Histeria - Interativa.

3 Algo específico.


Notas iniciais
E aí povo de Deus? Como o prometido, aqui vai um novo capítulo! Queria agradecer aos leitores novos, aos personagens que me mandaram e pelos comentários super produtivos. É muito bom saber que a fic está agradando. Como disse nos comentários, uma parte dos personagens enviados eu guardarei no bolso. Já li várias fics interativas que se tornaram cansativas e confusas devido à pressa do autor em pôr todos os personagens de uma vez só, fazendo alguns deles ficarem ofuscados. Por isso, tudo em seu tempo! Todos os personagens aceitos tem papéis importantes e irão aparecer no tempo certo. PS: LEIAM AS NOTAS FINAIS! Espero que gostem do capítulo. Até lá embaixo.

A noite já tingia o céu e meu celular estava sem bateria. Não conseguia mais ligar para meus pais, então suspirei e pedi a Deus que me ajudasse a encontrá-los novamente.

Não queria ir para o lado de fora, então voltei ao quarto de Hugo. O menino e Melissa estavam acordados e conversando em voz baixa, e ao me ver Melissa se levantou e correu até mim, me sufocando em um abraço. Ela tinha hematomas no rosto.

– Serv. – Ela sussurrou– Você está bem.

– Mel, eu estava tão preocupada. Que bom que acordou. Fiquei aliviada ao vê-la aqui, mas você estava dormindo. – Sorri sincera.

– Esse é Sávio. – Ela olhou para o menino e percebi que ele tinha arranhões nos braços e um corte abaixo do olho esquerdo. – Ele que salvou você e Hugo.

Encarei Sávio, que me sorriu envergonhado. Ele tinha cabelos castanhos bagunçados, pele branca e olhos também castanhos. Era mais alto que eu, mas eu fui até ele e o abracei forte. Devia a vida de meu irmão, e também a minha, a ele.

– Obrigada. – Ele pareceu meio sem graça, mas me abraçou também.

– Não foi nada.

Sorri e sentei do lado de Hugo na cama. Ele ainda dormia. Seu rosto jovem estava relaxado e pálido, mas iria ficar bem. Fiz levemente um carinho em seus cabelos, e Yasmim nos chamou para jantar.

Sentamos-nos à mesa eu, Mel, Sávio, Yasmim e Markus. Tínhamos feijão enlatado e macarrão com queijo. Isso me fez pensar que era quase como uma reunião feliz e meu estômago embrulhou.

– Vamos tentar nos conhecer. – Yasmim sugeriu. – Nós vamos passar um bom tempo juntos.

Eu me servi calmamente de macarrão enquanto Mel pigarreou.

– Eu sou Ana Melissa Schutz, tenho quinze anos e sou de Recife... Vim para o Pará com quatro anos por causa do trabalho da minha mãe. – Ela parou, mas o silêncio a fez prosseguir. – Minha irmã Julia e meu pai morreram quando eu tinha três anos num acidente de monomotor.

O silêncio prosseguiu e Sávio começou a falar.

– Bem... Me chamo Sávio Mendes. Não tenho muita coisa pra falar. Estudava de bolsa no segundo ano do ensino médio, e trabalhava numa oficina de tarde. Meus pais são advogados. Quando eu era mais novo, fiz algumas besteiras. Fui expulso do antigo colégio e eles disseram que agora eu iria ter que conseguir a vaga em outro sem a ajuda do dinheiro deles. Estavam... Estavam em São Paulo. Numa reunião. – Sua voz tremeu um pouco.

Dei uma garfada no macarrão. Todos olhamos para Markus.

– Passo. – Falou de boca cheia.

– Sérvia Emmanuel. – Murmurei concentrada no macarrão. – Passo.

– Então... Eu sou Yasmim Nolasco. Meu filho João mora em Utah, nos Estados Unidos, e eu era professora de história. Só isso. – Ela disse, e durante o resto do jantar, ficamos calados apreciando a comida.

Não sei do que isso iria adiantar. Eu não ficaria ali. Era muito grata pelo o que Yasmim, Sávio, Mel e até Markus tinham feito por nós, porém não queria depender de ninguém. Quando Hugo melhorasse, eu iria procurar meus pais.

E iria achá-los a qualquer custo.

–

Passaram-se algumas semanas até que a comida acabasse. Markus não facilitava nada, comendo qualquer resquício de proteína que pudesse existir na casa.

Ele era difícil. Muitas vezes controlei minha língua para não comentar a dificuldade dele em seguir as ordens. Porém, ele se tornara um amigo para nós. Era uma boa pessoa atrás da dificuldade de convivência, ajudando nas rondas noturnas e sendo tão solícito quanto conseguia. Tirando ele, Yasmim e o resto eram fáceis de conviver. Nós seguíamos regras: dormíamos às dez, ou na verdade, íamos para cama. Ninguém dormia. Comíamos em horários estipulados, ajudávamos a lavar as roupas, procurávamos rádios que transmitiam notícias e tudo mais.

As coisas não melhoravam nunca. Cada vez mais cidades eram tomadas e as rádios ficavam mais escassas. O governo caíra fazia alguns dias e não dava mais notícias. Ouvimos que a África fora tomada por inteiro e a Oceania não estava muito melhor devido ao pouco espaço geográfico.

A parte boa é que Hugo estava bem. O choque devido à perna durou alguns dias, mas agora ele começava a se adaptar e estava recuperando a cor do rosto, alimentando-se bem.

Nós íamos sair para caçar alguma capivara naquela manhã, e acordei cedo depois de pouco tempo dormindo. Tomei um banho rápido com a pouca água que ainda restava e fiz um rabo de cavalo, me vestindo com uma jeans folgada de Yasmim que eu tivera que apertar com um cinto e minha regata. Logo ouvi uma batida em minha porta.

– Entra. – Falei, estranhando. As pessoas ainda deviam estar dormindo, mal havia amanhecido.

– Oi. – Sávio abriu a porta. Ele estava cheirando à colônia e seus cabelos estavam molhados.

– Sávio, entra. – Sorri.

Eu e Sávio havíamos nos tornado bons amigos durante o tempo que eu havia ficado lá. Ele era engraçado e me fazia esquecer toda essa tragédia. Além disso, o laço que eu havia criado com ele por ter nos salvado era forte.

– Desculpa vir tão cedo. Ouvi o barulho da água e resolvi vir ficar com você. Quer passear? – Convidou.

– Claro. – Respondi, pegando minha mochila e saindo com ele do quarto.

Lá fora o sol ainda estava nascendo e o clima estava gostoso. A cidade tendia a ser muito quente durante o dia, então era bom poder sair sem suar em bicas.

– Hugo está muito melhor. – Sávio comentou, com as mãos nos bolsos do jeans.

– É, eu sei. Nunca vou poder te agradecer por ter nos salvado. –Disse eu com um sorriso.

– Ah, não me faça corar. – Ele deu um sorrisinho afetado e eu ri.

– Estou faminta. – Confidenciei. Andávamos ao redor da casa e isso só me deixava com mais fome.

– Podemos ir até um supermercado aqui perto. Eu vi no caminho pra cá, sabe, do ônibus. – Sávio disse.

– Tipo só você e eu? – Isso me deixava nervosa. Não porque era sozinha com o Sávio, mas acredite ou não eu ainda tinha na cabeça que precisávamos de algum responsável.

–É. Eu não vou te agarrar, relaxe. – Ele brincou e eu corei.

– Não seja idiota. Eu só tenho medo que aconteça algo. Não somos muito intimidadores, entende.

– Qual é, Sérvia. Eu já salvei sua vida uma vez, posso salvar de novo.

Revirei os olhos e bati no seu ombro de leve.

Escrevemos um bilhete e deixamos na mesa de jantar, pegando uma faca de churrasco e algumas coisas improvisadas, para então nos dirigirmos ao supermercado.

Evitamos a estrada para não vermos o que não queríamos e os poucos andarilhos que vimos foram abatidos facilmente por Sávio. Eu tinha medo de matá-los. Sim, eu admito, tinha medo, nojo e repulsa. Não queria sentir seu sangue e correr o risco de perceber que ainda era quente, não queria olhar em seus olhos e ver resquício de vida, não queria tocar em sua pele e poder sentir seu calor. Eu tinha medo que ainda houvesse alguém ali.

Depois de andar uns dois quilômetros, achamos o supermercado. Ele parecia ter sido saqueado e a placa estava tombada e sem algumas letras. Tirando isso, parecia promissor.

– Você me cobre. – Sávio disse ao chegarmos à porta, me entregando a faca de churrasco e olhando para mim. – Certo?

– Hum... Certo. — Peguei a faca, hesitante. Ele percebeu meu medo e colocou uma mão em cada lado do meu rosto, me fazendo olhar em seus olhos castanhos. – Ei, não sinta medo. Eu não vou deixar você se machucar, e só terá que matar um deles em um caso extremo. Eu posso fazer isso por você.

Agradeci com o olhar e ele beijou minha testa para depois me largar e seguir caminho.

A porta estava destrancada e se abriu com um ruído preguiçoso quando Sávio depositou sua força nela. O barulho ecoou pelo lugar, fazendo um calafrio percorrer meu corpo. Lá dentro, no chão, havia poças de água, produtos tombados, insetos e algumas manchas de sangue oleoso no chão. A minha vontade era de sair correndo, mas apertei com força a faca e segui meu amigo.

Depois de rodarmos o local e de Sávio abater alguns andarilhos pútridos, ele anunciou que o lugar estava limpo. Suspirei aliviada e saí em busca de macarrão instantâneo e outras besteiras para poder comer.

Enquanto estava na seção de salgadinhos e afins, meu amigo estava procurando outros alimentos não perecíveis.

– Procurando algo específico, colega? – Ouvi uma voz desconhecida atrás de mim.

Notas finais
Tcharans! E aí, curtiram? Critiquem e deem suas opiniões para a fic melhorar cada vez mais, todos os palpites serão considerados. Bem, o aviso que eu queria dar é o seguinte: AVISO 1. As inscrições de personagens estão fechadas por ora. Já tenho personagens o suficiente para um bom período, mas logo elas reabrirão. Enquanto isso haverão várias oportunidades de interação que serão divulgadas nos avisos do capítulo. AVISO 2. E aqui vai a primeira interação! Rápido, né? -risos-. Como todos os personagens enviados foram classificados como bons, escolherei três personagens para formarem um grupo hostil. Não sou muito boa em criá-los, então essa é a oportunidade de vocês criarem personagens complexos e bem descritos para deixar a estória com uma pitada de rivalidade para ficar mais interessante. Escolherei até amanhã às 15:50 no horário de Brasília, quando o próximo capítulo for ao ar. Aqui vai a ficha para eles: Nome: Idade: Sexo: Cidade: Características relevantes da personalidade: Leve descrição do passado: Há influências externas para as suas ações? (Família, amigos, ambiente): Ponto fraco: Aparência: Adicionais (opcional): E é isso. Vocês são uns amores :3 Até mais!