arya responde com sinceridade, na infância ela e Sansa nunca foram próximas, sua irmã não passava de uma egoísta que só se preocupava com si mesma, e olha só onde seus desejos levou sua família? Para a destruição, quando ela a reencontrou achou que a ruiva havia finalmente aprendido a lição, no entanto depois ela descobriu a verdade a única coisa que ela sente com a sua morte é o sentimento de alívio, porque se Jon não tivesse feito ela certamente iria, caso um dia se reencontrassem.

— Jon, me desculpe se parece que eu estou sendo dura com você, eu só quero o melhor para vocês dois, na verdade eu estou tão feliz de que você está aqui agora seguro. – Arya esclarece. A garota não quer que Jon ache que ela não o entende ou fique com raiva, a verdade é que ela não sabe lidar com essa situação fudida, Arya deseja que a vida fosse tão simples como uma luta, no campo de batalha sua única preocupação é matar e sobreviver.

Jon não diz nada, apenas assente com a cabeça se sentindo cansado demais para responder algumas coisas.

Depois quando ele está no quarto tentando enfaixar a mão após lavar o ferimento com água e sal, ele reflete sobre tudo o que aconteceu nesse dia que parece quase sem fim, ele finalmente se permite chorar ao se dar conta da mentira que ele contou a si mesmo por todo esse tempo, claro que Daenerys não o perdoaria facilmente, não a sua rainha Dragão, se ele fosse sincero consigo mesmo, saberia que talvez ela nunca o perdoasse.

A porta se abrindo o afasta de seus pensamentos sombrios, Sor Davos se aproxima dele com cuidado.

— Achei que você apreciaria um pouco de ajuda com sua mão. – Sor Davos diz apontando para sua mão machucada, Jon assente aceitando ajuda do velho amigo.

Sor Davos puxou uma cadeira se sentando na frente de Jon, começando a enfaixar a sua mão.

— Imagino que as coisas não saíram como você esperava. – Davos diz e Jon concorda com a cabeça.

— Você tentou me alertar sobre isso, eu deveria ter sabido melhor. – Jon confessa encarando o velho amigo.

— Às vezes é mais fácil acreditarmos numa mentira feliz, do que numa verdade dolorosa, você a ama, o amor faz dos apaixonados muitas vezes tolos. – Sor Davos explica, Jon Snow parece tão cansado que é como se homem na sua frente tivesse envelhecido anos.

— Arya me disse algumas coisas...

— Eu ouvi. – Sor Davos confessa.

— Certo, isso me fez pensar nos homens que me traíram. – Jon começou, porém, o homem o interrompeu.

— Você não pode se comparar com aqueles homens, você estava salvando os selvagens de serem incluídos no exército do rei da noite, Daenerys queimou uma cidade rendida bem na nossa frente, você achou que estava libertando o reino de um tirano, mesmo que esse tirano fosse a mulher que você amava, mais uma vez você se sacrificou pelo que acreditou ser melhor para as pessoas. – Davos diz e Jon lhe dá um sorriso cansado, ao menos alguém realmente o entende nessa cidade.

— Eu sei, eu não me arrependo de tê-los matado, a maioria daqueles homens nunca me quiseram como Lorde comandante, eles só usaram aquilo como uma desculpa, no entanto havia aquele menino Ollie, eles usaram como isca, quando eu voltei eu só conseguia pensar como aquele garoto que eu acolhi, que eu ensinei poderia ter sido capaz de ter feito algo assim comigo? Só que agora eu quase consigo entender ele sabe, não importa as minhas intenções, eu quebrei o juramento da patrulha da noite trazendo os selvagens porque era necessário, mas ele era só um garoto que viu aqueles homens matarem a sua família e depois foi envenenado contra mim pelos seus outros irmãos, eu não sei, talvez eu pudesse ter feito algo diferente, nem tudo é preto no branco Davos, e agora eu sei disso, eu tive meus motivos para fazer o que fiz com a Daenerys, mas independente disso eu a traí, como Ollie me traiu, só estou dizendo, como eu poderia esperar que ela me perdoasse se um dia eu estive num lugar não muito diferente que o dela, e não fui capaz de fazer o mesmo. – Jon desabafa sentido suas esperanças acerca da platinada diminuírem cada vez mais.

— Ela sempre foi mais esperta que você. – Sor Davos brinca tentando quebrar o clima triste que se apoderou do quarto.

— Sim, e eu gostaria de ter percebido antes. Muitos problemas poderiam ter sido evitados. – Jon afirma lembrando de como Daenerys previu exatamente o que Sansa faria quando soubesse a verdade sobre sua origem.

— E agora o que você pretende fazer? – Sor Davos pergunta quando termina o curativo em sua mão.

— Eu não tenho certeza, Arya acha que eu apenas deveria desistir dela, as vezes eu penso que ela está certa, mas tudo que eu sempre quis foi uma chance para consertar tudo, quando eu descobri que ela estava viva eu ousei acreditar que essa era minha chance para recuperar o que eu perdi, você acha que minha irmã tem razão? Eu devo apenas deixá-la ir? – Jon pergunta desesperado por uma saída, uma resposta para todas as dúvidas em sua cabeça.

— Eu não vou dizer o que você deve fazer Jon, essa é uma escolha sua, você é o único que vai ter que lidar com as consequências de suas escolhas dessa vez, você é um bom homem, e algumas pessoas se aproveitaram disso, apenas escute a si mesmo dessa vez, escute o que seu coração realmente quer fazer sobre tudo Isso, eu ficarei ao seu lado independentemente do que você decidir, só que se você decidir lutar por ela, por seu amor você terá que ser paciente, pois não será um caminho fácil como foi da primeira vez, agora descanse, você não precisa tomar essa decisão agora. – Sor Davos sugere se levantando é tocando seu ombro gentilmente.

— Tenha uma boa noite Jon. – Sor Davos deseja antes de deixar Jon sozinho com seus pensamentos.

O loiro sorriu ao notar a garota entrar sutilmente pela sua janela.

— Você demorou. – Henry diz se levantando da cama e caminhando na direção dela.

— Não fique muito animado, eu vim apenas agradecer por tudo que você fez por mim. – Arya diz encarando os olhos azuis na sua frente.

— Você não teria me deixado em paz se eu não topasse o seu plano maluco, nós dois sabemos disso, estou feliz de que todos nós terminamos o dia vivos pelo menos. – Ele responde dando um sorriso de lado, daqueles que ela adora ver em seu rosto bonito, embora nunca admita.

— Melhor eu ir agora. – Ela diz se preparando para sair, então ele toca seus braços.

— Tem certeza? Você parece um pouco tensa, talvez eu possa te ajudar a relaxar um pouco. – Ele diz subindo suas mãos ásperas até seus ombros, os massageando devagar.

— Tentador, no entanto a última coisa que preciso é lidar com o meu irmão descobrindo sobre nós dois. – Arya diz se afastando de seu toque.

— Nunca pensei que veria você agindo como uma senhora tão preocupada com o que seu irmão vai pensar sobre sua pureza, quer dizer, a falta total dela. – Ele provoca a fazendo acertar um golpe em seu peito.

— Eu não estou preocupada com o que ele vai pensar idiota, só não quero ter que lidar com qualquer reação dele agora, em Westeros as pessoas não são tão liberais como nesse continente, eu também não quero que ele ache que eu estou apaixonada por um estúpido como você. – Ela provoca de volta, então ele puxa a prendendo sobre a cama.

— É o estúpido aqui que te faz gritar de prazer todas as noites, não se esqueça. – Ele diz mordendo o seu pescoço com força, então Arya geme o fazendo sorrir, a distração do homem é o que ela precisa para girar seus corpos, ficando por cima.

— Não seja tão convencido, nós dois sabemos que sou eu que faço a maior parte do trabalho. – Ela diz inclinando seu corpo contra o dele, cavando suas unhas fortemente sobre seu ombro. As mãos dele subiram rapidamente até o seu cabelo puxando seu rosto para que ele pudesse alcançar seus lábios, como sempre seus beijos o fizeram perder o controle, Henry a virou novamente para debaixo dele, então ela mordeu seus lábios com força para provoca-lo.

— Sério? Você faz todo o trabalho, vamos ver se você vai conseguir manter essa boquinha suja em silêncio quando eu começar a fazer tudo que eu tenho planejado pra você. – Henry diz levando as mãos até os cadarços de sua calça os desamarrando, Arya sente seu corpo vibrar ao ouvir ameaça, a adrenalina correndo por seu sangue, o medo da possibilidade de alguém os ouvir só torna tudo mais excitante.

— Desafio aceito, me dê o seu melhor. – Ela diz quando sente ele removendo suas calças para fora de seu corpo.

Solar, casa com a porta Vermelha.

Daenerys sentia como se seu coração tivesse se partido em milhares de pedaços, enquanto ela chora deitada em sua cama com os braços de Lucius ao seu redor.

— Eu o amava tanto Lucius, tanto, mesmo depois que ele me traiu contando a irmã o segredo que eu implorei para ele não contar a ninguém, eu ainda o amei, eu ainda queria ele por perto, eu o queria desesperadamente, eu tinha acabado de perder minha melhor amiga, conselheira confidente, meu filho, meus conselheiros tramando pelas minhas costas, eu me sentia perdida e sozinha, tudo que eu queria era ele, seus braços ao meu redor, me dizendo que tudo ficaria bem, que eu não estava sozinha, ele não era apenas o homem que eu amava, ele era minha família, uma família que eu sempre sonhei em ter, não mais o último Targaryen. – Ela confessa entre os soluços, é quase como se ela estivesse novamente naquela sala em pedra do Dragão olhando para ele, ansiando por qualquer gesto de amor que ele pudesse lhe oferecer.

— Mas Jon Snow deixou claro que eu era apenas sua rainha, e que dali para frente essa seria a única coisa que eu poderia ser, ele já tinha uma família e eu não fazia parte dela, e depois nem merecedora de ser sua rainha eu seria.– Ela diz se afastando dos braços do homem para tocar a cicatriz em seu peito.

— Porque? Depois de tudo que fiz? Tudo que eu sacrifiquei por ele? Jon não pôde ser capaz de amar? Porque ele me deixou lá sozinha para sofrer as minhas perdas? Como Viserys, ele me usou para ter o seu exército, quando eu não atendi suas expectativas ele me machucou, tentou me destruir. – Ela diz entre lágrimas, ele a puxa novamente para seus braços, apertando o mais forte que ele consegue, é quase como se ele pudesse sentir a dor dela, nesse momento Lucius odeia Jon Snow, o homem que teve a chance de ser tudo o que ela precisou, de amá-la e ser amado de volta por ela, de ter a vida que Lucius nunca poderia ter, e ainda assim desperdiçou.

— Eu lamento Storm por toda dor que eles causaram a você, eu roubaria a dor em seu coração para mim se eu pudesse. – Ele diz fazendo Daenerys abrir um pequeno sorriso entre suas lágrimas, porque ela sabe que suas palavras são verdadeiras, então ela aperta seu braço com carinho.

— Eu sei, você nunca me explicou porque me chama por esse apelido estúpido. – Daenerys diz, tentando pensar em algo que não seja Jon Snow e a forma como seus malditos olhos escuros a encaram durante toda aquela conversa.

Lucius sorriu a empurrando cuidadosamente de seu peito, para que pudesse olhar dentro daquele mar que eram os olhos dela.

— É por causa desses olhos, porque eu sempre sou capaz de perceber quando a tempestade se forma dentro deles. – Daenerys abre a boca levemente surpresa com a doçura de sua explicação, seu coração se aquece imediatamente com o som daquelas palavras, então a Targaryen observa esse homem que provavelmente daria um mundo para ela se fosse o seu desejo, esse cara lindo de sorriso maroto e olhos verdes brilhantes, talvez ele fosse a cura que ela precisava nesse momento, o único que talvez pudesse fazê-la finalmente esquecer a dor em seu coração, aquele que poderia transformar qualquer sentimento que ela ainda nutrisse por Jon Snow em uma lembrança distante, então ela apenas sorri, se inclina tocando seus lábios com os dela.

Ela sorriu entre o beijo quando sentiu suas mãos sobre o seu pescoço, mas então L tocou o seu queixo afastando seu rosto do seu. Lucius sente que essa é a coisa mais difícil que ele já fez em sua vida, apenas sentir os lábios dela pressionado contra os dele lhe causou uma das melhores sensações que o homem já sentiu. No entanto, quando ele estava prestes aprofundar o beijo as imagens do sonho que o atormenta todas as noites invadiram sua mente, o trazendo de volta a realidade, aquela realidade que o impedia de ser mais do que um amigo para mulher que ele amava.

— Eu não posso. – Lucius afirma se levantando da cama, sentindo que precisa de alguns instantes longe da platinada depois do que aconteceu.

— Porque não? Eu sei o que você sente por mim, eu não sou cega, eu posso ver que você me ama. — Daenerys diz ficando frente a frente a Lucius.

— Nós dois juntos, não daria certo. – Lucius diz tocando o seu rosto.

— Isso tem alguma coisa a ver com Jon? – Daenerys pergunta certa que a rejeição do homem a sua frente esteja relacionada com o seu ex amante.

— Não tem nada a ver com ele, existem coisas que você não sabe sobre mim Daenerys, coisas que eu não posso revelar agora, acredite, eu gostaria muito disso, de que pudéssemos ficar juntos, no entanto não fomos feitos para durar, é melhor assim, eu sei que as minhas palavras não parecem fazer nenhum sentido agora, mas um dia você vai entender, eu juro. — Ele explica, Daenerys franze a testa se afastando dele sentando na superfície macia da cama, Lucius tem razão, nada do que ele disse faz algum sentido para platinada.

A rejeição de Lucius traz de volta a lembrança da noite em pedra do Dragão onde Jon fez quase o mesmo, então ela se pergunta se o homem na sua frente vai fazer o mesmo que o moreno fez, apenas sair lhe deixando sozinha com seus fantasmas.

No entanto ele ajoelha em sua frente beijando as juntas de suas mãos.

— Por favor não me peça pra sair, eu não quero te deixar assim, não hoje, eu não posso te dar o que você quer, mas eu ainda posso te segurar e tentar afastar os fantasmas em seu coração. — Lucius praticamente implora e Daenerys sabe que nunca poderia ficar chateada com esse homem, não quando ele agia desse jeito tão doce.

— Tudo bem. – Ela responde, então Daenerys sobe para cama e Lucius repete o ato puxando sua cabeça para que a platinada fique com ela sobre seu peito, tudo que Daenerys escuta antes de finalmente cair no sono é Lucius murmurando uma velha canção.

Solar casa do Henry

Jon a vê parada na sala do trono, ele sabe que esse é mais um de seus pesadelos, então ela se vira, sua aparência é idêntica daquele fatídico dia.

Ela caminha até ele, então abre um sorriso.

— Como você se sentiu me vendo de novo depois de todos esses anos? – Ela pergunta suavemente, esse sonho parece diferente de qualquer outro que ele já teve.

— Tirando o fato de você quase ter tentado me matar, foi incrível ver você ali na minha frente respirando, você conseguiu ficar ainda mais bonita nos últimos anos, tudo que eu queria era te envolver nos meus braços e sentir você contra mim, para ter certeza de que você era realmente real Dany. – Ele confessa, Daenerys o encara parecendo satisfeita com suas palavras.

— Mas você não fez isso, não foi? – Ela pergunta enquanto senta sobre os degraus das ruínas da fortaleza vermelha.

— Não, você me odeia agora, teria sido tolo tentar algo assim. – Ele justifica enquanto senta ao seu lado.

— Às vezes o ódio é apenas uma mentira contada por aqueles que desejam esconder o amor que ainda sentem por aqueles que de alguma forma nos feriram. – Ela responde, então toca sua mão sobre a sua levemente.

— Então o que você vai fazer sobre nós agora? – Ela pergunta e Jon solta um suspiro cansado.

— Arya acha que eu apenas deveria te deixar ir, eu estou começando a acreditar que talvez não haja um futuro onde nós dois ficamos juntos depois do que aconteceu nessa sala. – Jon responde, então Daenerys se levanta caminhando até o meio da sala, ela vira com lágrimas nos olhos.

— Você está dizendo que vai desistir de mim outra vez? Desistir da nossa segunda chance? Eu achei que isso era tudo que você queria. – Ela responde com a voz cortada, vê-la chorar sempre fez com que ele se sinta mal, então ele levanta indo em sua direção, segurando seu rosto entre suas mãos.

— Eu só quero fazer aquilo que seja o melhor para você. – Ele explica encarando aqueles olhos azuis esverdeados que sempre foram capazes de enlouquece-lo, através de um mero olhar da mulher na sua frente.

— O melhor é ficarmos juntos, eu pensei que você finalmente tinha entendido isso, nós fomos feitos um para o outro Jon Snow, só que mais uma vez você está desistindo de nós sem ao menos tentar. – A platinada o acusa, se afastando do toque dele. Jon se questiona, era isso que ele estava fazendo? Desistindo deles uma outra vez? Não, ele só estava tentando fazer o que parecia ser o melhor para ela agora, no entanto só o pensamento de se manter separado dela era quase dilacerante para ele.

— Você só aceitou minha presença em Solar por causa do nosso filho, eu estava louco quando acreditei que as coisas se resolveriam facilmente entre nós. – Jon admite com um suspiro cansado, lembrando de todas as palavras duras que a platinada dirigiu a ele durante sua conversa na casa de Henry.

— Só porque não seja fácil não significa que é impossível meu amor. Eu estou apenas muito ferida e machucada por tudo que aconteceu, você precisa ser paciente comigo, lutar por mim como eu lutei por você, só assim nós poderemos ser uma família com nossos filhos. – A última sentença de Daenerys o surpreende.

— Sim, filhos, todos aqueles que teremos se ficarmos juntos, o dragão tem três cabeças meu amor. – Ela responde e o coração de Jon dispara, imaginando outro garotinho como Duncan ou uma menina como a mãe dela, não foi essa vida que Bran roubou dele? Quando o fez acreditar que Daenerys queimou aquelas pessoas? Se isso não tivesse ocorrido a vida deles teria sido tão diferente.

Ele foi tirado de seus pensamentos pelo corpo da platinada caindo no chão, a adaga presa em seu peito.

— Me prometa que não vai desistir de mim novamente? – Ela implora quando ele se ajoelha ao seu lado, apertando o sangramento numa tentativa de salva-la.

— Por favor. – Ela pede novamente enquanto o sangue se espalha pelo chão da fortaleza vermelha.

— Eu prometo, eu não vou desistir de você, de nós, não importa o que aconteça dessa vez. – Jon diz tocando o rosto dela carinhosamente.

— Lembre-se, você é um dragão Aegon Targaryen, um dragão não desiste, ele luta e toma o que é seu por direito, com fogo e sangue – São as últimas palavras da mulher em seus braços, então Jon acorda suado em sua cama em Solar, quando se senta e pensa sobre o sonho que acabou de ter, o homem finalmente toma sua decisão, ele não está desistindo de Daenerys Targaryen dessa vez.

Solar templo das Sacerdotisas Vermelhas

— Você acha que funcionou? – Uma das irmãs de Kinvara pergunta a ela enquanto observa Aegon Targaryen nas chamas.

— Acho que demos boas motivações para que ele tente reconquistar a Targaryen. – A mulher responde certa de que a determinação nos olhos de Jon Snow quando ele despertou é exatamente o que elas precisam no momento.

— Espero que isso tenha sido o suficiente, Daenerys não vai facilitar para ele. – A terceira sacerdotisa na sala diz.

— Nós vamos interferir de novo se necessário, não é irmã? – A mulher que se dirigiu mais cedo a Sacerdotisa chefe afirma com determinação.

— Sim, o senhor da Luz trouxe Jon Snow para essa terra com um propósito, nós temos que garantir que ele o cumpra, para isso ele deve reconquistar a confiança de Azor ahai, sangue Valiriano é a chave para quebrar o selo da porta que esconde a arma que está há muito tempo perdida, isso só será possível se eles confiarem um no outro novamente. – Kinvara decreta olhando para chamas.

Porto Real

Meera estava sentada na mesa perto da janela do quarto onde ela havia sido trancafiada desde sua tentativa de assassinar o rei, seu braço direito fora quebrado por um dos guardas do corvo, hoje lhe enviou servas com roupas limpas para arruma-la, a garota recusou, no entanto as servas voltaram acompanhadas de guardas insistindo que era uma ordem do rei, então aqui estava ela aguardando vossa graça para um jantar.

Tentar matar o corvo com vidro de Dragão foi uma jogada arriscada, mas ela realmente acreditava que poderia funcionar, uma vez que vidro de Dragão era uma arma poderosa, fora utilizada na criação do rei da noite, também era o único material além de aço Valeriano capaz de matar aquelas criaturas do exército dos mortos, no entanto nada aconteceu, Meera não se arrepende da tentativa, mesmo com ameaça de uma iminente execução a garota faria de novo.

Tem algo estranho com Bran, primeiro ela realmente achou que havia sido por causa do corvo, no entanto desde que seu pai lhe deu a notícia que Bran o quebrado havia se tornado rei, outras suspeitas começaram a rondar sua mente.

Meera é tirada de seus pensamentos pelo barulho da porta se abrindo, ela vira o pescoço para encarar Bran adentrando o quarto em sua cadeira de rodas, com um de seus guardas o levando para um lugar na mesa ao seu lado.

— Boa noite Lady Meera, vejo que sua aparência está bem melhor agora que trocamos aqueles couros que você chamava de roupa por tecidos de verdade. – O rei diz fazendo o guarda responsável por seu braço quebrado rir.

— Qual é o seu jogo Bran? Essas roupas, esse jantar, o que isso significa? – A garota pergunta sem paciência para jogar qualquer tipo de jogo com o rei do Sete Reinos.

— Vocês podem se retirar, eu desejo conversar com Lady Meera sozinho. – Bran ordena aos guardas.

— Meu rei, não sei se é apropriado que Vossa graça fique sozinha com esta mulher depois dos últimos acontecimentos. – Sor Stone diz olhando pra Meera com desprezo, a garota devolveu o olhar sem se intimidar pelo porte físico do homem.

— Eu ficarei bem Sor Stone, creio que Lady Meera já aprendeu que eu não sou alguém que possa ser facilmente ferido, agora saia por favor. – O rei pediu novamente, então aguardou os homens saírem antes de se dirigir a ela novamente.

— Você deve estar se perguntando o porquê de ainda estar viva? O porquê de eu ter impedido que Sor Stone quebrasse o seu pescoço ali mesmo na sala do Trono. – Bran diz e Meera se inclina, colocando o braço na tipoia em cima da mesa antes de responder.

— Essas foram algumas das perguntas que atravessaram a minha mente nos últimos dias. – Ela responde simplesmente.

— E quais seriam as outras? – Bran questiona a olhando friamente.

— O que você é agora? Você não é apenas o corvo, eu me recordo como o corvo era, como ele agia, até mesmo a sua energia está diferente, quando o rei da noite te tocou algo aconteceu, não foi? – Ela questiona, então o corvo lhe dá um pequeno sorriso.

— Você sempre foi mais esperta que a maioria Meera Reed, mas respondendo o seu questionamento sobre o que eu sou, eu diria que gosto de pensar que sou um deus, uma vez que nunca na história dos homens ouve alguém como eu. Você está certa, quando o rei da noite me tocou, ele matou o antigo corvo e tudo mudou. – Ele responde, Meera permanece em silêncio esperando que o rei dê continuidade a sua explicação.

— Com o surgimento dos primeiros homens nessas terras, os deuses antigos resolveram criar uma criatura que fosse capaz de vigia-los a todo momento, a cada passo, e que tivesse poderes para interferir a sua vontade, então eles escolheram um homem e o transformaram numa criatura que eles nomearam de corvo de três olhos, os deuses queriam garantir a completa fidelidade desta criatura, garantir que ela somente interferisse de acordo com suas ordens, jamais com suas próprias vontades, então eles retiram dele qualquer sentimento humano, mesmo quando os deuses antigos foram enfraquecidos por R'hllor após o assassinato da princesa vermelha, os Corvos permaneceram gerações por gerações cumprindo o papel que lhe fora dado, quando as criaturas da floresta cometeram o erro de criar uma criatura com o desejo de destruir qualquer vida na terra, o Corvo tentou ajudar, uma vez que se o rei da noite atingisse seu objetivo, não haveria humanidade, então ele não poderia cumprir o seu papel, já o rei da noite desejava destruir o corvo por ele ser a memória dos homens, mas naquele dia quando ele tocou Bran Stark algo aconteceu, uma pequena parte dele entrou dentro de mim e mudou tudo, depois o Corvo morreu e todos os seus poderes foram transferidos pra mim, então as minhas emoções humanas quase todas foram enfraquecidas, algumas desapareceram por completo, menos uma, aquela que veio com a parte do rei da noite que se fundiu a mim, essa cresce cada vez mais, o desejo, a sede, a vontade de dominar cada criatura que vive nesta terra, diferente do rei da noite eu não desejo um exército de mortos, eu prefiro os vivos. Na noite em que ele morreu, nossa ligação apenas me fez mais poderoso, a magia neste corpo é poderosa demais para que uma simples arma de vidro de dragão pudesse me destruir. – Bran revela. Apesar de ela saber que algo havia acontecido naquele dia que o rei da noite o tocou, ouvir toda aquela história da boca dele ainda a surpreende o suficiente para roubar sua fala.

— Eu sei, inacreditável não é, mas essa terra se mostrou uma terra de coisas impossíveis, por exemplo, Bran Stark foi apenas uma sombra por todos esses anos dentro de mim, no entanto quando Sor Stone estava prestes a quebrar o seu pescoço eu senti uma leve picada de dor, como um pequeno mosquito, então eu sabia que era ele, só por isso eu a poupei naquele momento. – O corvo confessa a Lady Meera, o coração desta dispara com a revelação, a garota acreditou que o Bran Stark que ela conheceu havia desaparecido para sempre, mas essa revelação muda tudo, então a jovem se levanta tocando o rosto dele com a mão esquerda.

— Bran você precisa lutar, por favor lute contra ele, eu sei que você é capaz, eu estou aqui, eu acredito em você. – Lady Meera implora fazendo o corvo rir enquanto afasta sua mão de seu rosto.

— Não seja tola garota, ele não é forte o suficiente para isso, na verdade Bran Stark é como uma mancha no solado de uma casa que não importa o quanto esfreguem, essa mancha ainda permanece lá, no entanto eu sou a casa, ele não é nada comparado a mim. – O corvo diz e Meera luta contra o nó que cresce em sua garganta ao compreender o significado dessas palavras, não havia nenhuma forma de salvar Bran agora, como ela, o garoto era um prisioneiro do ser na sua frente.

— Então o que acontece agora, você vai mandar me matar? – Meera pergunta já conformada com o seu destino, desde o começo do seu plano a garota já havia aceitado que como seu pai não retornaria ao Norte com vida.

— Na verdade eu gosto da ideia de ter você por perto, talvez seja alguma coisa relacionada a ligação que Bran e você desenvolveram durante sua jornada além da muralha, então vou lhe dar a oportunidade de se tornar minha serva fiel, então me diga o que você pensa sobre isso? – O corvo pergunta. A primeira reação da garota é cuspir em seu rosto.

— Eu prefiro morrer do que servir um monstro como você. – Ela responde rispidamente. O rei sorri, novamente limpando o rosto com um lenço.

— Eu imaginei que sua reação poderia ser algo assim, obviamente você já estava conformada com a ideia de perder a sua vida desde o momento que deixou o Norte com a intenção de me matar, no entanto Meera, você vai aceitar os meus termos e vai permanecer pacificamente em Porto Real. – Bran começou, mas foi imediatamente interrompido pela morena.

— Porque eu faria isso? Você não ouviu que acabei de dizer que prefiro a morte. – Ela diz com convicção.

— Porque se você tentar fugir, tentar algo contra a sua própria vida, eu lhe garanto que matarei cada homem, mulher ou criança de Atalaia da Água Cinzenta. – A ameaça do Rei é o suficiente para fazer com que ela caia sentada de volta em sua cadeira, o olhar no rosto do corvo é tão sádico que Meera sabe que não se trata de um blefe, a mulher pensa em todas aquelas pessoas, no povo que sua família jurou proteger, ela não teria outra escolha a não ser fazer o que ele pede.

— O que você ganha com isso? Me manter aqui com você? – Ela questiona.

— Digamos que vai ser interessante ver alguém com sua coragem se dobrar a mim, aos meus desejos, e fazer o que resta de Bran Stark assistir parece divertido para mim. – Ele responde movendo as linhas finas de seus lábios em um sorriso que faz a garota desejar furar o seu rosto com o garfo sobre a mesa.

— Eu farei o que você deseja, mas eu juro a você que eu vou passar cada dia da minha existência tentando descobrir uma forma de te destruir. – A ameaça de Meera é firme, faz o Corvo pensar como a mulher na sua frente é valente e tola.

— Acredite, isso será uma total perda de tempo, mas vai ser no mínimo interessante vê-la tentar. – O rei afirma encarando seus olhos castanhos.

Próximo capítulo

Um jantar em Solar acontece

Arya recebe notícias sobre um velho amigo

Davos questiona L sobre Melisandre

Notas finais
Então o que acharam? Me deixem saber Qualquer dúvida sobre o Bran ou que ele é podem pergunta nos comentários. Eu acho que já comentei aqui que o fim do show foi muito doloroso pra mim é que eu cheguei até em pensar em desistir de escrever qualquer coisa...no entanto conversando com a minha beta a ideia dessa história nasceu, essa é a maior história que eu já escrevi realmente tenho planos altos pra essa história como eu sempre digo essa história é fruto de uma tentativa de resgatar o espírito de got, eu também tenho tentado me basear na personalidade dos personagens, nos eventos estressores pra determinar ação de cada um deles...de forma geral eu tenho tentado ser mais neutra possível eu realmente espero estar conseguindo...como eu disse eu tive uma semana difícil eu confesso que houve um momento nessa semana que eu pensei em desistir de escrever novamente não sei eu estava apenas triste é comecei a pensar que essa história poderia ser maior do que eu tenho conseguido fazer..e outras besteiras...um amigo conversou comigo é me fez ver a luz.. não se preocupem não estou desistindo da fic só queria desabafar com vocês ... só pra dividir o drama que alguns de nós escritores de fanfic passamos as vezes... Com dúvidas acerca da qualidade de nossa escrita etc.. obrigada a todos que tem comentado favoritado sempre que leio um comentário de vcs é sempre motivador é muitas vezes me ajuda a enxergar o meu próprio potencial nessa história como escritora.... resumindo leitores sempre que tiverem tempo deixem um comentário nas histórias que vcs gostem pode ser comentário simples mais pode apostar que isso significa muito para quem escreve esse é o principal reconhecimento que uma fic geralmente tem ..as vezes escrevemos de madrugada entre intervalos de estudo de provas por exemplo..etc... então em momentos que a vida fica difícil é bom saber que vc tem leitores que contam com vc para continuar...era isso desculpem o desabafo é até o próximo. Tô pensando em criar um grupo pra fic para informações memes e outras coisas da história vcs gostariam? E isso até o próximo.