History Of Legends

1 Galio, The Sentinels Sorrow


Se na história de Runaterra existiu alguma criatura que encorporasse a lealdade e confiança em sua essência, essa se chamava Galio.

Criado com um só propósito, o de proteger seu mestre, o gárgula falhou. Sua vida artificial perdeu totalmente o sentido, o levando a ficar um extenso tempo como uma estátua, guardando o corpo morto de seu protegido.

O que devolveu Galio à vida foi a determinação de uma Yordle demacian. Agora ele possuía o objetivo de proteger a terra de seu criador e a vontade de Demacia, mas seu coração, apesar de feito de pedra, parecia ainda se afundar em mágoas.

....

Demacia brilhava, como sempre uma cidade limpa e ensolarada. Os cidadãos estavam felizes e não havia com o que se preocupar. o céu brilha sempre para todos, mas não para quem se perdeu dentro da própria tristeza.

Em um lugar escuro, em cima de uma das torres mais altas da cidade, lá estava ele...um olhar atento, mas perdido, percorria os horizontes em busca de algo hostil, talvez de algum Noxian.

Sentinela do Sofrimento, era como chamavam Galio; isso porque uma angústia poderia ser sentida apenas de olhar em seus olhos...Se perguntavam como um ''monstro'' de aparência tão ameaçadora poderia emanar essa melancolia.

-Galio...Galio! — O comandande Garen tentava chamar a atenção do gárgula.

O ser de pedra lentamente se virava para Garen. Não que Galio possuísse algum tipo de retardo, mas as vezes era difícil para ele controlar os próprios movimentos quando estava pensando em seu passado, algo que frequentemente fazia em seus turnos de vigilância.

-Quero que vá patrulhar as fronteiras da cidade, por favor.

-Certo...

A antes semi-estátua abriu suas enormes asas e levantou voo. Era desajeitado voando, mas suas asas eram tão fortes e pesadas que deixavam um rastro de vento por onde ele passava.

A noite chegou, fria como nunca. Os demacians estavam se recolhendo em suas casas depois de mais um dia de trabalho e treino, enquanto os vigias noturnos se preparavam para assumir o cargo. A maioria dos guardas trabalhava apenas algumas horas por dia, com excessão de Galio, que trabalhava até não aguentar mais, mesmo quando era dispensado. Ele de certa forma gostava daquilo, era uma obrigação para ele defender seu povo.

Com a alma feita de pura magia, o corpo do gárgula nas noites mais escuras adquiria uma cor que consistia em tons de azul escuro. Ele nunca entendeu o por que disso, mas o fato é que o camuflava enquanto estava em voo; era uma mistura de cores belíssima, mas que poucos viam devido ao fato de só ocorrer em horários quase inacessíveis.

Nem sempre as coisas são calmas, nem sempre elas são como queremos...foi o que ocorreu hoje. O exército de Noxus estava marchando em direção à Demacia. Galio ao observar este comportamento, voou apressado para a cidade, avisando aos comandantes dos batalhões sobre a situação crítica.

Em desespero, toda a cidade acordou. O exército pegou suas armas e partiu antes que os inimigos chegassem na cidade. Demacia ficou quase vazia, todos foram lutar, inclusive uma velha conhecida, que possuía uma força indispensável para a batalha.

A cada morte, a cada ferimento em seus amigos, Galio sentia que havia falhado denovo e denovo. Ele daria a vida para defender cada um deles, mas sua vontade era em vão; até ver uma criatura pequena, caída no campo de batalha.

Lá estava Poppy: A yordle que o trouxe devolta à vida, a companheira pela qual seria eternamente grato. O golpe de misericórdia estava prestes a ser desferido na guerreira; Galio sentiu seu corpo estremecer e como em um reflexo, uma espécie de raio saiu de seus olhos, acertando o noxian que mataria a Yordle. Ao ver o estrago que aquele ser enorme havia feito, os poucos que sobravam do exército de Noxus se voltaram para o gárgula, com a intensão de destruí-lo rapidamente junto com Poppy.

O gárgula, antes que chegassem em Poppy, voou em direção aos inimigos e se fixou ao chão, o que foi seguido por uma grande explosão. Havia apenas muita poeira e todos pareciam extremamente confusos. Poppy rapidamente foi até onde Galio estava e encarou a triste realidade... ele causou a explosão para salvá-la, porém parte do corpo dele estava destruída, enquanto a criatura agonizava para a morte.

-Poppy...eu entendi o motivo de minha existência. A partir do momento em que você me devolveu à vida, eu compartilhei minha mente com a sua. Eu não entendi o que significava no início, mas apesar de ter uma cidade inteira para proteger, na verdade eu só precisava proteger uma criatura...você. Foi uma honra serví-la...

Poppy com lágrimas nos olhos passou a mão sobre o rosto rígido do amigo.

Galio ficou estático. seu corpo havia virado uma pedra cinza, como uma estátua, no meio do campo de batalha. E lá ficou...como símbolo de fidelidade e coragem.