Histories of a Maximoff
15 Yes, Sir
Notas iniciais
POV Wanda Maximoff
Pietro e eu nos encontrávamos cercados por canos, blocos de cimento, algo que lembrava uma parede completamente estraçalhada, uma porta de geladeira, algo que um dia fora um elevador e agora lembrava uma lata de refrigerante amassada, e diversos pedaços de madeira que um dia deveriam ter pertencido a um piso.
Estávamos nos destroços guardados pelo governo, mais especificamente, pela SHIELD. Não havia sinal de estilhaços dos mísseis. Nem dos tais medalhões que o Agente Barton mencionara. Pelo canto do olho, noto algumas câmeras e, pela expressão de Pietro, ele também as notou.
— Metade deles estão nocauteados. – ele comenta – Não precisamos nos preocupar tanto com as câmeras. Se eles vierem, nós os nocauteamos também. Já chegamos até aqui. Não podemos desistir.
— Concordo. – começamos a procurar qualquer coisa que nos lembrasse algo de nosso antigo apartamento – Então, desde quando você fala russo?
— Aprendi há uns dois anos. – Pietro levantava um pedaço do que um dia fora uma parede, mas não encontra nada – Eu estava gostando de uma garota intercambista russa e quis aprender o idioma. Acabou não dando em nada. E você?
— Aprendi há umas duas semanas. Pouco antes de virmos para Sokovia. – levanto um pedaço de sofá – Fiz um curso online e acabei aprendendo fácil, já que falo sérvio.
— Próxima pergunta: desde quando você é tão atrevida com alguém?
— Isso é um interrogatório? – seguro um sorriso enquanto levantava um abajur envergado ao meio.
— Considere um jogo de perguntas e respostas.
— Você está parecendo o tal do Agente Barton que acabou de nos interrogar.
— E você está evitando a pergunta. – respiro fundo e largo o que estou fazendo para encará-lo.
— Desde a clínica. – ele também solta o que levantava e se aproxima de mim – Uma vez por semana eles faziam uma espécie de interrogatório conosco para saber se estávamos tendo algum progresso. Se eu não soubesse mentir e desfocar a conversa, duvido que teria saído de lá tão cedo...
— Cada vez mais eu odeio o fato de você ter ido parar naquele lugar. – meu irmão me envolve em um abraço – Parece algo tão desumano.
— Bom, já passou. Estou aqui com você. Agora vamos terminar de cavar esses escombros e encontrar algo que responda nossas perguntas. De preferência aqueles colares que o tal Barton mencionou. – Pietro dá uma risada fraca.
— Ele também disse que os colares repelem quem chega muito perto. Podemos ser arremessados contra algo que possa nos matar.
— É um risco que estou disposta a correr.
[x]
POV Narrador
Enquanto isso, o agente Barton acorda desnorteado ainda na sala em que fora deixado. Ele se levanta e corre para a sala de vigilância, se deparando com vários de seus agentes desacordados pelos corredores. Surpreendentemente, todos portavam armas, mas nenhum tiro havia sido disparado. Como ele sabia disso? Não havia absolutamente nenhuma munição no chão.
Ao chegar à sala de vigilância, ele encontra três agentes bebendo café e conversando casualmente. Quando os agentes notam sua presença, eles imediatamente assumem uma postura séria e respeitosa.
— O que pensam que estão fazendo? – demanda Barton – Os dois suspeitos fugiram e deixaram metade dos agentes nessa base desacordados pelos corredores e vocês estavam aqui tomando café e conversando? Pensaram em jogar um pôquer também?
— Não, senhor. – diz, temerosamente, um dos subordinados – Apenas tiramos um intervalo de cinco minutos após trabalhar por dez horas sem parar...
— Que seja! Encontrem os dois fugitivos. Agora!
— Sim, senhor. – diz outro subordinado. Os três começam a navegar pelas câmeras de segurança e encontram os gêmeos – Senhor, eles estão no depósito. Devo mandar os homens para lá?
— Espera... – Clint pede, se aproximando do monitor para observar melhor as imagens simultâneas da câmera, realmente intrigado. Desconfiava que aqueles dois esquisitos haviam conseguido se aproximar mais do 0-8-4 — objeto de origem não identificada – do que qualquer equipe de pesquisa tinha conseguido chegar naquele deposito sem serem repelidos para longe – Conseguem calcular a que distancia eles estão do ponto de repulsão?
— Perto, senhor – um dos agentes responde, como se aquela fosse uma resposta esclarecedora.
Barton se mantém observando as imagens por mais alguns segundos, concentrado demais para racionar ou ao menos escutar a resposta do agente e podendo ver que Pietro e Wanda continuavam revirando os destroços à procura do que quer que fosse, quando algo parece chamar a atenção deles. Os medalhões. Estavam completamente vidrados e intrigados por aquilo.
Quando finalmente presta atenção na resposta inoportuna do agente, Clint se vira para ele e o encara de maneira extremamente severa, como se dissesse “Sério?”. Enquanto o outro agente cutuca o primeiro com o cotovelo para chamar discretamente sua atenção, o terceiro bate na própria testa, não acreditando naquela estupidez.
— Bem perto, senhor – ele tenta reformular, apontando assustado para o monitor.
Agora os gêmeos seguravam os amuletos, observando curiosamente os pingentes, que consistiam em uma espécie de esfera pequena na ponta de cada um.
— Que língua é essa? – pergunta Pietro, notando que havia uma inscrição naquilo. As inscrições estavam em uma língua estranha, com um alfabeto diferente, que eles nunca haviam visto.
— Eu não sei – responde sua irmã, ainda hipnotizada pelo objeto – Deve ser uma língua antiga. Uma língua morta.
Mesmo assim, pareciam instigados a toca-los, sem receio algum e assim o fizeram. E então, os pingentes pareceram se abrir, revelando pedras brilhantes em seu centro. O dela, escarlate; o dele, prateado.
— Como...? – Clint se pergunta num sussurro, com o rosto quase colado na tela do computador.
Os Maximoff pareciam vidrados nos medalhões, como se aquilo lhes revelasse algo, lhes permitisse ver algo.
— Eles estão aqui! – cerca de dez dos agentes que antes estavam desacordados pelos corredores entraram abruptamente no deposito atrás deles, sem saber das ordens de Barton de não interrompe-los.
— Droga! – Barton exclama quando eles correm na direção dos gêmeos, despertando-os do que quer que seja que os fissurava e devido à aproximação dos outras pessoas ao medalhão, todos, inclusive os gêmeos, são arremessados contra os quatro cantos do lugar.
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