Notas iniciais
Espero que gostem

O que era para ser apenas uma semana de Acampamento, tornou-se um verdadeiro banho de sangue. 23 crianças, junto de 15 adultos, foram mortos brutalmente por um assassino à sangue frio. Ninguém sabe o real motivo do ataque, ninguém sabe o que levou essa pessoa a matar crianças inocentes, que estavam no acampamento com o intuito de se divertirem.

O culpado não foi encontrado e é desconhecido pela polícia. Não encontraram nenhuma pista no local, apenas uma mensagem escrita com sangue, no logo do acampamento:

Os jogos só começaram.

Quem será essa pessoa? Onde ela está agora? O que ela fará a seguir?

—-James, desligue essa TV.-pede Miller, bebericando seu café quente.—Já vimos demais por hoje.

—-Eu sei, Miller, mas é que eu não consigo não ver isso. Essa charada está me matando.-ele senta na cadeira, impaciente.

—-Se você continuar assim, não haverá nenhum progresso.-a agente deixa a xícara de café em sua mesa, ao lado de uma pilha de relatórios.-Precisamos ficar calmos, entrar no jogo desse cara.

—-Você não sabe se é um homem ou não.-o agente pega um lápis, e começa a girá-lo em seus dedos.

—-Não te disse? Rhodes analisou fibras hoje cedo. Cabelos morenos curtos, com resíduos de shampoo masculino.

—-Isso ainda não prova nada.-James olha além da parede de vidro, que dividia sua sala das dos demais agentes. A agência estava uma bagunça: Telefones não paravam de tocar, vozes ecoando, dedos digitando, papéis voando por conta dos ventiladores, e o cheiro de pinho cobria o local, misturado com o de café e coisa guardada.

—-O que há com você?.-Miller senta ereta na cadeira estofada, olhando para seu parceiro.-Você anda pensando negativamente esses dias.

—-Desculpe.-ele bate o lápis na mesa de madeira escura.-É isso tudo: Esse cara, esses becos sem saída... E é Nicolle.

—-O que tem ela?.-sua parceira sorri divertida, pois já sabia o quão chata e preocupada Nicolle era.

—-Está me deixando louco com essa história de filho, ainda mais agora!

—-E você não quer uma criança?.-ela pega a xícara com as duas mãos, levando-a à boca sorridente.

—-Eu não sei... Eu amo meu trabalho, amo tudo o que faço. Se eu ter um filho, minha ainda ficará ainda mais cheia, ou mais vazia. Eu chegarei tarde, não estarei presente em sua vida todos os dias.

—-Vocês têm que conversar a respeito.

—-Ela não quer ouvir.-ele olha para seus sapatos lustrados.

—-Bom, esqueça isso agora, vamos nos concentrar no mais importante.

James sorri à ela. Sua parceira era o oposto dele: Paciente, ouvinte e mente aberta na maioria das vezes. King, o chefe, não os designara a esse caso sem motivo: Eles eram os agentes em que mais confiava, eles eram competentes, e nunca os decepcionara. Esse caso era grande, e James não queria falhar, não queria deixar nenhuma pista passar por estresse ou falta de atenção. Ele amava Nicolle, mas muitas vezes ela era insuportável, e de dois meses para cá, não falava em outra coisa a não ser crianças.

Passos abafados pelo carpete vêm em direção à sala dos agentes. Um homem negro, alto com barba bem feita, adentra a sala.

—-Chefe King.

—-Bom dia, agentes. Como está o progresso no caso?

—-Até agora nada de relevante, senhor.-James responde, receoso.

—-Rhodes analisou fibras encontradas hoje mais cedo, cabelo masculino. Suspeitamos de que o assassino seja homem, moreno.

—-Ótimo, melhor do que nada. Eu quero vocês dois no Acampamento com a patrulha Delta, imediatamente.

Os dois assentem e o acompanham com o olhar, até o mesmo sumir pelo corredor. O agente bufa, voltando a sentar de uma maneira desleixada na cadeira, sendo tomado pelos milhares de pensamentos. Já Miller estava tranquila, terminando de digitar algo importante em seu computador, enquanto tomava seu café quase frio.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.