History Repeating
2 O Enterro
Notas iniciais
P.O.V. Caroline.
Eu sentia um pouco de ciúmes do Klaus com essa Camille, mas ele me disse que nunca aconteceu nada entre eles, que eles eram apenas amigos e eu acredito nele.
P.O.V. Elijah.
Ela começou a tossir.
—Você está bem? Você parece...
—Grávida de mil meses e puta com o mundo, mas fora isso eu to bem.
—Eu ia dizer que você está adorável.
—Acham que eu era o alvo daquelas bombas que estouraram no acampamento?
—É claro que você era o alvo. Você é uma duplicata. Se eu quisesse mandar uma mensagem aos lobos eu com certeza te mataria e penduraria sua carcaça na frente deles.
—Que amável.
—Acho que esse é o jeito do meu irmão dizer que gostaríamos que voltasse para casa conosco.
—Me sinto mais segura cercada de Híbridos ou de Mikaelsons? Definitivamente a primeira opção.
—Esse é o jeito do meu irmão dizer que se importa com você.
—É claro.
—Por mais que eu queira te atirar nos meus ombros e te levar arrastada gritando e chutando de volta para a mansão para o bem da criança...
—O problema é... que ela não é sua filha. Ela é nossa. Minha e do Elijah e você não tem nada que se meter.
Ela saiu andando apressadamente enquanto o cortejo seguia.
—Meus parabéns Niklaus.
—Eu odeio funerais.
P.O.V. Renesmee.
Eu sentia aquela coisa na minha garganta. Como se tivesse algo entalado.
Eu comecei a tossir cada vez mais forte e então tive que me apoiar num poste. Do nada eu senti gosto de sangue e tudo ficou escuro.
P.O.V. Elijah.
Eu só ouvi a bruxa gritar:
—Elijah!
—Renesmee!
Ela estava inconsciente com sangue saindo da boca. Levamos-na as pressas de volta para a mansão.
—Posso ouvir o coração do bebê, mas não o dela. Ela não está respirando!
A bruxa Francesca tentava salvar as vidas deles.
P.O.V. Renesmee.
Eu estava em outra dimensão. Então eu o vi.
—Olá. Eu sou...
—Sei muito bem quem você é. Você é o Mikael.
—Muito bem. Presumo que minha reputação me preceda.
—Isso é um pesadelo. Estou sonhando.
—Pelo contrário minha cara, é a mais pura realidade.
Ele agarrou no meu pescoço.
—Bem vinda ao meu inferno. Preso numa eternidade de miséria olhando aquela criatura odiosa que os meus filhos chamam de irmão e agora a cria dele!
—Mas, o meu bebê é sua neta. E você está morto. Como posso estar aqui?
—Você sabe muito bem.
—Não! Não! O bebê!
—O bebê?! Essa criança nunca teve chance! E como se a sua linhagem não fosse suja o suficiente, você a envenena misturando com a minha?!
Então eu revidei.
—Ela não está morta. Eu não estou morta. Se estivéssemos não estaria tentando nos matar!
Eu meti aquela coisa de ferro na cara dele.
—Você ta morto Mikael. Seus filhos já te derrotaram.
—Eles não são meus filhos! Eles são um símbolo de vergonha ambulante! De fraqueza!
—Só for a sua!
Eu tirei uma das minhas estacas de carvalho branco do casaco.
—Não tem nada que proteja essa abominação germinando no seu ventre! Elijah e Klaus vão destruí-lo de um jeito ou de outro! Melhor que morra agora e você junto com ela!
Ele veio pra cima de mim e então eu meti a estaca nele.
—Minha filhinha vai ter uma vantagem que Klaus e Elijah nunca tiveram. Ela nunca, nunca vai conhecer você.
A última coisa que eu vi antes de acordar foi o corpo dele queimando.
P.O.V. Elijah.
Ela acordou num súbito. O feitiço tinha funcionado.
—Renesmee!
—Você está bem amor.
—Eu o vi. Eu o vi, ele tentou nos matar. Eu vi o Mikael.
Ela se levantou e foi até o seu quarto. Ela lavou a boca.
—Eu sinto o gosto do meu sangue e de outro sangue. Não é humano, de quem é?
—É meu.
—Sei. Sangue de vampiro cura qualquer ferida.
—Onde está Mikael agora?
—Ta morto. Meti uma das minhas estacas de carvalho branco naquele filho da puta. A última coisa que eu vi antes de acordar... foi ele queimando.
—O que?
—É. Eu tenho estacas de carvalho branco e balas.
—Impossível!
—Depois de tudo, você ainda não aprendeu. O impossível não existe.
Ela escovou os dentes.
—Acredito que isso lhe pertença.
—Obrigado. Dá pra ter sorte ao menos uma vez nessa vidinha miserável.
—Você acha que a sua vida é miserável?
—Você acha que a sua não é? Se importa de sair? Eu quero tomar banho.
—Claro.
—Relaxa, vou deixar a porta destrancada. As duas.
P.O.V. Renesmee.
Eu estava dentro da banheira. Então senti alguém me empurrando pra baixo.
—Elijah!
Ele me empurrou pro fundo de novo.
—Elijah!
Felizmente ele chegou antes de eu morrer.
—Renesmee! Venha cá.
Ele me enrolou na toalha.
—Tinha alguém aqui dentro.
—Quem?
—Eu não sei. Eu não vi ninguém, mas eu pude sentir alguém me empurrando na água. Me empurrando pra baixo.
—Tudo bem. Está tudo bem agora.
—Não. Não está. Eu vou acabar igual a outra. Eu vou morrer.
—Você não vai morrer.
—Não vou?! Você tem um pai maluco que tentou me matar! Um híbrido sedento de vingança que me sequestrou e tentou me matar! E um sei lá quem ou o que que entrou dentro da casa que supostamente era segura e tentou me afogar! Você pode tentar botar a culpa disso no Klaus, em qualquer outro, mas isso é culpa sua! Você é tão monstro quanto ele!
Ela se secou e se vestiu.
—Quer saber? Que se foda tudo isso. Eu vou fazer do meu jeito. Ta na hora do plano B.
Ela começou a fazer as malas.
—Vai embora?
—Vou pra um lugar seguro. Eu preparei, em caso de emergência.
—Eu vou com você.
—E eu. Quero ver esse seu lugar seguro.
Renesmee não disse uma palavra o caminho todo, ela simplesmente dirigiu. Prestei atenção no caminho, era uma região bem afastada, bem pra dentro do pântano e imagine as nossas caras quando vimos a enorme mansão.
—Bem vindos á antiga mansão Grayson. Quando eu comprei, esse lugar tava um lixo, quase afundando no pântano, cheio de fantasmas no sentido literal. Depois de mandar as almas embora e usar o meu poder especial... ta nova em folha.
Ela nos convidou para entrar.
—Parece uma simples mansão.
—Peraí um pouquinho.
Renesmee fechou todas as janelas e então apagou a luz. Haviam símbolos desenhados nas paredes, no chão, no teto. Alguns eram pintados com sangue.
—Ta dá! Feitiços de ocultação mais velhos que vocês. Esse aqui é contra demônios, contra anjos, vampiros, bruxas etc. E eu construí um quarto do pânico!
—Um quarto do pânico?
—Venham ver.
A porta era de ferro.
—O que é isso?
—Isso? É ferro sólido, completamente coberto de sal, o sistema do quarto do pânico é totalmente separado do da casa, tudo. Telefone, água, gás, comida e sangue.
—Caramba! Isso é que é paranoia.
—Pode me chamar do que quiser, mas desde antes de eu nascer tem gente querendo me matar ou me sequestrar então... tudo bem. A minha paranoia me manteve viva até hoje. Eu aprendi coisas que vocês nem imaginam. Eu posso ver as coisas que já aconteceram, posso ver as coisas acontecendo agora e posso ver coisas que ainda não aconteceram, menos o meu próprio futuro.
—Você pode ver o futuro?
—É. Como acha que eu enrolei o Tyler Lockwood? Eu falei um monte de besteira, pra manter ele ocupado enquanto eu fugia pela janela.
—Vocês podem se mudar pra cá, mas o Klaus não vai ser convidado a entrar. Ele meio que atrai a desgraça. To cansada, vou dormir. Escolham um quarto, menos a suíte principal, essa é minha.
P.O.V. Rebekah.
Eu nunca tinha visto nada igual á aquilo. Nunca tinha visto nada igual a ela.
—Porra! Essa mulher é do caramba!
—Veja todos esses desenhos, esses símbolos. Eu nunca tinha visto nada nem parecido.

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