Histórico em 5 passos
2 I Capítulo
Notas iniciais
Marissa Benson, aÍ está uma mãe protetora, com uma conta abarrotada de “ouro” e paranoica sobre germes e bactérias – Mãe Solteira , Mandona, Paranoica (já coloquei paranoica?), Com TOC (Transtorno, obsessivo, compulsivo ( inclui , mania de me proteger, mania de limpeza, mania de organização, mania alimentar... é tanta mania que ficaria 12 horas listando). Mas tem um grande coração, é engraçada com suas manias. – é a melhor mãe que um cara pode querer ( Se ele não for casar , por quê, Marissa poderá vir a ser a pior sogra que uma garota pode querer).
Ajudei minha mamãe com a mudança – Com os pensamentos em Jerry que ficou para trás, o amigo da minha mãe. Jerry Seinfeld , costumava visita-lo em Manhattan e elogia-lo pela série em reprise.
– Jerry poderia nos visitar? – Questionei quando mamãe me entregou um copo de suco.
– Você não se cansa de suas piadas cotidianas ridículas?
– Não, ele sabia nossa rotina como ninguém. – Sorri para baixo para Marissa não ver.
– Vá arrumar seu quarto mocinho ou nada de campeonatos de gamer essas férias. – Encolhi os ombros e entreguei o copo vazio.
A verdade que Mamãe era um objeto de estudo de Jerry para suas piadas de mulheres de meia-idade com problemas comportamentais, desconfio que ela saiba disto.
E a verdade que não queria ir ao campeonato naquele ano, principalmente pela garota da porta a frente. Eu talvez pudesse esbarrar nela...quem sabe.
Na primeira semana fui chicoteado (metaforicamente) por mamãe para arrumar com organização precisa todo apartamento, nem lembro se sai do apartamento para respirar alguma vez.
Finalmente arrumamos tudo!
Cataloguei meus consoles por ano de fabricação e aquisição, abri um histórico de jogos antigos que adquiri ao decorrer dos anos.
Fiquei frustrado, continuava sendo o mesmo perdedor.
Depois de fazer minhas coisas precisava dar uma explorada pelo bairro, não muito seguro da onde poderia chegar:
– Mamãe eu vou sair um pouco.
– Só não atravesse a rua. – Apenas revirei os olhos para ela – Não atravesse a rua? Não tenho 6 anos tenho 16 e posso sim atravessar a rua. – Discuti mentalmente, peguei o casaco e sai.
Passei pelo porteiro doidão, e fui explorar a cidade.
Não esperava ver a morena tão cedo e nem descobrir tantas coisas delas em menos de uma semana, principalmente ser invisível. Mas aconteceu como tinha de acontecer.
O meu histórico com garotas:
A – Nunca conversei muito com garotas.
A+ Nenhuma garota razoável e mentalmente normal pediu para ficar comigo.
A Zone Friend Forever (Até com as que nem conversei).
B Não consigo conversar normalmente com garotas bonitas.
D Sou charmoso e praticamente fiquei com varias, sou tipo cafajeste (isso é mentira, não existe, neste ponto, é tudo o oposto).
Choquei com ela sentada nos degraus cantarolando uma música com fone de ouvido e lendo um livro (Livro daqueles que você vira páginas e sente cheiro de papel, e não um e-book como os que eu tenho).
Ela parecia alheia ao vento que brincava com seus cabelos negros e longos com ondas, podia dizer que tinha aquele jeito arrumadinho de se vestir, fiquei flutuando – Tropecei ao seu lado no último degrau, desequilibrei e sai andando feito um pateta. – Olhei para ela sobre os ombros e definitivamente sem dúvida alguma a vizinha da frente não me viu tropeçando no degrau. A voz dela tão suave e angelical. Fiquei sorrindo feito idiota até meu maxilar doer.
Já me encontrava bem longe do meu prédio e na avenida principal com suas lojas e lanchonetes. Li o dizeres de Groovy Smoothie e caminhei a passo de tartaruga olhando a vitrine da academia, o meu reflexo de garoto com peitinhos e não magrelo , do tipo fortinho e fofo, bem fofo até.
Andava atrasado com essa história de mudar de voz, encorpar (Com músculos), crescer...
Sentei com minha vitamina olhando para os vários jovens da minha idade, conversando , cantando e brincando. Em certo momento até vandalizando o local, fazendo um moreno de rastafári ralhar com eles.
Então o garoto mais forte que eu e um pouco menor apareceu e sentou ao meu lado fazendo sim com a cabeça. O quê dizer quando um louco senta na sua frente?
Pois não?
E aí carinha novo.
Sim sou novo.
Tá na cara! Pô!
Desculpe, sou Freddie, e você? – O garoto passou a mão no cabelo e fez uma cara de mistério.
Gibson, me chame de Gibby – Estendeu a mão que me arrependi de pegar era grudenta.
Sorri e tomei a vitamina, o tal Gibby ficou me encarando e nada disse.
Vou indo... – Anuncie como se devesse isso ao estranho em silêncio.
Vou com você! – Certo não iria arrumar briga com o garoto fofo ( fofo só para não dizer rechonchudo, ele tinha ossos largos assim como eu , afinal) de gel no cabelo. – Onde você mora?
Bushwell...
Lugar legal, você conhece a Carly?
Não! – Mas eu gostei daquilo , ela deveria ser a morena da porta da frente. ( Assim eu torci naquela hora.)
Eu falo com ela às vezes. – Enruguei a cara e joguei o copo fora. – Ela estuda na Ridgeway High School.
Gibby ficou eloquente e começou a falar sobre o colégio que estudava no caminho para o prédio que ficava duas quadras.
Você vai estudar lá certo?
Não sei, queria uma bolsa na Seattle tec. Estou esperando...
Você é um tipo de gênio dos computadores?
Quase isso... – Fiquei constrangido. Fato que se eu fosse para SeattleTec não precisaria deixar de ser um nerd total.
Boa sorte carinha novo — Gibby acenou um adeus e saiu andando como aqueles Italianos da máfia, com o queixo levantando a passos lentos e largos. Observei sumir. Garoto estranho!
Olá por onde andou? – Mamãe me segurou pelos ombros para dar sua olhada, ver se não levei um tiro, esse tipo de coisa.
Fui a um lugar que vende vitaminas.
Você sabe que isso é perigoso!
Apenas pestanejei, recebi seu olhar rabugento.
Hã Perigoso?
Sair por onde não conhece e beber vitamina cuja procedência é duvidosa....
Vou lembrar-me de dizer isso para os sem teto quando você fizer aquele sopão com sabor duvidoso...
Isso não teve graça!
Boa noite! – Disse e fugi para quarto. Fucei e fucei nos sites de buscas e encontrei a escola de Gibby e a foto da tal da Carly. Então pude ronronar mediante aquela imagem por algumas horas. – Então você é Carly Shay...prazer sou Benson – Rasguei a dizer para a tela do computador o mais charmoso que pude.
Precisava mudar isso, minha voz tinha altos agudos e profundos graves.
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