Notas iniciais
Oi, desculpa a demora de uma semana pra postar, é que eu não queria postar esse capítulo sem já ter começado o outro. Bom, obrigada a todos que comentaram no capítulo anterior. Curtam o capítulo!

Chapter 2: Crazy things.

Música: Wake me up (Avicii)

Dois dias! Eu estava presa, juntamente a Pietro, debaixo daquela cama há dois dias!

Milagrosamente, o míssil não explodiu, mas isso não quer dizer que ainda não possa explodir.

Os bombeiros passaram os últimos dois dias, sem parar, tentando nos tirar dali. Sem sucesso. A cada tentativa de nos tirar de lá, todos (eu, Pietro, os bombeiros, a mídia, nossos vizinhos, nossos amigos, etc.) pensávamos: “Esse míssil vai detonar!”, e os bombeiros, ao primeiro movimento brusco, já ficavam apavorados com a chance de que o míssil poderia detonar. E olha que era para nós estarmos apavorados e eles calmos! Acho que eles estão sentindo medo por nós e por eles! O problema é: se eles se apavoram, nós nos apavoramos. E se nós nos apavoramos, fazemos algum movimento brusco e o míssil explode. Se eles não conseguem ficar calmos, poderiam pelo menos fingir que estão!

Porém, não era o fato de eles nem sequer conseguirem fingir que estão calmos que estava me deixando irritada. Era a única palavra que estava gravada no míssil e que não me tirava à atenção: “Stark”. Eu já ouvira falar dessa empresa. O fundador dessa empresa, Howard Stark, enriqueceu e levou essa empresa ao topo vendendo armamento para o exército dos Estados Unidos. Mas eu realmente duvido que ele venda somente para o exército. Duvido que algumas dessas armas não parem nas mãos de traficantes.

Senti alguma coisa puxando a minha perna. Pensei ser Pietro, tentando me afastar mais do míssil, mas então percebi que, o que quer que esteja me puxando, tinha uma força anormal. Olhei para baixo para ver o que puxava minha perna e percebi ser alguma coisa azul e felpuda. Senti outro puxão, que me arrastou um pouco pelo chão. Olhei novamente e vi a coisa felpuda cada vez mais perto. Percebi que ela também puxava Pietro. Sinto algo bater em minha cabeça e desmaio.

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Abri meus olhos e me arrependi imediatamente, pois a luminosidade do local era muito forte e eu comecei a ver pontinhos amarelos dançando na minha visão. Quando consegui enxergar novamente, percebi estar em um hospital.

Comecei a me desesperar. O que era aquela coisa que havia tirado eu e Pietro dos escombros de algo que um dia foi nosso lar? Aquilo não podia ser humano. E a pergunta de um milhão de dólares: Por que aquilo nos salvou? E por falar nisso, onde estava Pietro? Ele também havia sobrevivido? Ele estava bem? Sou tirada de meus devaneios quando uma enfermeira entra em meu quarto e, sorrindo falsamente, ela me diz:

–Que bom que acordou meu bem. – ela se aproxima de mim e retira os tubos que me ajudavam a respirar, que eu nem havia percebido, e troca o soro que estava ligado ao meu braço, que eu também não havia percebido. Incrível a minha habilidade de percepção depois de acordar.

–Onde está meu irmão? – eu lhe questiono, com a voz fraca e rouca, por ser a primeira vez que falo depois de ter acordado.

–No quarto ao lado. Ele acordou ontem e também perguntou por você, logo após acordar.

–Ontem? Não me tiraram dos escombros hoje? – perguntei confusa e assustada. Por quanto tempo eu havia dormido? Sentei-me na cama e fiquei esperando sua resposta.

–Você dormiu por cerca de vinte e sete dias querida. – afundei meu rosto em minhas mãos e desatei a chorar. Eu não podia ter dormido esse tempo todo. Eu havia apenas batido minha cabeça em algo, não havia sido algo que tenha sido muito forte para eu entrar em um coma de quase um mês! Um médico entrou no quarto e disse à enfermeira que ficaria comigo para me acalmar e fazer alguns exames. Ele veio até mim, me abraçou e ficou dizendo coisas como: “não precisa chorar” e “vai ficar tudo bem”, o que eu preciso dizer que já estava começando a me irritar. Quando me acalmei um pouco, parando de chorar, ele me soltou, levantou-se e dirigiu-se a uma maleta em cima da mesa. Ele pegou a maleta e trouxe-a até a minha cama, abriu-a e de lá tirou vários instrumentos de medicina. Após me examinar, ele pegou uma agulha e uma seringa e disse:

–Vou precisar tirar uma amostra do seu sangue. – eu estendi o braço e ele retirou a amostra, colocou-a em um frasquinho e depositou-o em seu bolso, logo em seguida, descartou a agulha. Ele se aproximou novamente de mim e disse:

–Mandarei que uma enfermeira lhe traga algo para comer. – enquanto falava, ele ia desligando todo o equipamento que estava ligado em mim. – Depois que comer você e seu irmão devem ir a recepção e pedir para uma das recepcionistas telefonar para alguém que seja responsável por vocês, pedindo para que venham lhes buscar. – agora ele escrevia algo em alguns papéis. Quando terminou, me entregou os mesmos. – Aqui estão as altas de vocês. Suas roupas estão naquela sacola. – ele apontava para uma sacola acima de uma poltrona. Eu apenas confirmei minimamente com a cabeça. Pouco antes de sair, ele virou-se para mim e piscou um olho, logo em seguida indo embora. Porém eu podia jurar que, por um segundo, seus olhos haviam ficado amarelos.

Levantei da cama e fui em direção à sacola. Olhei dentro e minhas roupas realmente estavam lá. Peguei-as e me dirigi ao banheiro que havia no quarto. Eu detestava essas camisolas, pois elas mostravam mais coisas do que deveriam, e acho que não iria aguentar passar mais tempo com ela. Após me trocar, tive uma surpresa quando saí do banheiro: meu irmão, já vestido com as roupas que estavam nele antes, estava em cima da minha cama, em pé, segurando meu travesseiro como se ele fosse uma guitarra e cantando, desafinadamente, o refrão de Radioactive, da banda Imagine Dragons.

–I’m waking up. I feel it in my bones. Enough to make my systems grow… — ele cantava, e eu, sem conseguir me segurar mais, desatei a rir. E foi nessa hora que ele me percebeu. E o que ele fez? Primeiro, me mostrou a língua e disse que isso era inveja, pois ele cantava muito bem. Depois, desceu da minha cama e veio na minha direção. Quando chegou perto de mim, ele pegou meu rosto em suas mãos e disse:

–Você está bem? Fiquei preocupado quando eu acordei ontem e me disseram que você ainda não tinha acordado.

–Estou. – ele me abraçou e depositou um beijo no topo da minha cabeça. – Mas eu estou morrendo de fome. – brinquei. Ele me soltou, rindo, e disse:

–A enfermeira acabou de passar aqui deixando aquilo pra você. – ele apontou com a cabeça para uma bandeja que estava em cima do criado-mudo.

–Ótimo, eu estou faminta. – peguei a bandeja, sentei na cama e comecei a comer. – Já comeu alguma coisa? – perguntei-lhe.

–Já comi. – de repente, o vejo fechar a cara e ficar com um semblante sério. – Eles também falavam com você para irmos à recepção e pedirmos para ligar para algum responsável por nós? – fechei a cara também quando ele disse isso.

–Sim. – eu disse. – Para quem nós iremos ligar?

–Que tal a tia Lorena e o tio James? – ele pergunta, se animando um pouco. Ele adorava o tio James, pois eles sempre brincavam de videogame.

–Tudo bem, podemos tentar. – continuamos conversando, sobre vários assuntos, até eu terminar de comer. – Está vendo aqueles papéis em cima da mesa? – apontei para a mesa perto da janela. Ele assentiu. – São as nossas altas. O médico me entregou logo após me examinar. Pega pra mim, por favor? – eu peguei a bandeja e coloquei-a em cima do criado-mudo.

–Beleza. – ele disse e eu senti um vento forte. Quando olhei para ele novamente, ele estava sentado na minha cama com as altas em sua mão com uma expressão tão assustada quanto a minha. Atrás dele, na direção da mesa, havia uma “fumaça” azul no ar.

–Como você fez isso? – eu lhe perguntei.

–Eu não sei. – ele me respondeu, com os olhos arregalados. E eu tenho a impressão que os meus também estavam assim.

–É melhor nós irmos. – eu disse.

–Concordo. – ele disse. Ele levantou-se da cama e, quando eu me levantei, uma dor de cabeça insuportável que eu tive que me apoiar no criado-mudo, derrubando a bandeja. Olhei para Pietro e ele olhava, fixamente e de olhos arregalados, para o criado-mudo inteiro estava envolto por uma luz vermelha. Afastei-me dele e a luz vermelha desapareceu. – Ok, isso foi muito estranho. Muito estranho mesmo.

–Vamos embora logo antes que mais alguma coisa louca aconteça. – eu disse e fomos andando na direção da recepção.

Notas finais
Logo posto o próximo! Vejo vocês nos comentários!