Histeria - Interativa.

14 Grupo Cadu -A salvação


Notas iniciais
Olá! Capítulo programado dia 18 também. Enfim, eu não tenho nada pra falar. Já postei uns 5 capítulos só hoje e minha mão tá doendo de tanto digitar nas notinhas iniciais e finais -risos. Espero que gostem. Esse capítulo é muito importante!

POV Clara.

Cadu era um cara legal. A atitude de emprestar sua camisa foi muito gentil, e finalmente me senti confortável por ter alguém que se importasse comigo.

No dia seguinte acordei cedo, antes mesmo do sol, e fiz minha higiene. Troquei a blusa de Cadu pela minha roupa e penteei os cabelos em um coque meio bagunçado do jeito que eu gostava.

De repente ouvi uma batida na minha porta e, ao olhar pelo olho mágico, vi que era Cadu.

– Bom dia. – Ele cumprimentou ao abrir a porta. – Você está com fome?

– Nenhuma. – Neguei.

– Então vamos logo que temos um longo dia pela frente.

Assenti e descemos para pegar o carro. O dia estava meio quente logo pela manhã, e fiquei apreensiva. Eu sabia que ele também estava, afinal o que estava acontecendo? Um dia antes eu estava trabalhando, e agora estava fugindo de zumbis com um cara que eu mal conhecia.

O caminho foi quieto e a parte boa foi que não achamos nenhum andarilho. Quando chegamos em São Paulo já era início de tarde, e a minha barriga roncava de fome.

Paramos na entrada da cidade, que estava deserta, e Cadu me ofereceu uma barrinha de cereal com suco em caixa que havíamos pegado na cozinha do hotel.

Seguimos caminho até uma grande faixa de “interditado”.

– Como assim interditado? – Perguntou com o cenho franzido.

– Bem, podemos tentar outras ruas. – Sugeri.

– Mas essa é a rua principal de acesso. – Ele informou. – E não tem ninguém.

– O que fazemos?

– A gente ultrapassa. Como está deserto chegaremos até a saída da cidade até a noite.

Ele pegou o celular e, espiando, percebi que estava sem sinal. Ele xingou baixinho.

– Vamos logo. – Cadu decidiu e seguimos caminho, rompendo a faixa.

Eu nunca havia visitado São Paulo, mas ver a cidade deserta daquele jeito realmente me assustou. Pelo o que eu sabia, lá era sempre cheio e agitado, não quieto daquele jeito. Encostei a minha cabeça no vidro do carro, ouvindo a respiração pesada de Lunna dormindo no banco traseiro e pensando no que seria de mim.

Ficamos em silêncio até algo apitar.

– O que foi? – Perguntei alarmada.

– Está com pouca gasolina. – Ele praguejou e bateu a mão com força no volante. – Porcaria. Teremos que procurar um posto.

– Qual é o mais próximo? – Perguntei, nervosa.

– Acho que tem um virando aquela rua. – Cadu informou.

E fomos percorrendo. Antes de virarmos a rua, ouvi um barulho estranho.

– Você está ouvindo isso? – Franzi o cenho. – É como se vários...

E Cadu virou a rua antes que eu acabasse de falar.

Demos de cara com vários zumbis.

Meu coração começou a bater mais rápido e prendi a respiração por um instante. Aquilo ali era uma imensa horda de vários e vários zumbis famintos por carne, e entrei em choque.

– Porcaria... Caramba! – Cadu tentava dar a ré enquanto vários deles vinham em nossa direção.

Lunna começou a latir desesperadamente.

– E agora?! Meu Deus, a gente vai morrer! – Exclamei, olhando para trás e vendo que outros estavam vindo.

– Se segura. – Ele falou soturnamente.

– Me segurar? O que você...

E ele arrancou com o carro na velocidade máxima.

Eu só conseguia ver vários zumbis batendo no visor do carro, deixando marcas de sangue negro e várias rachaduras. Gritei quando o carro passou por cima de vários deles, fazendo um barulho de barata sendo morta, e não sei quanto tempo se passou até que saíssemos daquilo.

– Vários deles ainda estão vindo até nós. – Cadu informou, olhando para trás enquanto eu chorava de desespero. – A gente precisa...

E de repente o carro parou.

– O que foi isso Cadu? – Perguntei nervosa.

– Ah não. Não agora!- Ele exclamou, soltando palavrões. – A gasolina!

Olhei para o retrovisor e vi que mais zumbis vinham na nossa direção, a mais ou menos cem metros de distância.

– A gente precisa sair daqui! – Avisei.

– Pra onde, caramba?!

– Eu não... – Olhei ao redor. – Tem aquele prédio ali! O pequeno, bem ali.

Apontei para um prédio do lado esquerdo da rua.

– A porta está aberta, vamos logo! – Exclamei, saindo do carro e tirando Lunna.

Os zumbis só se animaram mais ao nos ver saindo do carro. Cadu saiu logo depois de mim e fomos correndo até o prédio.

Aquela era nossa última chance.

–

Entramos correndo no prédio. O local tinha luzes piscando e várias marcas de sangue e água no chão, fazendo-me ficar ainda mais nervosa.

Cadu pegou uma barra de ferro ensanguentada do chão e fechou as portas do prédio com ela, fazendo-nos ficar mais seguros.

– Isso vai ajudar. – Ele disse, ofegante. – Temos que nos trancar em algum lugar.

– O que foi aquilo? – Perguntei com os olhos arregalados de medo. – A gente quase...

– Não tem tempo para pensar muito agora, Clara. – Cadu chegou perto de mim e me puxou pela mão até a porta que dava para as escadas. – Por favor, mantenha a calma até a gente ficar seguro. Agora nós temos que achar algum apartamento.

– Como a gente vai sair daqui, caramba? – Perguntei nervosa.

– Vamos primeiro nos alojar pra depois pensar! – Ele brigou. – Não podemos...

Ouvimos batidos na porta e os grunhidos dos zumbis.

– Vamos logo. – Cadu abriu a porta das escadas.

O local era fracamente iluminado por uma janelinha, e tinha um cheiro de umidade e mofo.

Subimos as escadas até o último andar e saímos de lá.

– Será que... – Comecei, mas não cheguei a terminar a frase.

Senti mãos me agarrando pelas costas e tentando morder meus ombros, forçando-me para trás.

– Clara! – Cadu exclamou, me puxando para longe do animal.

Lunna avançou sobre ele, derrubando-o no chão e dando tempo para que Cadu pisoteasse sua cabeça, a deixando esmagada com uma grande poça de sangue no chão.

Outros vinham. O corredor era longo e cheio deles.

Um outro tentou avançar para cima de Cadu, mas eu o derrubei no chão. A sua pele era gosmenta e decomposta, fazendo com que meus dedos se afundassem um pouco nos seus braços, mas não era hora de se importar com isso.

Soquei sua cabeça algumas vezes e isso foi o suficiente para matá-lo, já que seu crânio era mole devido a decomposição.

Mas eram muitos para apenas eu e Cadu. Eu estava derrotada.

De repente ouvi um disparo de arma de fogo de algo logo atrás de nós. Uma mulher saiu correndo por detrás de mim e fincou a faca na cabeça de um zumbi, que caiu no chão com um baque surdo. Mais um disparo derrubou outro zumbi, e então o silêncio reinou.

A mulher pegou sua faca e a limpou na blusa.

Ela era de uma aparência comum. Longos cabelos negros, assim como os olhos que eram cobertos por um óculos de grau. Seu rosto era suave e ela vestia um vestido florido, agora manchado pelo sangue dos zumbis.

– Caramba. Eles deram um trabalhão. – Ela comentou, ajudando Cadu a se levantar.

– Você... Você mantêm zumbis no corredor? – Perguntei ofegante, me levantando.

– Nós mantínhamos– Corrigiu uma voz masculina e me virei para ver quem era.

Um homem negro e bonito, com cabelos encaracolados, me encarava. Na mão direita ele possuía uma arma de fogo.

– Sou Jonathan. – Ele se apresentou. – Essa é Karen. E nós somos quem vai salvar todo mundo dessa bagunça.

Notas finais
Uh... Tenso. Como será que eles vão salvar todo mundo? Hihihi tenso, tenso. Comentem galerinha! Beijos.