Histórias de amor

11 Tenho a quarta feira mais atípica da minha vida


Notas iniciais
Olá semideuses!! O capítulo de hoje será narrado em terceira pessoa, e tenho a ligeira sensação que alguns de vocês vão amar este capítulo kkkkkk Boa leitura!

Percy ia entrar em autocombustão.

Deuses? Fúrias? O que poderia estar atacando-o daquela vez, correto?

Bom, a auto combustão dessa vez não era literal. Por mais que em sua cabeça, parecesse muito literal.

Os beijos de Annabeth eram suaves na sua nuca, o que contrastavam bem com as unhas não tão suaves na base das suas costas. Ele estava decidido que lutaria com mil dracaenaes a mais se aquela fosse a recompensa.

Ok, hora de retroceder a história.

Era uma quarta feira como qualquer outra, Percy estava enfiado nas suas apostilas tentando recompensar um certo espetáculo que havia feito na sua escola no sábado anterior. Por consequência desse pequeno acidente ele teria que fazer duas provas de uma só vez; portanto estava duplamente ferrado.

Então normalmente, ele se sentiria feliz de receber uma mensagem de Íris de Quíron, mas considerando o contexto sentia-se agora triplamente ferrado. Mesmo assim, pelo jeito havia alguns semideuses as poucas quadras de distância, precisando de resgate. Argos já estava a caminho, mas eles precisavam de uma ligeira escolta caso seres especiais do Tártaro decidissem lhes dar um cartão de boas vindas.

E, obviamente, Percy se animou quando Quíron disse:

—E eu já contatei Annabeth... Ela te encontrará no ponto marcado.

Normalmente Annabeth estava muito ocupada nos dias de semana para estar com ele, então foi uma agradável surpresa a oportunidade de estar com ela em plena quarta feira. E também, Percy estava especialmente ansioso com a última conversa que haviam tido... Tinham um encontro especial marcado para aquele sábado.

Ao pôr do sol, Percy Jackson andava estranhamente feliz para uma missão arriscada. Quando virou a esquina da Madison avenue, no final da rua bem em frente ao Mcdonalds, seu coração parecia ter dado um salto.

Annabeth estava em seu típico look de missão: shorts jeans e a blusa do acampamento meio sangue. Mesmo com sua expressão impaciente e preocupada, seus olhos cinzas se ressaltavam na multidão. A pele e os fios loiros brilhavam com o pôr do sol. Percy achou que ela nunca esteve tão bonita.

—Olá Sabidinha — ele disse atrás dela, em seu ouvido. Ela deu um pulo em resposta.

—Pelos Deuses! — Annabeth o encarou e rapidamente desviou o olhar — Você está atrasado

Percy pegou em seu relógio de pulso.

—Cinco minutos!

Ela o ignorou prontamente.

—Os garotos estão perto da escola central, a algumas quadras daqui. Argos combinou de levá-los até a biblioteca St. Agnes, lá terá menos monstros

—Faz sentido, monstros odeiam leitura

Annabeth conteve um sorrisinho, e Percy sabia que tinha a ganhado.

—Vamos, cabeça de alga, eu ainda quero voltar pra comer um cheeseburger — ela apontou para o McDonalds atrás dele, sabendo que isso o animaria.

Os dois viraram a esquina até a escola central algum tempo depois, Percy rodando sua caneta dentro do bolso da calça. Estava na saída da aula, então centenas de estudantes saíam agitados em bando.

—Eles podiam emitir uma aura dourada ou quem sabe terem um sinal de fogo — disse Percy, observando crianças da metade da sua altura percorrendo ao seu redor. Annabeth estudava o local.

—Não é necessário — respondeu em um resmungo, seus olhos cravaram em um grupo de estudantes — Normalmente você só precisa de um garoto andando esquisito e alguns olhos assustados

Ela apontou para um grupo com aquela exata definição. Ao contrário do resto, eles não estavam de uniforme, e quando um deles olhou para Percy e Annabeth, sorriu e deu um grande aceno.

Annabeth reconheceu automaticamente como um sátiro. Ela puxou seu namorado e foi de encontro ao grupo, desviando dos estudantes que corriam para fora da escola.

Percy estudou as crianças: estavam na típica idade para ir ao acampamento meio-sangue, 11 anos, mas os três pareciam estranhamente familiares. Annabeth parecia ter percebido a mesma coisa.

—Graças aos deuses — disse o sátiro, que suava frio de aflição por estar com um grupo tão grande de semideuses.

—Vocês três são irmãos? — perguntou Annabeth, as sobrancelhas franzidas de curiosidade. As três crianças tinham olhos castanhos amendoados e cabelos da mesma cor, tinham arranhões pelo rosto e os braços. Eram duas garotas e um garoto, todos magros e assustados. Então em resposta os três deram um passo para trás. Annabeth se ajoelhou para ficar do tamanho deles — Está tudo bem, nós também somos semideuses. Vamos ajudá-los.

Os três pareciam mais aliviados, e Percy não pode deixar de dar um sorrisinho ao ver Annabeth usar seu raro tom meigo.

—Prazer conhecer vocês etc etc, mas precisamos sair daqui — continuou Percy checando o perímetro — Sabe como é, monstros nessa área são tipo drogarias, tem aos montes.

Annabeth assentiu, pegando na mão de uma das crianças. Percy e o sátiro (que eles descobriram que o nome era Marcus) fizeram o mesmo.

Então saíram pelas ruas agitadas de Nova York, os táxis amarelos correndo de um lado para o outro assim como as pessoas que falavam distraidamente em seus telefones, tanto que sequer percebiam o grupo de adolescentes correndo.

Percy sentia seu coração bater rápido, eram um grupo enorme de semideuses com uma aura forte; era mais ou menos naquela hora que as coisas começavam a dar errado.

Depois de bons 15 minutos de corrida, ofegantes eles dobraram a esquina avistando a biblioteca central e a típica van do acampamento meio-sangue estacionada em frente. Percy ouviu Annabeth sussurrar um "graças aos Deuses", ela também parecia aflita com a possibilidade de terem que lutar com monstros naquele grupo grande de semideuses.

Argos os cumprimentou com a cabeça, como sempre não falando nada. Os três jovens e o sátiro entraram na van. Tudo estava correndo bem. Mas a criança mais velha pegou no pulso de Annabeth.

—Para onde vamos? — perguntou, aflita. A filha de Atena analisou seu semblante, e não era difícil perceber que eles estavam completamente apavorados.

—Para um lugar seguro — ela respondeu, séria. Ela queria que eles confiassem que estavam seguros. A criança assentiu, um pouco distraída. Percy interviu.

—E muito divertido — completou ele — Com toda a comida que você quiser

Então o grupo de crianças sorriu, aliviados. Argos fechou a porta da van e entrou no assento de motorista, acelerando.

Percy os encarou até dobrarem a esquina, e quando se virou para Annabeth, ela estava o olhando de maneira estranha.

—O que foi? — perguntou, rindo sem graça.

—Nada — respondeu distraída. A verdade é que ela estava percebendo o quão bom com crianças Percy era. Ele falou exatamente o que as crianças precisavam. Sem querer sua cabeça acabou imaginou o quão bom pai Percy daria.

Ainda ofegantes, os dois deram as mãos e atravessaram até a esquina. Annabeth deu uma risada.

—Isso foi estranhamente fácil...

—Não! — exasperou seu namorado em resposta, desesperado — Você acabou de falar a única coisa que não...

Percy sentiu um arrepio na sua nuca. Deu um giro de 360 graus.

—Droga... — murmurrou Annabeth.

Um grupo absurdamente grande de dracaenaes estavam sibilando em sua direção, no beco ao lado a apenas 10 passos de distância. Elas pareciam bravas.

—Nósss chegamoss atrasadass? — sibilou uma delas, brava. Percy contou cerca de dez dracaenaes. Aquilo não era nada bom.

Ele e Annabeth se olharam, num acordo silencioso entenderam que tinham que distraí-las para o lado oposto aonde a van ia.

—Ei! Bundas de cobra! — gritou Percy, fazendo aqueles dez pares de olhos verdes sangue irem diretamente na sua direção. Nada bom.

Ele olhou para sua namorada, normalmente era naquela hora que ela falava o que eles deveriam fazer. Annabeth olhou diretamente nos olhos de Percy.

—Agora a gente corre

Percy não discutiu, os dois saíram escorregando pelo lado oposto, ao sul da cidade. As dracaenaes em seu encalço, eles ainda conseguiam sentir o sibilo. Annabeth viu uma rua que dava para dois becos distintos.

—Vamos dividi-las! — gritou ela, os dois se separaram. Cada um indo para um beco.

A ideia era que metade do grupo fosse para o lado e metade para o outro. Mas as coisas nunca dão exatamente certo para Percy, então quando ele se escondeu ao lado de uma caçamba de lixo, viu oito dracaenaes andando na sua direção.

Em um só golpe ele matou uma delas, mas as outras vinham absurdamente rápido. Ele decidiu que era melhor continuar correndo.

Quando saiu do beco saindo novamente numa avenida, Annabeth estava correndo na sua direção.

—E aí?! — gritou, ofegante. Percy não respondeu, os dois atravessaram a avenida quase sendo atropelados por um táxi. Annabeth olhou para trás, ainda um grupo com sete dracaenaes no encalço deles.

—Droga! — ela não conseguia pensar num plano para separá-las. Carros frearam quando as dracaenaes passaram. Eles xingavam como se motoqueiros descoordenados estivessem passando.

—A gente tem que voltar para os becos — disse Percy, ainda correndo pela avenida — Elas são perigosas para os mortais no centro

Annabeth concordou, eles ganharam algum tempo pelo pequeno problema de tráfego que as dracaenaes haviam causado. Mas não o suficiente para se livrarem delas. Os dois entraram em mais um beco: o problema era que ele era sem saída.

Percy praguejou em grego antigo, mas quando olhou para Annabeth não pode deixar de sorrir: Ela tava com a expressão de que tinha um plano genial.

—Estou preparado para o seu plano — ele disse, Annabeth o fitou surpresa.

—Como você sabia...?

Percy deu de ombros.

—Eu te conheço.

Annabeth pegou seu boné, e fez algo que Percy não imaginou que um dia ela faria: Entregou para ele.

—Você vai ser o fator surpresa — disse ela em tom autoritário, sua faca de osso de dragão a fazia parecer absurdamente selvagem. Percy tentou disfarçar o quão sensual achava aquilo, até porque estavam tipo numa situação um pouco perigosa.

Annabeth puxou uma das escadas de incêndio do prédio, subindo por ela. E Percy finalmente entendeu o plano.

Colocou o boné, e as dracaenaes sibilaram logo em seguida.

—Ei, nojentas! Seus pés de cobras não conseguem escalar! — gritou Annabeth em provocação. Todas sibilaram fazendo um grande ssss ensurdecedor, as línguas bifurcadas para fora. Annabeth chutou uma delas, mas elas continuaram se aproximando, tentando agarrar seus pés.

E então whashp.

Rapidamente três delas haviam virado pó, o som sibilante de contracorrente sobressaindo das suas línguas bifurcadas. Annabeth conseguiu distraí-las o suficiente para que elas não percebessem a presença de Percy. Ela cravou sua espada no peito de uma das dracaenaes, e o resto delas estavam muito ocupadas confusas.

—Onde essstá? — perguntavam olhando ao redor, procurando desesperadamente pelo filho de Poseidon. Isso poucos segundos antes de virarem pó.

Percy retirou o boné, sorridente.

—Isso foi ótimo! — gritou ele, jogando o boné em direção a Annabeth. Os dois estavam suados, arranhados e ofegantes. Annabeth assentiu, mesmo achando que podia virar papinha de dracaenae quando estava se pendurando como uma isca nas escadas.

Era a primeira vez que ela lutava com monstros desde a missão de Gaia, e de repente sentiu toda a adrenalina e aquilo não foi bom. Ela não conseguia acreditar o quão ansiosa era por aquilo quando criança, agora poderia ficar facilmente bons anos sem uma missão. A sensação eminente de morte não era mais tão divertida.

—Tudo bem? — perguntou Percy, aproximando-se dela ainda com contracorrente em sua mão direita. Ela concordou, pegando na sua outra mão. Mas estava pálida.

Os dois tiraram o pó de suas roupas, saindo novamente até a avenida.

Então, Percy ficou vermelho de verdade. Completamente corado.

—Oh — falou, colocando as duas mãos no bolso.

Annabeth ainda estava se recuperando, então olhou ao redor. E entendeu.

Ela não sabia quem havia feito aquilo, se era Afrodite ou Ares ou os dois juntos. Mas as dracaenaes os arrastaram exatamente até a rua do apartamento de Annabeth. O prédio reluzia no outro lado da rua, ela engoliu em seco. Percy coçou os cabelos.

Tecnicamente, eles teriam um encontro lá no sábado, mas Annabeth tinha acabado de quase morrer ali. Estava se sentindo uma otária, eram semideuses, talvez sequer estivesse em segurança no sábado. Ela apertou a mão do namorado com força.

—Vem

Percy mal teve tempo de reagir, de repente estava sendo puxado até o saguão do prédio. Annabeth o empurrou até o elevador, apertando ansiosa o botão do seu andar. E então o beijou como se ele pudesse se desfazer em suas mãos.

No fundo da sua mente, Percy esperava que ninguém chamasse o elevador, mas isso era bem no fundo mesmo, porque enquanto Annabeth o pressionava contra a parede do elevador, naquele contexto, ele pensou que sim, iria entrar em autocombustão.

Desesperadamente Annabeth pegou suas chaves, abrindo a porta com as mãos trêmulas.

Ela o puxou pela gola para dentro do apartamento, Percy fechou a porta com o pé. Rapidamente ela retirou sua blusa, as mãos ainda trêmulas.

—Annabeth... -ele sussurrou, tentando contê-la. Mas Annabeth segurou seu rosto com as duas mãos, seus olhos estavam resolutos e claros, como ele nunca tinha visto antes.

—Não — ela concluiu — Nós quase morremos, nós estamos quase morrendo sempre... Percy

Ela parou, e seu namorado estava um pouquinho preocupado com ela. Ele também pegou em seu rosto, fazendo-a olhar em seus olhos.

—O que?

—Nós precisamos aproveitar que estamos juntos — ela disse, tentando não chorar. E Percy entendeu. Eles não podiam se dar ao luxo de deixar as coisas para o futuro, por mais que quisessem. Não era essa a vida deles.

Então ele a puxou para um beijo intenso, suas mãos foram até seus cabelos loiros, tirando seu prendedor e fazendo-os cair selvagens pelo seu ombro. Annabeth respondeu em igual intensidade, suas mãos indo até as costas do namorado e o aproximando do seu corpo, sentindo os músculos retesaram pelo seu toque.

Os dois se separaram pela falta de ar, mas Percy não parou. Ele foi com seus dedos longos e agéis até a barra da camisa do acampamento meio-sangue, retirando-a com rapidez. Annabeth usava um top, mas ele não parou muito para visualizá-lo, tirando-o tão rápido quanto a camisa.

Ela fechou os olhos quando ele se ajoelhou, beijando sua barriga e desabotoando seus shorts em seguida. Ela rapidamente tirou seus sapatos, enquanto ele passava seus shorts pelas suas pernas. Percy olhou para cima, sua namorada apenas de calcinha, o sol alaranjado do fim da tarde reluzindo na sua pele. Não entendia muito bem o que estava acontecendo, mas sabia que não queria pensar mais.

Ele beijou sua coxa carinhosamente. Mas Annabeth o empurrou em resposta, fazendo-o se sentar no sofá da sala. Ela desabotoou sua calça tão rápido quanto ele havia retirado suas roupas, seu corpo estava suado e seus músculos retesados tanto pelo toque quanto pela luta recente.

Ao olhar para ele esparramado em seu sofá, os braços esticados e o olhar duro e sério, Annabeth sabia que não queria mais esperar, nem mais um segundo. Ele parecia um deus, emanava uma aura poderosa e um pouco inebriante, como a brisa do mar.

Os dois se entreolharam por um segundo, e algo mexeu nos peito dos dois. Ao mesmo tempo que Percy a puxou ela foi na sua direção, sentando-se no seu colo. Os beijos continuaram intensos, era como se eles ainda não tivessem saído da aura da batalha. Estavam intensos e mortíferos.

Percy beijava seu pescoço e puxava seu cabelo, sua mão pesada apertava sua coxa direita. Ela se movimentava contra sua cueca, sentindo ele ficar duro contra ela.

Ela gemeu quando ele foi até seus mamilos, jogou a cabeça para trás. As mãos dele pareciam tocar todo seu corpo, se movimentavam como se precisassem de cada pedaço de pele dela. Ela sentia aonde ele a tocava parecer fogo, seus toques a faziam se contorcer.

Era aquilo, a única coisa que Percy pensava. Era aquilo que queria fazer para sempre, a pele macia dela era tudo que ele queria. E vê-la tão vulnerável, gemendo seu nome enquanto ele a comandava. Era uma troca excitante de papéis.

Annabeth passou seus dedos até a virilha dele, depois massageando-o por cima da cueca. O maxilar dele ficou duro, os olhos intensos. Normalmente era aquilo que fazia as pessoas darem um passo para trás, a sensação de perigo antes dele desferir contracorrente. Ela sentia um pouco daquilo, da sensação de perigo, mas não de um jeito ruim.

Então ela passou seus dedos para dentro, sentindo-o duro contra suas mãos. Engoliu em seco, tentando conter sua própria excitação ao vê-lo abrir ligeiramente a boca, sussurrando seu nome com os olhos fechados. Quando ele abriu os olhos de novo, cravando-os no seu rosto. Ela quase se sentiu envergonhada.

Um pouco rude, ele puxou sua calcinha, rasgando-a invés de passar pelas suas pernas. Ela ofegou, uma de suas mãos apertavam sua bunda com força. Ela apoiou os dois braços no sofá, agora sentindo ficar mais molhada do que estava acostumada.

Estava em cima dele, totalmente nua. A única coisa que os separava era aquele pequeno pedaço de pano que era a cueca box de seu namorado. O rosto dele estava na altura dos seus seios.

O coração de Annabeth perdeu uma batida pelo nervosismo e expectativa. Ela confiava totalmente em seu namorado, mas aquilo era diferente, era íntimo e humano. Então Percy sorriu pra ela, aquele maldito sorriso sarcástico de que tinha aprontado. As inseguranças de Annabeth ficaram num canto esquecido de sua mente.

—Ei — ele a chamou, sua mão esquerda massageando sua nuca, fazendo sua espinha se arrepiar. Ela olhou em seus olhos, mordendo o lábio inferior, os fios dourados caindo em seus olhos . Percy gritou em sua mente "droga!", ela era a garota mais sensual que ele já tinha visto — Eu te amo

Annabeth sorriu, e fez algo que achou que poderia matar Percy: rebolou contra sua cueca, molhando-a. Ele abriu a boca, os dois não conseguiam parar de olhar nos olhos um do outro. Estavam ficcionados. Ele a parou segurando seu quadril com força, os músculos de seu abdômen se apertando pela excitação. Com uma das mãos ele massageou o lado esquerdo da sua bunda, e com a outra retirou sua cueca.

Então se beijaram novamente, e naquela hora, não tinham Deuses ou missões ou responsabilidades. Era somente os dois.

Os corpos quentes juntos, a sensação do toque da pele retirando uma tensão de anos. Annabeth segurou o sofá com força, tentando não tremer. Percy apoiou seu quadril contra ele, e então a penetrou.

Os dois ofegaram, gemendo baixo.

Ele se segurou ao máximo para não se movimentar, mesmo a sentindo apertando contra ele, fazendo seus olhos ficarem pesados e um puxão no fim da barriga. Os dedos de Annabeth seguraram o sofá com tanta força que seus dedos estavam brancos.

—Tudo bem? — perguntou Percy, tirando os fios loiros da sua testa. Annabeth assentiu, se acostumando por alguns segundos, e então ela mesmo começou a se movimentar para cima e para baixo, do seu jeito, vagarosamente.

Os dois se movimentaram juntos, devagar. Os quadris se encontrando lentamente, Percy sentiu tudo: o coração batendo rápido, seus olhos revirando sem ele querer, a sensação de preenchê-la o matando de prazer aos poucos. Então começaram a se movimentar mais rápido, os corpos suados se encontrando, a voz de Annabeth começando a preencher o local pelos gemidos.

Agora estavam sincronizados, os quadris se encontrando na mesma hora. Annabeth estrangulou um gemido, seus dedos agora nos ombros do namorado, arranhando-os com força. O ritmo começando a ficar frenético e rápido.

A visão de ver sua namorada se movimentando na sua frente contra ele estava começando a fazer todo o corpo de Percy se derreter, ele colocou sua mão pesada por dentro dos seus cabelos, puxando-os com um pouco mais de força que o habitual e fazendo sua cabeça tombar um pouco para trás. Annabeth parecia ter gostado, gemendo um pouco mais alto enquanto com a outra mão ele apertava seu quadril com força.

Os dois sentiam que algo de extremamente certo estava acontecendo. A verdade é que eles combinavam completamente, os seus corpos se movimentavam de um jeito perfeito para os dois. Eles tinham exatamente a mesma ideia do que era prazeroso: se desfazer, se deixar levar. A mente dos dois estava enevoada, seus quadris se chocando.

As pernas de Annabeth começavam a tremer, ela sentiu um puxão em seu abdômen, a sensação de urgência tomando seu corpo. Começou a se movimentar mais rápido, agora a dor era somente boa.

—Percy — chamou, seus olhos cinzas estavam num extra tom de tempestuoso. Percy assentiu em resposta, se movimentando com mais rapidez. Ela enterrou suas unhas no seu peitoral, o corpo maravilhoso do seu namorado que não estava a ajudando a se controlar. Então aconteceu, ela veio, seu corpo tremendo. Ela fechou os olhos, a boca aberta. Êxtase.

E seu namorado estava se controlando absurdamente para não gozar desde que haviam começado, mas algo no jeito que ela se movimentou contra ele quando veio, seu tom manhoso chamando seu nome fez com que ele não se controlasse. Segurou seu quadril com força, penetrando-a mais freneticamente.

Então veio, alguns poucos segundos depois dela.

Annabeth não imaginou que poderia ficar selvagem algum dia na vida, mas algo no jeito que Percy tombou sua cabeça para trás e murmurrou com sua voz arranhada mexeu com ela. Os dois pulsavam, as respirações ofegantes se misturando. Annabeth também puxou seu cabelo, ele ainda dentro dela.

Os dois se beijaram, tão lascivos que Annabeth teria se envergonhado se não tivesse completamente inebriada, as línguas se encontrando com urgência, os dois puxando os cabelos um do outro. Annabeth parou o beijo para gemer.

Percy sorriu, uma camada fina de suor percorrendo seus músculos, o cabelo preto totalmente bagunçado.

Annabeth saiu do seu colo, sentando-se ao seu lado ainda ofegante.

—Ah — ela disse como se lembrasse — Também te amo

Ele gargalhou, uma risada alta e rouca que fez Annabeth perder qualquer resquício de sanidade que tinha. Pela primeira vez, ela olhou para o corpo dele de um jeito totalmente diferente, agora completamente amadurecido: Os braços levemente delineados, assim como seu abdômen que tinha alguns músculos. O peitoral definido que subia e descia, as pernas grossas e musculosas. Ela não sabia se em algum momento da vida eles foram só amigos, mas agora ela sabia que a partir daquele momento ela nunca mais conseguiria vê-lo só como um amigo de novo.

—Droga, Annabeth- ele apoiou a cabeça no sofá, ainda atordoado. Então deu uma risada. E Annabeth acabou rindo também. Aquilo tinha sido a coisa mais instintiva que tinham feito na vida, e eles batalhavam instintivamente rotineiramente.

Percy não se lembrava de algum momento ser tão feliz. O dia estava lindo, o começo da noite agora nas grandes janelas da sala, a lua nascendo. E Annabeth do seu lado, totalmente nua, a luz do luar refletindo em seus olhos cinza, os cabelos loiros caindo pelos seus seios. Ela sorria de forma sapeca. Ele a puxou pelo quadril, fazendo seus corpos se aproximarem mais, as pernas agora se entrelaçando, seus rostos a poucos centímetros de distância.

Os dois estudaram o rosto um do outro por um tempo que eles honestamente nunca conseguiriam dizer quanto.

—O que você quer fazer? -ela sussurrou por fim, ela falava de um jeito malicioso que ele nunca tinha ouvido antes, seus dedos massageando seu peitoral. Os cabelos cacheados e volumosos a faziam parecer uma leoa. Percy encarava seus lábios. Ele piscou, voltando ao normal. Passou os próprios cabelos para trás.

—A gente pode ficar assim para sempre? — perguntou de volta, e observou um sorriso enorme crescer no rosto de sua namorada. O sorriso mais lindo de todos os tempos. Ela passou seu pé pela perna dele, para cima e para baixo.

—Eu adorei esse plano — seus dedos tamborilavam em seu peitoral — Mas eu estava falando sério sobre o mcdonalds, que tal? Depois eu estou 100% aqui para continuarmos…

Percy piscou, atordoado.

—Você é a namorada perfeita — Annabeth riu em resposta, beijando-o de novo. Agora um beijo mais delicado.

Os dois começaram a buscar suas roupas lentamente pelo apartamento, olhando para o outro com expressões maliciosas. Depois, desceram em direção a lanchonete da esquina naquela noite agitada em Nova York, abraçados como um casal de dois jovens apaixonados, numa típica quarta feira.

Notas finais
um capitulo com TUDO, aventura romance etc, mais percabeth impossível correto? hdjshasj espero que os leitores ansiosos por esse momento estejam felizes a ideia é que eu nunca imaginei percabeth tendo esse momento planejado e super romantico. Mesmo que eles tentem planejar a vida deles, tudo acontece meio repentinamente e descontrolado. Fazer o quê, eles são semideuses KKKKK e decidi fazer especialmente esse capítulo em terceira pessoa para que vocês entendessem simultaneamente o que passava na mente dos dois, trazendo uma experiência mais completa digamos assim kkkkkkkkk espero que tenham gostado da narração Deixem seus comentários reviews etc, não sejam tímidos KKKKKK Nos vemos no próximo!